Feeds:
Posts
Comentários

Posts Tagged ‘lucio’

Vitória, Palestrinos! A primeira em meses por mais de um gol de diferença, sem sufoco e com aquele sentimento de que, sim, este time ainda tem jeito.

A última partida deste tipo que eu me recordo foi contra o Goiás, no 1o turno, antes ainda da pausa para a Copa do Mundo. De lá pra cá, mesmo quando vencemos foi um parto. Ontem, no entanto, o Palmeiras resolveu ser Palmeiras e venceu com autoridade.

Sustos houveram, claro, e sempre vão haver com este elenco. Mas os gols de Lúcio e Henrique só coroaram a boa partida que fez nostra equipe. Destaque para as exibições de Renato, Victor Luís, Cristaldo e Valdívia, que realmente fizeram a diferença nos momentos decisivos.

Desta feita, espero a partir de agora, que Dorival tenha entendido que a estratégia está bem clara: devemos jogar como grande em casa e jogar com mais inteligência fora. Ontem entramos com um time leve e fomos muito bem; mas fora de casa não dá pra ser kamikaze – precisamos de mais inteligência.

Todas as nostras últimas derrotas fora de casa foram marcadas por partidas mal jogadas. Time muito aberto, sem proteção e consciência do que fazer dentro de campo. No domingo, diante do rápido time do Figueirense, é preciso estar mais ligado. Melhor entrar fechado e jogar por um contra ataque do que tentar ir pra cima e deixar Lúcio/Nathan/Victorino no mano a mano com jogadores velozes.

Não é jogar “como time pequeno”. É ser inteligente.

Na ponta do lápis, se vencermos todos os jogos em casa estamos livres do rebaixamento. Isso é perfeitamente possível se pensarmos que a massa tem levado ao menos 15 mil pagantes em todos os jogos e ainda mais factível ao olhar a tabela e ver que temos clássicos no Pacaembu.

Vamos escapar.
Só precisamos ter a cabeça no lugar.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

Quando a fase é ruim não tem jeito: tudo dá errado, Palestrinos.

Você tem a bola do jogo duas vezes e ela não entra.

Você toma gols perto do final das partidas mesmo quando é melhor.

Seu goleiro é acertado por bolas na trave. E elas entram.

Seu melhor jogador sai de campo por lesionar… o nariz.

Seus jogadores limitados se superam, mas não é o bastante.

A torcida canta e vibra o jogo todo, mas não é recompensada.

Enfim, a fase está pesada para nós e não é de hoje. Mas se tem uma coisa que ajuda o azar, essa coisa se chama qualidade. Infelizmente, nostro time é esforçado, mas não passa disso. Os lances finais da partida são a pintura perfeita da nostra situação: bola no pé de um centroavante voluntarioso e ele escorrega; bola na cabeça de um centroavante técnico e ele mata o jogo.

Não tem exemplo nem sorte que mude isso.

—————————————————————————————-

MONSTROS
Lúcio, Renato e Marcelo Oliveira foram gigantes. Mas, de novo: só vontade e suor ainda não ganha jogo; ou ganhamos em qualidade ou perdemos os jogos.

MONSTRUOSOS
Wendel, Mouche e Felipe Menezes foram o inverso dos atletas acima. Previsíveis, burocráticos, no nível que são e sempre serão.

GARECA ACERTOU E ERROU
Perfeito em deixar Wesley, Josimar e Leandro fora, montando a dupla de volantes com Oliveira e Renato. Errado ao insistir com Felipe Menezes e ainda demorar a tirá-lo de campo. Cristaldo parece bom jogador, mas com UM DIA de treino não dá pra saber o que acontece.

MASSA DEU SHOW
Ontem tivemos uma apresentação emocionante dos torcedores que foram ao Pacaembu. Nas arquibancadas e no tobogã, cantamos do início ao fim e fizemos o que esteve ao nostro alcance. Estendo meu elogio, inclusive, a quem sempre critico: a MV fez protesto pacífico sábado em frente ao CT e apoiou o jogo todo no domingo.

A quem insiste em ficar em casa reclamando, meu muito obrigado.
Fiquem aí mesmo.

E AGORA?
Sport fora (mas não na Ilha do Retiro) e Coritiba em casa. 4 pontos não iriam mal, mas 6 seriam o ideal. É hora de reagir antes que a pressão tome conta.

—————————————————————————————-

E ainda assim… Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

Bom jogo no sábado, Palestrinos.

Embora estivéssemos em menos de 7 mil na cancha municipal, quem passou frio e tomou garoa ao menos saiu de campo sorrindo. Mais pelo primeiro tempo – quando todo o time correu e se entregou -, menos pelo segundo – quando o único lance empolgante foi um belíssimo passe de Valdivia (vídeo abaixo) -, mas, no geral, valeu pelos 3 pontos.

O que não podemos, agora, é achar que com a saída de Kleina e uma vitória no Brasileirão, a crise passou. O banco continua nos decepcionando, tem jogo decisivo na quarta e, para complicar ainda mais, nostro camisa 10 já está com a seleção chilena.

Embora nostro treinador interino não tenha feito grandes invenções (o que foi ótimo), fica cada vez mais claro que o elenco precisa de reforços urgentes. Afinal, não é possível ver Josimar, Felipe Menezes e Serginho no banco e achar que a coisa está boa.

Seja lá qual for o novo técnico, precisamos urgente de mais um zagueiro (só temos Lúcio, Wellington,  Tiago Alves e Thiago Martins) e um centroavante (Rodolfo e Miguel não dá). A lateral-direita também está órfã, embora Bruninho esteja voltando de contusão para tentar ajudar Wendel.

Enfim, a vitória do final de semana valeu pela moral. Mas não vamos nos iludir, ainda falta muito.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

De fato, 2014 começou diferente, Palestrinos.

E não me refiro apenas a nossa volta à Série A; me refiro ao elenco.

Após o acesso e a renovação de contrato, Kleina ganhou alguns dos reforços com os quais tanto sonhava. A maioria deles, aliás, para os setores que mais nos faltavam: o meio ofensivo e o ataque. Chegaram Bruno César, Maquinhos Gabriel, Diogo, Rodolfo – além do “fico” de Leandro e as voltas de Patrick Vieira e Mazinho. O problema é que, ao cobrir os pés, descobrimos a cabeça.

Apesar da chegada de William Matheus para esquerda, Lúcio e Victorino para a zaga, além de França para a meia defensiva, perdemos justamente jogadores de marcação. Foram embora Vilson, Luis Felipe, Márcio Araújo, Léo Gago, Charles e, agora, o capitão Henrique (vendido para o Napoli por 4 milhões de Euros).  O que estava sobrando antes, falta agora – e vice-versa.

Levando-se em conta a falta de forma de Victorino, para a zaga, por exemplo, hoje temos apenas Lúcio, o improvisado Marcelo Oliveira e garotos da base. Para o meio, sem a presença do lesionado Eguren, nossos volantes para o momentos são apenas Renatinho e França (me nego a taxar Wesley de volante, dada sua natural característica ofensiva).

O gol que sofremos sábado evidencia a necessidade de buscar reforços para o setor defensivo. Por mais que a melhor defesa seja o ataque (e é nisso que nostro treinador em apostando), teremos de encarar momentos onde o time tem de se fechar e defender como pode. E aí, amicos, pode faltar a proteção que precisamos para o nosso miolo ainda desmiolado de zaga.

Valdívia, Bruno César, Leandro, Diogo e Kardec são mesmo importantes. Mas não se pode esquecer de que Henrique foi embora. É hora de garantir um ano tranquilo procurando mais opções defensivas.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

prassrique

Sim, Palestrinos, nostro elenco é medíocre.

Melhor que o do ano passado, mas ainda sim não passa de um grupo nota 6. O que, em bom futebolês, quer dizer que pode ser que dê caldo e chegue a ser nota 8 ou ainda que desande a coisa toda e sejamos nota 4. Nunca se sabe.

De fato, não é o que sonhamos no ano do centenário. Mas a formação desse time tem lá os seus méritos. Porque o que eu tenho sentido da diretoria é que, se não dá para montar um elenco milionário, a escolha é montar um elenco que tenha um pouco do DNA do Palmeiras. Um elenco que esteja disposto a correr, suar, brigar e, se possível, sair de campo com a vitória.

Isso está claro na nova política salarial, que privilegia os jogadores com ambição de vencer. Está claro na busca de reforços que estão em busca de espaço (Marquinhos Gabriel, França, Rodolfo) ou de reconquistar seu espaço (Lúcio, Diogo, Victorino). E, mais do que tudo, fica óbvio quando analisamos os líderes do elenco, eleitos pela própria diretoria: Prass e Henrique.

Prass tem 35 anos, qualidade reconhecida, já rodou por muitos times e sabe que vai se aposentar no Verdão. É calmo, aguenta pressão (lembre-se da xícara na orelha no aeroporto) e fala muito bem quando requisitado. Já cobrou a diretoria publicamente por reforços e definição de jogadores, mas nunca, jamais, jogou contra.

Já Henrique é bem mais jovem, mas tem alma de xerife. Embora tenha seus momentos de maluco dentro de campo, achando que é meia e até centroavante, o camisa 3 se encaixou naturalmente no elenco. Saiu e voltou ainda mais certo de que pode fazer história aqui e sempre exalta o que é defender o Palmeiras (recentemente, soubemos até que rejeitou boa proposta do Napoli).

É nas asas desses dois atletas que Nobre e Brunoro estão levando o elenco. Outros líderes surgirão naturalmente (Bruno, palmeirense nota 10 e goleiro nota 5, é um deles), mas terão que se enquadrar nessa nova realidade. A realidade de quem quer vencer, crescer e honrar dois nomes: o da Sociedade Esportiva Palmeiras e o seu próprio.

Boa sorte ao time em 2014. E como diz o nostro novo canto das arquibancadas:

“Eu sempre te amarei
E te apoiarei
Eu canto ao Palmeiras
São cem anos de histórias, de lutas e de glórias
Te amo meu Verdão
Porco e dá-lhe, dá-lhe porco
E dá-lhe dá-lhe porco

Razão da minha vida.”

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

010f5d86342bea12caffbe66ad3a6f72

Era corrido o ano de 2003. 2003, vocês, sabem. O fatídico ano em que perambulamos pela Série B do Brasileiro. Mas sem dúvidas um ano bastante especial.

Fechada mais do que nunca com a equipe de Jair Picerni, a torcida lotou todos os jogos dentro e fora de casa. Eu, meu pai e meu irmão fomos em quase todos os jogos daquele campeonato, exceção feita aos dois contra o Botafogo aqui em São Paulo.

E o próximo sábado seria mais do que especial. Recebendo o Marília em casa, o Palmeiras poderia vencer, chegar a 10 pontos e ficar a apenas 3 da volta à Série A. Já na terça-feira compramos os três ingressos e a expectativa era, claro, de festa no Palestra. Mas por falar em festa…

– Filho, que dia é o jogo?
– Sábado à noite, pai.
– Cazzo, é o aniversário da sua mãe!

Isso mesmo, palestrinos, era aniversário da mamma. E na ânsia por ver o Verdão, nós nem havíamos percebido! Meu pai logo disse pra eu e meu irmão irmos, que ele ficaria em casa com ela e etc. Era injusto. Mas, vá lá, algo especial aconteceu.

Percebendo toda àquela movimentação suspeita, minha mãe me acuou e eu entreguei: tinha mesmo jogo. E já tínhamos os ingressos. Mas o pai não ia, claro que não. Quando voltássemos teria um jantar feliz. Só que ela foi mais rápida: “E não tem ingresso pra mim?”.

Nem preciso dizer que corri pro Parque, troquei as 3 arquibancadas por 4 numeradas descobertas, paguei a diferença e fomos ao jogo. Que por sinal foi 2 a 0, gols de Baiano e Lúcio!

Sem dúvidas, aquele 15 de novembro foi inesquecível.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »