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Posts Tagged ‘Nariz’

Eram 14 minutos do primeiro tempo, Palestrinos.

E embora o jogo estivesse amarrado, o Palmeiras havia tomado a iniciativa. Marcava em bloco atrás do meio-campo e saía no contra ataque com Mouche (menos) e Allione (mais) abertos pelos lados do campo. Quem distribuía o jogo, naturalmente, era Valdivia – que retomou os treinos e a posição depois de 3 meses. Foi então que ele desabou no gramado com a mão no rosto.

A primeira impressão, claro, foi de uma agressão. Um braço involuntário, no mínimo, que tivesse acertado em cheio o chileno. Veio o intervalo e a informação oficial era a de que ele havia mesmo tomado uma braçada e deixado o campo por conta de uma tontura. Só que a TV flagrou uma mãozinha na coxa que, de tão tradicional, virou sua marca registrada nos últimos anos.

Valdivia, no entanto, negou. Disse ao médico que o motivo fora uma pancada no rosto. O próprio médico do Palmeiras, após a partida, disse ter achado estranho. Até que hoje, vejam só, vem a notícia de que o camisa dez de fato teve um trauma na coxa esquerda.

Quem é palmeirense está cansado do comportamento do meia. Absolutamente nenhuma história dele vem a tona com total sinceridade. NUNCA. Foi assim com sua recente transferência (e a posterior viagem a Disney), foi assim com seu “sequestro”, foi assim quando traiu sua esposa (que disse que ia separar, mas não separou)… Enfim, se tem Valdivia tem confusão.

Está claro que ele escondeu a contusão por saber que a torcida e a imprensa iriam pegar em seu pé novamente. Afinal, deve ser a sua lesão muscular de número 100 só pelo Palmeiras – vejam só, se tornou centenário antes do clube! E é óbvio que se lesionou porque está atrasado. Tivesse voltado das férias pós-Copa dentro do prazo, estaria treinando e jogando normalmente (bem como os campeões mundiais da Alemanha já estão em campo por seus clubes).

Mas querem saber? O problema de Valdivia realmente é o nariz: nariz mentiroso.

Pior é ter um elenco onde sua presença se faz tão necessária. Dependemos de um atleta que não se comporta como tal. E aí, o jogador que poderia ser craque não só se sabota, mas também sabota a todos nós. Vira um camisa 10 nota 6. Se conforma com o que é sem nunca vislumbrar quem poderia ser.

Pois bem, senhores, já que Geppetto é italiano, este é Jorge Valdivia.
O Pinnochio do Palestra Itália.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Cada um tem os ídolos que merece, Palestrinos.

Eu eu, nascido na década de 80, tenho orgulho de ter em Edmundo um dos meus. Atacante narigudo e agressivo que veio do Vasco a peso de ouro na época, ele sempre foi exatamente o que seu apelido sugere: um Animal.

Instintivo dentro e fora de campo, Edmundo foi um dos atletas em que eu mais vi a tal sede de vencer. Não pulava em dividida, não fugia de briga, nem aceitava que alguém o deixasse para trás. Rápido, habilidoso e letal com a perna direita, foi o terror de todos os zagueiros da década de noventa.

Para completar, ele foi um dos grandes símbolos do renascimento do Palmeiras. Chegou no início de 1993 – quando estávamos há 17 anos na fila – e deixou o clube em 1995, com nada menos que 5 títulos: um bicampeonato Paulista, um bicampeonato Brasileiro e uma Copa Rio-São Paulo. De quebra, foi um dos raros jogadores que souberam colocar em campo a eterna vontade das arquibancadas de jogar qualquer partida contra o Corinthians como se fosse a última de nostras vidas.

Instintivo como sempre foi, errou ao sair para o Flamengo em 1995, mas ainda voltou para nos dar alegrias em 2006. Foram 88 gols, um incontável número de dribles e mais uma balaiada de confusões (o supercílio de André Luiz que o diga), expulsões (eu lembro bem de umas 3, pelo menos) e julgamentos atabalhoados (como quando chutou uma câmera no Equador, na Libertadores/1995).

O que importa é que Edmundo é nosso. E hoje, completando 43 anos, merece os parabéns de todos que cansaram de comemorar seus feitos. Dá-lhe, Nariz! Au au au, Edmundo é Animal!!!

Siamo Palestra!

ROJAS.

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