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Posts Tagged ‘palmeirense’

Perdemos de novo, Palestrinos.
E mais uma vez foi de forma traumática.

Porque perder um clássico no último lance, minutos depois de ter tido a chance do jogo nas mãos e ainda tendo seu ex-atacante anotado o tento decisivo dói; mas perder de virada depois de 15 minutos de supremacia, fora de casa, com gol contra de goleiro e podendo ter tomado de 5 após a reviravolta, também dói. Aliás, que conste aqui uma verdade: PARA TORCEDORES DE VERDADE, TODA DERROTA DÓI.

Não importa qual o campeonato, qual a rodada, qual o horário e se era time misto ou completo. Perder é horrível sempre. Até mesmo quando se classifica com uma derrota, ela ainda é uma derrota. E o jogo de ontem doeu por dois motivos: 1) qualquer um sabe que uma vitória no Recife poderia nos trazer de volta a confiança e 2) porque palmeirense/palestrino/palmeirista é otimista sempre.

No ano do centenário, nós temos vivido um fenômeno terrível chamado “torcedor modinha”. Termo que ficou famoso graças aos são paulinos que só lotavam o Morumbi em fase final de Libertadores, mas eram incapazes de ir a um jogo comum do Paulista ou do Brasileiro, esse movimento ganhou força em nostra torcida em 2014. Acredito que, por ser este um ano especial, cada vez mais tenho observado a aparição de idiotas como esses – principalmente nas redes sociais.

Eles têm solução para tudo: palpitam no esquema tático, falam mal da diretoria, sugerem contratações impossíveis de serem feitas, criticam jogadores pelo que assistiram em duas ou três partidas… e ainda se sentem no direito de transformar tudo isso em um ato de autocomiseração. O problema é que, ao fazer isso, automaticamente envergonham a todos nós.

Sou capaz de apostar minha camisa Rhummel de 93 pré-fila que estes sanguessugas não estarão no Pacaembu no próximo sábado, às 21h. Se muito estarão em um bar com pay-per-view e, claro, com o celular na mão, prontos para solucionar essa maldita fase pela qual estamos passando. “Wendel não dá mais. Nobre, traz o Lahm! #VemLahm”, tuitarão, entre risadas, hashtags e margaritas.

Enquanto isso, não mais que 7 mil (sendo otimista) estarão nos gelados degraus do estádio municipal, perdendo a voz entre gritos de apoio e urros de raiva por mais um passe errado do mesmo lateral-direito. Mas também apoiando toda vez que o lateral correr em direção a linha de fundo adversária! Sim, nós vimos cada um dos 202 jogos do Wendel, mas ainda acreditamos que ele fará um gol ou um belo cruzamento. Não tentem entender, a gente é assim.

E se você não é, caro amigo, faça um favor pra nós: fique em casa. Vá ao bar ou para a balada, saia para jantar, mas, esteja onde estiver, esqueça do jogo. Cabe aqui um adendo: tem quem não vai ao campo porque não pode. Mora longe ou tem família, compromisso, casamento, enfim. Mas que assistem torcendo de verdade. Porque ou você assiste e passa boas energias para o time que vai a campo, ou é melhor não assistir. Mesmo.

De novo: p caso aqui não é ser xiita. É que se você é mesmo torcedor, desistir não é uma opção. NUNCA.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Maurício tem 4 anos. Não tem pais, tios ou irmãos palmeirenses (a avó dele jura ser palestrina, embora na prática tenha pouca experiência futebolística). Talvez tenha alguns amigos de colégio palmeirenses, mas creio que seria pouco para influenciá-lo neste momento da vida. O fato, amigos, é que Maurício escolheu ser palmeirense.

Sozinho, por vontade própria, sem a ajuda de ninguém. Apenas acordou um dia, olhou para a sua mãe (são paulina, diga-se de passagem) e cravou confiante: “sou palmeirense”.

Daí você dirá que ele é muito novo. Tantos garotos mudam de time nesta idade… Fora isso, a escolha pode ter se dado pela cor da camisa, pela empatia com algum dos atletas do elenco, até mesmo para contrariar a família ou os amigos do colégio.

Mas o fato dele ter escolhido nostro alviverde no atual momento é incrível. É algo louvável, daquelas coisas que você não entende porque não tem mesmo o que entender. Ele tem acesso a TV, ele sabe o que acontece, ele assiste aos jogos, deve ter até amiguinhos que zombam dele. No entanto, ele é palmeirense.

A verdade é que torcedores natos nascem assim, do nada. Porque mesmo quando alguém os influenciou, eles tiveram a oportunidade de mudar. E se não mudaram é porque gostaram. O tanto que gostam e o motivo desse gostar pouco importa. Torcedores não nascem em seus berços; nascem quando escolhem. Muitas vezes, inclusive, contra tudo e contra todos.

E é contra tudo e todos que devemos acreditar no Palmeiras. Porque por mais que a razão e a realidade nos passem rasteiras diárias, somos Palmeiras. São casos como o do pequeno Maurício que me fazem acreditar que sairemos dessa. É com a inocência deste garoto que não sabe quem é Tirone e nem imagina o quanto os bastidores do futebol podem ser podres, que eu vou olhar para 2013.

Obrigado, Mauricinho.
E continue sendo palestrino, por mais que o mundo lhe diga que não.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Infelizmente, perdemos um grande Palestrino nesta madrugada.

Sim, Joelmir Beting, apenas 75 anos, faleceu de quarta para quinta-feira. Jornalista por formação, economista por profissão e palmeirense por pura paixão, partiu em uma noite de futebol, embora sem jogo do Palmeiras – o que, na atual fase, chega a ser uma homenagem.

Se você não o conhece, saiba que é dele a frase que melhor nos exprime: ‎”Explicar a emoção de ser palmeirense, a um palmeirense, é totalmente desnecessário. E a quem não é palmeirense… É simplesmente impossível!”. E foi ele quem ensinou outro monstro do jornalismo, Mauro Beting, a ser Verdão.

Mauro que deixa bem claro em sua carta de despedida ao pai que, dentre as muitas contribuições que teve em sua vida, talvez a maior delas tenha sido ensiná-lo a amar a Sociedade Esportiva Palmeiras. Que ainda era Palestra Itália quando Joelmir veio ao mundo, em 1936, mas que, para ele, sempre foi Palmeiras. O nosso Palmeiras.

E, talvez emocionado pela perda de um palmeirense nato, me senti obrigado a agradecer ao meu pai por também ter-me feito Palestrino. Muito obrigado, “Seu Rui”! Um agronômo de origem espanhola que vira um legítimo italiano quando o alviverde imponente entra em campo. Até mesmo quando o time nos deixa impotentes. Até mesmo quando a esperança não está mais presente.

Obrigado, pai, por me ensinar e continuar ensinando que o amor incondicional ao Palmeiras é igual ao amor incondicional a família: você não escolhe, simplesmente ama. E mesmo quando a outra parte te dá uma resposta atravessada ou alguns motivos para esse amor diminuir, ele só cresce. Porque o amor é isso. E eu te amo, pai.

Quanto a você, Joelmir, vá em paz e assista de camarote ao céu voltar a ficar verde no ano que vem.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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apaixonados

A definição é de um amigo: “Corintianos são loucos. Palmeirenses são apaixonados”.

Pois é isso mesmo. Em uma só frase eu acho que ele – que nem palmeirense é! – conseguiu condensar a diferença entre nós e as demais torcidas. Palmeirenses são apaixonados pelo Palmeiras.

Não por jogador A, técnico B, diretor C.

É por isso que temos a fama de reclamões. De insatisfeitos. De “turma do amendoim”. Para um palmeirense, não basta ganhar: tem que ver o time jogar bem de verdade.

Como fez em seu 1º título como Sociedade Esportiva Palmeiras, em 1942; como fez em ambas as Academias; como fez no biênio 93/94; também no inesquecível ano de 96; na garra da Libertadores de 1999.

E mesmo nessas ocasiões reclamamos. Porque não conseguimos ver um jogador fraco com nosso manto verde sagrado; porque um passe errado, passa, mas três seguidos é demais; porque sabemos quem está no banco e pode mudar o jogo.

Não nascemos para sofrer. Não temos orgulho de passar aperto. Não queremos ser taxados de sofredores. Quem gosta de apanhar é mulher de malandro.

Amamos Oberdans, Ademires, Marcos, Pierres; palmeirenses.

Portanto, Sr. Luxemburgo + Imprensa + Diretoria: não reclamem por vaias em Capixaba, Jefferson, Jéci, Mozart e afins. Nós apenas estamos vaiando quem não serve para o Palmeiras.

Somos apaixonados de verdade.

E se quiser nos chamar de “amendoim” – todos nós, das numeradas cobertas à arquibancada – fiquem a vontade. Somos palmeirenses com orgulho.

ROJAS.

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