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Não existe império que dure pra sempre, Palestrinos.

Assim como aconteceu com otomanos, romanos e americanos, fora de campo, o futebol nos mostra cada vez mais ser cíclico dentro dele. Pode parar e pensar: dificilmente um time se mantém mais de três ou quatro anos absoluto no topo.

Mirando para a Europa, já tivemos de tudo: um “Ajax” imbatível; um Milan “imbatível”, um Real Madrid “imbatível”, um “Barça” imbatível, um “Manchester” imbatível… a bola da vez é o Bayern que, escrevam, será “imbatível” por no máximo mais dois anos.

Aqui no Brasil, o cenário é bem parecido – sendo, muitas vezes, até mais dinâmico.  O Santos de Pelé brilhou absoluto entre 1961-65; o Inter de Falcão atropelou em 75/76; a mostra amada Academia teve duas fases e precedeu um jejum maldito de 17 anos; o Flamengo de Zico desfilou entre 1980 e 1983; o SPFW de Telê durou 3 anos; e por aí vai.

O fato é que, graças a San Genaro, o futebol tem períodos. O grande lance, no entanto, é que esses períodos não caem do céu. É preciso se preparar para estar na liderança.

É óbvio que alguns fatores podem ser fruto de sorte. Um grande craque que alavanca as contas e a massa, um baita patrocinador que injeta milhões, uma conquista fortuita que acorda um gigante… Mas, mesmo nestes exemplos, houve preparo de alguma forma.

Ou vocês acham que Pelé e Neymar foram parar em Santos por vontade própria? Alguém os encontrou, o clube foi atrás, negociou, fez dinâmicas para trazê-los e etc. Da mesma forma, a combinação Palmeiras/Parmalat só deu certo porque haviam pessoas capacitadas cuidando de tudo. Mesmo quando, em um arroubo do destino, o Paulista de Jundiaí venceu a Copa do Brasil, houve um grande trabalho técnico para isso acontecer.

Dois grandes exemplos disso estiveram em campo na noite de ontem decidindo a Recopa. De um lado, o atual campeão da Libertadores e do mundo que até um ano atrás era chacota por nunca ter sido campeão continental; do outro, um ex-campeão continental e mundial que não consegue nem mais beliscar um estadual. Os times estão aí por vontade própria. Plantaram e colheram seu sucesso e seu fracasso.

Pelos ares do mundo do futebol, é bem provável que daqui a uns dois anos o Corinthians esteja com dificuldades dentro de campo. Mas, se não se desestruturar fora dele, possivelmente volte a brilhar algum tempo depois. O que não dá é viver de Juvenais e Mustafás por mais de uma década.

Nós já caímos duas vezes nos últimos dez anos. Ou arrumamos a casa a partir deste ano, ou a sorte vai demorar a sorrir para a gente novamente.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Marcão voa e pára Vampeta

Nostalgia, Palestrinos, nostalgia.

Ontem um amigo me enviou vídeos da famigerada final do Mundial Interclubes de 1999 e não pude deixar de entrar neste clima de lembranças. Afinal, aquele não foi apenas o dia em que perdemos para o Manchester; aquele foi o dia em que eu aprendi que heróis também erram.

Para mim, Marcos é – e sempre foi – espetacular. Meu maior ídolo. Mas naquela época, então com meus 14 anos, São Marcos era um super herói. Melhor que os dos gibis, muito mais poderoso que os gols dos atacantes, bem maior que as traves.

Afinal, 99 foi o ano em que ele resolveu começar a fechar o gol descaradamente. Nas quartas da Libertadores, quando perdemos por 2 a 0 para o gambás e nos classificamos nos pênaltis, ele não só pegou a cobrança do Vampeta como fechou o gol de maneira impressionante.

Depois ainda pegou tudo contra o Vasco, contra o River, contra o Cáli.

E de repente, aos 34 minutos, quando Giggs cruzou uma bola desprentenciosa da esquerda, meu herói errou. Passou da bola. Deu um passo a frente. Uma criptonita inglesa o encontrou. E nós perdemos.

Pouco importava se tínhamos jogado melhor, se Asprilla e Oséas haviam perdido gols incríveis, se Alex tinha tido um gol extremamente mal anulado. Nós tínhamos perdido o Mundial e todos apontavam para Marcos.

Eu não admitia, xingava Júnior Baiano, mas sabia que ele tinha errado. Logo ele. O camisa 12 de capa verde nas costas.

No entanto, após o jogo, ainda com os olhos inchados de chorar, vi sua entrevista no Globo Esporte. E bastaram poucas frases para o meu herói dar a volta por cima. Assumiu o erro, disse que acontece, que ia trabalhar mais, que ia errar menos nas próximas.

Dito e feito. São Marcos fez mais misérias na Libertadores de 2000 (nem preciso citar o pênalti do Anti-Cristo), foi campeão mundial em 2002 e até hoje nos dá alegria. Mas muito mais do que isso, Marcos me ensinou uma coisa: que todos erram. E que todos podem acertar mesmo errando.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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