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Posts Tagged ‘massa’

Se Marcos virou Santo por ser importante em momentos decisivos, por quê Prass não poderia ser canonizado na noite de hoje?

Se Neném já substituiu Arce e deu conta do recado, por quê João Pedro não poderia brilhar em uma vaga que nem tem um dono tão certeiro?

Se o jovem Roque Júnior mostrou personalidade logo que chegou a Academia, por quê o recém-chegado Vitor Hugo não poderia bater no peito?

Se um reserva do naipe de Agnaldo Liz nos guiou para o primeiro caneco da Copa, por quê Jackson também não pode?

Se o frágil Juninho nos conduziu no pressionado Alto da Glória, por quê o rodado Zé Roberto não pode nos conduzir até a mesma glória?

Se, apesar dos apesares, Galeano já nos deu tantas alegrias, por quê o promissor Matheus Sales não poderia copiá-lo na raça e na sorte?

Se o indiferente Darci já matou o Santos no mesmo torneio, anos atrás, por quê haveria de ser diferente com Arouca?

Se Alex Cabeção voltou do sono profundo por tantas e tantas vezes, por quê cazzo Robinho não poderia se inspirar em seu exemplo?

Se Mazinho “Messi Black” deitou e rolou rumo ao lugar mais alto do pódio, por quê Dudu passaria incólume?

Se a camisa 33 nos deu o bicampeonato através de Betinho, por quê não poderia fazer o mesmo vestida pelo predestinado Gabriel Jesus?

Se o trombador Óseas foi capaz de decidir a final de 98 para nós, por quê o matador Lucas Barrios não seria capaz de fazer o mesmo?

Se o estádio municipal de Barueri já foi palco de uma de nostras mais surpreendentes campanhas, por quê o Allianz Parque não será o local de mais um caneco?

Enfim, se é com Fernando Prass; João Pedro, Vitor Hugo, Jackson e Zé Roberto; Matheus Sales, Arouca e Robinho; Dudu, Gabriel Jesus e Barrios que entraremos em campo esta noite, por quê não acreditar?

Por que não ganhar?
Por quê não calar a todos?
Por quê não ser tricampeão?

Siamo Palestra!

ROJAS.

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As arquibancadas do Allianz Parque denunciam, Palestrinos: estamos em boa fase.

Depois de anos e anos sem a menor perspectiva de vencer o Brasileirão – nos arrastando nos já arrastados pontos corridos -, é óbvio que a média de 33 mil torcedores por partida está sendo motivada pela boa campanha.

Um movimento que começou com a reinauguração do nostro estádio no ano passado, mas que ganhou corpo de vez após a chegada de Marcelo Oliveira e a grande sequência de resultados que tivemos nas últimas semanas. Uma comunhão que está dando liga e, de fato, pode nos conduzir até a taça.

Para a minha surpresa, no entanto, descobri que tenho vocação para sofrer.

Desde o cinco anos, sempre tive grande presença em jogos do Palestra. Nunca fui a menos de vinte por temporada. Em 2015, confesso, minhas idas tem se tornado mais raras. Claro que o valor dos ingressos e os compromissos profissionais têm ajudado neste processo, mas cheguei a conclusão que, com o Palmeiras em boa fase, posso ficar mais tranquilo de faltar aos jogos.

Não que eu seja masoquista ou coisa parecida. O fato é que, com as vitórias vindo naturalmente, sinto que o papel de apoio está sendo preenchido pelo restante da massa. Estive presente em grandes vitórias este ano, mas, a mim, parece que sempre que o time se encontrou em momentos complicados (e foram muitos na última década e meia), eu me senti muito mais compelido a comparecer do que me sinto agora.

É óbvio que vencer o Atlético/PR neste domingo tem tanto valor quanto tinha vencer o Coritiba após tomarmos de seis no jogo de ida pela Copa do Brasil de 2011. Mas, naquele dia, eu senti que tinha o dever de comparecer ao Pacaembu para gritar. Bem como quando tomamos sete do Vitória naquele começo difícil de 2003 ou mesmo ao sofrer com o primeiro triunfo de Gareca, diante do Criciúma, no ano passado.

Acho que, no fundo, essa é a sina de todo torcedor apaixonado: estar ao lado da sua paixão na alegria e na tristeza. Na cadeira verde ou no cimente quente. Com teto coberto ou tomando chuva. Só tenho tido cada dia mais certeza de que eu, definitivamente, tenho o dom de sofrer. E sofrer feliz.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Eu não estou louco, Palestrinos. Sei que hoje tem jogo contra a Ponte, sei muito bem que temos um Dérbi se avizinhando no próximo domingo e a intenção deste post jamais seria desviar o foco de uma temporada que promete muito.

Mas torcedor de arquibancada que sou já há 25 anos, preciso abordar um tema que vem me incomodando muito: os altos preços e o público presente no novo Allianz Parque.

Estive em todos os principais momentos do estádio até aqui (obras parciais, filme sobre 1993, jogo festivo do Divino, partidas sofríveis do Brasileirão, amistosos de início de ano e também na estreia do Campeonato Paulista). E em todos estes dias mágicos – independente do resultado – só tive a lamentar o altíssimo dinheiro investido e também os bate-bocas recorrentes causados pelos insistentes pedidos para que eu me sentasse durante as partidas.

Veja bem, eu sou publicitário. Mas nem precisaria saber nada de marketing para entender que ninguém faz nada de graça. Se a WTorre construiu um estádio moderno e repleto de serviços, é porque o retorno dele seria gigantesco. Mas não dá, em um país como o nostro, para cobrar de 100 a 500 reais por um ingresso de futebol. SIMPLESMENTE NÃO DÁ!

E que pese aqui o fato de eu não estar sendo saudosista. Lembro-me do meu pai pagar 10 reais em ingressos do Paulistão de 1993, mas sei que os preços subiram. O problema é que, ao ser ganancioso ao extremo, você perde muito mais do que ganha. O exemplo veio no sábado passado: em uma tarde pra lá de aprazível, com a massa empolgada, tivemos apenas 25 mil pessoas. Em um estádio para 45. Tá errado, não importa o ponto de vista.

Quanto ao público presente aos jogos, o debate está aí desde a Copa do Mundo. Com preços mais altos, limita-se o acesso de muitos torcedores ao estádio, trazendo um novo tipo de “consumidor”. Nada contra trazer mais gente para os estádios (muito pelo contrário), mas essa troca de público trouxe algumas coisas bastante chatas pra dentro do jogo.

Pode até ser que eles tenham um poder financeiro maior. Que gastem mais nas lanchonetes, na loja, nos arredores. Pode ser até que imitando o que a Premier League fez na Inglaterra (com sucesso de ocupação e renda). Mas em campeonato pobres e mal organizados como os nostros, fica difícil aceitar qualquer argumento vindo do Reino Unido, não é mesmo?

Passada a raiva do elenco de 2014, o que tenho sentido este ano é um ódio ainda maior vindo de pessoas que, literalmente, sentam ao meu lado. Ali, em sua pequena cadeira numerada, eles passam 90 minutos fiscalizando o que os outros fazem ao invés de se preocuparem com a partida. Pedem para sentar, para não pular tão alto, para tomar cuidado com o copo de refrigerante que está batendo no meu joelho. E, sinceramente, eu quero que eles se explodam.

Estádio de futebol foi feito para extravasar. Cantar, gritar, xingar, pular, correr pelos degraus se for preciso. Só que, por causa desse “novo comportamento”, fui obrigado a mudar o local onde compro ingressos. Tive que desistir do Gol Sul (o meu querido gol da piscina) e migrar ao Gol Norte.

Parece, aliás, que isso foi cruelmente armado por quem planejou a arena: empurrar quem quer pular para trás de um gol e deixar o resto para quem quiser – ainda que o “resto” seja dois terços vazios de um estádio. “Vamos copiar aquela ideia do Borussia Dortmund”, algum executivo deve ter dito. E errado em cheio.

Enfim, achei que, a esta altura, o fator novidade já teria sido amenizado. E com ele, óbvio, teriam ido embora os preços surreais – trazendo de volta ao estádio aqueles que jamais abandonaram a equipe fosse no Pacaembu, em Barueri, Prudente ou qualquer outra cancha deste país.

Infelizmente, no entanto, isso não é verdade.
E a realidade tem sido injusta com a gente.

Siamo Palestra!

ROJAS

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Meter gol no Corinthians é e sempre será motivo de êxtase, Palestrinos.
No último sábado, no entanto, essa alegria durou bem menos que o usual.

O motivo não foi a anulação do gol, nem tampouco um hipotético empate de imediato. O que tirou o sorriso do rosto de todos aqueles que estavam na curva da arquibancada verde do Pacaembu foi algo muito maior: o mal súbito de um senhor.

Aconteceu tudo muito rápido e nem eu, que estava dois degraus para baixo, sei explicar o que houve. Notei um tumulto, pessoas gritando, um rapaz correndo para chamar os bombeiros e tudo o que se seguiu a isso foi horrível. No dia seguinte, lendo o jornal, descobri que ele havia falecido.

João era seu nome, estava acompanhado pelo genro e acabou sofrendo um ataque cardíaco minutos depois do gol de Henrique – que havia sido feito bem ali, na mostra frente. Os sentimentos foram tão fortes e contraditórios que ninguém sabia ao certo como reagir. O matador, quem diria, havia cumprido a sua sina sem nem saber.

E o motivo deste post é homenagear o “Seu João”. Afinal, de uma maneira ou de outra, ele representa cada um de nós que vai para a arquibancada gritar, cantar, sofrer e sorrir a cada jogo. O mesmo coração que bateu acelerado lá é o mesmo que bate acelerado aqui.

Por isso mesmo, vá em paz, meu amigo.

E vá com a certeza de que vencemos por 1 a 0.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Muito tem se falado sobre a qualidade do atual elenco, Palestrinos.

A minha opinião, no entanto, é clara e taxativa: este é o pior time do Palmeiras que eu já vi jogar. Nunca, em 29 anos de idade e 25 de estádio, assisti um time tão perdido e desarticulado usar a nostra camisa. Mesmo em comparação aos times rebaixados em 2002 e 2012, este consegue ser pior.

Em 2002, lembre-se, tínhamos Marcos, Arce, Zinho, Nenê e outros atletas que ainda hoje seriam titulares deste time. Já o elenco de 2012 não era sensacional, mas contava com Henrique, Assunção em grande fase, aparições de Valdivia e um Barcos que fazia gols em todos os jogos. Assim sendo, me parece óbvio que a versão 2014 é uma cópia piorada dos demais.

Mas se existe algo que está melhor nesta temporada do que esteve em passadas é a nostra torcida. Mesmo com o time na situação que está, a massa comprou a briga e tem ido aos confrontos consciente de que a única forma deste time deslanchar é no grito. E, de fato, nós estamos levando o time na garganta.

Contra SP e Inter, por exemplo, tivemos estádio cheio. E mesmo quando jogamos durante a semana, em horários esdrúxulos (Coritiba, Criciúma, Flamengo, Vitória e mesmo no amistoso internacional diante da Fiorentina), tivemos mais de 15 mil pagantes em todos eles.

Este ano eu tenho ido a todos os jogos do Palmeiras em casa, então posso fazer a comparação. Mesmo em anos em que não caímos, a presença da torcida foi menor (em 2002, bem me lembro, o Palestra estava lotado em quase todas as partidas; já em 2012, no entanto, a torcida desistiu bem mais cedo). Mas o ponto principal é que todos que têm ido ao estádio municipal o estão fazendo por comprar a ideia de que assim tiraremos o time desta fase – e vamos tirar!

Por isso, repito: se você está desanimado e já jogou a tolha, fique em casa. Mas se, assim como eu, acredita que vamos dar a volta por cima, esteja lá contra a Chapecoense, na próxima quinta-feira.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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A foto não é nova, mas a notícia acabou ficando, Palestrinos.

No último domingo, o Fantástico resgatou um vídeo onde Neymar admite ter sido palmeirense. O que é, sim, um fato inusitado e até divertido. Mas, na verdade, por trás da declaração inesperada do garoto aos 12 anos, reside algo muito mais alarmante do que feliz: a nostra perda de identidade.

Do glorioso nascimento do Palestra Itália, passando pela vitoriosa mudança para Sociedade Esportiva Palmeiras, continuando pelas duas fases da Academia, pelo biênio 93/94, pelos 103 gols no Paulistão de 1996 e pela inesquecível Libertadores/99, nostro DNA é o de vitórias, títulos e craques.

Quando o (ainda mais) menino, que ainda nem era (tão) conhecido, olha para a câmera e diz ser palmeirense, ali reside a certeza de quem tem 12 anos. Não era uma opinião sugestionada, dirigida ou forçada: era apenas um garoto confessando seu time de coração e dizendo, com todas as letras, que torcida pelo time campeão de Evair e Rivaldo.

Então pare e analise novamente o que Neymar ainda mais Júnior orgulhosamente disse. Ele disse que torcia por um time vitorioso e repleto de ídolos. E isso, amigos, é a base de qualquer clube que pretende construir um legado. Nostro amor e paixão pelo Palmeiras jamais mudará, mas é fato que Wesleys, Marcelos Oliveiras e Klébers não falam aos corações infantis.

Precisamos voltar a ser Palmeiras… A carência de grandes jogadores é tão grande que, depois de São Marcos, a molecada se apegou até a vagabundos como Valdivia e Kléber Judas! Isso é alarmante. É preciso voltar para a Série A, mas também é preciso se reestruturar para o que vem por aí.

Afinal, é mais do que sabido que lá se vai mais de uma década de que essa nostra alma tem sido judiada. Mas o futebol é cíclico, tem altos e baixos e nós nunca iremos perder o que nasceu conosco. É preciso voltar, mas também é preciso se preparar. Porque tanto as crianças quanto os nostros eternos corações apaixonados pulsam pelo Palmeiras, mas clamam por Rivaldos e Evaires.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Lá vem o Paulistão, Palestrinos…

Domingo vamos receber o Bragantino no Pacaembú e a temporada 2013 estará oficialmente aberta. E, verdade seja dita, tem tudo para ser um jogo complicadíssimo. Menos pela qualidade do adversário, mais pela nossa própria desqualificação organizacional. Todo o ano de 2013 vai ser duro para nós.

Por isso, até entendo o olhar desconfiado daqueles que estarão nas arquibancadas no próximo final de semana. Fomos rebaixados há pouco mais de um mês, dispensamos 21 jogadores e contratamos apenas 2, nostro novo presidente assumirá o cargo com o campeonato já iniciado, nostros rivais estão anos luz a nossa frente e por aí vai. O que eu não aceito é que nós deixemos de lutar.

Afinal de contas, a alma do futebol reside também aí: no impossível.

Por mais complicadas que as coisas estejam, só nós torcedores podemos empurrar o Palmeiras rumo a um horizonte melhor. E se até nós desistirmos do Palestra, quem vai olhar por ele? Jogadores duvidosos, a imprensa ávida por crise, ratos que se auto proclamam diretores e conselheiros? É nossa missão manter viva a história de glórias da Sociedade Esportiva Palmeiras.

Ainda que nos custe algumas tardes de irritação e muitas noites mal dormidas, nostra paixão tem que vir em primeiro lugar. Até porque apoiar só quando ganha a Copa do Brasil é fácil demais. Palmeirense de verdade torce em todos os momentos, até nesta apática e inchada Copa São Paulo de Juniores. Está em nostro DNA, é mais forte do que modinha e badalação.

Desconfiar é aceitável, deixar de torcer não.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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