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Posts Tagged ‘marcos’

Nasci exatamente um mês e uma semana antes de o Palmeiras completar 71 anos, Palestrinos.

Perdi a fundação do Palestra Itália, perdi a sua transformação campeã em Sociedade Esportiva Palmeiras e perdi duas Academias indescritíveis até para quem as viveu. Mas, naquele 19 de julho de 1985, ganhei um amor para o resto da vida.

19 de julho, aliás, que é o Dia Internacional do Futebol. O que não quer dizer rigorosamente nada perante o dia 26 de agosto. Mas, talvez por ironia do destino, sejam esses 37 dias que nos aproximam tanto deste esporte tão apaixonante.

Futebol que nasceu para ser jogado por lordes e que, surgindo imponente, acabou dominado por todos. Futebol que chegou da Inglaterra e que, por saber ser brasileiro, se espalhou por todos os cantos. Futebol de defesas que jamais querem ser transpassadas, de fabulosas linhas e atacantes de raça. Abençoado futebol de torcidas que cantam e vibram – principalmente por nostro Alviverde inteiro.

E aí ganhei mais  até que um amor eterno. Ganhei Paulistas, Brasileiros, Rio-São Paulos, Copas do Brasil, Libertadores, Mundiais, divisões de acesso e tudo o mais. Ganhei o prazer de torcer com meu pai, meu irmão, com amigos-irmãos.

Por tudo isso, hoje é um dia Divino. Dia Santo. Dia de Valdir Joaquim de Moraes, Leão, Waldemar Carabina, Alfredo Mostarda, Djalma Dias, Djalma Santos, Luís Pereira, Dudu, Leivinha, Servílio, Edu Bala, César Maluco, Julinho Botelho, Arce, Antônio Carlos, Cléber, Alex, Rivaldo, Oséas, Djalminha, Zinho, Tonhão, Edmundo, César Sampaio, Galeano, Evair e tantos outros craques e cabeças de bagre.

Hoje é dia de São Marcos pegar pênaltis e fazer milagres. É dia de atacantes botinudos nos redimirem, meias habilidosos criarem e de zagueiros sinistros nos derrubarem. Hoje é dia de levantar troféus e, maldito seja!, hoje é segunda – sim, segunda-feira em que vivemos uma segunda divisão pela segunda vez.

A verdade é que hoje é dia de vestir verde e mostrar orgulho por quem muitas vezes nos envergonha. Mas que nunca, jamais, repetirá o famoso bordão do também palmeirense Boris Casoy e será uma vergonha.

Parabéns, Sociedade Esportiva Palmeiras.
Parabéns, palmeirenses.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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O dia era 23 de abril de 2003 e o Palestra Itália estava esquisito. Poucos meses após a nostra primeira queda, o Palmeiras recebia o Vitória em casa e, em um estádio meio cheio meio vazio, meio esperançoso meio tenso, estava tomando um verdadeiro baile.

Não chegávamos nem a metade do segundo tempo e o placar marcava sonoros 6 a 2. Aos 32 minutos veio então o lance derradeiro: em uma bola esticada pelo ataque baiano, Marcos saiu da área e, quando se preparou para dar um bico na bola, furou. Em bem da verdade, àquela altura pouco importava que era o sétimo gol sofrido pelo time; importava que São Marcos havia falhado.

O estádio desabou. Que aquele time era uma desgraça nós sabíamos, mas, cazzo, até tu, Marcão?! Desse jeito? Lembro que foram alguns segundos de profunda desilusão até que um coro lentamente ganhasse força total pelo estádio: “PUTA QUE PARIU, É O MELHOR GOLEIRO DO BRASIL: MARCOS!!!”.

Sim, ele era. Ele é. Vai ser sempre.

Marcos é o melhor porque é único. Porque é goleiro, capitão, exemplo, ídolo eterno. Marcos é São Marcos. E se diz que de santo não tem nada é porque carrega a humildade dos que sabem estar acima de derrotas, quedas e falhas, como foi aquela do dia 23 de abril de 2003. Falhou, admitiu, passou.

Nada nunca vai nos tirar aquele sentimento de segurança e invencibilidade que tínhamso com Marcos embaixo das metas. Se não fosse o medo de perder, eu pediria ao santo que devolvesse a bola ao atacante só para vê-lo praticar mais milagres atrás de milagres.

Daí, Marcão, quando você pega o microfone depois de quase 20 anos de convívio e pede que a gente não esqueça de você porque você não vai nos esquecer de nós… Porra, Marcão… Aí você me derruba. Nos derruba. Derruba 15 milhões de apaixonados. E essa, sim, é uma queda da que temos orgulho.

Por isso, peço um minuto de silêncio: a grande área está vazia.

Obrigado por tudo, São Marcos de Palestra Itália!!!

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Siamo Palestra!

ROJAS.

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São Marcos, Evair, Edmundo, Rivaldo, Galeano, Alex Cabeção, César Sampaio, Clebão, Felipão… São tantos os ídolos que eu vi jogar com a nostra imponente camisa que daria para fazer umas 3 seleções brasileiras.

Os tempos, no entanto, mudam. É inevitável (e não cabe aqui ser saudosista). A verdade é que o Verdão viveu tempos de escassez de ídolos. Ficamos dez anos aguentando Missos, Gioinos, Boiadeiros, Itamares e tranqueiras do gênero. E os tempos de vacas magras nos faz incorrer em erros crassos, também conhecidos como “falsos ídolos”.

Recentemente tivemos dois grandes exemplos: o Judas e o Chinelo Chileno. Ambos surgiram na mesma equipe campeã paulista de 2008, saíram logo após a conquista e retornaram pouco tempo depois com status de salvadores. Beijaram o escudo, fizeram promessas, custaram caro aos cofres do clube. Suas camisas venderam como água, a massa gritou seus nomes, havia esperança no ar. Mas bastou algum tempo para vermos quem são de verdade.

Percebam que não falo sobre resultados, falo sobre caráter. Marcos não é um ídolo só por causa de suas conquistas; ele é o Santo porque sempre defendeu nostras cores com amor. Evair idem. Edmundo, por outro lado, sempre se disse vascaíno, mas nunca fingiu lesão para ficar no DM descansando. Rivaldo atuou pelo Corinthians antes de chegar ao Palestra e, mesmo assim, nos encantou com bom futebol e profissionalismo.

Craque é aquele que conquista títulos, mas, acima de tudo, se envolve com o clube. É por isso que Valdivia merece o mesmo destino do Judas: a rua. E isso não é falta de agradecimento; é respeito ao nostro amor maior, a Sociedade Esportiva Palmeiras.

Portanto, Palestrinos, não vamos nos iludir. Morte aos falsos ídolos!

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Hoje é um dia especial, Palestrinos.

Para muitos, aliás, é o dia mais especial de suas vidas. Eu não diria tanto, mas certamente é um dos dias mais memoráveis da minha existência. O fato é que, em maior ou menor intensidade, o dia 06 de junho é especial para todos nós. Afinal, 12 anos atrás São Marcos de Palestra Itália derrotava o anticristo do futebol tupiniquim com uma só mão.

O lance é emblemático, lindo, inesquecível. Havia ali tanta coisa em jogo, tantas histórias reunidas, tantos nervos a beira da explosão que nem Hitchcock construiria o roteiro daquela noite. Noite de Morumbi abarrotado, dividido. Noite em que um time mais modesto e muitíssimo mais brigador virou um jogo quase perdido através do atleta menos esperado. Ah, se o Dida falasse…

A verdade é que após 9 cobranças convertidas de ambos os lados, pouca gente esperava que a disputa terminasse na décima penalidade. Especialistas batem o último pênalti, especialistas têm sangue frio. E talvez seja isso que explique a soberba de quem chuta a bola e já sai para comemorar sem nem saber o que de fato vai acontecer.

E naquele segundo, amigos, a Terra parou. O único em movimento era aquele camisa 12, o santo calvo de túnica verde, o autor das defesas impossíveis, o homem que fez a festa de uma massa alviverde usando apenas com o punho direito. Um verdadeiro herói.

Feito que, até pelo número emblemático que levas, merece ser destacado no dia de hoje. Seis de junho de 2012, o dia em que o futebol fez justiça com as próprias mãos.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Eu devia ter uns 5 anos, Palestrinos.

E mesmo depois de tanto tempo, me lembro perfeitamente do dia em que sentei nas cadeiras cobertados do Palestra Itália pela primeira vez e perguntei ao meu pai quem era aquele senhor de bigodes e cabelos pretos tão bem alinhados que estava cercado por pessoas. Foi quando meu pai abriu um sorriso e me disse que aquele era Oberdan Cattani, goleiro do Palmeiras nas décadas de 40 e 50, uma verdadeira bandeira do clube – tal qual era o mais conhecido Leão.

Pois então o tempo passou, tive o prazer de ver Sérgio e Velloso, o desprazer de ver Gato Fernandez e a benção de acompanhar de perto a trajetória linda de São Marcos com o manto alviverde. Trajetória tão bela que vai virar busto: ontem o conselho do Palmeiras aprovou por unanimidade a construção de uma estátua para São Marcos.

Até aí, tudo perfeito. Só mesmo um Santo poderia unir nostra oposição e situação.

O que chamou a atenção negativamente foi a declaração daquele senhor que vi nas cadeiras do Palestra há mais de 20 anos. Ao ser questionado sobre o assunto, ele – que é sócio e conselheiro – disse que foi contra. Não que tenha nada contra Marcos, mas achava aquilo tudo um exagero.

Em suas próprias palavras: “Eu tenho 73 anos de Palmeiras e hoje sou esquecido lá. (…) Mas eu tenho minhas mãos lá na sala de troféus, o estádio novo vai ficar lindo e isso é o mais importante. Sobre o Marcos, o busto é merecido. Ele deu glórias para o Palmeiras. Só não tenho relacionamento com ele.”

Sabem o que é isso? Mágoa. Não inveja, não ódio, mas mágoa por não ter sido lembrado como deveria. Mágoa por ter vestido a mesma camisa por 14 anos, em tempos onde o futebol não era o que é hoje, e ter obtido sucesso. E isso, amigos, é algo que não dá para desconsiderar.

Estamos acertanto 100% em homenagear um jogador da estirpe de Marcos. Mas continuamos errandoa o esquecer daqueles que fizeram o Palmeiras ser o que é hoje. Ainda dá para consertar.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Salve, Palestrinos e devotos de São Marcos!

Já faz duas semanas que o nostro santo milagreiro anunciou a sua aposentadoria, mas, como nenhuma homenagem jamais será exagerada, trago a vocês mais uma em primeira mão: a Igreja de São Marcos.

Idealizada pelos dois autores deste blog e mais dois amigos bâmbis, o site acima foi criado a partir do nostro amor e admiração pelo maior arqueiro que o mundo já viu: www.igrejadesaomarcos.com.br

Lá vocês podem conferir uma oração especialmente feita para nostro santo milagreiro, ver mais da sua história e, acima de qualquer coisa, acender uma vela com um recado para São Marcos – compartilhando em seu Facebook e/ou Twitter.

A quem possa interessar, a Igreja não é uma ação do clube – que, como sabemos, é lento demais – e envolveu somente o nostro esforço e dinheiro para ficar de pé. Pode parecer pequeno, mas é de coração.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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A festa de sábado foi realmente bonita, Palestrinos.

Começou logo cedo, com a belíssima Procissão à São Marcos, e continuou até o apito final da merecida vitória para cima do Ajax.

HOMENAGEM E PAIXÃO
Em bem da verdade, tudo o que aconteceu neste sábado foi uma grande demonstração de fé da massa palestrina. Primeiro com mais de 5 mil devotos homenagegando o melhor camisa 12 da história do futebol e depois com mais de 25 mil torcedores no Pacaembu, empurrando a equipe, ainda que o time seja praticamente o mesmo do fraco ano passado.

A verdade é que, mais uma vez, a nostra torcida demonstrou uma paixão sem tamanho pela Sociedade Esportiva Palmeiras. Algo que deveria ser visto, revisto, pensado e repensado pelos homens que fingem cuidar do nostro futebol. Afinal de contas, mal o apito final soou, já tivemos as primeiras rusgas públicas do ano.

FELIPÃO X FRIZZO
Sem economizar nas palavras, Felipão criticou indiretamente Frizzo pela falta de eficiência nos reforços para 2012 – o que, diga-se de passagem, fez muito bem. No final da partida, aliás, a nostra torcida já havia vaiado e cobrado Frizzo e Tirone pela gestão estúpida que têm feito no comando do Verdão. O problema aqui ao meu ver é um só: não dá para continuar assim!

É impossível que um treinador e um diretor de futebol não se gostem, não se falem e fiquem trocando farpas abertamente. Tivéssmos um presidente normal, com sangue nas veias, e isso já teria sido solucionado. Afinal, basta pensar quem fará mais falta ao clube: um velho caduco que nunca fez nada ou um treinador que, apesar de ganhar rios de dinheiro, tem tentado trabalhar da melhor maneira possível?

Enquanto este tipo de gente estiver no comando do Palmeiras, vamos continuar vivendo do que vimos no sábado: do amor incondicional de 15 milhões de torcedores espalhados pelo mundo. Não que isso seja pouco, pelo contrário, mas não dá para o nostro sucesso dentro de campo depender somente disso.

QUANTO AO JOGO…
Foi um bom teste. No primeiro tempo, com as equipes titulares em campo, achei o Palmeiras melhor. Deola, Cicinho e Marcos Assunção continuam sendo as melhores opções da equipe, enquanto Valdívia segue de lampejos e o nostro ataque sofre. Com Bueno e Fernandão como opções, não dá para esperar por nada, além de gols de bola parada.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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