Feeds:
Posts
Comentários

Posts Tagged ‘nobre’

O dia 12 de junho de 1993 é insuperável. Mas, guardadas as devidas proporções, dia 02 de dezembro de 2015 também pode se tornar um dia histórico para todos nós.

Para a história do clube, a noite da última quarta-feira já está marcada. Afinal, títulos são eternizados e assim será com nostro tricampeonato. A conquista da Copa do Brasil, no entanto, pode ir além de um troféu na prateleira: pode ser um sinal claro de novos tempos.

Quando enfiamos uma sacolada no Corinthians e acabamos com a fila de 17 anos sem títulos, começou uma nova era. Não apenas pelo investimento da Parmalat, mas também pelo bom futebol e confiança dos jogadores que passaram pelo clube na década seguinte. E, ao que me parece, a vitória nos pênaltis diante do Santos, combinada com o aporte financeira da Crefisa e da FAM, pode dar início a uma nova era vitoriosa na nostra eterna Academia.

Temos a base de um bom time, um treinador com DNA vencedor (três títulos nacionais em três anos) e um presidente que agora pode trabalhar sem pressão. Tudo isso, combinado a clara harmonia que foi construída entre torcida e equipe dentro do reformado Palestra Itália durante todo o ano de 2015, nos faz ver um horizonte de vitórias.

Um lugar onde Prass e Zé Roberto são líderes; onde Dudu e Jesus são os craques; onde Vitor Hugo, Arouca, Robinho e Barrios formam uma espinha confiável para uma temporada com Libertadores.

Como já escrevi aqui tantas e tantas vezes, acredito que o futebol é cíclico. Todos os clubes têm altos e baixos, por maiores e mais tradicionais que sejam. Os últimos anos foram de muito sofrimento para todos nós, mas, quem sabe, os próximos não sejam da mais pura e absoluta alegria?

Siamo Palestra!

ROJAS.

Anúncios

Read Full Post »

Oswaldo de Oliveira caiu, Palestrinos. E dado o atual cenário, nem poderia ser diferente.

Afinal, embora 5 meses seja um tempo discutível para pegar um elenco com mais de 20 reforços e transformá-lo em um time imbatível, é indiscutível que hoje era para estarmos, no mínimo, em um estágio muito mais avançado. Não é normal participar da contratação destes atletas, treinar todos os dias e chegar ao mês de junho com uma equipe que só sabe chutar bolas para dentro da área dos adversários.

Ao lado de Alexandre Mattos, Oswaldo de Oliveira foi peça fundamental na montagem do nostro elenco para 2015. Mas ficou claro que sua teimosia o derrotou. A insistência no mesmo esquema tático, a demora para mexer durante as partidas e a obviedade em colocar Zé Roberto no meio, foram alguns dos exemplos que derruabaram o treinador. Não que ele seja o único culpado pela má fase, mas é hoje, certamente, o maior dos culpados.

Sem ele, no entanto, precisamos pensar no que muda.

O sistema de jogo é a primeira coisa que me vem a cabeça. O 4-2-3-1 de Oswaldo não decolou por causa de vários fatores (desde a falha proteção à defesa até o fato de termos um único atacante brigando lá na frente), e deve mudar seja lá quem for o treinador a chegar.

Também será uma prova de fogo para os atletas que vieram de Santos e Botafogo. Sem o ex-comandante no banco, é possível que os únicos atletas que comecem em vantagem junto ao novo técnico sejam Gabriel e Arouca. Outros como Lucas e Rafael Marques, por exemplo, podem começar a esquentar o banco. Isso sem falar de Wellington, Tobio, João Paulo e tantos que ainda não mostraram a que vieram.

O que também deve mudar é a interferência da diretoria de futebol na equipe. Não que teremos senhores de terno comandando treinos na Academia, mas depois da carta branca dada a Oswaldo não ter funcionado, acho bastante crível que Alexandre Mattos e Paulo Nobre fiquem ainda mais em cima do que acontece dentro das quatro linhas.

E, claro, muda muito quem fica e quem sai. Ayrton e Alan Patrik estão de saída para o Flamengo, e eu acredito que pelo menos outros três ou quatro devem deixar o Palestra. O caso Valdivia, que segue sendo aquela novela chilena sem fim, não entra neste parâmetro – mas também deve sofrer alteração de rota.

Entre Marcelo Oliveira e Cuca, prefiro o primeiro. Mas muito mais do que qualquer coisa no mundo, espero que o Palmeiras comece a jogar feito um time grande. Sem perder pontos para timecos e sem se deixar ser ameaçado em momentos que nem um time de várzea seria. Muito obrigado pelos esforços, Oswaldo, mas você não tem o calibre que precisamos.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

Entra ano, sai ano e o assunto é o mesmo, Palestrinos: Jorge Valdivia.

Titular nos últimos jogos e tido como certo na decisão do próximo domingo, o meia tem sido protagonista de mais uma novela infindável. Não bastasse sabermos quando o chileno reúne condições físicas ou não para jogar, já faz meses que ouvimos falar de sua renovação de contrato.

De um lado, a conhecida qualidade que o camisa 10 tem; do outro, o custo-benefício pra lá de duvidoso em sua segunda passagem pela Academia. Vem daí o impasse que gira em torno da política de contratos por produtividade. Pouco mais de dois anos atrás, aliás, Valdivia disse aos microfones que aceitaria de bom grado uma proposta feita nestes moldes – hoje, no entanto, parece ter mudado de opinião.

A impressão que eu tenho é a de que o Palmeiras tem consciência de que finalmente pode viver sem El Mago, mas, ao mesmo tempo, vive aquele receio de que ele reforce algum rival e acabe mostrando o fino da bola logo contra nós mesmos. Contra o Botafogo/SP, ele deu o passe que iniciou o gol da vitória; diante do Corinthians, no entanto, teve atuação apagada e viu o time ganhar em velocidade depois da sua saída.

O ponto é que, seja lá o que Nobre e Mattos estiverem pensando, isso não pode prejudicar o time dentro de campo. Temos que saber separar a final do Campeonato Paulista de 2015 de uma possível renovação de contrato. Até mesmo porque parece óbvio que a escalação ou as substituições de Oswaldo irão impactar o futuro do chileno na equipe.

Seja como for, deixem nostro treinador trabalhar em paz. Vale mais um troféu na prateleira do que dois chutes no vácuo voando.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

Cristiano Ronaldo, Messi, Naymar? Que nada. Pelo menos aqui em São Paulo, o assunto da semana responde pelo nome de Eduardo Pereira Rodrigues – o “Dudu”.

Em bem da verdade, tudo aconteceu tão de repente que, do dia pra noite, parecia que o jovem atacante que atuou pelo Grêmio no Brasileirão era o novo Pelé. A bola de neve começou quando, por dias e dias, SCCP e SPFC se digladiaram pelo atacante nos microfones e bastidores. Um dizia estar por detalhes com o clube, outro que faltava apenas o jogador assinar. Foi quando, ainda mais que de repente, o Palmeiras surgiu do nada e anunciou a contratação de Dudu.

Daí, óbvio, a maré virou. Afinal, nós que acompanhávamos tudo a distância, comemoramos a chegada de um bom titular para a temporada 2015; enquanto isso, os torcedores dos outros dois clubes – que ficavam se alfinetando a cada mudança na negociação – mudaram totalmente de opinião e “agradeceram” ao Palmeiras pelo negócio.

Mas, convenhamos, nada mais natural.

Primeiramente porque, de fato, Dudu não é um fora de série. É um jovem com potencial, teve um início de carreira excelente no Cruzeiro, mas preferiu os euros da Ucrânia e desapareceu. Mesmo em 2014, sob a batuta de Felipão, foram apenas 5 assistências e 3 gols no campeonato nacional. No entanto, isso não faz dele um mau negócio. Longe disso. O atleta tem velocidade acima do normal (segundo Muricy Ramalho) e foi o melhor driblador da temporada passada (segundo o Footstats). Não sei o que pensam os outros, mas nós, definitivamente, precisávamos disso.

O segundo motivo é ainda mais implacável: a rivalidade. Nunca vai haver uma só contratação em que dois ou mais rivais se envolvam, sem que o lado que fique sem o possível reforço encontre defeitos na contratação. “Ele é enganação, é caro demais, tem menos de 1.70m, só atua bem em domingos de sol, usa Crocs, passa férias em São Vicente e blá blá blá”. Isso faz parte do mundo do futebol, é gostoso e ajuda a alimentar a mesa de bar e as redes sociais neste início de ano modorrento. Aliás, só lembrando o que o nonno do nostro nonno já dizia: quem desdenha quer comprar (ou melhor, queria).

Por fim, o terceiro ponto desta saga é todo pintado de verde e branco, e responde pela alcunha de “orgulho”. Exatamente isso que você leu: orgulho. Pode parecer exagero, mas quem é palmeirense sabe a importância de se entrar em uma negociação complicada como essa tantos anos depois, ver o clube agir em silêncio (interna e externamente) e conseguir sair vitorioso pra cima de outros que – por motivos variados – se acham constantemente acima do bem e do mal.

Em suma, sendo extremamente sincero, pode ter sido apenas uma boa contratação. Mas foi uma daquelas que sacode o mercado, lota a banca de jornal, faz o café da empresa parecer uma mesa redonda e faz crescer as nossas esperanças de um Palmeiras melhor em 2015.

Se vai dar certo ou não, só o tempo dirá. Ou alguém já se esqueceu o que já falaram sobre o incrível Pato ou internacional Álvaro Pereira? Fiquem a vontade, amigos: o chapéu – bem como o choro – é livre.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

Atenção, Palestrinos: ao contrário do que anda dizendo o noticiário esportivo de 2015, nós (ainda) não temos um grande time.

A verdade é que estamos, antes de mais nada, remontando um time – que já é, sim, melhor que o de 2014. Mas muito embora este mês de janeiro tenha sido muito melhor em reforços do que foi o dos últimos anos, isto não significa que já temos um timaço agora. É preciso ter calma.

Afinal, nostros “craques” até aqui respondem por Lucas, João Paulo, Victor Hugo, Andrei Girotto, Amaral, Zé Roberto, Robinho, Dudu e Leandro Pereira. Sendo sinceros, um pouco acima da média, mesmo, só temos a dupla que chegou do Grêmio. O restante faz parte de remontar um elenco carente de qualidade e confiança.

A principal mudança desta temporada, ao meu ver, é a atitude da nostra diretoria.
Demorou, mas parece que lembraram qual é o tamanho do Palmeiras.

A achegada de Mattos e Cícero acordou os bastidores no Palestra Itália. Fez todos voltarem seus olhos para o clube novamente, enxergando o Verdão como ele nunca deveria ter deixado de ser visto. Somos gigantes, imponentes, os campeões do século XX. Se até ano passado só jogador apagado nos procurava, agora tem empresário ligando sem parar para a Academia. E este é o tipo de respeito que só se conquista dentro de campo se o conquistarmos também fora dele.

É claro que não podemos fazer loucuras, mas também não dá pra se conformar com jogadores que sobram nas outras equipes. Precisamos mesclar reforços jovens e com apetite àqueles que já são realidade e podem dividir a responsabilidade com jogadores como Prass e Valdivia.

Dá pra sonhar com um 2015 melhor.
Dá pra sonhar com nostro Palmeiras de volta.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

Fora tantos os erros de 2014 que fica até difícil elenca-los, Palestrinos. É por isso que eu preferi começar pelos básicos.

(1) Montar um elenco equilibrado

O Palmeiras deste ano foi um time manco tanto no sentido literal, quanto no figurado. Basta observar alguns poucos jogos da temporada para perceber claramente que o time sempre forçou o jogo pelo lado esquerdo do campo. E a explicação, claro, está na montagem do elenco.

Enquanto a lateral esquerda chegou a contar com 5 opções, a direita mal tinha duas (a dupla Wendel & Weldinho só foi suplantada por João Pedro faltando três meses pro ano acabar). Isso sem falar nas tantas vezes que o time entrou em campo com Juninho, Victor Luís, Marcelo Oliveira, Mazinho, Mouche e Henrique – todos canhotos.

Isso sem falar em um grupo com mais de 40 atletas, sendo que nem metade deles (uns 15, no máximo) eram usados.

 

(2) Ter um sistema de jogo definido

Olhe bem para as equipes que terminaram 2015 em evidência e repare que todas elas têm uma coisa em comum: a cara bem definida.

O Cruzeiro, por exemplo, se acertou em um 4-5-1 ofensivo, privilegiando os lados do campo; o SPFC escolheu um 4-4-2 clássico, com dois volantes e dois meias; o Galo optou por um 4-3-3 de correria pura; e assim vai.

Já o Palmeiras oscilou durante toda a temporada jogando no 4-3-3, 4-4-2, 4-3-1-2, 5-3-2 e mais uma infinidade de números que, somados, nunca passaram de zero. A solução para um time como o nostro era mais do que clara: proteger a defesa lenta com volantes e privilegiar Valdivia abrindo o jogo com a velocidade dos jovens laterais para acionar Henrique na área.

É preciso ter um jeito de jogar, até para que o time se acostume a treinar e repetir dentro de campo.

(3) Dividir e delegar decisões

Eu não conheço a política do Palmeiras. Mas basta ler um pouco e ver o que aconteceu nesta temporada para perceber que a gerência de futebol era uma total bagunça.

Afinal de contas, aparentemente a diretoria chamou pra si o planejamento de elenco, mas nunca o fez de verdade.

Kardec e Henrique são os símbolos-mor disso, mas perdemos muitos outros coadjuvantes (Vilson, Márcio Araújo e William Matheus por exemplo) sem pensar na reposição. A gestão Kleina naufragou muito por isso.

Quando Gareca chegou e água já passava dos nostros joelhos, chegou também a barca de argentinos (alguns com preços totalmente irreais). Com Dorival e o desespero latente, chegou a barca da molecada da base. E assim por diante, sem pensar nem analisar absolutamente nada.

Ter um diretor de futebol e um gerente dedicados a isso é o caminho certo. Quem contrata é o clube, não o treinador.

(4) Treinar, treinar e treinar

Eu adoraria ter estatísticas sobre quantas cobranças de falta de escanteio o Palmeiras acertou este ano. Infelizmente não as tenho, mas garanto que o número não passa de 15%, quando muito.

Time que não cria com a bola nos pés tem que ter recurso. E nem bola parada nós tivemos em 2014! Se pegar a trajetória de Inter e Grêmio no campeonato, vamos ver que eles marcaram incontáveis tentos dessa maneira.

Nostra criação foi tão inoperante que não conseguimos nem pressionar equipes pequenas no bumba meu boi. Isso é falta de qualidade, mas, sem dúvida nenhuma, também é falta de treino.

Enfim, estes são apenas alguns exemplos. No entanto, já seria um bom começo para 2015.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

Hoje eu te vi na TV, Dorival.

E confesso que a combinação da legenda “ex-técnico do Palmeiras” com a sua feição de derrota a lá Cuca, me fizeram sentir dó de ti. Afinal de contas, você jogou no Verdão, teu tio é um dos maiores ídolos da nostra história e te considero um homem sincero. O problema foi que eu comecei a te escutar e foi tudo por água abaixo.

Primeiro você disse que não queria ser só “um bombeiro”. Vá lá, até posso entender o seu desejo. Só não posso é acreditar que você considere isso uma anormalidade, visto o que aconteceu com o time desde que você assumiu. Embora o elenco em si seja terrível, o desempenho a seu comando foi tão ruim quanto o de seus comandados.

Invenções como a de Victor Luís no meio e Diogo na ponta esquerda foram algumas das piores coisas que já vi na vida. Isso sem falar na insistência com jogadores totalmente sem condições como Lúcio, Juninho, e, claro, o lixo do Wesley – que não é possível que só você, em todo o planeta, tenha achado que merecia ser titular.

É aqui, aliás, que chegamos ao capítulo “os argentinos”. Eu entendo que todos foram pedidos por Gareca e que você os herdou, mas não tem como achar que eles não mereciam mais chances. Cristaldo tinha que ter sido titular ao lado de Henrique, Mouche se mostrou ótima opção para segundas etapas, Tobio sempre esteve fisicamente acima de Lúcio e você escalou Allione apenas duas vezes (e é verdade que ele foi expulso em ambas). A sua má vontade com eles, no entanto, foi notória.

Some-se a isso também a sua falta de noção ao tremer diante da pressão e colocar Valdivia em campo no 1o tempo diante do Coritiba, no Couto Pereira. Por mais que todos nós soubéssemos da diferença que ele faz em campo, escalar um manco é total despreparo.

E, por fim não dá pra deixar de falar do sistema tático mais indefinido do mundo. Jogamos no 4-3-3, no 4-5-1, no 4-4-2, 3-5-2, 4-3-1-2… jogamos em absolutamente todas as formações existentes durante as partidas disputadas! E não precisa ser um gênio para saber que precisávamos de muito mais proteção para a zaga do que conseguiu fornecer durante todos estes meses.

Hoje eu te vi na TV, Dorival.
E dei graças a San Gennaro que já foi embora.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

Older Posts »