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Posts Tagged ‘Parque’

Embora os jardins não sejam mais suspensos, muitos dirão que estamos apenas voltando para a casa.

Embora haja arquibancada onde nunca antes houve, muitos tratarão o dia de hoje como um simples retorno.

Embora tenham se passado 1.594 dias, boa parte do mundo enxergará o pontapé inicial deste dia 19 como uma volta banal.

Azar o deles.

Porque só quem é palestrino de corpo e alma sabe o que sofrimento físico e espiritual que foi ficar distante do nostro amado Estádio Palestra Itália.

Só a torcida que canta e vibra sabe a dificuldade que foi cantar e vibrar em outros palcos. Impossível não foi, porque incentivar a Sociedade Esportiva Palmeiras é e sempre será possível seja lá onde for. Mas que doeu, doeu.

Bem como me dói pensar que alguns lembrarão do dia de hoje como o breve retorno de quem saiu para comprar pão e voltou levemente atrasado porque esperou pela próxima fornada.

Tenho certeza de que são os mesmo que dirão que hoje é a “inauguração do Allianz Parque”. Mas, pelo amor de San Gennaro, me digam como seria possível se inaugurar um local de onde nós nunca saímos?

Hoje, dia dezenove de novembro de dois mil e quatorze, é o dia em que a bola e os nostros corações voltam a rolar no quintal de casa.

Naquele mesmo estádio inaugurado em 1933. No mesmo terreno onde antes funcionava um parque para funcionários da Companhia Antarctica Paulista. Naquele mesmo palco onde se viu um time mudar de nome e nascer campeão no mesmo dia. Naquele mesmo espaço onde sentimos toda a gama de sentimentos que se é possível viver em uma vida em apenas 90 minutos.

Hoje, amigos, é um dia histórico. E, independente do que pode acontecer dentro de campo, quando surgir o Alviverde Imponente momentos antes do prélio que o aguarda, este dia já terá virado noite. Uma noite toda nostra. Aproveitem.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Caro Palestra,

Antes de qualquer coisa, meus parabéns! 110 anos não são para qualquer um. Ainda mais 110 anos bem vividos e cheios de emoção como os seus. Tantas águas brancas já passaram por debaixo desses seus jardins suspensos que me sinto no direito e na obrigação de lhe abraçar, ainda que simbolicamente.

Eu não tenho nem um quarto da sua idade – muito menos das suas glórias -, mas já compartilhei horas e horas nos teus degraus e imagino como você está se sentindo frustrado nesta data. Não pela idade (você tem fôlego para muito mais!), mas pelo momento. É tanta bagunça, tanto barulho, tanto mando sem desmando que nos faz até perder as estruturas. No seu caso, literalmente.

Mas fique tranquilo, meu velho. Verde é a cor da tua fachada, do nostro coração e, vejam só, da esperança. Aquela que, contrariando as palavras de Amaral naquele 5 a 1 diante do Grêmio pela Libertadores de 1995 (lembra?), não é a primeira que morre. Para um bom palestrino, ela jamais morre. E, mais do que cimentos e estacas, é ela quem nos faz vislumbrar um futuro melhor para a sua volta triunfal.

Em 2013, 2014, o quanto antes! Porque você faz muita falta, gigante. Não se sinta culpado pelas palavras de nostro atual Felipão, aquele que já foi genial e hoje caducou, tal qual Napoleão. Nostra fase ruim não é culpa sua. No entanto, concordo, faz agravar a sua falta. Porque até chorar de tristeza em seu cimento é mais acalentador…

Enfim, eu sei, o barulho das obras atrapalham e não quero tomar ainda mais o seu tempo. Só queria lhe dar este forte abraço e agradecer por tantas tardes, noites e madrugadas de boa companhia. Volte logo, Palestra! Volta porque você não é o Tonhão, mas faz muita falta.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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