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Posts Tagged ‘mancha verde’

O tempo passa e algumas coisas são descobertas, Palestrinos.

E a descoberta da vez diz respeito ao triste episódio da última terça-feira. Eu também fiquei extremamente chateado e indignado com o que aconteceu com João Vítor, mas, quando li que o atleta não iria prestar queixa contra os agressores, algo me disse que havia coisa mal contada.

Ontem assisti atento às palavras ditas por Paulo Vinícius Coelho na ESPN e acredito que a versão posta por ele pode ser verdadeira. Segundo PVC – jornalista e, acima de tudo, palmeirense – João Vítor foi xingado por um torcedor na saída da loja oficial do clube e, acompanhado por um amigo e o cunhado, teria partido pra cima do mesmo. O problema é que a sede da Mancha fica a pouquíssimos metros do local e, sabendo da briga, filiados da “organizada” foram até lá e a confusão aconteceu.

E então você irá me perguntar: “mas por que acreditar nesta versão e não em outras?”. Porque ontem, após o empate diante do Flamengo, Felipão deixou bastante claro que achava que o jogador não era santo nessa história, que deveríamos todos esperar os laudos da polícia. E eu, pessoalmente, acredito nisso.

Continuo achando que a agressão a João Vítor é absurda e que as tais “organizadas” devem ser banidas do futebol o mais rápido possível. Mas, devido aos fatos apurados, começo a achar também que o coitadinho não é tão coitado assim.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Lá vem mais polêmica, Palestrinos.

A diferença agora é que nada tem a ver com a nostra diretoria, comissão técnica ou jogadores. Quer dizer, tem a ver com todos estes, mas indiretamente: ao final da partida de domingo, a já conhecida ala causadora de problemas da nostra torcida resolveu pegar no pé de Luan e de Marcos Assunção, e Felipão tomou as dores dos atletas.

Então, vamos lá, por partes.

Antes de mais nada, não faz sentido nenhum pegarem no pé desses dois jogadores por rendimento. Além deles não terem sido primordiais para a derrota, foram um dos que mais correram em campo e sofreram com a mesma coisa que toda a equipe: falta de organização.

Segundo, parte dessa crítica é dirigida e premeditada. Nem tanto no caso de Luan – que sempre sofreu por causa de seus altos e baixos -, mas no que diz respeito a Assunção, a tal de Mancha age propositalmente. Chamaram um de nostros principais jogadores de cachaceiro, sendo que ele jamais faltou a treino nenhum nem nunca deu indícios de que beba demais (e aqui cabe um belo parentêses: jogador tem direito a sair e se divertir, contanto que isso não atrapalhe seu rendimento e comprometimento em campo). Desde a discussão no aeroporto em Porto Alegre a torcida tem perseguido-o.

Longe de mim dizer que Marcos Assunção é ingênuo, já que é um dos mais experientes do elenco, mas nunca vi o nostro camisa 28 se arrastando em campo ou dando migué. Ano passado ele foi brilhante, com gols e assistências que pareciam não ter fim, e este ano não está tão bem – isso é fato. Mas não faz sentido nenhum cobrar o volante pela derrota…

Por outro lado, quando Felipão compra a briga da maneira que brigou, só atrai maior atenção para esta parcela de infelizes que dizem defender as nostras cores (olha eu aqui escrevendo sobre isso novamente). Bastava ele dizer que discordava e pronto, não precisa chamar os caras pra briga, Felipone!

No mais, é só isso que eu queria lhes dizer: abram o olho que torcidas (des)organizadas também têm ligações políticas e interesses escusos. E é claro que não me refiro a todos que lá estão. A maioria confunde a torcida com o time e se deixa levar por uma ideologia baixa, tornando-se escudo dos reais interessados.

Não caiam no conto da torcida organizada, é só o que lhes peço.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Me desculpem as palavras, mas eu fico puto com essas coisas, Palestrinos.

Se é verdade que o Palmeiras falhou no Paulistão e na Copa do Brasil, também é verdade que a equipe vem fazendo um 2011 bastante digno, só perdeu três partidas no ano e vem mostrando evolução a cada rodada – ainda que desfalcada de jogador como Valdivia. Tenho consciência que esta é a minha opinião e que outros podem ter a deles; o problema é quando estes “outros” novamente perdem a razão e apelam.

Sábado, quando o Verdão desembarcou em Porto Alegre, aquela mesma cambada de palhaços de sempre, denominada Mancha (Alvi)Verde, foi até o saguão protestar. Xingou Luan, xingou Adriano e quando Marcos Assunção foi conversar com eles simplesmente agrediram verbalmente também um de nostros melhores jogadores.

Isso é impressionante, amigos. Entra ano, sai ano essa corja atrapalha o Palmeiras. Este ano, quando sofremos aquela maledeta e humilhante derrota para o Coritiba, pela Copa do Brasil, foi essa mesma “torcida” quem atacou os carros de jogadores e pichou os muros do Palestra. Por sinal, no jogo de volta, quando apenas os chamados torcedores comuns foram ao Pacaembu, presenciei uma das massas mais vibrantes em anos de arquibancada. Éramos poucos em número, mas superiores em amor.

Mas, enfim, a questão não é essa. A questão é que nenhum atleta passar a correr mais em campo por ter sido pressionado e amedrontado. Tampouco esse atleta vai embora por causa disso! De uma vez por todas, tentem entender “organizados”: todo mundo que paga ingresso pode protestar a vontade no estádio e somente no estádio. Pode fazer faixas, gritar, o que quiser: menos apelar para o embate pessoal, seja ele verbal ou físico.

Conheço integrantes da Mancha que não são estúpidos a esse ponto, mas, de que adiante se gabar de seguir o Palmeiras em qualquer lugar do mundo e fazer lindas festas se parte dos “associados” só conhecem o terror como solução? Se são 15 ou 500 pouco importa: eles fazem com que o nome de toda a torcida seja manchado.

E se quiserem falar que isso é generalizar, fiquem a vontade. Eu não respeito nem nunca vou respeitar quem protesta usando a violência e a intimidação. Até porque isso seria crime em qualquer lugar do mundo, menos aqui, no nostro permissivo futebol brasileiro.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Tudo tem limite, Palestrinos.

E mais uma vez alguns imbecis passaram do limite da ignorância. Agrediram Vágner Love e, achando que eram machões, prejudicaram não só a imagem do Palmeiras como a de toda a massa de 15 milhões de verdadeiros torcedores.

Fazer o que foi feito no domingo – protesto nas arquibancadas, puxados pela própria Mancha, mas pacífico e com humor ácido: “ero ero ero, Love baladero” – é extremamente saudável. Já que o jogador não rende e foi encontrado na noite algumas vezes, a cobrança – ainda que em cima de boatos – se torna natural.

O problema é ultrapassar o limite. É jogar pedra no carro, agredir fisicamente, querer impor força em um ambiente extra-campo. É ser idiota. É ser tudo menos torcedor. Eu tenho MUITA vergonha de caras como estes que foram (e espero que continuem) presos.

Por que sabe o que eles ganharam com isso? Nada. Só o medo dos jogadores em ficar no elenco, o repúdio dos torcedores de verdade (como nós) e um clima de tensão em uma semana que tinha tudo para ser extremamente calma e de concentração para o jogo de domingo.

E a Mancha, que era motivo de orgulho pra mim quando criança (com a bateria, as bandeiras, o canto incessante), é cada vez mais motivo de vergonha. Uma mancha em nossa história. Para todos os palmeirenses do Brasil e do mundo.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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