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Posts Tagged ‘Parmalat’

1995. Era uma manhã de sábado e o relógio mal havia passado das 8h da manhã . De repente, meu pai entrou no quarto com o caderno de esportes do Estadão nas mãos e começou a gritar: “Puta que o pariu, acorda: contratamos o Van Basten!!!”.

Instantanea e instintivamente, eu e meu irmão levantamos da cama festejando. Dane-se que era cedo, dane-se que não tinha escola, dane-se que o susto: Van Basten era exatamente o que precisávamos praquele time! A comemoração continuou ao longo do dia, da mesa de café até o jantar. E foi na hora da pizza que meu pai, rindo muito, nos relembrou de algo importante: era 1º de abril.

Reparem que o mais impressionante da história, para nós, era o fato de ser “Dia da Mentira”. Nós não duvidamos em nenhum momento que aquilo era verdade. Não pegamos o jornal pra ler, não ligamos a TV pra confirmar e nem internet tínhamos. O fato é que, em épocas de Parmalat, nada era impossível.

Pois vinte anos se passaram até que pudéssemos sentir isso novamente. Claro que não trouxemos nenhum grande craque e que a receita é infinitamente menor. Mas, pela primeira vez nas últimas duas décadas, nós estamos montando um time em que dá pra acreditar de verdade. Sem ter que forçar a amizade, apelar para o amor eterno nem ficar buscando fé onde não há.

Olhar para dentro de campo e se deparar com Fernando Prass, Zé Roberto, Arouca, Valdivia e Dudu do nostro lado é algo que (não) tem preço. Na verdade, vale cada centavo. Vale por cada golaço imaginado antes de dormir, cada triangulação que começamos a construir mentalmente, cada taça que estamos levantando com a força do pensamento.

Enfim, pode até ser que este time não vá a lugar nenhum. Mas 2015, certamente, é o ano em que o Palmeiras está querendo ser o Palmeiras de novo.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Finalmente Rivaldo se aposentou, Palestrinos.

E se a simples notícia da sua aposentadoria já mereceria um post aqui no Siamo, a necessidade de uma homenagem aumenta ao lembrarmos a importância que o meia teve em nostra reconstrução nos anos 90.

Rivaldo chegou a Academia em 1994, ano seguinte ao título Paulista que encerrou a nostra fila de 17 anos. E foi determinante para o bicampeonato do Paulista e do Brasileiro, que determinaram de vez a nostra mudança de mentalidade. Se os anos 80 haviam nos deixado com aquela imagem de que nunca venceríamos, foi a partir de 94 que acreditamos que poderíamos vencer sempre.

Alto, desengonçado e habilidosíssimo com a perna esquerda, Rivaldo nos ganhou rapidamente. Algo nada usual para alguém que chegou diretamente do Corinthians, diga-se de passagem, mas totalmente justificável por sua aversão crônica as câmeras e microfones. Quem fala pouco não se compromete – e Rivaldo sempre levou isso ao pé esquerdo da letra.

Dentre seus grande momentos com a camisa do Palestra estão os dois gols na final do Brasileiro de 1994 e as inúmeras jogadas mortais tramadas ao lado de Djalminha, Muller e Luizão em 96. Seu sucesso foi tanto que, dois anos após chegar, ele se foi para a Espanha brilhar ainda mais. O resto da história nós conhecemos: La Coruña, Barcelona, Milan, Seleção Brasileira… sempre com títulos, sempre com gols, sempre quieto e decisivo.

Nem suas passagens desastradas e tardias por São Caetano, Mogi e SPFW apagaram o brilho de uma carreira perfeita. É comum ouvir que, tivesse ele um pouco mais de “marketing”, teria sido muito mais rico e famoso – o que pode até ser verdade. Mas quem fala com os pés não precisa falar para as câmeras. E os pés de Rivaldo, bem como sua cabeça, gritaram em alto e bom som por 20 anos.

Obrigado, Rivaldo! Aproveita pra descansar bem quietinho na sua Recife amada.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Me lembro como se fosse hoje, Palestrinos. O ano era 1993 e do alto dos meus sete anos, em pleno Palestra Itália, virei para o meu pai e constatei: “Esse 9 aí é lento, mas faz gol pra cacete, né?”.

Sim, eu era apenas um garoto. E não, eu não sabia quem era o camisa nove. Em bem da verdade, pouca gente sabia. Evair Aparecido Paulino havia sido revelado pelo Guarani e ainda bem novo partiu para a Itália, rumo a Atalanta. Quando chegaram as liras da também italiana Parmalat, em 1992, ele foi repatriado diretamente para o Verdão.

E, em bem da verdade, o começo não foi fácil. Até hoje tenho guardada uma revista do Palmeiras em que meu irmão mais velho aplicou um nariz de palhaço na foto do então treinador Nelsinho Baptista, que o deixava no banco por “questões técnicas”. Mas, depois, felizmente ficamos com a peça certa e vivemos um período de glórias.

Como esquecer a maneira que El Matador batia pênaltis? E, mais ainda, como esquecer a maneira que Evair bateu aquele pênalti em 12 de junho de 1993, quando saímos da incômoda fila?

Foram 127 gols com a camisa alviverde e muitas alegrias.
Por isso, Evair, hoje todos nós lhe desejamos um feliz aniversário.

Vida eterna ao Matador!

Siamo Palestra!

ROJAS.

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