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Palmeiras x Fluminense nem começou e já se tornou o jogo mais tenso do ano, Palestrinos. Ou melhor: deste e do próximo ano.

Depois da derrota no Rio e da sequência ruim no Brasileirão, a sensação é a de que uma eliminação na quarta-feira pode colocar tudo a perder não só em 2015, mas também para a temporada que vem. Ao menos foi o que a nostra amada torcida organizada deixou bastante claro no último sábado…

Não que eu ache que o Palmeiras esteja jogando bem. Longe disso! Mas colocar o futuro de uma equipe que voltou a investir depois de tantos anos em uma única temporada chega a ser surreal. Agora, não bastassem as limitações técnicas, vamos contar com um time pressionado dentro de campo.

Até porque, na minha opinião, ganhar o jogo desta quarta-feira não é uma obrigação. Correr, tentar e se entregar pela camisa e cores do Palestra, sim; mas obrigação de sucesso ninguém tem. Nem mesmo um time de futebol bem remunerado.

No entanto, a Mancha impôs esse sucesso como opção única e nós sabemos como as coisas reverberam nos nostros bastidores. Seja lá qual for o resultado no Allianz Parque, nós sairemos perdendo. Em caso de eliminação, corre-se o risco de zerarmos todos os avanços feitos até aqui; e mesmo em caso de vitória, vão dizer que o combustível que incentivou a equipe foi a “pressão das arquibancadas”.

Espero de coração que Marcelo Oliveira e todo o elenco se mantenham focados no que vai acontecer dentro de campo. Caso contrário, os próximos derradeiros 90 minutos poderão ser fatais não só neste ano, mas para toda a sequência de 2016.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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22 jogadores. Um treinador conhecido. Um diretor de futebol de renome. A reforma completa do estádio. A verdade é que nessa vida, Palestrinos, tudo se compra: exceto caráter e alma.

Quem assistiu as últimas partidas do Palmeiras já percebeu que o que falta para este time é sangue nos olhos – ou fome, como diriam outros. Temos um bom elenco, uma bela infraestrutura e todos os elementos necessários para se fazer uma boa temporada. Assistir o nostro Verde jogar, no entanto, tem sido um pesaroso exercício de paciência e mau humor.

A única conclusão que chego é que, de fato, nos falta alma. E que fique claro que, por alma, não quero dizer apenas raça. Ela faz parte, é claro, mas essa aura que faz um time campeão pode passar por vários outros critérios que não somente o suor.

O primeiro exemplo que vem na minha cabeça ao misturar transpiração e inspiração, é o Atletico de Madrid de Diego Simeone. Um time muito mais humilde que os gigantes da Europa, mas que, com dedicação, algumas boas peças e aplicação tática, se torna carne de pescoço contra qualquer adversário – fraco ou forte.

Em âmbito nacional, destaco o trabalho feito por Guto Ferreira na Ponte Preta e o excelente trabalho diretivo que vem fazendo a Chapecoense. Equipes imensamente menores e menos providass de recursos do que nós, aliás, mas com um norte muito bem definido dentro e fora de campo. Juntar todas essas peças com habilidade é o que constrói a tal da alma.

Ontem, em pé nas cadeiras que já foram arquibancadas do Palestra Itália, me senti com a mesma sensação de desespero do Campeonato Brasileiro do ano passado. É dificílimo torcer por um time que toca, toca, toca, mas claramente não quer ganhar o jogo. Não chuta a gol, não é agudo, objetivo, interessado. Com a Mancha em silêncio durante todo o primeiro tempo, inclusive, parecia que estávamos ali para assistir um drama daqueles que dá nó na garganta.

Já escrevi isso no post anterior e repito: é hora de Paulo Nobre e Alexandre Mattos se posicionarem. Eles são os chefes do elenco – e de Oswaldo de Oliveira – e precisam se portar como tal. É preciso cobrar vontade e organização para se ter um time com gana.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Correria. Batalha. Vontade. Ataque organizado. Tudo o que sobrou nas alamedas em volta do Allianz Parque antes do clássico deste domingo, faltou para o nostro time dentro do gramado, Palestrinos.

Em uma jornada onde pouco salvou-se, vimos um elenco ainda desentrosado ficar dezenas de minutos com as bolas nos pés e não conseguir fazer absolutamente nada. Não é o fim do mundo – longe disso –, mas certamente servirá para Oswaldo ficar de olho.

Medindo pelas contratações e opções para a temporada, o meio-campo vai ser o coração deste time. E foi justamente este setor que mais decepcionou. Afinal, nostra defesa é lenta e limitada, já sabemos disso faz tempo; enquanto que lá na frente, Leandro é um novo Henrique, vai fazer o que estiver a seu alcance. Logo, precisamos ir acertando a meiúca com o tempo que temos até o Brasileiro.

Algumas coisas, no entanto, já são certas e precisam ser levadas em consideração:

  • Lucas é um lateral-direito fraco, pior que João Pedro ou Ayrton.
  • Victor Hugo não é ruim, mas temos que ver como reage pós-falha. Nathan pode ganhar campo.
  • Gabriel tem bola pra ser titular, mas precisa de uma dupla que jogue mais que Amaral. Arouca deve ser a resposta.
  • Maikon Leite não dá. Ponto.
  • Robinho não é armador. Apenas Valdivia e Cleiton Xavier poderão fazer essa função e, como ainda vão demorar a entrar no time, temos que apostar em jogar pelos lados do campo.

Enfim, foi apenas o primeiro clássico. Segunda derrota em três jogos. Mas não chega a preocupar nem ser motivos de corneta. Esperemos que O.O. enxergue o jogo que nós estamos vendo da arquibancada e mude o esquema.

Do contrário, melhor convocar os palhaços da Mancha e da PM pra promover ao menos uma correria útil: a que acontece dentro de campo.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Fonte: Foto Torcida no Facebook

O protesto é legítimo, Palestrinos.

Sempre foi e seguirá sendo. Até porque, na nostra atual situação, bate o desespero e é impossível ficar sentado assistindo a tudo isso. O problema, na minha opinião, é ir até a casa de alguém fazer o tal protesto – e aí pouco importa quem é esse “alguém”.

Paulo Nobre é o presidente da Sociedade Esportiva Palmeiras. Logo, realizemos o protesto em nossas casas: o Palestra Itália e/ou o CT da Barra Funda. Sem quebrar, sem vandalizar, sem ameaçar. Pedir mudança se faz com faixas, com a garganta e, mais importante de tudo, com a ajuda da mídia.

O que a MV realizou ontem foi quase perfeito; só erraram o lugar. A família de Nobre e os vizinhos dele nada têm a ver com a atual situação do clube. E embora a organização do protesto tenha sido bem estruturada, nunca se sabe quando um cara mais esquentado pode fazer besteira. Portanto, voltemos as reivindicações para a Turiassu.

A atual diretoria vem de duas décadas de administração terrível e conseguiu dar continuidade a má conduta dos tiranos que tomam conta da SEP há tanto tempo. Brunoro não mostrou merecer o salário que ganha, Omar Feitosa é praticamente um fantasma dentro da estrutura e Nobre precisa se ligar disso. Ele é o presidente e tem autonomia para dar um jeito nessa situação, demitindo quem merece.

A formação do elenco foi terrível, temos um time de Série B na A e, sinceramente, não penso que haja tempo hábil para melhorar a situação. Temos que torcer nas arquibancadas e pressionar por mudanças na diretoria.

Mas, de novo: na nostra casa. A casa do Nobre não é o lugar.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Era uma noite de quarta-feira, Palestrinos.

Dia 11 de maio de 2011 pra ser mais exato. Em campo, o Palmeiras enfrentaria o Coritiba no jogo de volta da Copa do Brasil, seis dias após ter levado 6 a 0 no Couto Pereira. Era óbvio que ninguém estava feliz. Mas eu, assim como outros 5 mil palmeirenses, decidimos ir ao Pacaembu. Crentes de que milagres são possíveis e, mais do que isso, de que sempre é dia de apoiar o Palestra.

Ao me aproximar da Praça Charles Miller, no entanto, fui interpelado por um grupo de manchistas. “Vai entrar por que, mano?”, “Vai apoiar esses vagabundos?!” e “Beleza então, seu burguesinho trouxa” foram só algumas das frases gentis que escutei em alto e bom som. Abaixei a cabeça e, ao lado do meu irmão e de um  amigo, fui decidido – e algo temeroso – em direção as catracas da cancha municipal.

Dentro de campo, não houve milagre: vencemos por 2 a 0 e acabamos eliminados. Mas, nas arquibancadas, houve vitória de quem torce de verdade. A época, escrevi este post aqui sobre a noite em que não tivemos organizadas no estádio, embora tenhamos tido alviverdes de coração.

Pois bem, eis que quase 3 anos depois a mesma torcida organizada depreda uma sede do clube por julgar o presidente “impositor, elitizador e segregador”. O motivo foi os cerca de 700 ingressos disponibilizados apenas para sócios Avanti que foram ao maior número de jogos no ano até aqui.

Ou seja, logo de cara temos uma hipocrisia gigantesca: por que reclamam agora e nunca reclamaram de ter acesso exclusivo a bilheteria do clube por tantos anos e em tantos jogos? Consigo lembrar de pelos menos uns 15 jogos – incluída aí a decisão da Libertadores de 1999 – em que fiquei horas na fila sem conseguir meu ingresso, mesmo vendo diversos homens vestidos com a regata da MV furando a fila e/ou agindo como cambistas.

E apesar de concordar com cada vírgula do que diz Paulo Nobre, não vou ficar aqui o defendendo das outras críticas. Até porque R$60 é mesmo muito caro para jogos do Paulistão e porque essa estratégia de retirada individual de ingressos tinha tudo para dar problemas como este – faltou tato da diretoria em prever isso. Fosse pela internet, no mesmo esquema em que funciona o Avanti normalmente, e teria sido a iniciativa perfeita.

(Cabe aqui, inclusive, um pequeno parênteses: sim, é preciso privilegiar sócio-torcedor. Pagar menos de 10 reais por mês para garantir ingressos e descontos não é elitizar nada e ainda garante renda certa aos cofres do Palmeiras.)

O fato é que, de novo e de novo e de novo, a Mancha causou problemas da maneira mais estúpida do mundo: através da violência. E não há mais argumentos ou desculpas para protegê-los. Afinal, uma torcida que grita mais seu nome do que o do Palmeiras e que intimida os torcedores que não fazem parte dela em certas situações, não merece nenhum tipo de proteção. Quanto mais se sentir no direito de falar em segregação!

Aliás, parabéns ao juiz Gilberto Azevedo Morais Costa, da 17ª Vara do Fórum Criminal da Barra Funda, que justificou e liberou todos os crimes praticados por torcedores organizados após liberar os corinthianos presos pela invasão no CT mês passado. A MV entendeu que não existe punição e já brincou de quebradeira também… muito mais virá pela frente.

Afinal, eles sim são os segregadores.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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20:45h | Acompanhado por um amigo das antigas, chego ao Pacaembu e fico extasiado em ver aquele mar de gente. Nas outras partidas, até pelo horário estúpido das 19h, foi impossível confraternizar antes da partida. Nesta terça, não; encontrei vários amigos, tomamos boas cervejas e confabulamos sobre o jogo. Vacinados pelos últimos anos de arquibancada, ninguém estava 100% convencido da vitória.

21:35h | Adentro a cancha municipal e a festa já está linda. São gritos, sorrisos, aquele mesmo clima que vimos contra Tigre e Libertad (a estreia com o Cristal foi mais fria e cheia de desconfiança). Quando acaba o hino nacional e começa o nostro, então, acontece aquela explosão que só nós sabemos qual é.

22:20h | O jogo se aproxima dos vinte minutos e tudo o que fizemos foi chutar uma falta no travessão. Temos a posse de bola, temos o apoio incondicional da torcida, mas não finalizamos.

22:30h | Como temíamos ali do lado de fora do gramado, estamos atrás do placar. Uma falha inexplicável de Bruno, uma bola que morreu mansa no fundo das nostras redes. E aí, mesmo gritando “Palmeiras”, voltam os fantasmas de Goiázes, ASAs, Santo Andrezes e Bocas.

22:50h | Intervalo de jogo. Todos apreensivos. O time não cria e, mais do que isso, não luta. O tal “sangue na veia” que piscava no placar antes do jogo não estava lá. E todos ali presentes sabem que sem garra, esse elenco fica tão forte quanto o Íbis.

23:20h | Mal retornamos para o segundo tempo e já vem o golpe final. Um contra ataque que vira gol em um chute tão improvável quanto possível em mais uma daquelas noites malditas. Agora, só um milagre.

00:02h | Fim de jogo. Conseguimos achar um golzinho em um pênalti mandrake, mas a verdade é que poderíamos jogar até domingo, sem parar, que o gol jamais sairia. Foi um festival de zagueiro no ataque, chuveirinho do meio-campo, trombada com adversários – e até no juiz -; foi um festival de desgosto.

00:30h | O jogo acabou já faz quase meia hora e eu e meu amigo ainda estamos ali. Balbuciamos algumas palavras, tentando consolar a nós mesmos, mas o silêncio tomou conta. Quase toda a massa já deixou o estádio, até as torres de iluminação já nos deixaram. Para piorar, a PM vem nos expulsar dos degraus públicos do Pacaembu, como se fossemos bêbados de fim de festa. A volta pra casa será melancólica.

03:00h | Contrariando o que costumo fazer, já assisti ao VT do jogo na Fox Sports. O sono ainda não veio. A diferença é que o sentimento, dessa vez, não é de profunda tristeza ou revolta. A passividade da equipe, somada a limitação que nós sempre tivemos conhecimento (embora lutássemos para acreditar no contrário), dá um tom melancólico de “e agora?” para a madrugada.

06:00h | Já de pé – e mancando por um acidente de arquibancada – ouço rádio, leio jornal, vejo na TV e ainda não consigo saber qual é o tal sentimento que tomou conta de mim. Não é tristeza, não é conformismo, talvez seja amargura. É aquele gosto odiável de saber que o sonho iria acabar, que a crônica estava pra lá de anunciada, mas que eu, ou melhor, nós, não quisemos acreditar.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Os últimos dez dias foram complicados, Palestrinos.

A maré de paz causada pelos sete jogos invictos neste início de ano deram repentinamente lugar a uma pequena turbulência causada pelos dois revezes na Copa Libertadores – que, graças a uma parte estúpida da torcida, acabaram se transformando em um grande furacão. Por isso, vamos por partes.

COPA LIBERTADORES
A derrota para o Libertad até estava nas contas iniciais. Não da maneira que foi, com um total domínio dos paraguaios e com o nostro time praticamente na roda, mas estava. O problema foi perder para o fraquíssimo time do Tigre. É inadmissível que o Palmeiras, independente do momento ou do elenco que tenha a disposição, não vença uma equipe tão fraca.

Pior foi que tivemos tantas chances de matar o jogo, que a sensação de fracasso ficou ainda mais retumbante ao apito final. A chance desperdiçada por Kleber chega a ser vexatória. Não dá para perder aquela chance, ainda mais quando se está começando uma história em um clube como o nostro. Agora não nos resta outra coisa senão vencer os dois jogos em casa e tentar pontuar fora. Ainda dá!

MANCHA CANCERÍGENA
Assíduo frequentador das arquibancadas, eu já me manisfestei algumas vezes contra a MV. E meu principal motivo é  bastante claro: não posso respeitar torcedores que coloquem o nome e os símbolos de uma “torcida organizada” acima do clube que apoiam. Para mim, fica bastante claro que a Mancha vai ao estádio para torcer por ela, e só por ela. Isso, por si só, é estúpido.

Agora, quando os mesmos velhos e conhecidos bandidos resolver agredir ameaçar os atletas não só gritando, mas também chegando as vias de fato, aí é caso de banimento perpétuo. Chega da diretoria sustentar esses vagabundos que se acham acima da verdade, chega de pagar viagem e ingressos, chega de permitir que imbecis como estes entrem em campo para conversar com técnico e líderes do elenco… isso tudo é muito absurdo!

Nenhum torcedor é mais torcedor que o outro. O presidente da MV é tão palmeirense quanto eu ou uma senhora que jamais tenha ido ao estádio na vida. Está mais do que na hora desse câncer travestido de “organizada” ser banido dos jogos da Sociedade Esportiva Palmeiras.

Na partida contra a Penapolense, já houve bete-boca velado entre a dita “organizada” e os “torcedores comuns”. E isso tende a piorar se nada for feito. Chegou a hora de Paulo Nobre convocar a PM, o Ministério Público, a CBF e os presidentes dos principais clubes do país para acabar de vez com esses grupos de criminosos.

Ou você vai defender indivíduos que não fazem nada da vida além de beber em frente ao Palestra e fazer viagens de dias e dias por dizerem amar tanto o time? Muito antes de serem torcedores, esses caras são bandidos. E eu aposto que o elenco prefere jogar com a arquibancada vazia fora de casa do que com vândalos desses supostamente apoiando.

CHOQUE-REI
Mais uma vez ficamos no quase. A diferença é que, contra o Curintia, graças ao momento vivido e o abismo técnico entre os elencos, o empate até que desceu pelas nostras gargantas. Agora, ontem, com um a mais durante todo o segundo tempo no Panetone, não dá para sair de campo satisfeito.

O que me parece claro é que, nas duas partidas, faltou qualidade para ganhar. Estamos parando em nostras próprias limitações. Com um pouco – eu disse pouco – mais de calma e atenção, podemos sair de campo com vitórias que nos dariam uma moral mais do que necessária. E vendo as chances perdidas ontem, que saudade que dá do Pirata…

Siamo Palestra!

ROJAS.

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