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Posts Tagged ‘Ministério Público’

A notícia nos pegou de surpresa, Palestrinos. Por decisão única e exclusiva da Federação Paulista de Futebol, não haverá torcida visitante no Dérbi do próximo domingo.

Ou, trocando em miúdos, não haverá jogo.

Os times estarão em campo, a arbitragem estará errando como de costume, o certame valerá três pontos oficiais pelo Campeonato Paulista, mas um dos maiores clássicos do mundo será só isso: uma formalidade.

Até eu, que de tão ansioso mal durmo em noites anteriores a jogos contra o Corinthians e que garanti meu ingresso faz tempo, estou desanimado. Ir a um jogo deste tamanho, olhar para o lado e não ter a presença da torcida rival para ouvir ou responder é simplesmente patético.

É claro que eu tenho total ciência de que a violência é um grave problema em partidas deste tamanho. Mas, na minha opinião, fazer um clássico com torcida única é assinar um atestado de incompetência não apenas do sistema de segurança do Estado, mas também da federação e dos clubes.

Afinal, não é de hoje que se discute a segurança em jogos de futebol. Ela é, sim, questão pública – mas também envolve todas as particularidades de um evento privado. Hoje a PM atua fora dos estádios por profissão e dentro deles contratada pelos donos do evento. Não existe isso de deslocar policiais que poderiam estar servindo a sociedade, como disse Paulo Nobre. Nenhum soldado que esteja dentro do estádio estaria nas ruas se não fosse pelo evento (em teoria e, espero, na prática).

De qualquer forma, os clubes poderiam cuidar disso de uma forma simples: contratando segurança privada treinada para grandes eventos. Isso acontece em shows, por exemplo, e é bastante corriqueiro. Seria, aliás, muito mais efetivo. A única força policial usada em grandes eventos é a Tropa de Choque, se necessário.

Além de tudo isso, os últimos eventos graves de briga entre torcida que tivemos foi longe do local do jogo. São confusões em estações de trem, metrô, em bairros afastados e até em vias próximas a quadras de torcidas organizadas. E isso só acontece porque esses imbecis marcam as brigas. Simples assim, com jogo ou sem jogo.

O que o Ministério Público e Secretaria de Segurança do Estado de SP deveriam fazer de verdade é decretar a prisão destes bandidos. Bandidos estes que, por sinal, são por qualquer PM pelo nome e apelido. Mas pra quê fazer o trabalho direito se pode-se empurrar com a barriga, né?

Sem mais delongas, este post todo serve apenas para uma única coisa: deixar a clara a minha revolta com essa decisão estúpido de clássico com torcida única. Por que isso, sim, é violência. Contra o futebol, os torcedores e o princípio básico de ir e vir.

Desse jeito, se avizinha o dia em que os grandes jogos serão feitos com portões fechados. Se avizinha o dia em que idiotas de terno e gravata, somados a trogloditas acéfalos, irão matar o futebol.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Estão tentando parar as obras da nostra Arena, Palestrinos.

O que não chega necessariamente a ser uma novidade, afinal é a terceira vez em menos de um ano que o Ministério Público tenta frear os trabalhos da WTorre. A justificativa dada para tal – e negada nas duas primeiras vezes – sempre foi a mesma: o impacto ambiental e também no trânsito da região do estádio.

Claro, o Ministério Público se preocupa demais com a cidade de São Paulo. Tenho certeza de que eles analisaram o tal impacto quando foram construir o Shopping Bourbon, quando começaram a desapropriar casas da região para o projeto do Piscinão da Pompéia (que falhou) e assim por diante.

O Palestra Itália existe desde o início da década de 30 e, mesmo depois de reformado, causará o mesmo impacto que sempre causou na região. Levar 32 ou 45 mil pessoas a um local causa os mesmos “transtornos”. Um deles, talvez o que o MP mais tema, é ter que trabalhar. Policiar os arredores do estádio, o transporte público, organizar o trânsito… Mas quem aqui paga imposto por isso, né?

Além do mais, a nova arena é um dos poucos – se não o único – novos estádios do país a não consumir um só real do dinheiro público. Aliás, será este também outro problema para a tal fiscalização? Afinal, se o Governo não contribui, o Governo não contrata nem superfatura. Interessante pensar nisso também.

Mas, de tudo o que envolve essa questão, o que mais me incomoda é perceber que as autoridades da cidade estão, na verdade, planejando marginalizar o futebol na cidade de São Paulo. Logo em uma cidade que abriga três dos maiores clubes do país. Logo na cidade que abriga todo o país.

Desejam que os grandes clubes atuem mesmo em Itaquera, Barueri, Guarulhos, Ribeirão Preto, Presidente Prudente, no inferno. Só de pensar que, a partir de 2014, o Pacaembu viverá de raras partidas, os “comandantes” devem estourar garrafas e mais garrafas de champanhe em seus gabinetes acarpetados. Em breve devem até incentivar os rivais do Morumbi a mandar seus jogos em Cotia…

E aí, a cidade que sempre viveu e respirou futebol poderá se ver livre dele.

Um brinde aos vagabundos que tomaram conta da nostra cidade e da nostra diversão.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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