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Posts Tagged ‘líder’

Mais uma bola na área.
Mais uma pane defensiva.
E mais uma derrota, Palestrinos.

Tá difícil ver uma luz no fim do túnel com essa desatenção constante. Ainda mais em um jogo como o de ontem, onde tudo deu absolutamente errado. E boa parte dessa culpa, ao menos no dia de ontem, ficou com Marcelo Oliveira.

Embora tenha acertado em colocar dois volantes mais vigorosos que Amaral e em dois laterais velozes, sua insistência em Leandro Almeida e a lentidão de um meio e ataque tão lentos tornaram o Palmeiras um navio encalhado. Marcávamos, mas dávamos chutões; chegávamos ao ataque, mas não acertávamos nenhuma jogada. Aí não tem como ganhar jogos, né não?

E eu, sinceramente, acho que precisamos urgente de um capitão. De um jogador que vibre dentro de campo, que chame a atenção dos companheiros, que cobre o árbitro, separe as confusões, proteja os mais jovens. Já testamos Prass, Lucas, Zé Roberto, Arouca, quase todo mundo e nenhum – repito, NENHUM! – deles fez o que se espera de um líder dentro de campo.

Pode parecer besteira, mas basta lembrar qualquer grande time que tivemos para lembrar os capitães incríveis que estavam em campo. Muitas vezes nem eram os melhores tecnicamente, mas eram os mais vibrantes. Respeitados. Confiáveis. Todo time precisa de um cara desses dentro de campo para não deixar o time acomodar, muito menos desistir dos jogos.

Minha opinião é que, hoje, nós não temos. E que encontrar alguém com este perfil de liderança poderia nos poupar bons pontos neste campeonato. Principalmente na hora de chamar a atenção de todo mundo na bola parada. Quem se habilita?

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Veio outra derrota, Palestrinos.

Um revés estranho, no entanto, daqueles em que fica o sentimento de que merecíamos mais. E isso porque o time que saiu de campo aplaudido na tarde deste domingo foi imensamente mais corajoso e brigador que o grupo que deixou o gramado da Vila Belmiro na última quinta.

Mas, admitamos todos, ainda é pouco. Muito pouco.

Afinal de contas, ninguém discute que Gareca chegou ao clube há 30 dias, que ainda não conhece todo o grupo e que faltam opções ao nostro “entrenador”; no entanto, é impossível perdoar a desorganização tática dos primeiros 30 minutos de jogo.

Tomamos dois gols em 10 minutos e por pouco não teve mais na primeira meia hora de partida. Os laterais estavam abandonados, o meio-campo completamente perdido e o ataque só corria atrás de chutões desnecessários. Os testes de Gareca (Eguren e Mendieta) foram mal  o que víamos era Diogo tentando fazer sozinho o que os outros nove jogadores de linha penavam para fazer.

O primeiro lance de lucidez foi justamente entre Mendieta e Leandro, mas após uma conclusão em cima de Fábio, Henrique jogou por cima o gol que nos colocaria de volta à partida antes do intervalo. Ali, no entanto, já dava para enxergar um time mais ciente do que deveria fazer.

E o segundo tempo foi todo nosso: tivemos posse, trocamos passes, ficamos mais ofensivos. Mas aí fez diferença a nostra falta de qualidade. Contido, quando pudemos definir para empatar a partida… perdemos. Não só as chances, mas também o jogo.

(Apenas um importante parênteses aqui: todos os 16 mil que compareçam ao Pacaembu foram incríveis. Cantaram, apoiaram, incentivaram. E, mais do que tudo isso, entenderam que vamos ter que levar esse time pela garganta.)

O futebol, sabemos, é assim: nem sempre permite que se durma por tanto tempo e se recupere depois. Ainda que seja merecido.

A esperança é que, a partir de agora, vejamos um time com mais atenção em campo. Porque se um mês de trabalho com um grupo limitado ainda permite que alguns erros sejam cometidos, a desorganização tática não é um deles. Avanti, Palmeiras.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Mal foram embora e as vitórias já voltaram, Palestrinos.

Embora “7 jogos de invencibilidade” virem rapidamente “2 jogos sem vencer” para a incansável imprensa, o Palmeiras ontem bateu o São Bernardo, no Pacaembu, e está a três pontos da classificação antecipada.

Um São Bernardo complicado, diga-se de passagem. Um dos poucos times do interior que merecem atenção junto com Audax, Botafogo e Santos, o time aurinegro complicou nostro triunfo na noite de ontem. Mas foi aí que, em tempos de Carnaval, apareceu o nosso diferencial: a harmonia nota dez.

Nós não temos o melhor ataque nem a melhor defesa da competição, mas temos algo muito mais valioso que isso: o equilibro.

Em números gerais, somos o segundo melhor ataque (atrás do Peixe), a segunda melhor defesa (atrás do Ituano) e temos o segundo melhor saldo de gols (novamente atrás do time do litoral). Mas nostro equilíbrio vai além dos frios números da tabela de classificação.

A espinha dorsal que perdeu Henrique, hoje se sustenta convicta com Prass-Lúcio-Wesley-Valdívia-Kardec. São esses os pilares do time e, quando um deles não joga, claramente cai o rendimento e a confiança da equipe.

O lance é vencer a Lusinha na próxima quinta e aproveitar a classificação antecipada para descansar quem deve ser descansado, dando chances a quem pode aproveitá-las. Patrick Vieira, por exemplo, merece mais chances. Da mesma forma, dar sequência a Eguren, Marquinhos Gabriel e tentar soluções para Alan Kardec (Rodolfo) faria bem ao andamento do ano.

De qualquer maneira, se o carnaval do futebol fosse hoje, o quesito harmonia da Sociedade Esportiva Palmeiras teria nota 10.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Eu, como todo e qualquer palmeirense, adoraria ver o time jogando ofensivamente. Mas, infelizmente, caros Palestrinos, o melhor que podemos fazer hoje é usar três volantes.

Sim, eu sei que você torceu o nariz. Eu também já torci por diversas vezes. A verdade, no entanto, é que o time funciona melhor assim. Não temos Iniesta, Xavi, Messi e Neymar para fazer quadrado mágico; não temos Di Maria, Cristiano Ronaldo e Benzema para jogar na velocidade; tampouco contamos com Silva, Agüero e Dzeko… somos o medíocre Palmeiras da Série B.

O jogo de ontem, diante do Oeste, foi apenas mais um de uma série de partidas em que o Palmeiras jogou razoavelmente bem e correu poucos riscos. Afinal, sem um primeiro volante de formação e visando dar liberdade aos três jogadores de frente (Valdívia, Leandro e Kardec), o trio Araújo-Charles-Wesley vem alternando subidas e descidas e segurando bem a bronca.

Caso Eguren entre no time – e eu nem sei se deveria, já que ele sempre joga poucos minutos tanto aqui quanto na seleção uruguaia -, podemos pensar em Mendieta ou mesmo mais um ponta (Ananias ou Serginho, já que o Vinícius será eterno jogador de banco). Mas isso é suposição, só o Kleina deve saber porque o gringo não joga.

Hoje, entretanto, o 4-3-1-2 é a melhor saída. O time mais eficiente que podemos ter passa por Fernando Prass; Luis Felipe, Vilson, Henrique e Wendel; Araújo, Charles e Wesley; Valdívia; Leandro e Alan Kardec. Goste você ou não, goste eu ou não.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Não há como negar que começo do ano está fantástico, Palestrinos.

Seguindo uma reação que começou nas últimas rodadas do Brasileiro de 2011, o Palmeiras se levantou, a diretoria resolveu trabalhar, Felipão fez alguns cortes necessários e o nostro time já está invicto há 20 partidas.

Você dirá que boa parte delas foram diante de times inexpressivos, que oferecem pouca ou nenhuma resistência aos grandes. Mas, se fosse tão fácil assim, teríamos ao menos uns dez times invictos no país. É preciso reconhecer as qualidades (e os defeitos) desse Palmeiras/2012.

E a mais óbvia delas é o ataque. Daniel Carvalho e Barcos caíram como luva no setor ofensivo, Maikon Leite voltou a jogar a sua bola e hoje temos o melhor ataque do Paulistão sem precisar tanto da bola parada de Marcos Assunção.

Outro ponto positivo foi a chegada dos laterais Juninho e Artur: com eles, o Palmeiras tem atacado e defendido com mais velocidade, além de ganhar os bons passes do lateral-esquerdo e as cabeçadas certeiras do lateral-direito lá na frente.

A terceira boa nova chega a ser surpreendente e atende pelo nome de João Vitor. Longe de ser um grande jogador, o volante equilibrou a marcação junto com Márcio Araújo e tem ajudado demais o lateral direito da equipe.

Mas é claro que ainda não somos um time pronto.

Nostra defesa tem sofrido demais nas bolas aéreas, ainda faltam opções para o banco (um atacante melhor que Bueno e Fernandão, um volante melhor que Chico e um meia muito melhor que Patrik) e é preciso encontrar uma forma mais ofensiva de jogar quando estivermos atrás do placar.

A verdade é que merecemos a liderança, merecemos a série sem derrotas, mas ainda não temos um time 100% confiável. A única certeza que tenho é a de que, sem ilusões, estamos no caminho certo – queiram os críticos, ou não.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Somos líderes, Palestrinos!

Após sete rodadas, cinco vitórias e dois empates, somos os atuais líderes do Paulistão 2012. Temos o melhor ataque da competição, a segunda melhor defesa e vencemos um clássico complicado. Mas o que isso quer dizer na prática?

É claro que sete jogos é pouco, muito pouco, para se dizer que o time está acertado. Até porque da equipe que estreou, várias mudanças já foram feitas, graças a lesões, contratações e opções táticas de Felipão. Também é bom lembrar que éramos líderes na sétima rodada de 2011 também e deu no que deu. Mas, sinceramente, estou vislumbrando um ano melhor.

Ao contrário do ano passado, quando apostávamos na defesa, o time deste ano tem mostrado bom desempenho ofensivo. Temos tocado melhor a bola, driblado mais, tentado mais. E por mais que digam que 70% dos nossos gols saem de bola parada, aqui vai uma informação interessante: para ter a bola parada, é preciso ou sofrer a falta ou causar um escanteio. Logo, temos tido mais qualidade.

As opções para o elenco também estão melhores. As chegadas de Arthur, Román, Juninho, Daniel Carvalho e Barcos foram boas e, caso Wesley chegue, teremos ainda mais alternativas. Falta ainda, ao meu ver, a chegada de um bom zagueiro, já que o empréstimo de Henrique vence em maio e o Barcelona só aceita vendê-lo (não acredito que iremos pagar pelo passe dele). No entanto é uma equipe confiável.

Por fim, o clima é de paz. Felipão ganhou carta branca de Tirone e tem trabalhado a sua maneira – e isso quer dizer com seus defeitos (como retrancar o time quando fica na frente do marcador) e virtudes (construir um grupo e treinar insistentemente as jogadas ensaiadas).

Em suma, ser líder agora não vale nada. Mas significa que estamos no caminho certo.

PALMEIRAS 3×0 ITUANO
Belíssimo primeiro tempo, quando poderíamos ter feito até mais gols, e segunda etapa morna. Valeu pela boa partida de Maikon Leite e Barcos, pela precisão habitual do Kid Bengala e por boas defesas de Deola (que já cala os malas que queriam condená-lo após o duelo do último meio de semana). Henrique também foi bem e parece finalmente estar no mesmo ritmo dos outros.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Ranking da CBF, Palestrinos.

Eis o nome do assunto do dia para a massa alviverde. Sem jogos para acompanharmos nem contratações empolgantes para acompanharmos, esse é o tipo de notícia que causa discussão. Uma discussão que, em minha opinião, não deveria nos orgulhar tanto assim.

(Se você ainda não soube do ocorrido é o seguinte: graças a uma falha na contagem de títulos do Século XX, a famigerada Confederação Brasileira de Futebol havia nos deixado atrás do Santos no ranking nacional de todos os tempo. Agora, relembrando os dois títulos conquistados pelo Palmeiras em 1967, tomamos a ponta.)

É óbvio que temos que celebrar nostra história e as glórias do passado. O Palestra Itália que nasceu forte e se transformou em Palmeiras com alma de campeão jamais deverá ser esquecido, bem como os nostros ídolos. Mas eu não preciso de um ranking para saber disso, quanto mais um ranking que traz a chancela da CBF!

Todo palmeirense sabe a história que ostenta com sua própria fibra. Claro que são números – e números têm o seu valor ao falarmos de conquistas -, mas números são extremamente pequenos perto de tudo o que realizamos ao longo de 96 anos.

E, como se isso não bastasse, ficar alardeando este ranking por aí só evidencia ainda mais a nostra última década de fracassos. De todos os grandes títulos que temos, os principais já se foram há mais de 12 anos…

Enfim, eu respeito quem ficou feliz com a notícia. Mas, pessoalmente, não preciso de um ranking da CBF para saber o valor que a Sociedade Esportiva Palmeiras tem para a história do futebol.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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