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Posts Tagged ‘luxemburgo’

Antes de mais nada, Palestrinos, eu conheço o currículo de (W)Vanderlei(y) Luxemburgo.

Tenho ciência que ele é o treinador com maior aproveitamento da história do Verdão (67%) e de todos os títulos que ele ganhou conosco. Só que o tempo passou. E ele perdeu a mão. Hoje, trazer Luxa é trazer problemas.

1. Ele é arrogante.

2. Vanderlei nos abandonou logo no começo do Brasileirão/02, em um processo que culminou com nostro primeiro rebaixamento nacional.

3. Ele fala “pojéto”.

4. A saída dele em 2009 se deu por criticar abertamente a diretoria. E não foi a primeira vez (nem será a última).

5. Ele fala espanhol pior do que o Joel Santana fala inglês.

6. Apesar de ter dirigido Palmeiras, Santos, Atlético Mineiro, Flamengo, Grêmio e Fluminense nos últimos 10 anos – e com bons elencos –, seu último título nacional foi com o Cruzeiro, em 2003 Santos, em 2004. De lá pra cá, só estaduais.

7. Ele é viciado em pôquer.

8. Luxa pegou dinheiro emprestado de Edmundo e pagou com cheques sem fundo. Não precisa nem comentar o caráter do cara.

9. Ele sempre contrata Maldonado, Fabiano e Leandro Bochecha.

10. Se analisarmos os últimos grandes títulos do treinador, ele sempre teve grandes elencos para trabalhar. Isso, claramente, não é nostro caso no momento.

11. Ele vai colocar uma multa de rescisão milionária para poder pular fora do barco quando o caldo entornar.

Imagino ele lendo este post agora e, tenso, empurrando os óculos para o alto do nariz, enquanto gesticula obrigando o seu mordomo a fazer um overlap pelo sofá. Boa, pofexô.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Quem será nostro novo treinador, Palestrinos?

Muito tenho ouvido sobre Luxemburgo e Dorival, mas a verdade é que a lista é mais extensa. Conta com Ney Franco, Doriva e até mesmo Arce, nostro ex-lateral que está no Cerro Porteño (eliminado pelo Cruzeiro da Libertadores).

Na pesquisa que fizemos aqui no Siamo, em uma amostra de 63 respostas, o vencedor foi – para a nostra sincera surpresa – Luxa (19 votos). Na sequência, vieram Jorginho (13), Dorival (11) e Doriva (9). Leão (3), Narciso e Renato Gaúcho (1) vieram bem atrás – assim como Renê Simões, que zerou.

A conclusão é que, cansada e temerosa, a torcida está dividida em um paradoxo: ou um grande figurão ou uma grande novidade.

Afinal, o currículo de Wanderley – tanto no Palestra quanto em outras equipes – é inegavelmente bom. Mas igualmente inegável é que ele nos deixou de maneira traumática em 2002 e que sua má fase já está durando longos anos.

Quanto a Jorginho, joga a favor dele a boa impressão deixada em 2009, quando deixou o Palmeiras líder (com Obina pedindo música do Fantástico contra a gambazada) nas mãos trêmulas de Muricy. Mas o fato é que, desde então, oscilou muito em times de menor expressão.

Dorival tem o Palmeiras no sangue – e a torcida gosta disso. Também tem bons trabalhos com grupos limitados, o que é nostro caso hoje. No entanto, seus últimos trabalhos também deixaram a desejar.

Doriva é novidade – e também algum desespero. Ninguém nem lembrava da existência do ex-volante, mas, ao conquistar o Paulistão com o Ituano, ganhou status. O problema, de fato, é sua inexperiência.

Ou seja, definitivamente não existe um nome de consenso. Mas existem muita opções. Vamos torcer para Nobre acertar dessa vez.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Pelo que vejo, a massa quer a saída de Kleina, Palestrinos.

Ouço isso nas arquibancadas, nas ruas, no trabalho e leio isso o dia inteiro da internet (até um movimento #forakleina – ridículo na minha opinião – surgiu). Com isso em vista, vamos lá então: qual seria a sua opção de treinador para o Palmeiras hoje?

[yop_poll id=”2″]

Na minha sincera opinião, todas as opções disponíveis são iguais ou inferiores ao atual técnico.
Mas vamos lá, deem sua opinião.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Finalmente Rivaldo se aposentou, Palestrinos.

E se a simples notícia da sua aposentadoria já mereceria um post aqui no Siamo, a necessidade de uma homenagem aumenta ao lembrarmos a importância que o meia teve em nostra reconstrução nos anos 90.

Rivaldo chegou a Academia em 1994, ano seguinte ao título Paulista que encerrou a nostra fila de 17 anos. E foi determinante para o bicampeonato do Paulista e do Brasileiro, que determinaram de vez a nostra mudança de mentalidade. Se os anos 80 haviam nos deixado com aquela imagem de que nunca venceríamos, foi a partir de 94 que acreditamos que poderíamos vencer sempre.

Alto, desengonçado e habilidosíssimo com a perna esquerda, Rivaldo nos ganhou rapidamente. Algo nada usual para alguém que chegou diretamente do Corinthians, diga-se de passagem, mas totalmente justificável por sua aversão crônica as câmeras e microfones. Quem fala pouco não se compromete – e Rivaldo sempre levou isso ao pé esquerdo da letra.

Dentre seus grande momentos com a camisa do Palestra estão os dois gols na final do Brasileiro de 1994 e as inúmeras jogadas mortais tramadas ao lado de Djalminha, Muller e Luizão em 96. Seu sucesso foi tanto que, dois anos após chegar, ele se foi para a Espanha brilhar ainda mais. O resto da história nós conhecemos: La Coruña, Barcelona, Milan, Seleção Brasileira… sempre com títulos, sempre com gols, sempre quieto e decisivo.

Nem suas passagens desastradas e tardias por São Caetano, Mogi e SPFW apagaram o brilho de uma carreira perfeita. É comum ouvir que, tivesse ele um pouco mais de “marketing”, teria sido muito mais rico e famoso – o que pode até ser verdade. Mas quem fala com os pés não precisa falar para as câmeras. E os pés de Rivaldo, bem como sua cabeça, gritaram em alto e bom som por 20 anos.

Obrigado, Rivaldo! Aproveita pra descansar bem quietinho na sua Recife amada.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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O mundo dá voltas, Palestrinos. E se para alguns de nós ele gira a favor, para outros ele faz questão de girar contra.

Quando acontece dele girar contra, eu prefiro pensar que é para se aprender. É este, na minha opinião, o motivo de mais uma queda nossa: dez anos se passaram, nada mudou e fomos punidos novamente. Da mesma forma, acho que agora o mundo está dando uma bela lição em Hernán Barcos.

Aliás, que fique bem claro logo de saída, este não é um post revanchista (a imagem acima vale mais pela piada do que pelo texto). Eu, inclusive, fui fã fervoroso do argentino enquanto ele esteve por aqui – uma das provas cabais é essa. Mas, se tem um ponto desta negociação nebulosa que eu nunca entendi, era o argumento da “visibilidade para continuar a ser convocado pela seleção argentina”.

Pois bem, Hernán, você se foi. Acreditou no “pojéto” do Grêmio, debandou para o Sul esperando conquistar títulos e… nada aconteceu. Caiu no Gauchão, caiu na Libertadores e está capengando no Brasileiro. Seus gols rarearam, mesmo que você ache – com certa razão – que Elano e Vargas te dariam mais bolas que Valdivia e Vinicius. Na essência do futebol, nada de errado; você decidiu correr o risco.

Agora, se tem uma coisa que você precisava ter entendido antes de mais nada é que, para competir com Lavezzi, Higuaín e Agüero, você sempre precisou de duas coisas: fazer uitos gols e estar na mídia. O primeiro item, infelizmente, não tem como garantir; mas o segundo já era bem previsível.

Sem querer bancar o “EU JÁ SABIA”, mas já bancando, copiei apenas um argumento dos 9 que enumerei para você ficar:

“5) Série B, aqui, é A – Jogos semanais na televisão. Cobertura total da mídia. Times competitivos. Se você acha que jogar a segunda divisão vai te tirar de foco, caro Pirata, pode pensar de novo porque acontecerá exatamente o contrário. Pergunta lá pro Sabella!”

Pois é, Pirata, o mundo girou. O pojéto falhou. O #tamoxunto virou #cadaumnasua. E as suas convocações – ao contrário do que vem acontecendo com alguns meninos da base, Henrique, Leandro, Valdivia, Mendieta e, agora, Erguren – nunca mais voltaram a acontecer.

Sem ressentimentos, tá bom?
Só fica aqui uma aula sobre visibilidade e futebol brasileiro.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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É óbvio que nenhum palmeirense gostou da saída de Barcos.

Tenho certeza, aliás, de que a primeira reação de todos nós foi negar a notícia. A segunda, foi se desesperar. E a terceira, mais dolorosa, foi comprovar que era tudo a mais pura verdade. Após uma temporada, sessenta e um jogos, 31 gols e uma identificação instantânea, lá se foi o Pirata rumo o Sul.

E aí, de bate pronto, alguns dirão que ele é mercenário: que utilizou o Palmeiras como vitrine, que se aproveitou do Palmeiras para alçar voos mais altos e que, quando mais precisávamos dele, ele se foi. Outros responderão que não, que a culpa é do Palmeiras, que ele estava com salários atrasados e que o direito de buscar outro clube é digno.

Eu, sinceramente, penso que o ocorrido é uma mistura entre ambos os grupos acima.

Afinal, se é verdade que o Pirata fez juras de amor, disse que não sairia e recebeu um aumento substancial para que ficasse no Palestra, também é verdade que o Palmeiras faltou com muitos de seus compromissos. Se por um lado Nobre e Brunoro se depararam com uma dívida impagável com a LDU e com o atleta, por outro Barcos vislumbrou um dos melhores elencos do país e a possibilidade de continuar marcando gols em alto nível.

É claro que todo torcedor gostaria que seus craques agissem como ele próprio. Mas isso é a nostra porção criança falando mais alto. É aquela parte de nós que ainda ignora as mazelas do futebol e faz nostros olhos brilharem ao ver aqueles onze – sejam estes quais forem – dentro de campo. E o camisa 9 argentino se foi.

O caos administrativo vivido na “gestão” Tirone e a demora na passada de bastão para a nova diretoria são, na minha opinião, os grandes culpados para isso ter acontecido. Mais uma herança maldita da pior administração que tivemos em nostra longa e gloriosa história.

De certo mesmo, apenas a confirmação de que Barcos não é nem nunca será Marcos. E, o pior, saber que que este Palmeiras também está bem longe de ser aquele dos bons tempos do Santo.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Eu ainda era um moleque, mas me lembro de tudo, Palestrinos.

Era um domingo ensolarado de 1996 e o Palmeiras foi até Ribeirão Preto enfrentar o Foguinho pelo Paulistão. Àquela altura, o time de Vanderlei (ainda sem W e sem Y) Luxemburgo já estava na 12a rodada do campeonato, líder com 11 vitórias e 1 empate, nadando de braçada rumo ao título. E eu, com meus onze anos, fui jogar uma bola após o almoço.

Quando retornava para a casa, vi meu irmão, quatro anos mais velho, na janela gritando feito louco. Perguntei lá de baixo o que estava acontecendo e ele só conseguia repetir uma palavra: “Oito! Oito, meu Deus, oito!”. Subi o mais rápido que pude e, ao fitar o televisor, lembro que tive que olhar novamente para entender o marcador – 8×0 Palmeiras.

Quem diria que, 16 anos depois, eu iria ter uma sensção parecida? Domingo, em frente a TV, voltei a ser criança. Aliás, acredito que não somente eu, como qualquer torcedor do Palmeiras e amante do futebol. O jogo foi repleto de alternativas, belos gols, comemorações divertidas… Foi um jogo ‘old school’, anos 90 mesmo.

E por mais que eu saiba que não temos mais aquele timaço de Djalminha, Rivaldo, Muller e Luizão, foi legal sentir isso outra vez. Pode ser que não sejamos campeões, é impossível que ultrapassemos os 100 gols e é bastante provável que este time tenha altos e baixos. Mas, por essa semana, já me valeu a pena.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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