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Posts Tagged ‘pacaembu’

Meter gol no Corinthians é e sempre será motivo de êxtase, Palestrinos.
No último sábado, no entanto, essa alegria durou bem menos que o usual.

O motivo não foi a anulação do gol, nem tampouco um hipotético empate de imediato. O que tirou o sorriso do rosto de todos aqueles que estavam na curva da arquibancada verde do Pacaembu foi algo muito maior: o mal súbito de um senhor.

Aconteceu tudo muito rápido e nem eu, que estava dois degraus para baixo, sei explicar o que houve. Notei um tumulto, pessoas gritando, um rapaz correndo para chamar os bombeiros e tudo o que se seguiu a isso foi horrível. No dia seguinte, lendo o jornal, descobri que ele havia falecido.

João era seu nome, estava acompanhado pelo genro e acabou sofrendo um ataque cardíaco minutos depois do gol de Henrique – que havia sido feito bem ali, na mostra frente. Os sentimentos foram tão fortes e contraditórios que ninguém sabia ao certo como reagir. O matador, quem diria, havia cumprido a sua sina sem nem saber.

E o motivo deste post é homenagear o “Seu João”. Afinal, de uma maneira ou de outra, ele representa cada um de nós que vai para a arquibancada gritar, cantar, sofrer e sorrir a cada jogo. O mesmo coração que bateu acelerado lá é o mesmo que bate acelerado aqui.

Por isso mesmo, vá em paz, meu amigo.

E vá com a certeza de que vencemos por 1 a 0.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Não vou reclamar, Palestrinos.

Afinal, ao olhar para a tabela do Campeonato Brasileiro há um mês, imaginei que sairíamos da sequencia Grêmio/Santos/Cruzeiro/Corinthians muito mais avariados do que de fato saímos. Mas não deixa de ficar um gostinho amargo na garganta.

Diante do Grêmio, fomos na gigantes em raça e coração para virar um jogo que nos era tirado por um pênalti inventado. Diante do Santos, jogamos melhor até sermos atropelados pela molecada de São Vicente. E, por fim, contra Cruzeiro e Corinthians tivemos o mesmo final trágico do empate.

Em 12 pontos dos mais difíceis, conseguimos 5. Não é muito, mas também está longe de ser pouco. O problema é que, de repente, deixamos de ser o time que nunca vencia e passamos a ser o time que quase vence. E isso, sim, me assusta.

Porque de empate em empate, não vamos a lugar nenhum. Nunca foi segredo para ninguém que, com raras exceções, o empate é um resultado terrível em um campeonato de pontos corridos. E nós temos que vencer!

Ganhar do Bahia no próximo domingo, mesmo fora de casa, agora virou obrigação. Bem como reestrear bem no nostro Palestra diante do Atlético/MG. Com esses 6 pontos, praticamente escorraçamos as chances de desgraça e, de quebra, voltamos a ser o time do sempre.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Chegou mais uma semana decisiva para nós, Palestrinos. Mais dois jogos complicados se aproximam e está na hora de tentar engatar uma sequência favorável antes de enfrentar as pedreiras que se avizinham.

Nesta quarta-feira, diante do Botafogo, temos o último jogo da sequência de confrontos diretos do Z4 e, sendo realistas, podemos vencer. Apesar da nostra campanha fora de casa ser pífia –  de não termos aproveitado tão bem estes embates diante de times teoricamente mais fracos -, não existe um momento tão bom para enfrentá-los como o de agora. Eles estão devendo salário, acabaram de demitir 4 atletas importante se vêm para campo depois de uma derrota para outro time da degola, o Vitória.

Já a partir de sábado, começa outra sequência: a de jogos diante de clubes que estão na parte de cima da tabela. São quatro partidas, sendo três delas em casa (Santos/Grêmio/SCCP) e uma fora (Cruzeiro). Complicadíssimo, mas não impossível se Dorival entender o simples: que temos que jogar sempre por uma bola.

Não adianta abrir o time e achar que vamos envolver o adversário porque já tivemos diversas provas de que isso vai dar errado. É preciso proteger a nostra frágil defesa e exigir movimentação do meio-campo para ajudar. O Palmeiras de hoje não tem qualidade e, por isso mesmo, precisa de precaver.

Eu, pessoalmente, colocaria apenas Valdívia, Cristaldo e Henrique no comando de ataque. Seja qual foi a dupla de zaga, colocaria Marcelo Oliveira, Renato e Allione/Wesley/Washington/Matheus Sales a frente da zaga para deixá-la menos vulnerável. Isso sem falar que, com 3 volantes, pode-se dar mais liberdade a Victor Luís (que deve ser titular da lateral, não do meio, no lugar do atrapalhado Juninho). Lá na frente, deixemos que o trio de ataque se vire para criar chances.

É preciso entender que a única forma de ganharmos posições nessa grande votação chamado Campeonato Brasileiro é sendo conservador. 1 a 0 vale o mesmo número de pontos do que os 4 a 2 diante da Chapecoense – e nós precisamos vencer a qualquer custo. Fecha o time, Dorival!

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Só pode ser milagre, Palestrinos! Afinal, pela primeira vez em todo o campeonato vencemos por goleada. E o tamanho do milagre só fica maior para quem assistiu à partida e sabe que o resultado por mais de dois gols de diferença não fez jus ao jogo.

Os mais de 15 mil presentes ao Pacaembu assistiram a um primeiro feio e brigado, onde as duas únicas jogadas de emoção foram ruins para nós: um gol pedido por Henrique após belíssima jogada de Valdívia e um gol feito pela Chapecoense após falha grotesca da nostra defesa.

O cenário, no intervalo, era de pura desolação.

Sorte nostra que o esporte em questão é o futebol e que as coisas podem mudar radicalmente em poucos minutos. Foi em um espaço ínfimo de 15 deles que Wesley empatou em belo arremate, Henrique virou de barriga e ainda ampliamos em uma cobrança de pênalti. Pra somar, ainda tivemos mais um penal convertido por Henricão e um gol bizarramente sofrido em contra ataque quando não havia a menor necessidade de ficar com o time aberto.

O resumo da ópera foi 4 a 2 Verdão. Um placar tão mentiroso quanto os 3 a 1 sofridos em Florianópolis no último domingo, mas que explica a beleza deste esporte que tanto amamos e ainda alivia a nostra situação na tabela. Agora é aproveitar o descanso no final de semana e trabalhar duro nos próximos dias para vencer o Botafogo fora de casa na quarta – o que, convenhamos, é bastante possível depois de termos visto o que o Santos fez com eles pela Copa do Brasil.

É bom Dorival tentar melhorar a proteção a defesa e, finalmente, colocar Cristaldo na frente ao lado de Henrique. Com a dupla de ataque e Valdívia armando, podemos jogar com 3 volantes (M. Oliveira, Renato e mais um) atrás e dar mais segurança ao lento Lúcio e aos garotos Nathan ou Gabriel Dias.

Vamos, Palmeiras! Brigando até o fim sairemos desta.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Muito tem se falado sobre a qualidade do atual elenco, Palestrinos.

A minha opinião, no entanto, é clara e taxativa: este é o pior time do Palmeiras que eu já vi jogar. Nunca, em 29 anos de idade e 25 de estádio, assisti um time tão perdido e desarticulado usar a nostra camisa. Mesmo em comparação aos times rebaixados em 2002 e 2012, este consegue ser pior.

Em 2002, lembre-se, tínhamos Marcos, Arce, Zinho, Nenê e outros atletas que ainda hoje seriam titulares deste time. Já o elenco de 2012 não era sensacional, mas contava com Henrique, Assunção em grande fase, aparições de Valdivia e um Barcos que fazia gols em todos os jogos. Assim sendo, me parece óbvio que a versão 2014 é uma cópia piorada dos demais.

Mas se existe algo que está melhor nesta temporada do que esteve em passadas é a nostra torcida. Mesmo com o time na situação que está, a massa comprou a briga e tem ido aos confrontos consciente de que a única forma deste time deslanchar é no grito. E, de fato, nós estamos levando o time na garganta.

Contra SP e Inter, por exemplo, tivemos estádio cheio. E mesmo quando jogamos durante a semana, em horários esdrúxulos (Coritiba, Criciúma, Flamengo, Vitória e mesmo no amistoso internacional diante da Fiorentina), tivemos mais de 15 mil pagantes em todos eles.

Este ano eu tenho ido a todos os jogos do Palmeiras em casa, então posso fazer a comparação. Mesmo em anos em que não caímos, a presença da torcida foi menor (em 2002, bem me lembro, o Palestra estava lotado em quase todas as partidas; já em 2012, no entanto, a torcida desistiu bem mais cedo). Mas o ponto principal é que todos que têm ido ao estádio municipal o estão fazendo por comprar a ideia de que assim tiraremos o time desta fase – e vamos tirar!

Por isso, repito: se você está desanimado e já jogou a tolha, fique em casa. Mas se, assim como eu, acredita que vamos dar a volta por cima, esteja lá contra a Chapecoense, na próxima quinta-feira.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Vitória, Palestrinos! A primeira em meses por mais de um gol de diferença, sem sufoco e com aquele sentimento de que, sim, este time ainda tem jeito.

A última partida deste tipo que eu me recordo foi contra o Goiás, no 1o turno, antes ainda da pausa para a Copa do Mundo. De lá pra cá, mesmo quando vencemos foi um parto. Ontem, no entanto, o Palmeiras resolveu ser Palmeiras e venceu com autoridade.

Sustos houveram, claro, e sempre vão haver com este elenco. Mas os gols de Lúcio e Henrique só coroaram a boa partida que fez nostra equipe. Destaque para as exibições de Renato, Victor Luís, Cristaldo e Valdívia, que realmente fizeram a diferença nos momentos decisivos.

Desta feita, espero a partir de agora, que Dorival tenha entendido que a estratégia está bem clara: devemos jogar como grande em casa e jogar com mais inteligência fora. Ontem entramos com um time leve e fomos muito bem; mas fora de casa não dá pra ser kamikaze – precisamos de mais inteligência.

Todas as nostras últimas derrotas fora de casa foram marcadas por partidas mal jogadas. Time muito aberto, sem proteção e consciência do que fazer dentro de campo. No domingo, diante do rápido time do Figueirense, é preciso estar mais ligado. Melhor entrar fechado e jogar por um contra ataque do que tentar ir pra cima e deixar Lúcio/Nathan/Victorino no mano a mano com jogadores velozes.

Não é jogar “como time pequeno”. É ser inteligente.

Na ponta do lápis, se vencermos todos os jogos em casa estamos livres do rebaixamento. Isso é perfeitamente possível se pensarmos que a massa tem levado ao menos 15 mil pagantes em todos os jogos e ainda mais factível ao olhar a tabela e ver que temos clássicos no Pacaembu.

Vamos escapar.
Só precisamos ter a cabeça no lugar.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Empatar em casa nunca é bom, Palestrinos. Mas em um jogo tão cheio de reviravoltas como o de ontem, fica difícil atestar que o resultado final foi ruim.

Pela ótica de um time que saiu de campo destroçado após os 45 minutos iniciais e conseguiu reagir na segunda etapa, o saldo foi positivo. Mas na visão de quem está na zona de rebaixamento e teve a chance se virar um jogo histórico frente a 20 mil torcedores, a realidade é outra.

Até por isso vou dividir minha visão da partida em blocos.

UM PRIMEIRO TEMPO DE PESADELOS
Até entendo que, jogando em casa, Dorival tenha tentado ir pra cima desde o início. Mas dado o alto número de desfalques e a notória fragilidade defensiva do nostro time, não dá pra escalar 4 atacantes. Além do buraco natural deixado no meio-campo, Juninho esteve atrapalhado de segundo volante e os atacantes, embora se movimentando muito, não criaram nada. Foi um festival de passes errados e caneladas.

Não a toa, sofremos dois gols. E poderia até mesmo ter sido mais, caso o Flamengo tivesse um pouco mais de calma ao tocar a bola.

MUDANÇA TARDIA, REAÇÃO RÁPIDA
Com Allione e Valdivia em campo, foi natural que o time trocasse mais passes. Mesmo assim, foi no fator sorte que nós conseguimos fazer um gol tão cedo: o chutão de Lúcio encontrou Diogo e o atacante ganhou na raça pra diminuir o placar.

A partir daí a torcida e animou e o Palmeiras cresceu. Poderia ter empatado já na sequência, mas foi buscar o empate só aos 25 minutos, quando Victor Luís aproveitou passe lindo do nostro camisa 10 desmiolado. Êxtase total na chance municipal, estávamos de volta ao jogo – e era pra valer!

O VALDIVIA DE SEMPRE E O PALMEIRAS PREGADO
Se a entrada do chileno melhorou demais nostra ligação entre meio e ataque, a falta mínima de sanidade deles também fez com que o time perdesse a chance de vencer. Aos 35, em um lance ridículo, Valdivia pisou no adversário sem qualquer motivo e foi expulso.

A impressão que me dá é a de que ter Valdivia no time seja a mesma coisa de se ter um filho viciado dentro de casa. Você gosta dele, sabe que ele pode ser muito bem sucedido se colocar a cabeça no lugar, mas depois de uma semana limpo ele é capaz de vender o carro da família e voltar a usar drogas.

Foi ali, naquele lance, que o jogo acabou para nós.

FINAL (IN)FELIZ
Os dez últimos minutos foram de angústia total. Com um a menos e o time abalado, quase sofremos o terceiro gol do Flamengo em duas oportunidades. Daí, quando o infeliz árbitro gaúcho (que deixou de dar pênalti em Henrique e ainda validou um gol ilegal do adversário) apitou o final da partida, bateu aquele misto de alívio e apreensão.

Poderíamos ter ganhado.
Poderíamos ter perdido.
Mas apenas sobrevivemos.

Domingo tem mais.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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