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Posts Tagged ‘morumbi’

Empate não se comemora, Palestrinos. Mas o de ontem, no Morumbi, foi digno de festa.

Mais do que perder a partida, estávamos jogando muito mal e saindo oficialmente do G4 as vésperas de uma decisão na Copa do Brasil. Ou seja, um combo dos horrores. Foi então que Robinho tentou aquilo que não tenta há vários jogos, tirou outro chute por cobertura da cartola e empatou a partida.

Evitamos uma derrota. Ficamos no G4. Saímos com moral.

E o que é o futebol senão isso? Essa coisa imprevisível. A partida estava praticamente perdida, o lance estava praticamente morto e, em um último esforço de Alecsandro em apertar o goleiro adversário (tão aclamado por jogar bem com os pés), a bola sobra nos pés do nostro camisa meia que, mesmo em má fase, faz um golaço. Go-la-ço!

Pensem bem: pode parecer pouco, mas é muito. Embora a matemática fria mostre somente um pontinho na tabela, este empate garantiu energia e ânimo de sobra para a partida desta quarta diante do Inter. E na cabeça e bom torcedor, meia vitória basta – isso só pode ser um sinal de que vamos passar para as semifinais.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Eu não aguento mais o Wesley.
Eu não aguento mais depender de um só jogador para fazer gol.
Eu não aguento mais ter que me desesperar quando convocam o Valdivia.
Eu não aguento mais um time que não sabe articular uma jogada de ataque.
Eu não aguento ter que depositar esperanças de qualquer coisa boa saindo dos pés de Diogo, Felipe Menezes e Mazinho.
Eu não aguento mais o Juninho errando tudo o que faz.
Eu não aguento mais lesões crônicas de atletas inúteis e inutilizáveis como Victorino, Welligton e Leandro.
Eu não aguento mais um time que toma gol e (quase) nunca ter forças para virar um jogo.
E, acima de tudo, eu não aguento mais ter a sensação de que o próximo jogo – seja onde for e contra quem for, será sempre uma derrota em potencial.

Acaba, 2014!
E leva contigo 90% desse elenco merda.

Siamo Palestra sempre!

ROJAS.

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O derby está no ar, Palestrinos.

40 anos após o gol de Ronaldo que os deixou ainda mais tempo naquela bendita fila e 20 anos depois daquele incontestável bicampeonato que enterrou ainda mais a nostra maldita espera. São tantas as coincidências e fatos que, talvez movido pela força de vontade demonstradas nas duas últimas partidas, estou confiante.

E não escrevo isso “só” por ser Palmeiras e Corinthians. Escrevo porque é mesmo um jogo histórico, o primeiro na Arena BNDES! História aliás que, se confirmada, joga mais uma vez ao nostro favor: o Palmeiras nunca perdeu para a gentalha quando fizeram o primeiro jogo de algum estádio.

  • Em 1917, no primeiro confronto entre os dois e também do Palestra Itália, metemos 3 a 0, acabando com uma invencibilidade deles que já durava 25 jogos.
  • Já no primeiro duelo disputado no Pacaembu, em 1940, não só vencemos por 2 a 1 como conquistamos a Taça Cidade de São Paulo.
  • E em 1967, no primeiro derby do Morumbi, vencemos por um módico e sonoro 1 a 0.

Ou seja, nada de novo. E eu não espero nada menos que motivação de sobra para o time que vai a campo. Gareca poupou os titulares de desgaste físico, o grupo conhece muito bem o adversário e a nostra caminhada neste campeonato pode dar uma guinada notável em caso de vitória.

É domingo, é na casa deles e será inesquecível.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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O Dérbi chegou, Palestrinos.

E sempre que ele chega, me bate uma nostalgia. Às vezes dos esquadrões que tivemos e já não temos mais, às vezes dos títulos que conquistávamos aos montes e hoje já são raros, às vezes até daquelas derrotas doídas que deixam a segunda-feira insuportavelmente pesarosa. Mas, hoje, lendo as notícias, me bateu saudade de ver o Morumbi dividido meio a meio.

Lembro-me das tantas vezes que fui assistir Palmeiras x Corinthians com 50 mil pessoas no estádios. Metade alviverde, metade alvinegra. Mandantes na arquibancada azul, entrada pela ladeira do Einstein, visitantes na vermelha, entrada pela ladeira da Giovanni Gronchi. Dois lados completamente distintos e, ao mesmo tempo, tão complementares.

Infelizmente, já faz algum tempo que isso não existe mais. Começou com uma briga estúpida entre SPFW e Curintia sobre preço de aluguel e acabou com o que temos hoje: carga de ingressos de 5% para torcedores do time visitante.

A PM e o Ministério Público adoraram – é menos trabalho. Alguns críticos também acharam o máximo – “é mais proteção”. Até alguns torcedores xiitas defendem que é incrível ficar em maioria e enfraquecer o adversário. Mas eu, sinceramente, acho isso uma grande babaquice.

Quem não se lembra de quando uma torcida subia o som de um lado do estádio e a outra, ainda que perdendo, respondia só para não ficar pra trás? E quando chegava o final da partida e rolava o “ai ai ai ai ai, tá chegando a hora”, enquanto o lado perdedor deixava o estádio? Favela pra lá, chiqueiro pra cá… isso é a alma do futebol.

Lembro como se fosse ontem o final do jogo nas finais do Paulista de 1993. Na primeira, quando soou o apito final, o lado de lá gritava “Chora Porco imundo, quem tem Viola não precisa de Edmundo”; já na segunda partida, o coro que nos deixou sem voz foi “Chora, Viola, imita o porco agora”.

Por isso também não me espanta ver brigas nas bilheterias ontem. 2 mil ingressos pra um clássico desta importância é ridículo! Como abrigar dezenas de milhares potenciais compradores de ingresso quando se tem tão poucos? E digo isso sem ser hipócrita, já que fizemos a mesma coisa contra os torcedores alegres do Jardim Leonor no último clássico.

Isso sem falar que, em alguns estados, já tivemos até o estupro de clássicos com uma torcida só. Dois times em campo, só um nas arquibancadas… patético. Isso é matar o futebol pouco a pouco. É matar a nostra paciência de muito em muito. Domingo, eu adoraria estar em um Morumbi dividido meio a  meio. Mas vou estar em casa porque tentar ir ao Pacaembu como visitante é quase como ir a guerra.

Saudade.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Mais uma semana de altos e baixos, Palestrinos.

Após a alegria e o alívio da classificação para a final da Copa do Brasil, veio uma derrota vexatória e acachapante diante dos gambás reservas. Poderia ser somente uma oscilação, mas isso tem outro nome: vontade.

Quem assiste o Palmeiras copeiro e aguerrido da Copa do Brasil simplesmente não entende o Palmeiras desinteressado e preguiçoso do Brasileirão. E isso só pode ser vontade! Ninguém ganha uma semi-final no Olímpico e perde um clássico contra um time B jogando com o mesmo ímpeto. E isso ficou tão claro que até Felipão falou em sua entrevista pós-jogo.

É Palmeiras e Curintia, cazzo! Não pode jogar como se fosse uma pelada de esquina, mesmo que fosse uma. Isso é falta de profissionalismo e de respeito com a torcida. Mas, também, como pedir respeito dos atletas se a própria diretoria esquece de nós?

Mandar a final da Copa do Brasil em Barueri é um atentado contra a nostra massa.

Eu sei que o time pediu, que a confiança em jogar lá está em alta, mas, pelo amor de San Genaro, isso é pura superstição! Superstição que faz parte do futebol, é claro, mas que não pode guiar as decisões de um time do tamanho do nostro. Quem já foi a qualquer jogo em Barueri sabe o sufoco que é, sabe a demora, a correria, o trânsito, o tempo gasto…

Caberia a Tirone, Sampaio e Frizzo explicarem isso aos jogadores. Lembrarem a todos o tamanho da Sociedade Esportiva Palmeiras, a quantidade de títulos conquistados nas canchas do Pacaembu e do Morumbi, o quanto é pequeno ter medo de um estádio. Mas, não, a nostra diretoria não liga para os milhões que sentam-se no cimento.

Vamos nós a Barueri no domingo, diante do Figueirense, e na quinta seguinte para encarar o Coritiba. Vamos todos nós que, por um motivo ou por outro, amamos incondicionalmente o Palestra e moldamos a nostra vida para atender os seus caprichos, sucessos e insucessos.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Hoje é um dia especial, Palestrinos.

Para muitos, aliás, é o dia mais especial de suas vidas. Eu não diria tanto, mas certamente é um dos dias mais memoráveis da minha existência. O fato é que, em maior ou menor intensidade, o dia 06 de junho é especial para todos nós. Afinal, 12 anos atrás São Marcos de Palestra Itália derrotava o anticristo do futebol tupiniquim com uma só mão.

O lance é emblemático, lindo, inesquecível. Havia ali tanta coisa em jogo, tantas histórias reunidas, tantos nervos a beira da explosão que nem Hitchcock construiria o roteiro daquela noite. Noite de Morumbi abarrotado, dividido. Noite em que um time mais modesto e muitíssimo mais brigador virou um jogo quase perdido através do atleta menos esperado. Ah, se o Dida falasse…

A verdade é que após 9 cobranças convertidas de ambos os lados, pouca gente esperava que a disputa terminasse na décima penalidade. Especialistas batem o último pênalti, especialistas têm sangue frio. E talvez seja isso que explique a soberba de quem chuta a bola e já sai para comemorar sem nem saber o que de fato vai acontecer.

E naquele segundo, amigos, a Terra parou. O único em movimento era aquele camisa 12, o santo calvo de túnica verde, o autor das defesas impossíveis, o homem que fez a festa de uma massa alviverde usando apenas com o punho direito. Um verdadeiro herói.

Feito que, até pelo número emblemático que levas, merece ser destacado no dia de hoje. Seis de junho de 2012, o dia em que o futebol fez justiça com as próprias mãos.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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História repetida, Palestrinos.

Pela terceira partida seguida fomos melhores em campo, criamos oportunidades de gol, mas saímos de campo sem a vitória. São apenas 4 pontos nos últimos 15 disputados e, a não ser pelo jogo diante do Grêmio, que fomos realmente mal, em todos os outros fizemos por merecer a vitória.

Podemos contestar as arbitragens dos duelos diante do Coxa e do Bahia, mas uma coisa ainda é flagrante: a quantidade de gols perdidos pelo Palmeiras. Jogo a jogo, nostros meias e atacantes se revezam na tarefa de perder chances. Em alguns deles é bom destacar os goleiros adversários, como foi o caso do Borboleta ontem, mas a nostra incapacidade está nos freiando no campeonato.

Além do mais, o empate não vale absolutamente nada em um campeonato disputado por pontos corridos. Se trocássemos os últimos quatro empates por duas derrotas e duas vitórias, por exemplo, estaríamos em melhor situação.

O jogo de ontem teve momentos de altos e baixos, com um começo muito bom, uma acomodação que foi castigada pelo gol bambístico e um segundo tempo mais sereno, com toque de bola e um time atacando pra vencer. Na minha opinião, o time ideal está por aí: um 4-3-1-2, onde tenhamos Chico marcando bastante, Marcio Araújo e Assunção mais soltos e Valdívia livre para municiar Kléber e Luan (ou Maikon Leite).

Diante dos gambás, no domingo, não teremos Cicinho, mas contaremos com as voltas de Gabriel Silva, Thiago Heleno e Valdívia. Com vontade e garra, podemos aproveitar o momento ruim dos mulambos e, finalmente, voltar a vencer. Jogando bem já estamos, falta “só” conquistar os três pontos.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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