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07jan2015---palmeiras-apresenta-seu-novo-diretor-de-futebol-alexandre-mattos-1420645521301_1920x1080

Que Alexandre Mattos negocia e contrata com eficiência todos nós sabemos, Palestrinos. Em menos de duas temporadas ele já trouxe quase 40 novos nomes para a equipe e ajudou na reconstrução do time que quase caiu em 2014.

A grande questão é que assinar contratos é apenas um dos trabalhos de um diretor de futebol. Agora chegou a hora dele exercer algo que também ter que ser exigido por quem assina seu contracheque: cobrar os atletas.

Afinal de contas, se é verdade que Marcelo Oliveira segue sem dar padrão de jogo ao time, é igualmente vero que grande parte do elenco parece omissa e descompromissada. Logo eles, que dizem ter um ótimo ambiente e elogiam a diretoria por pagar em dia, têm parecido cada dia mais preguiçosos.

De forma alguma estou eximindo nostro treinador de culpa; acredito que ele ainda não achou a formação ideal e o prazo dele para fazer isso está cada dia mais curto. Mas, mesmo sem um padrão tático, não dá para esperar nem que nostro time C tenha dificuldades para enfrentar Linense, São Bento e coisas que os valham. Os jogadores precisam ser cobrados – e alguns deles em especial.

Robinho, sempre lento, é claramente um deles. Lucas, Egídio e Arouca também. Mesmo quem estava atuando bem (casos de Vitor Hugo e Matheus Sales, por exemplo) caíram demais em 2016. Não é só falta de vontade e de raça, em alguns casos falta confiança ou concentração. Tem vezes que um título, ao invés de motivas, traz a soberba. Dá para ver no rosto de jogadores como Fernando Prass e Dudu o desânimo com alguns de seus colegas.

É por isso que Alexandre Mattos tem que entrar em ação. Os atletas têm boa relação com ele e uma conversa em particular pode despertar algo que anda adormecido: o brio. Todos jogador de futebol é vaidoso e é preciso mostrar a eles que, se a Sociedade Esportiva Palmeiras não brilha, eles também ficam opacos perante a mídia. Em outras palavras, Mattos precisa cobrá-los sem que eles espanem.

Como ele fará isso eu não sei – mesmo porque não sou quem é pago para isso. Só espero que ele o faça rápido.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Oswaldo de Oliveira caiu, Palestrinos. E dado o atual cenário, nem poderia ser diferente.

Afinal, embora 5 meses seja um tempo discutível para pegar um elenco com mais de 20 reforços e transformá-lo em um time imbatível, é indiscutível que hoje era para estarmos, no mínimo, em um estágio muito mais avançado. Não é normal participar da contratação destes atletas, treinar todos os dias e chegar ao mês de junho com uma equipe que só sabe chutar bolas para dentro da área dos adversários.

Ao lado de Alexandre Mattos, Oswaldo de Oliveira foi peça fundamental na montagem do nostro elenco para 2015. Mas ficou claro que sua teimosia o derrotou. A insistência no mesmo esquema tático, a demora para mexer durante as partidas e a obviedade em colocar Zé Roberto no meio, foram alguns dos exemplos que derruabaram o treinador. Não que ele seja o único culpado pela má fase, mas é hoje, certamente, o maior dos culpados.

Sem ele, no entanto, precisamos pensar no que muda.

O sistema de jogo é a primeira coisa que me vem a cabeça. O 4-2-3-1 de Oswaldo não decolou por causa de vários fatores (desde a falha proteção à defesa até o fato de termos um único atacante brigando lá na frente), e deve mudar seja lá quem for o treinador a chegar.

Também será uma prova de fogo para os atletas que vieram de Santos e Botafogo. Sem o ex-comandante no banco, é possível que os únicos atletas que comecem em vantagem junto ao novo técnico sejam Gabriel e Arouca. Outros como Lucas e Rafael Marques, por exemplo, podem começar a esquentar o banco. Isso sem falar de Wellington, Tobio, João Paulo e tantos que ainda não mostraram a que vieram.

O que também deve mudar é a interferência da diretoria de futebol na equipe. Não que teremos senhores de terno comandando treinos na Academia, mas depois da carta branca dada a Oswaldo não ter funcionado, acho bastante crível que Alexandre Mattos e Paulo Nobre fiquem ainda mais em cima do que acontece dentro das quatro linhas.

E, claro, muda muito quem fica e quem sai. Ayrton e Alan Patrik estão de saída para o Flamengo, e eu acredito que pelo menos outros três ou quatro devem deixar o Palestra. O caso Valdivia, que segue sendo aquela novela chilena sem fim, não entra neste parâmetro – mas também deve sofrer alteração de rota.

Entre Marcelo Oliveira e Cuca, prefiro o primeiro. Mas muito mais do que qualquer coisa no mundo, espero que o Palmeiras comece a jogar feito um time grande. Sem perder pontos para timecos e sem se deixar ser ameaçado em momentos que nem um time de várzea seria. Muito obrigado pelos esforços, Oswaldo, mas você não tem o calibre que precisamos.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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22 jogadores. Um treinador conhecido. Um diretor de futebol de renome. A reforma completa do estádio. A verdade é que nessa vida, Palestrinos, tudo se compra: exceto caráter e alma.

Quem assistiu as últimas partidas do Palmeiras já percebeu que o que falta para este time é sangue nos olhos – ou fome, como diriam outros. Temos um bom elenco, uma bela infraestrutura e todos os elementos necessários para se fazer uma boa temporada. Assistir o nostro Verde jogar, no entanto, tem sido um pesaroso exercício de paciência e mau humor.

A única conclusão que chego é que, de fato, nos falta alma. E que fique claro que, por alma, não quero dizer apenas raça. Ela faz parte, é claro, mas essa aura que faz um time campeão pode passar por vários outros critérios que não somente o suor.

O primeiro exemplo que vem na minha cabeça ao misturar transpiração e inspiração, é o Atletico de Madrid de Diego Simeone. Um time muito mais humilde que os gigantes da Europa, mas que, com dedicação, algumas boas peças e aplicação tática, se torna carne de pescoço contra qualquer adversário – fraco ou forte.

Em âmbito nacional, destaco o trabalho feito por Guto Ferreira na Ponte Preta e o excelente trabalho diretivo que vem fazendo a Chapecoense. Equipes imensamente menores e menos providass de recursos do que nós, aliás, mas com um norte muito bem definido dentro e fora de campo. Juntar todas essas peças com habilidade é o que constrói a tal da alma.

Ontem, em pé nas cadeiras que já foram arquibancadas do Palestra Itália, me senti com a mesma sensação de desespero do Campeonato Brasileiro do ano passado. É dificílimo torcer por um time que toca, toca, toca, mas claramente não quer ganhar o jogo. Não chuta a gol, não é agudo, objetivo, interessado. Com a Mancha em silêncio durante todo o primeiro tempo, inclusive, parecia que estávamos ali para assistir um drama daqueles que dá nó na garganta.

Já escrevi isso no post anterior e repito: é hora de Paulo Nobre e Alexandre Mattos se posicionarem. Eles são os chefes do elenco – e de Oswaldo de Oliveira – e precisam se portar como tal. É preciso cobrar vontade e organização para se ter um time com gana.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Desde que chegou à Academia, Alexandre Mattos foi recrutado apenas para falar de coisas boas, Palestrinos. Foram pencas de entrevistas sobre contratações, sócio torcedor, os louros colhidos no Cruzeiro, filosofia de trabalho e etc. Agora, no entanto, chegou a hora da verdade.

Com os resultados pífios que o Palmeiras vem colhendo desde a final do Paulistão, o diretor de futebol precisa assumir a frente da situação. Estamos naquele momento delicado em que a cobrança em cima dos jogadores exige mais do que a voz do treinador (que pode perder o elenco se houver exageros), mas ainda menos do que um papo com o presidente (que deve administrar o todo). É neste exato momento que deve brilhar Alexandre Mattos.

Reconhecido como bom interlocutor junto aos atletas, Mattos está encontrando o seu primeiro momento de turbulência no Verdão. Por um lado, precisa justificar a permanência de Oswaldo de Oliveira junto a parte dos conselheiros e da torcida; por outro, no entanto, não pode passar por condescendente perante o grupo. E é justamente por estar acima de OO e de todo o elenco, que ele precisa bater no peito.

Na minha humilde opinião, chegou a hora dele mostrar sua independência e falar sobre resultados. Futebol é totalmente sobre isso e tanto treinador quanto jogadores precisam estar a par das aspirações do Palmeiras. Se acharem que estão desempenhando um bom papel, que falem com Mattos e decidam seu futuro. O nostro deve ser sempre vitória e, se possível, títulos.

Siamo Palestra!

ROJAS. 

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Entra ano, sai ano e o assunto é o mesmo, Palestrinos: Jorge Valdivia.

Titular nos últimos jogos e tido como certo na decisão do próximo domingo, o meia tem sido protagonista de mais uma novela infindável. Não bastasse sabermos quando o chileno reúne condições físicas ou não para jogar, já faz meses que ouvimos falar de sua renovação de contrato.

De um lado, a conhecida qualidade que o camisa 10 tem; do outro, o custo-benefício pra lá de duvidoso em sua segunda passagem pela Academia. Vem daí o impasse que gira em torno da política de contratos por produtividade. Pouco mais de dois anos atrás, aliás, Valdivia disse aos microfones que aceitaria de bom grado uma proposta feita nestes moldes – hoje, no entanto, parece ter mudado de opinião.

A impressão que eu tenho é a de que o Palmeiras tem consciência de que finalmente pode viver sem El Mago, mas, ao mesmo tempo, vive aquele receio de que ele reforce algum rival e acabe mostrando o fino da bola logo contra nós mesmos. Contra o Botafogo/SP, ele deu o passe que iniciou o gol da vitória; diante do Corinthians, no entanto, teve atuação apagada e viu o time ganhar em velocidade depois da sua saída.

O ponto é que, seja lá o que Nobre e Mattos estiverem pensando, isso não pode prejudicar o time dentro de campo. Temos que saber separar a final do Campeonato Paulista de 2015 de uma possível renovação de contrato. Até mesmo porque parece óbvio que a escalação ou as substituições de Oswaldo irão impactar o futuro do chileno na equipe.

Seja como for, deixem nostro treinador trabalhar em paz. Vale mais um troféu na prateleira do que dois chutes no vácuo voando.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Cristiano Ronaldo, Messi, Naymar? Que nada. Pelo menos aqui em São Paulo, o assunto da semana responde pelo nome de Eduardo Pereira Rodrigues – o “Dudu”.

Em bem da verdade, tudo aconteceu tão de repente que, do dia pra noite, parecia que o jovem atacante que atuou pelo Grêmio no Brasileirão era o novo Pelé. A bola de neve começou quando, por dias e dias, SCCP e SPFC se digladiaram pelo atacante nos microfones e bastidores. Um dizia estar por detalhes com o clube, outro que faltava apenas o jogador assinar. Foi quando, ainda mais que de repente, o Palmeiras surgiu do nada e anunciou a contratação de Dudu.

Daí, óbvio, a maré virou. Afinal, nós que acompanhávamos tudo a distância, comemoramos a chegada de um bom titular para a temporada 2015; enquanto isso, os torcedores dos outros dois clubes – que ficavam se alfinetando a cada mudança na negociação – mudaram totalmente de opinião e “agradeceram” ao Palmeiras pelo negócio.

Mas, convenhamos, nada mais natural.

Primeiramente porque, de fato, Dudu não é um fora de série. É um jovem com potencial, teve um início de carreira excelente no Cruzeiro, mas preferiu os euros da Ucrânia e desapareceu. Mesmo em 2014, sob a batuta de Felipão, foram apenas 5 assistências e 3 gols no campeonato nacional. No entanto, isso não faz dele um mau negócio. Longe disso. O atleta tem velocidade acima do normal (segundo Muricy Ramalho) e foi o melhor driblador da temporada passada (segundo o Footstats). Não sei o que pensam os outros, mas nós, definitivamente, precisávamos disso.

O segundo motivo é ainda mais implacável: a rivalidade. Nunca vai haver uma só contratação em que dois ou mais rivais se envolvam, sem que o lado que fique sem o possível reforço encontre defeitos na contratação. “Ele é enganação, é caro demais, tem menos de 1.70m, só atua bem em domingos de sol, usa Crocs, passa férias em São Vicente e blá blá blá”. Isso faz parte do mundo do futebol, é gostoso e ajuda a alimentar a mesa de bar e as redes sociais neste início de ano modorrento. Aliás, só lembrando o que o nonno do nostro nonno já dizia: quem desdenha quer comprar (ou melhor, queria).

Por fim, o terceiro ponto desta saga é todo pintado de verde e branco, e responde pela alcunha de “orgulho”. Exatamente isso que você leu: orgulho. Pode parecer exagero, mas quem é palmeirense sabe a importância de se entrar em uma negociação complicada como essa tantos anos depois, ver o clube agir em silêncio (interna e externamente) e conseguir sair vitorioso pra cima de outros que – por motivos variados – se acham constantemente acima do bem e do mal.

Em suma, sendo extremamente sincero, pode ter sido apenas uma boa contratação. Mas foi uma daquelas que sacode o mercado, lota a banca de jornal, faz o café da empresa parecer uma mesa redonda e faz crescer as nossas esperanças de um Palmeiras melhor em 2015.

Se vai dar certo ou não, só o tempo dirá. Ou alguém já se esqueceu o que já falaram sobre o incrível Pato ou internacional Álvaro Pereira? Fiquem a vontade, amigos: o chapéu – bem como o choro – é livre.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Atenção, Palestrinos: ao contrário do que anda dizendo o noticiário esportivo de 2015, nós (ainda) não temos um grande time.

A verdade é que estamos, antes de mais nada, remontando um time – que já é, sim, melhor que o de 2014. Mas muito embora este mês de janeiro tenha sido muito melhor em reforços do que foi o dos últimos anos, isto não significa que já temos um timaço agora. É preciso ter calma.

Afinal, nostros “craques” até aqui respondem por Lucas, João Paulo, Victor Hugo, Andrei Girotto, Amaral, Zé Roberto, Robinho, Dudu e Leandro Pereira. Sendo sinceros, um pouco acima da média, mesmo, só temos a dupla que chegou do Grêmio. O restante faz parte de remontar um elenco carente de qualidade e confiança.

A principal mudança desta temporada, ao meu ver, é a atitude da nostra diretoria.
Demorou, mas parece que lembraram qual é o tamanho do Palmeiras.

A achegada de Mattos e Cícero acordou os bastidores no Palestra Itália. Fez todos voltarem seus olhos para o clube novamente, enxergando o Verdão como ele nunca deveria ter deixado de ser visto. Somos gigantes, imponentes, os campeões do século XX. Se até ano passado só jogador apagado nos procurava, agora tem empresário ligando sem parar para a Academia. E este é o tipo de respeito que só se conquista dentro de campo se o conquistarmos também fora dele.

É claro que não podemos fazer loucuras, mas também não dá pra se conformar com jogadores que sobram nas outras equipes. Precisamos mesclar reforços jovens e com apetite àqueles que já são realidade e podem dividir a responsabilidade com jogadores como Prass e Valdivia.

Dá pra sonhar com um 2015 melhor.
Dá pra sonhar com nostro Palmeiras de volta.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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