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Posts Tagged ‘MV’

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Fonte: Foto Torcida no Facebook

O protesto é legítimo, Palestrinos.

Sempre foi e seguirá sendo. Até porque, na nostra atual situação, bate o desespero e é impossível ficar sentado assistindo a tudo isso. O problema, na minha opinião, é ir até a casa de alguém fazer o tal protesto – e aí pouco importa quem é esse “alguém”.

Paulo Nobre é o presidente da Sociedade Esportiva Palmeiras. Logo, realizemos o protesto em nossas casas: o Palestra Itália e/ou o CT da Barra Funda. Sem quebrar, sem vandalizar, sem ameaçar. Pedir mudança se faz com faixas, com a garganta e, mais importante de tudo, com a ajuda da mídia.

O que a MV realizou ontem foi quase perfeito; só erraram o lugar. A família de Nobre e os vizinhos dele nada têm a ver com a atual situação do clube. E embora a organização do protesto tenha sido bem estruturada, nunca se sabe quando um cara mais esquentado pode fazer besteira. Portanto, voltemos as reivindicações para a Turiassu.

A atual diretoria vem de duas décadas de administração terrível e conseguiu dar continuidade a má conduta dos tiranos que tomam conta da SEP há tanto tempo. Brunoro não mostrou merecer o salário que ganha, Omar Feitosa é praticamente um fantasma dentro da estrutura e Nobre precisa se ligar disso. Ele é o presidente e tem autonomia para dar um jeito nessa situação, demitindo quem merece.

A formação do elenco foi terrível, temos um time de Série B na A e, sinceramente, não penso que haja tempo hábil para melhorar a situação. Temos que torcer nas arquibancadas e pressionar por mudanças na diretoria.

Mas, de novo: na nostra casa. A casa do Nobre não é o lugar.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Era uma noite de quarta-feira, Palestrinos.

Dia 11 de maio de 2011 pra ser mais exato. Em campo, o Palmeiras enfrentaria o Coritiba no jogo de volta da Copa do Brasil, seis dias após ter levado 6 a 0 no Couto Pereira. Era óbvio que ninguém estava feliz. Mas eu, assim como outros 5 mil palmeirenses, decidimos ir ao Pacaembu. Crentes de que milagres são possíveis e, mais do que isso, de que sempre é dia de apoiar o Palestra.

Ao me aproximar da Praça Charles Miller, no entanto, fui interpelado por um grupo de manchistas. “Vai entrar por que, mano?”, “Vai apoiar esses vagabundos?!” e “Beleza então, seu burguesinho trouxa” foram só algumas das frases gentis que escutei em alto e bom som. Abaixei a cabeça e, ao lado do meu irmão e de um  amigo, fui decidido – e algo temeroso – em direção as catracas da cancha municipal.

Dentro de campo, não houve milagre: vencemos por 2 a 0 e acabamos eliminados. Mas, nas arquibancadas, houve vitória de quem torce de verdade. A época, escrevi este post aqui sobre a noite em que não tivemos organizadas no estádio, embora tenhamos tido alviverdes de coração.

Pois bem, eis que quase 3 anos depois a mesma torcida organizada depreda uma sede do clube por julgar o presidente “impositor, elitizador e segregador”. O motivo foi os cerca de 700 ingressos disponibilizados apenas para sócios Avanti que foram ao maior número de jogos no ano até aqui.

Ou seja, logo de cara temos uma hipocrisia gigantesca: por que reclamam agora e nunca reclamaram de ter acesso exclusivo a bilheteria do clube por tantos anos e em tantos jogos? Consigo lembrar de pelos menos uns 15 jogos – incluída aí a decisão da Libertadores de 1999 – em que fiquei horas na fila sem conseguir meu ingresso, mesmo vendo diversos homens vestidos com a regata da MV furando a fila e/ou agindo como cambistas.

E apesar de concordar com cada vírgula do que diz Paulo Nobre, não vou ficar aqui o defendendo das outras críticas. Até porque R$60 é mesmo muito caro para jogos do Paulistão e porque essa estratégia de retirada individual de ingressos tinha tudo para dar problemas como este – faltou tato da diretoria em prever isso. Fosse pela internet, no mesmo esquema em que funciona o Avanti normalmente, e teria sido a iniciativa perfeita.

(Cabe aqui, inclusive, um pequeno parênteses: sim, é preciso privilegiar sócio-torcedor. Pagar menos de 10 reais por mês para garantir ingressos e descontos não é elitizar nada e ainda garante renda certa aos cofres do Palmeiras.)

O fato é que, de novo e de novo e de novo, a Mancha causou problemas da maneira mais estúpida do mundo: através da violência. E não há mais argumentos ou desculpas para protegê-los. Afinal, uma torcida que grita mais seu nome do que o do Palmeiras e que intimida os torcedores que não fazem parte dela em certas situações, não merece nenhum tipo de proteção. Quanto mais se sentir no direito de falar em segregação!

Aliás, parabéns ao juiz Gilberto Azevedo Morais Costa, da 17ª Vara do Fórum Criminal da Barra Funda, que justificou e liberou todos os crimes praticados por torcedores organizados após liberar os corinthianos presos pela invasão no CT mês passado. A MV entendeu que não existe punição e já brincou de quebradeira também… muito mais virá pela frente.

Afinal, eles sim são os segregadores.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Os últimos dez dias foram complicados, Palestrinos.

A maré de paz causada pelos sete jogos invictos neste início de ano deram repentinamente lugar a uma pequena turbulência causada pelos dois revezes na Copa Libertadores – que, graças a uma parte estúpida da torcida, acabaram se transformando em um grande furacão. Por isso, vamos por partes.

COPA LIBERTADORES
A derrota para o Libertad até estava nas contas iniciais. Não da maneira que foi, com um total domínio dos paraguaios e com o nostro time praticamente na roda, mas estava. O problema foi perder para o fraquíssimo time do Tigre. É inadmissível que o Palmeiras, independente do momento ou do elenco que tenha a disposição, não vença uma equipe tão fraca.

Pior foi que tivemos tantas chances de matar o jogo, que a sensação de fracasso ficou ainda mais retumbante ao apito final. A chance desperdiçada por Kleber chega a ser vexatória. Não dá para perder aquela chance, ainda mais quando se está começando uma história em um clube como o nostro. Agora não nos resta outra coisa senão vencer os dois jogos em casa e tentar pontuar fora. Ainda dá!

MANCHA CANCERÍGENA
Assíduo frequentador das arquibancadas, eu já me manisfestei algumas vezes contra a MV. E meu principal motivo é  bastante claro: não posso respeitar torcedores que coloquem o nome e os símbolos de uma “torcida organizada” acima do clube que apoiam. Para mim, fica bastante claro que a Mancha vai ao estádio para torcer por ela, e só por ela. Isso, por si só, é estúpido.

Agora, quando os mesmos velhos e conhecidos bandidos resolver agredir ameaçar os atletas não só gritando, mas também chegando as vias de fato, aí é caso de banimento perpétuo. Chega da diretoria sustentar esses vagabundos que se acham acima da verdade, chega de pagar viagem e ingressos, chega de permitir que imbecis como estes entrem em campo para conversar com técnico e líderes do elenco… isso tudo é muito absurdo!

Nenhum torcedor é mais torcedor que o outro. O presidente da MV é tão palmeirense quanto eu ou uma senhora que jamais tenha ido ao estádio na vida. Está mais do que na hora desse câncer travestido de “organizada” ser banido dos jogos da Sociedade Esportiva Palmeiras.

Na partida contra a Penapolense, já houve bete-boca velado entre a dita “organizada” e os “torcedores comuns”. E isso tende a piorar se nada for feito. Chegou a hora de Paulo Nobre convocar a PM, o Ministério Público, a CBF e os presidentes dos principais clubes do país para acabar de vez com esses grupos de criminosos.

Ou você vai defender indivíduos que não fazem nada da vida além de beber em frente ao Palestra e fazer viagens de dias e dias por dizerem amar tanto o time? Muito antes de serem torcedores, esses caras são bandidos. E eu aposto que o elenco prefere jogar com a arquibancada vazia fora de casa do que com vândalos desses supostamente apoiando.

CHOQUE-REI
Mais uma vez ficamos no quase. A diferença é que, contra o Curintia, graças ao momento vivido e o abismo técnico entre os elencos, o empate até que desceu pelas nostras gargantas. Agora, ontem, com um a mais durante todo o segundo tempo no Panetone, não dá para sair de campo satisfeito.

O que me parece claro é que, nas duas partidas, faltou qualidade para ganhar. Estamos parando em nostras próprias limitações. Com um pouco – eu disse pouco – mais de calma e atenção, podemos sair de campo com vitórias que nos dariam uma moral mais do que necessária. E vendo as chances perdidas ontem, que saudade que dá do Pirata…

Siamo Palestra!

ROJAS.

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