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Posts Tagged ‘mancha alviverde’

Era uma noite de quarta-feira, Palestrinos.

Dia 11 de maio de 2011 pra ser mais exato. Em campo, o Palmeiras enfrentaria o Coritiba no jogo de volta da Copa do Brasil, seis dias após ter levado 6 a 0 no Couto Pereira. Era óbvio que ninguém estava feliz. Mas eu, assim como outros 5 mil palmeirenses, decidimos ir ao Pacaembu. Crentes de que milagres são possíveis e, mais do que isso, de que sempre é dia de apoiar o Palestra.

Ao me aproximar da Praça Charles Miller, no entanto, fui interpelado por um grupo de manchistas. “Vai entrar por que, mano?”, “Vai apoiar esses vagabundos?!” e “Beleza então, seu burguesinho trouxa” foram só algumas das frases gentis que escutei em alto e bom som. Abaixei a cabeça e, ao lado do meu irmão e de um  amigo, fui decidido – e algo temeroso – em direção as catracas da cancha municipal.

Dentro de campo, não houve milagre: vencemos por 2 a 0 e acabamos eliminados. Mas, nas arquibancadas, houve vitória de quem torce de verdade. A época, escrevi este post aqui sobre a noite em que não tivemos organizadas no estádio, embora tenhamos tido alviverdes de coração.

Pois bem, eis que quase 3 anos depois a mesma torcida organizada depreda uma sede do clube por julgar o presidente “impositor, elitizador e segregador”. O motivo foi os cerca de 700 ingressos disponibilizados apenas para sócios Avanti que foram ao maior número de jogos no ano até aqui.

Ou seja, logo de cara temos uma hipocrisia gigantesca: por que reclamam agora e nunca reclamaram de ter acesso exclusivo a bilheteria do clube por tantos anos e em tantos jogos? Consigo lembrar de pelos menos uns 15 jogos – incluída aí a decisão da Libertadores de 1999 – em que fiquei horas na fila sem conseguir meu ingresso, mesmo vendo diversos homens vestidos com a regata da MV furando a fila e/ou agindo como cambistas.

E apesar de concordar com cada vírgula do que diz Paulo Nobre, não vou ficar aqui o defendendo das outras críticas. Até porque R$60 é mesmo muito caro para jogos do Paulistão e porque essa estratégia de retirada individual de ingressos tinha tudo para dar problemas como este – faltou tato da diretoria em prever isso. Fosse pela internet, no mesmo esquema em que funciona o Avanti normalmente, e teria sido a iniciativa perfeita.

(Cabe aqui, inclusive, um pequeno parênteses: sim, é preciso privilegiar sócio-torcedor. Pagar menos de 10 reais por mês para garantir ingressos e descontos não é elitizar nada e ainda garante renda certa aos cofres do Palmeiras.)

O fato é que, de novo e de novo e de novo, a Mancha causou problemas da maneira mais estúpida do mundo: através da violência. E não há mais argumentos ou desculpas para protegê-los. Afinal, uma torcida que grita mais seu nome do que o do Palmeiras e que intimida os torcedores que não fazem parte dela em certas situações, não merece nenhum tipo de proteção. Quanto mais se sentir no direito de falar em segregação!

Aliás, parabéns ao juiz Gilberto Azevedo Morais Costa, da 17ª Vara do Fórum Criminal da Barra Funda, que justificou e liberou todos os crimes praticados por torcedores organizados após liberar os corinthianos presos pela invasão no CT mês passado. A MV entendeu que não existe punição e já brincou de quebradeira também… muito mais virá pela frente.

Afinal, eles sim são os segregadores.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Difícil falar de outro assunto no momento, Palestrinos.

Embora o atual momento político tenha trazido bons ares, os resultados dentro de campo continuam nos derrubando a cada semana. Neste domingo, no vergonhoso revés sofrido por um time ridículo para um time sofrível no Pacaembu, algumas cicatrizes revelaram-se ainda mais abertas do que estamos acostumados.

De um lado, a MV xingava Luan e Valdívia. De outro, os torcedores da laranja e de parte da arquibancada gritavam os nomes deste mesmos atletas. Daí você me pergunta: de que lado você está? E eu lhe respondo com tranquilidade: de nenhum dos dois.

É óbvio que os dois jogadores em questão estão na berlinda. Luan se tornou símbolo da equipe fracassada de 2012 e é tido como herança maldita de Felipão; já o meia chileno – de qualidade técnica conhecida – notoriamente andou fazendo corpo mole nos últimos tempos.

Embora acompanhado de meu pai nas cadeiras laranjas, sou frequentador assíduo dos degraus verdes do estádio municipal e me sinto isento neste comentário. O fato é que, ontem ou em qualquer dia, não se deve xingar atletas em coro durante os 90 minutos. Da mesma forma, acredito que, para exaltá-los, só com gols, vontade e títulos. E isso requer tempo. Não se vira herói da Sociedade Esportiva Palmeiras em um ou dois jogos fortuitos.

Em bem da verdade, deveria haver um pacto entre aqueles que frequentam o estádio: gritar apenas, e tão somente, PALMEIRAS. Vale Porco, Verdão, Palestra… Vale tudo que se referir ao clube, nunca aos que vestem o nostro manto verde (exceto por raríssimas exceções, como Marcos foi e ainda o é).

O que vimos ontem, tanto da parte da organizada quanto da parte dos “torcedores comuns”, foi o transparente descontentamento com uma massa maltratada pelo tempo. Não são opiniões diferentes; é um único veredito dado de maneiras contrárias (e ambas errôneas).

Infelizmente, Nobre e Brunoro terão de agir mais rápido do que pretendiam. Ou o Palmeiras vai atrás de ao menos 5 bons reforços ou 2012 pode ser um ano sem fim.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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2013 será mesmo um martírio, Palestrinos.

Mais uma prova cabal disso foi a derrota de ontem para o insignificante Penapolense. Mesmo com o mando de campo e saindo na frente logo no início da partida, o time voltou a dar mostras que a falta de qualidade técnica e o emocional fraco vão dar muito trabalho também este ano. E, para piorar um pouco mais, fora do campo, a massa novamente rachou em duas.

Não que seja novidade que o “torcedor comum” e parte da “Mancha” tenham opiniões diferentes. Aliás, nem são opiniões tão diferentes assim: todos nós concordamos que o time que estava em campo ontem e que tomou um verdadeiro baile (até com um jogador a mais!) é terrível. Terrível e totalmente sem vergonha, diga-se de passagem. Em bem da verdade, as discrepâncias vêm apenas dos nomes perseguidos. Enquanto a organizada elegeu Luan e Valdívia para pagar o pato, os demais viram raiva maior em Maurício Ramos, Wesley, Márcio Araújo e Maikon Leite.

Seja qual for o seu partido, entenda: o problema é o time todo.

Não temos mais paciência para aguentar uma equipe titular tão cheia de falhas, com atletas muito abaixo do que nostra história permite acreditar. Uma zaga que falha a todo momento (só no primeiro tempo de ontem foram um cinco apagões), volantes que não marcam nem atacam (todos eles), atacantes sem pontaria (Maikon, Vinícius e por aí vai), um banco repleto de reservas de baixo calão, etc. Os problema são tantos que, de repente, começamos a discutir entre nós mesmos sobre quem é pior: o ruim ou o horrível.

Concordo que nostra torcida não pode nem deve passar a mão na cabeça de vagabundos. Mas daí a execrar dois ou três, especificamente, também está errado. Mais fácil até seria isentar e exaltar os dois ou três que se salvam (Barcos, Prass, Patrick Vieira… quem mais?) e a instituição Palmeiras.

Deixemos a tal “crise” e a “torcida rachada” para a imprensa vender jornal. Se dentro de campo as coisas vão mal, fora dele não podemos piorar. O momento político sugere melhora e nós, os que pagam ingresso (seja na arquibancada ou nos camarotes), precisamos mostrar a nostra força e a nostra paixão.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Me desculpem as palavras, mas eu fico puto com essas coisas, Palestrinos.

Se é verdade que o Palmeiras falhou no Paulistão e na Copa do Brasil, também é verdade que a equipe vem fazendo um 2011 bastante digno, só perdeu três partidas no ano e vem mostrando evolução a cada rodada – ainda que desfalcada de jogador como Valdivia. Tenho consciência que esta é a minha opinião e que outros podem ter a deles; o problema é quando estes “outros” novamente perdem a razão e apelam.

Sábado, quando o Verdão desembarcou em Porto Alegre, aquela mesma cambada de palhaços de sempre, denominada Mancha (Alvi)Verde, foi até o saguão protestar. Xingou Luan, xingou Adriano e quando Marcos Assunção foi conversar com eles simplesmente agrediram verbalmente também um de nostros melhores jogadores.

Isso é impressionante, amigos. Entra ano, sai ano essa corja atrapalha o Palmeiras. Este ano, quando sofremos aquela maledeta e humilhante derrota para o Coritiba, pela Copa do Brasil, foi essa mesma “torcida” quem atacou os carros de jogadores e pichou os muros do Palestra. Por sinal, no jogo de volta, quando apenas os chamados torcedores comuns foram ao Pacaembu, presenciei uma das massas mais vibrantes em anos de arquibancada. Éramos poucos em número, mas superiores em amor.

Mas, enfim, a questão não é essa. A questão é que nenhum atleta passar a correr mais em campo por ter sido pressionado e amedrontado. Tampouco esse atleta vai embora por causa disso! De uma vez por todas, tentem entender “organizados”: todo mundo que paga ingresso pode protestar a vontade no estádio e somente no estádio. Pode fazer faixas, gritar, o que quiser: menos apelar para o embate pessoal, seja ele verbal ou físico.

Conheço integrantes da Mancha que não são estúpidos a esse ponto, mas, de que adiante se gabar de seguir o Palmeiras em qualquer lugar do mundo e fazer lindas festas se parte dos “associados” só conhecem o terror como solução? Se são 15 ou 500 pouco importa: eles fazem com que o nome de toda a torcida seja manchado.

E se quiserem falar que isso é generalizar, fiquem a vontade. Eu não respeito nem nunca vou respeitar quem protesta usando a violência e a intimidação. Até porque isso seria crime em qualquer lugar do mundo, menos aqui, no nostro permissivo futebol brasileiro.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Tudo tem limite, Palestrinos.

E mais uma vez alguns imbecis passaram do limite da ignorância. Agrediram Vágner Love e, achando que eram machões, prejudicaram não só a imagem do Palmeiras como a de toda a massa de 15 milhões de verdadeiros torcedores.

Fazer o que foi feito no domingo – protesto nas arquibancadas, puxados pela própria Mancha, mas pacífico e com humor ácido: “ero ero ero, Love baladero” – é extremamente saudável. Já que o jogador não rende e foi encontrado na noite algumas vezes, a cobrança – ainda que em cima de boatos – se torna natural.

O problema é ultrapassar o limite. É jogar pedra no carro, agredir fisicamente, querer impor força em um ambiente extra-campo. É ser idiota. É ser tudo menos torcedor. Eu tenho MUITA vergonha de caras como estes que foram (e espero que continuem) presos.

Por que sabe o que eles ganharam com isso? Nada. Só o medo dos jogadores em ficar no elenco, o repúdio dos torcedores de verdade (como nós) e um clima de tensão em uma semana que tinha tudo para ser extremamente calma e de concentração para o jogo de domingo.

E a Mancha, que era motivo de orgulho pra mim quando criança (com a bateria, as bandeiras, o canto incessante), é cada vez mais motivo de vergonha. Uma mancha em nossa história. Para todos os palmeirenses do Brasil e do mundo.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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