Feeds:
Posts
Comentários

Posts Tagged ‘mustafá’

Eu entendo as críticas a Paulo Nobre, Palestrinos.

Inclusive eu mesmo o critiquei aqui quando perdeu Alan Kardec por uma miséria. Mas quando a demora para a escolha do novo treinador estava prestes a me desanimar de vez, surge Mustafá Contursi e nos lembra de que poderíamos estar MUITO pior em outras mãos.

Afinal, a frase proferida pelo Sapo Gordo ontem foi de uma ignorância sem tamanho. Do alto de sua empáfia e de seus 200kg, nostro ex-maldito-presidente fez a seguinte afirmação: “Gestor profissional é para grandes empresas, não para clubes em dificuldade”. (Ou, em outras palavras, “Eu preferia no meu tempo, quando mandava, desmandava e roubava sozinho”.)

É óbvio que um clube de futebol minimamente organizado precisa de gestores. E quanto mais profissionais, melhor. A grande armadilha nesta crítica feita diretamente a Brunoro é que Mustafá não percebeu que, ao dizer isso, defende o amadorismo. Retorna aos tempos em que velhos italianos comandavam o Palmeiras sem ser importunados por ninguém, nem ao menos uma pequena e sufocada oposição (sem nem falar que boa parte do “clubes em dificuldade” foi causada por ele próprio.)

Eu e toda a torcida do Verdão esperamos, de coração, que esse tempo tenha acabado para sempre. Seja nas mão de Paulo Nobre ou de qualquer outro presidente minimamente bem intencionado.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Anúncios

Read Full Post »

 

Não existe império que dure pra sempre, Palestrinos.

Assim como aconteceu com otomanos, romanos e americanos, fora de campo, o futebol nos mostra cada vez mais ser cíclico dentro dele. Pode parar e pensar: dificilmente um time se mantém mais de três ou quatro anos absoluto no topo.

Mirando para a Europa, já tivemos de tudo: um “Ajax” imbatível; um Milan “imbatível”, um Real Madrid “imbatível”, um “Barça” imbatível, um “Manchester” imbatível… a bola da vez é o Bayern que, escrevam, será “imbatível” por no máximo mais dois anos.

Aqui no Brasil, o cenário é bem parecido – sendo, muitas vezes, até mais dinâmico.  O Santos de Pelé brilhou absoluto entre 1961-65; o Inter de Falcão atropelou em 75/76; a mostra amada Academia teve duas fases e precedeu um jejum maldito de 17 anos; o Flamengo de Zico desfilou entre 1980 e 1983; o SPFW de Telê durou 3 anos; e por aí vai.

O fato é que, graças a San Genaro, o futebol tem períodos. O grande lance, no entanto, é que esses períodos não caem do céu. É preciso se preparar para estar na liderança.

É óbvio que alguns fatores podem ser fruto de sorte. Um grande craque que alavanca as contas e a massa, um baita patrocinador que injeta milhões, uma conquista fortuita que acorda um gigante… Mas, mesmo nestes exemplos, houve preparo de alguma forma.

Ou vocês acham que Pelé e Neymar foram parar em Santos por vontade própria? Alguém os encontrou, o clube foi atrás, negociou, fez dinâmicas para trazê-los e etc. Da mesma forma, a combinação Palmeiras/Parmalat só deu certo porque haviam pessoas capacitadas cuidando de tudo. Mesmo quando, em um arroubo do destino, o Paulista de Jundiaí venceu a Copa do Brasil, houve um grande trabalho técnico para isso acontecer.

Dois grandes exemplos disso estiveram em campo na noite de ontem decidindo a Recopa. De um lado, o atual campeão da Libertadores e do mundo que até um ano atrás era chacota por nunca ter sido campeão continental; do outro, um ex-campeão continental e mundial que não consegue nem mais beliscar um estadual. Os times estão aí por vontade própria. Plantaram e colheram seu sucesso e seu fracasso.

Pelos ares do mundo do futebol, é bem provável que daqui a uns dois anos o Corinthians esteja com dificuldades dentro de campo. Mas, se não se desestruturar fora dele, possivelmente volte a brilhar algum tempo depois. O que não dá é viver de Juvenais e Mustafás por mais de uma década.

Nós já caímos duas vezes nos últimos dez anos. Ou arrumamos a casa a partir deste ano, ou a sorte vai demorar a sorrir para a gente novamente.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

A Turiassú estava parada. Parte da Sumaré e da Pompéia também. Com cartazes na mão e gritos de ordem, milhares de palmeirenses foram às ruas protestar contra a situação insustentável pela qual o clube passava.

Tudo havia começado com o MPL – Movimento Palmeiras Livre – que reivindicava um novo presidente após outro rebaixamento. Se Mustafá havia nos derrubado em 2002, seus sucessores e, principalmente, Arnaldo Tirone haviam continuado o legado do mal.

Mas o que ocorreu é que aqueles que foram protestar queriam mais. Eles não se pintaram de verde e branco apenas para lutar por um novo presidente: queriam jogadores, queriam resultados, queriam seu estádio de volta. A manifestação foi além.

Mesmo torcedores de outras equipes se tornaram simpáticos ao movimento e, se não o faziam nas ruas, compartilhavam e apoiavam o que acontecia nas redes sociais.

Entoando o hino sagrado, eles caminhavam fechando o trânsito e alternando a cantoria com brados a favor de justiça sem violência.  E, nas primeiras horas funcionou. Mas, sabíamos todos, aquilo era em vão. Em pouco tempo vieram pichações nos muros, agressões a jogadores e diretores, carros apedrejados, loja queimada… o pandemônio.

No entanto, também já é sabido que nem todo pandemônio é em vão. O movimento afugentou alguns medrosos e bundões que mamavam nas tetas do clube, além de ter aumentado a vigilância de todos os palestrinos quanto a política do clube. Qualquer coisa que acontecesse, do preço da lanchonete até rombos no orçamento, passaram a ser vistoriados de perto.

O presidente, enfim, também mudou. Menos pelo protesto, mais pelo calendário estatutário do clube, mas mudou. E aqueles milhares que cantaram, gritaram e levantaram cartazes, agora, se sentem bem. Muito embora, é bom que se diga, ainda não estão satisfeitos. Ainda queremos eleições diretas, profissionalização de todas as áreas, situação financeira transparente e por aí vai.

Nobre, estamos de olho.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

https://i2.wp.com/esportes.r7.com/blogs/cosme-rimoli/files/2012/12/reproducaoveja.jpg

Lá vem ele novamente, Palestrinos.

Após 2 anos de um mandato cheio de altos e baixos, Arnaldo Tirone vai tentar a reeleição. Sim, é isso mesmo que vocês leram: mesmo com o rebaixamento, contratações bisonhas e contas que não fecham, Arnaldinho está convencido de que fez um bom trabalho na presidência do Palmeiras. Mais do que isso até, ele está dificultando a esperada passagem do bastão.

Com eleições somente em 21 de janeiro, o atual mandatário que saiu por aí ventilando reniões semanais com os presidenciáveis, tem boicotado os encontros. Não só não comparece, como diz que o faz porque está ocupado demais planejando 2013. E, assim, vai empurrando mais dois anos de possíveis mudanças para o lixo.

Os leitores do Siamo Palestra sabe que somos um blog apartidário. Não temos envolvimento político nenhum dentro do clube. Mas os recentes acontecimentos que chegaram a nós nos fazem crer que o banana-mor está virando ditador. Tirone é muito mais Contursi do que se imaginava!

Enquanto nomeia um novo diretor de marketing e o autoriza a soltar vídeos bonitos na internet, este verdadeiro câncer passa as tardes planejando fazer o que o Sapo Gordo fez em 2003: montar um verdadeiro time de Série B para o ano que vem. Não importa o tamanho do Palmeiras, não importa que tenhamos a Libertadores, não importa nada. Simplesmente diz que não temos dinheiro e fecha as portas para futuras mudanças. Ele está acimentando qualquer esperança que podemos ter.

Para se ter ideia, ele simplesmente ignorou a possibilidade de receber o meia Dátolo, ex-Boca e atualmente no Inter, por empréstimo. Não atendeu telefonemas de um intermedário nem se pronunciou. E agora, amigos, é bem possível que o argentino que poderia ser titular por aqui feche com algum de nossos rivais.

Outro ponto é que, mesmo com a dispensa de oito jogadores, ele não sinalizou nem sequer com um real de aumento para Hernán Barcos. Logo o atacante que, diga-se de passagem, recebe menos que Maurício Ramos e algo próximo a um terço da quanti amensal paga ao chinelinho Valdívia…

Por isso, volto a dizer que não apoio nenhum dos candidatos que estão na briga presidencial para os próximos dois anos, mas um deles, em especial, eu já espero que caia fora. E ele é você, Arnaldinho. Vá pro inferno com seu atraso e sua quadrilha!

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

Esse foi o vídeo lançado hoje pelo Palmeiras, Palestrinos.

É inquestionavelmente lindo, assim como é inquestionável e linda a nostra história de glórias. Mas o que mais me preocupa aqui é justamente o que mais nos encanta no vídeo: perceber que o tempo está passando e que o nosso amado clube está ficando desbotado.

Sim, fomos arrasadores nas décadas de 60 e 70, quando tínhamos grandes equipes e uma diretoria amadora – assim como eram todas a época. Já na década de 90, contamos com uma ama de leite para nos co-gerir e reerguer da combalida década anterior, voltando a conquistar o país. Hoje, no entanto, voltamos a ter o amadorismo da década de 60, com a diferença de que o futebol mudou muito.

E quando digo que o futebol mudou, não me refiro apenas ao tal aclamado marketing. Em bem da verdade, o departamento de marketing dos clubes cresceu em tamanho e importância, mas não foi só isso. Os clubes investiram mais em profissionais e em tecnologia, entenderam que, para a bola rolar redonda em campo, tem que haver trabalho fora dele.

Que fique claro que isso tudo não se trata de falar em negócios, lucro e balancetes. É simplesmente entender a sua grandeza e colocar o comando do clube nas mãos de pessoas competentes e corajosas. Enquanto lidamos com Frizzos, Tirones, Contursis e Piracis, nostros rivais buscaram pessoas que também amam seus clubes, contudo possuem conhecimento.

Cá estamos nós a beira de mais uma eleição e a perspectiva permanece baixa. Os votos mais uma vez serão dados pelos mesmos coroneis que os dão há décadas e nós só podemos rezar. Sim, podemos dar sorte e ver surgir um novo líder na última eleição fechada para sócios em nostra história. Mas a perspectiva é justificadamente baixa.

Até porque já começaram as desculpas esfarrapadas de sempre: não temos dinheiro, não temos apelo, não temos quem nos queira. Cazzo, se um atleta profissional não quer jogar em um time com a grandeza do Palmeiras, é pura incompetência de nostros diretores! Temos patrocinadores fortes, temos 15 milhões de apaixonados, temos força.

A verdade é que ou o Palmeiras acorda fora de campo ou vamos ter que dar replay infinito neste vídeo para mostrar ao nostros filhos, netos e bisnetos que o time deles, a Sociedade Esportiva Palmeiras, um dia já esteve no topo.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

Belo início de ano, Palestrinos!

Ao menos para mim, até agora estamos acima das expectativas. E digo isso não pelo calor da virada dantesca diante do Santos nem só pelo ânimo que traz a chegada de atletas como Barcos e Wesley. Digo isso por tudo o que começa a envolver o 2012 do nostro Palmeiras.

Dentro de campo, a equipe ainda está refém da maneira de jogar que Felipão traçou a mais de um ano: é bola parada e bola no Luan. Nada contra a jogada de Assunção – até porque a bola parada é a maior arma de metade dos times do mundo -, mas é hora de um time rápido entrar em campo. Usar ambos os laterais, a visão de Daniel Carvalho, a presença de Barcos, a velocidade de Maikon Leite… é hora de ser agudo, de ser Palmeiras!

Pelas mexidas que tem feito, Felipão parece estar entendendo devagar o movimento. Tem encostado Patrik e Tinga, exorcizou Rivaldo, chutou a bunda de Kléber e até tem dado conta da falta que faz o sempre contundido Valdívia. Se Wesley chegar em condições e Román for boa surpresa na zaga (Henrique parte em junho), podemos encontrar a equipe ideal logo.

Fora de campo, as coisas também parecem se acertar, embora mais lentamente. Frizzo está quase no olho da rua, César Sampaio tem crescido, o conselho de Mustafá parece cada vez mais esquecido e o contrato de patrocínio com a Kia Motors parece ótimo negócio. Se o Palmeiras não se deslumbrar com o dinheiro, e lembrar que conta com dívidas a serem pagas, a coisa pode ficar ainda melhor a cada dia.

Por isso, Palestrinos, 2012 pode ser realmente um ano de viradas. Começando pela de ontem, em Prudente.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

Final de semana sem jogo do Verdão é chato pra burro, Palestrinos!

Mas enquanto esperamos a chegada do duelo diante do Ameriquinha, na quinta a noite, acho válido abordar os assuntos “polêmicos” da semana.

O primeiro e mais velho deles é a situação de Kleber. Já disse e repito aqui neste espaço: o Gladiador não sai do Palmeiras. Fez sim uma birra desnecessária para ganhar aumento, também ficou um pouco balançado pela proposta dos urubus, mas não quer e nem vai sair do Verdão. Joga amanhã e aí acabam as polêmicas baratas da Globo.com.

Na seqüência devemos falar do tal Martinuccio, que foi de contratado a perdido, e agora voltou a ser reforço certo. Assisti a poucos jogos dele, o meia do Peñarol oscilou bastante, mas parece ser um bom investimento. Será, ao men0s, boa sombra para o bichado Valdívia e o inoperante Lincoln.

Quem também voltou a ser notícia foi o desprezível sapo gordo e turco que sugou o Palestra por anos a fio. Agora, o melhor amigo de Tirone e pior crítico de Belluzzo resolveu mudar totalmente o cenário e criticar a atual diretoria, elogiando a anterior. É triste ver que alguns repórteres ainda dão voz a alguém tão escroto…

Volta logo, Brasileirão.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

Older Posts »