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Posts Tagged ‘peixe’

Hoje tem final, Palestrinos – e isso não é novidade pra ninguém.

A novidade é que, acreditem, não existem tantos motivos assim para se estar pessimista. Juro por San Gennaro!

Todos sabemos que já faz um tempo que o Palmeiras não apresenta bom futebol, que Marcelo Oliveira não traz nada de novo para o campo e que parece que paramos no tempo. Tudo isso é real e alarmante. Só não entendi ainda de onde vem tanto pessimismo em se tratando da final da Copa do Brasil.

A começar pelo adversário. Faz parte da nostra cobrança histórica olhar mais para o nostro próprio time do que para os outros. No entanto, é bom lembrar que existe uma outra equipe do lado de lá – e que, pasmem!, não é o Barcelona. Longe disso.

O Santos está literalmente no limite. Mesclou jogadores experientes com jovens, apostou na velocidade e, tanto quanto nós, teve um ano de altos e baixos. Venceu o Paulista (após início ruim), fez um 1o turno sofrível no Brasileirão, subiu muito de produção na segunda parte do campeonato, mas, recentemente, voltou a mostrar deficiências.

A defesa segue falhando, os laterais não são confiáveis, o banco sofre sem opções. Em grande fase mesmo, só Lucas Lima e Ricardo Oliveira. É um time que vai pressionar dentro de casa, mas está longe de ser infalível. Temos de ter consciência disso.

Agora, olhando para o nostro próprio umbigo, temos um time que também não está as mil maravilhas. Que trouxe 25 caras novas (das quais 9 figuram entre os titulares), que teve momentos incrível e terríveis, que faz tantos gols de bola cruzada na frente quanto toma lá atrás. Zero confiável, mas distante de ser imprestável.

Temos em Prass,Vitor Hugo, Arouca e Dudu uma espinha dorsal que pode funcionar. Em uma noite feliz de Zé Roberto, Jesus e Robinho, aliás, pode funcionar até bem demais. Por quê não pensar nisso?

Lembrem-se de que é um jogo de 180 minutos, onde 45 bem jogados podem definir o duelo e o troféu.

Lembrem-se de que já vencemos este mesmo torneio em 2012, com um time mil vezes pior do que este que vai a campo hoje.

Lembrem-se de que, acima de tudo, somos a Sociedade Esportiva Palmeiras! E que somos campeões desde que nascemos.

Existem tantos motivos para acreditar quanto para desacreditar. Mas a gente – a torcida, os malucos, a massa – temos o dever cívico e palestrino de apoiar sempre. Chame seus amigos de arquibancada, sua família, reúna somente aqueles que realmente vão pensar no Palmeiras e pelo Palmeiras.

Vamos contra tudo, contra todos, contra o senso comum. E aí, vai engrossar a desconfiança ou cantar e vibrar junto?

Siamo Palestra!

ROJAS.

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O título que eu não vi foi dividido em dois jogos. Mas, em bem da verdade, para nós ele foi decidido quase que exclusivamente no primeiro: chances perdidas, ritmo perdido, vantagem diminuída.

O título que eu não vi teve duas equipes equilibradas e montadas no início do ano. A desacreditada por problemas econômicos venceu, a empolgada por um grande momento financeiro acabou perdendo.

O título que eu não vi rolou no novo Allianz Parque e na velha Vila Belmiro. Ambos contaram com casa cheia e emoção de sobra, embora decidir em casa tenha feito a diferença.

O título que eu não vi contou com lesões que tiraram a qualidade do jogo. Mas, depois de 180 minutos, ficou claro que as ausências alvinegras pesaram mais na primeira partida do que as alviverdes pesaram no placar geral.

O título que eu não vi foi de quem errou menos. Decisões não costumam perdoar quem perde um pênalti no tempo normal de um jogo e toma dois gols de pura desatenção no outro.

O título que eu não vi poderia ser decidido por dois camisas 7. O de branco jogou apenas um jogo – e fez a diferença – , enquanto que o de verde jogou ambos – mas mostrou que ainda tem muito a amadurecer.

O título que eu não vi ficou ainda mais antagônico de pensarmos no restante do ano. O campeão deve sofrer com a falta de opções a partir do meio do ano e o vice deve ter que dispensar algumas opções para se montar até o final de 2015.

Até porque o título que eu não vi nos faz entender exatamente o que é o futebol. Um esporte onde as equipes são desenhadas em pranchetas, mas a qualidade é provada com a bola rolando.

Cabeça erguida, ainda estamos em maio.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Verdão e Santos começam a decidir o Campeonato Paulista neste domingo, Palestrinos. E por mais incrível que pareça, é apenas a segunda vez que isso acontece na história do campeonato.

Na primeira delas, em 1959, o alvinegro que já tinha Pelé campeão do mundo era o favorito. Havia vencido o torneio no anterior e estava dando início à máquina de títulos que ganharia a América e o mundo no decorrer dos anos 60. Mas o Palmeiras sempre foi a pedra no sapato daquele time e, com o projeto ainda embrionário da Primeira Academia, venceu.

As imagens abaixo falam por si: apesar de ter saído atrás no marcador, o Palestra capitaneado por Juninho Botelho foi pra cima e virou o jogo no Pacaembu lotado. Pode ter sido surpresa para muitos, mas basta saber um pouco de história para relembrar o quanto a nostra equipe surpreendeu o aclamado Santos FC.

O panorama, hoje, é completamente diferente. Embora tenha tido melhor campanha e passado com tranquilidade pela semifinal, o time da Baixada chega com desfalques. Já o Palmeiras, heróico em Itaquera, chega à decisão empolgado e com a certeza de jogar em um estádio abarrotado de verde e branco.

Só nos resta torcer para que Fernando Prass seja Valdir de Moraes. Que Lucas volte de lesão travestido de Djalma Santos. Que Arouca seja Chinesinho, Dudu encarne Julinho Botelho e Rafael Marques tenha tarde de Nardo. Que à beira do campo, nostro Oswaldo com W dê um nó tático na grafia e vire Osvaldo Brandão. E, claro, que a alegria que tomou o Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho 56 anos atrás, retorne este domingo ao renovado Allianz Parque.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Chegamos ao mata-mata, Palestrinos.

Após uma derrota por 2 a 1 na Vila Belmiro, mas chegamos. E, pra ser bem sincero, pouco importou o resultado de ontem em termos de tabela (“só” perdemos a chance de decidir uma possível final em casa diante do mesmo Santos, caso isso de fato aconteça). O principal fator do jogo de ontem foi observar como podemos render em um jogo complicado – e aí temos pontos positivos e negativos.

Os positivos vêm do setor ofensivo. Primeiro porque parece que o esquema com dois meias e dos atacantes tem tudo pra dar certo: quando temos a bola nos pés de Bruno César, Valdivia, Leandro e Kardec, as jogadas saem com muito mais qualidade do que antes. E segundo, mas não menos importante, que a opção de sacar um meia e colocar um ponta – seja ele Patrick Vieira ou Vinícius – tem se mostrado uma bela solução para momentos de pressão.

Já os pontos negativos não coincidentemente vêm da defesa. Ainda sem a presença de Wellington, Lúcio caiu demais de rendimento. Não se sabe se foi também por cansaço, mas o camisa 33 caiu muito e Tiago Alves está muito mal – até Marcelo Oliveira também tem falhado, sobretudo em bolas aéreas. E o segundo ponto, que tem tudo a ver com o primeiro, é a piora na proteção da defesa: Eguren e França não têm dado conta do recado da maneira que Oliveira e Wesley fizeram no início do campeonato.

Enfim, agora temos o Bragantino pela frente nesta quinta-feira, às 21h. E eu espero que neste dois pra lá, dois pra cá do Verdão, nostro ataque seja a melhor defesa e que a classificação se encaminhe.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Semana de clássico decisivo, Palestrinos.

Afinal, domingo será definido quem é o melhor time do Paulistão até aqui. E muito embora isso pouco represente para a fase final do campeonato – já que ganha-se apenas no mando de campo -, o duelo irá definir qual a equipe mais equilibrada do ano.

Até aqui, o Palmeiras tem a segunda melhor defesa (11 gols sofridos, só perde para o Ituano com 10) e o segundo melhor ataque (26 gols, ao lado de Rio Claro e SPFW). Já o Santos tem o melhor ataque disparado (35 tentos) e apenas o quarto menos vazado. Curioso é que, em plena semana do jogo diante do Peixe, o Palmeiras esteja seu momento mais ofensivo na temporada.

Se começamos o ano com um meio-campo que primava pela velocidade na proteção a zaga (Marcelo Oliveira pelo meio, Wesley pela direita e Mazinho pela esquerda com Valdivia, Leandro e Kardec a frente), sábado passado chegamos a ter apenas Eguren na contenção em parte do segundo tempo. Mesmo diante do Vilhena, chegamos a ver um Palmeiras totalmente ofensivo – algo que tem sido comum de se ver no Santos de Oswaldo de Oliveira. Não raro, nostro adversário de domingo entra em campo com 5 ou 6 homens de frente.

Afora pelo fato de Oswaldo contar com a juventude e saúde de molecada, é interessante observar que, para ele, a melhor defesa é mesmo o ataque. E se por vezes dá errado, como empate de 3 a 3 com o Rio Claro, também é verdade que muito mais vezes tem dado certo – são três vitórias por mais de cinco gols no campeonato. Kleina sabe que não pode abrir tanto o time – e a Ponte mostrou bem isso -, mas em situações extremas tem utilizado a ofensividade.

Eu apoio. E espero que, a partir de agora, achemos o equilibrio necessário para atacar mais sem defender de menos.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Sejamos honestos, Palestrinos.

O nostro time, hoje, é muito mais Santo André do que Santos. Por isso espero de coração que todos os jogadores do Verdão tenham assistido ao jogo que aconteceu ontem no Pacaembu e reparado muito mais nos “Rômulos” do que nos “Gansos”.

Afinal de contas, se é verdade que temos no máximo três jogadores que podem resolver um jogo sozinhos, é também verdade que temos mais de vinte que podem fazer a diferença se estiverem ligados e afim de suar pra valer em cada partida.

Claro que somos feitos de Cleitons, Marcos e Diegos, mas o fato é que dependemos muito mais de Pierres, Edinhos e Roberts. E precisamos entender que isso não necessariamente é ruim. Não é o fim do mundo ter o elenco que temos hoje; basta olhar os demais elencos do país.

Portanto, caros jogadores, quando entrarem em campo diante do Atlético neste quarta, eu peço apenas sejamos mais Ramalhão e menos Peixe. Pela vaga na Copa do Brasil e pelo bem do Palmeiras.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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