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O esquema tático e a escalação são rigorosamente os mesmos. As opções no elenco também são praticamente iguais. Então o que tanto mudou para que o Palmeiras inconstante de Oswaldo se tornasse o Palmeiras vencedor de Marcelo Oliveira?

É claro que a resposta não pode ser dada de forma tão simplista, mas, grosso modo, vem muito do que mostram os números: o time de MO é muito mais assertivo que o de OO. Explico.

Enquanto a equipe trocava, em média, 401 passes com Oswaldo, hoje o número caiu para 280. Se eram 15 finalizações por jogo, agora são 12. Os 26 cruzamentos efetuados a cada noventa minutos são, agora, 16. Resumidamente, por mais que possa parecer que a equipe estivesse em melhor forma antes, existe uma diferença clara entre quantidade e qualidade.

Com Marcelo Oliveira, o Palmeiras troca menos passes, mas chega muito mais rápido ao gol (em média 4 passes a menos até finalizar). Chuta menos em números absolutos, mas subiu o número de gols marcados de 1 para 2.25 por partida. Efetua bem menos cruzamentos, mas aumentou a efetividade deles em 10%. E por aí vai.

Ao meu ver, o grande diferencial do momento é que nostra equipe é mais aguda. Marca em cima, sai em velocidade, busca abrir o jogo pelas laterais e efetua jogadas mais simples (como tabelas rápidas no meio-campo). Claro que isso tudo não quer dizer que Oswaldo seja um lixo, mas claramente a chegada de Marcelo fez a equipe ter mais apetite.

Os próprios atletas, individualmente, cresceram demais – e Egídio é, provavelmente, o maior exemplo disso. Porém pode-se citar outros nomes como Arouca, Dudu e Leandro Pereira facilmente. A impressão clara de quem acompanha os jogos é a de que, finalmente, não existe mais aquele medo/receio/ranço de ganhar. Nostro novo treinador está fazendo a equipe, de fato, evoluir.

Domingo temos um jogo em casa diante do Atlético/PR e, vencendo, MO chegará a um aproveitamento de 80% dos pontos disputados. Para efeito de comparação, OO deixou a equipe com 33% dos pontos somente no Brasileirão. Ou seja: caso a equipe mantenha a pegada, podemos providenciar uma carta de agradecimento à diretoria do Cruzeiro. Afinal de contas, não é sempre que se ganha um treinador destes de graça.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Oswaldo de Oliveira é um bom sujeito, Palestrinos. Vem de bons trabalhos no Botafogo e no Santos, dá entrevistas com lucidez, parece sério no dia-a-dia, é enérgico durante as partidas e também tem o respeito dos atletas. Mas, na minha concepção, não seria nada mal ele dar uma olhadinha no trabalho que Tite vem fazendo no SCCP.

A verdade é que desde que voltou ao Parque São Jorge, “Adenor Fala-Muito” não fez nada demais e, ainda assim, já fez muito. Olhou para o grupo de atletas que tem, viu as possibilidades disponíveis, claramente conversou com aqueles que pediam conversa e simplesmente escalou os jogadores certos nas posições certas.

Longe de mim cornetar um cara que mal teve tempo de utilizar todo o elenco que tem a disposição, mas já está na hora de Oswaldo desenhar em campo o que tem a sua disposição. E o maior exemplo disso, para mim, é Zé Roberto. Para quê insistir com o Zé na lateral se ele rende muito mais no meio? O mesmo serve para encaixar Cristaldo de titular, abrir Dudu pela ponta esquerda, colocar Robinho pra armar mais do que marcar, testar João Pedro no lugar de Lucas e etc.

O futebol está longe de ser ciência exata, mas também não é tão improvável assim. Dá pra montar este time no 4-5-1, no 4-1-2-1 e até no 3-6-1. Basta falar com o elenco e tentar posicionar os atletas onde eles se sentem mais a vontade.

É claro que essa opinião é típica de um torcedor ansioso.
Mas a torcida é que nostro treinador entenda isso o quanto antes.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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