Feeds:
Posts
Comentários

Posts Tagged ‘Leandro Pereira’

Existe um antigo comercial da Revista Veja que usava a seguinte – e genial – assinatura: “É possível contar um monte de mentiras dizendo só a verdade”. Pois é exatamente essa a impressão que eu tenho ao analisar a atual temporada do Palmeiras.

Somos uma equipe com bom potencial, alguns jogos memoráveis pro bem e pro mal, mas, no geral, o desempenho médio da equipe fica abaixo do esperado. É claro que nenhum time contrata 25 jogadores e sai por aí jogando por música, levantando caneco e fazendo festa. No entanto, a fragilidade da equipe em alguns momentos do ano chega a ser bizarra.

Sem mais delongas, vamos a algumas verdades mentirosas do Verdão.

3º MELHOR ATAQUE DO BRASILEIRÃO
Talvez você não saiba, mas o Palmeiras é o terceiro melhor ataque do Campeonato Brasileiro. Ficamos atrás apenas dos dois líderes e, ainda assim, a diferença de gols é pequena. No entanto, ao olhar para o quadro de artilheiros do campeonato e relembrar dos nostros tentos, fica quase impossível entender como isso ocorre. Fizemos muitos gols de bola parada, outro tanto de contra ataque e, na verdade, a maioria deles ocorreu ainda no primeiro turno. Estamos longe de ter, na prática, um ataque mais eficiente que o do Santos ou do Sport.

GOLS DIVIDIDOS, ATAQUE FORTE
Se um time marca muitos gols, mas não tem um artilheiro, deve-se entender que o elenco é forte. Mas não é bem assim. Nostros artilheiros no ano são reservas da equipe (Rafael Marques e Cristaldo), quem mais marcou no Braisileirão foi um meia (Dudu) e até um jogador que já saiu da equipe (Leandro Pereira) consta na tabela dos que mais marcaram. A real é que não é nostro ataque que é forte; é que ninguém consegue se firmar com a camisa 9.

DEFESA DE DEGOLA
Com 38 gols sofridos até aqui, o Palmeiras tem uma das piores defesas do campeonato. Para se ter ideia, já sofremos mais gols do que três dos quatro times que estão na zona de rebaixamento. Com um retrospecto desse é fácil dizer que a culpa é da zaga, mas, na minha opinião, não é bem assim. Embora nenhum de nossos defensores seja unanimidade, a porteira abriu ao perder Gabriel e Arouca. Sem a proteção necessária, é difícil acreditar que nostra defesa segure alguma coisa.

LIGAÇÃO DIRETA, RETA E RUIM
Qualquer criança de 5 anos de idade que assistir a um jogo do Palestra vai perceber algo óbvio: o time não tem meio-campo.E, segundo os números oficiais do Footstats, o festival de lançamentos dos zagueiros para o campo de ataque é a mais pura verdade. Nada mais, nada menos que Victor Ramos, Vitor Hugo e Jackson figuram no Top 5 do nostro quadro de lançamentos (tantos certos quanto errados).

FALSA EFICIÊNCIA
Lucas, Egídio e Robinho são os melhores passadores do elenco. São os que mais acertam passes e cruzamentos, liderando os quesitos. Mas quem acompanha o time sabe que a ineficiência é também o forte deste tipo de passes laterais e sem objetivo algum, complicando bastante a evolução do jogo e muitas vezes culminando em erros que são parados com faltas (os mesmos jogadores estão entre os cinco mais amarelados).

Enfim, o Palmeiras está se montando. Ou, até aqui, tentando. O que não dá pra fazer em uma fase de tantas decisões é tapas o sol com a peneira e fingir que não estamos vendo nada direito. É bom que Marcelo Oliveira trabalhe bastante com este time para começarmos 2016, de fato, esperançosos por ver algo grandioso.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Anúncios

Read Full Post »

Quem assistiu todos os jogos do Palmeiras na temporada sabe que as coisas não vão às mil maravilhas, Palestrinos. E, ao meu modo de ver, o sistema de jogo tem muito a ver com este desempenho.

Desde que chegou a Academia, Oswaldo optou pelo 4-2-3-1. O sistema é utilizado por várias equipe brasileiras e estrangeiras, não tem muito de inovador, mas com os jogadores certos pode funcionar bem. Nostra equipe mesmo já fez alguns bons jogos atuando assim este ano. O ponto é que temos falhas a resolver – e este esquema não tem ajudado.

A primeira delas é a claríssima fraqueza de nostra defesa, que implica em ter proteção extra. Isso implica em laterais que subam pouco ou em volantes que estejam dispostos a se matar. O que, de cara, já mata dois conceitos primário de Oswaldinho: Zé Roberto na lateral e Robinho (ou CX) de segundo volante. Sem uma dupla de zaga confiável, fica impossível jogar assim.

A segunda é a nostra principal fonte de preocupação dos últimos anos: a criação de jogadas. Embora tenhamos mais opções do que nunca (Robinho, Cleiton e até ele, Valdivia), a distribuição de jogo ainda é um problema para nós. Muito pelo problema dos volantes e muito pelo próximo ponto – o constante isolamento dos pontas.

Seja Dudu, Rafael Marques, Kelvin ou Maikon Leite a receber a bola, o Palmeiras se especializou em isolar seus pontas em 2015. A bola até chega neles, mas a jogada morre. Ou eles tentam ir pra cima ou – o que é mais comum – eles fazem um cruzamento só para se livrar da bola. É preciso que os laterais e o pivô se aproximem e facilitem as tabelas.

Por fim, é preciso rever este esquema com um atacante único. Que até funciona bem com a altura e força de Leandro Pereira, mas com nostros outros dois avantes (Cristaldo e Gabriel Jesus), muito menores e mais fracos, não. Ou centralizamos Rafael Marques ou jogamos com dois na frente.

A verdade é que, por mais que seja apenas maio, soluções não faltam. Ao contrário do ano passado, este ano temos muitas outras opções. É claro que as lesões constantes têm atrapalhado (principalmente a de Arouca), mas é possível driblá-las usando inteligência e – o mais importante neste post – as variações táticas.

Dá pra montar este Palmeiras no clássica 4-2-2-2 (com dois volantes, dois meias e dois atacantes de ofício), dá pra fazer o 4-1-2-1-2 (hexágono clássico, com apenas um meia armador e três homens que se movimentem), até mesmo um 3-5-2 (aqui sim usando Zé Roberto na ala esquerda) ou um 4-3-3 (Jesus, Dudu e Leandro Pereira na frente). Meu pensamento é simples: se os técnicos da Ponte e da Chapecoense conseguem montar times competitivos, por que o do Palmeiras não conseguiria?

Abre os olhos, Oswaldo.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

O barulho que tem sido feito em torno de Gabriel Jesus é totalmente compreensível, Palestrinos.

O garoto tem números impressionantes nas categorias de base (54 gols em 48 partidas), é a maior revelação que temos desde Vágner Love (chegou ao time de cima em 2003) e tem tudo para ser um daqueles raros ídolos nascidos e criados dentro do clube (o último foi Marcos). Não a toa teve seu contrato renovado com todo o cuidado, não a toa já assinou contrato com a Adidas e não a toa tem chamado a atenção de todos – Fred, inclusive, o citou em uma entrevista na SporTV.

Após a última rodada, no entanto, duas declarações chamaram a atenção. A primeira foi de Oswaldo de Oliveira, que atestou estar farto de torcedores clamando pelo atacante como groupies clamavam pelos Beatles; já a segunda veio de Rafael Marques, que revelou que o grupo tem tomado cuidado para blindar o garoto do assédio da imprensa – e até de chegadas dos adversários.

A minha humilde opinião é a de que precisamos ir com calma ao lançar o garoto, mas que é necessário dar cada vez mais chances a Gabriel.

Por um lado é preciso calma porque a base e o profissional são mundos totalmente diferentes. Raros são os atletas que passam reto por essa fase de adaptação. Messi, Tévez e Neymar são alguns exemplos de “anomalias da base”. É claro que nostro bambino d’oro pode ir pelo mesmo caminho, mas vendo tantos que já ficaram sem ter tido o menor sucesso, dá pra entender a paciência de Oswaldo em lançá-lo na equipe.

Por outro lado, é preciso testá-lo dentro de campo. Nostra classificação está sacramentada no Campeonato Paulista e as quatro últimas rodadas parecem ideais para dar chances reais ao camisa 33. Até mesmo porque, sejamos claros, nostro setor ofensivo está totalmente abaixo do ideal. Cristaldo merece ser titular, mas não tem sido unanimidade: é preciso ter alternativas a ele e tanto Leandro Pereira quanto Rafael Marques não têm feito por merecer.

Enfim, acredito que o caminho não seja nem tão ao céu nem tão ao mar. Gabriel merece mais minutos em campo, mas ainda não pode ser alçado ao posto de Menino Jesus.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

Engana-se quem pensa que sábado ganhamos apenas do Audax, Palestrinos. Afinal, em um único dia saímos de campo seguros de termos ganho três pontos, um elenco de qualidade e um capitão atuante.

Dentro de campo, os primeiros 45 minutos foram surpreendentemente bons. A saída de bola que era torta em 2014, parece muito mais leve este ano. Tanto que em três lances seguidos, as jogadas que começaram nos pés de Victor Hugo (bela estreia), passaram por Gabriel ou Renato, chegaram em Allione e foram parar dentro da área do adversário. Duas foram pro fundo da rede graças a boas finalizações de Leandro Pereira e Robinho; já a outra Maikon Leite conseguiu colocar em órbita.

Mas, no geral, a primeira etapa serviu para mostrar um time que sabe tocar a bola e utilizar a velocidade que tem. O que, aliás, deve melhorar e muito com a entrada de Arouca, Dudu, Alan Patrick e – quem sabe – Valdivia. Grupo que nos dá a plena certeza de ter algo que não temos há muitos anos: um banco de qualidade. Com jogadores como Nathan, João Pedro, Renato e Robinho brigando para entrar na equipe, Oswaldo vai poder descansar atletas em alguns jogos menos importantes, além da óbvia briga por posição não deixar ninguém se acomodar.

Por último, o assunto que parece ter tomado da mídia desde o dia de ontem: o discurso de Zé Roberto. Noves fora o vocabulário e levada de pastor evangélico, é impossível não ter se empolgado com as palavras do nostro novo capitão. Afirmar que o Palmeiras é grande e que essa retomada passa pela entrega deste elenco foi um ponto mais do que positivo do camisa 11.

Se ele vai aguentar a correria da lateral aos 40 anos, eu não sei. Mas que faz bem ter toda essa experiência a nostro favor, isso faz.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »