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Posts Tagged ‘PM’

Correria. Batalha. Vontade. Ataque organizado. Tudo o que sobrou nas alamedas em volta do Allianz Parque antes do clássico deste domingo, faltou para o nostro time dentro do gramado, Palestrinos.

Em uma jornada onde pouco salvou-se, vimos um elenco ainda desentrosado ficar dezenas de minutos com as bolas nos pés e não conseguir fazer absolutamente nada. Não é o fim do mundo – longe disso –, mas certamente servirá para Oswaldo ficar de olho.

Medindo pelas contratações e opções para a temporada, o meio-campo vai ser o coração deste time. E foi justamente este setor que mais decepcionou. Afinal, nostra defesa é lenta e limitada, já sabemos disso faz tempo; enquanto que lá na frente, Leandro é um novo Henrique, vai fazer o que estiver a seu alcance. Logo, precisamos ir acertando a meiúca com o tempo que temos até o Brasileiro.

Algumas coisas, no entanto, já são certas e precisam ser levadas em consideração:

  • Lucas é um lateral-direito fraco, pior que João Pedro ou Ayrton.
  • Victor Hugo não é ruim, mas temos que ver como reage pós-falha. Nathan pode ganhar campo.
  • Gabriel tem bola pra ser titular, mas precisa de uma dupla que jogue mais que Amaral. Arouca deve ser a resposta.
  • Maikon Leite não dá. Ponto.
  • Robinho não é armador. Apenas Valdivia e Cleiton Xavier poderão fazer essa função e, como ainda vão demorar a entrar no time, temos que apostar em jogar pelos lados do campo.

Enfim, foi apenas o primeiro clássico. Segunda derrota em três jogos. Mas não chega a preocupar nem ser motivos de corneta. Esperemos que O.O. enxergue o jogo que nós estamos vendo da arquibancada e mude o esquema.

Do contrário, melhor convocar os palhaços da Mancha e da PM pra promover ao menos uma correria útil: a que acontece dentro de campo.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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A notícia nos pegou de surpresa, Palestrinos. Por decisão única e exclusiva da Federação Paulista de Futebol, não haverá torcida visitante no Dérbi do próximo domingo.

Ou, trocando em miúdos, não haverá jogo.

Os times estarão em campo, a arbitragem estará errando como de costume, o certame valerá três pontos oficiais pelo Campeonato Paulista, mas um dos maiores clássicos do mundo será só isso: uma formalidade.

Até eu, que de tão ansioso mal durmo em noites anteriores a jogos contra o Corinthians e que garanti meu ingresso faz tempo, estou desanimado. Ir a um jogo deste tamanho, olhar para o lado e não ter a presença da torcida rival para ouvir ou responder é simplesmente patético.

É claro que eu tenho total ciência de que a violência é um grave problema em partidas deste tamanho. Mas, na minha opinião, fazer um clássico com torcida única é assinar um atestado de incompetência não apenas do sistema de segurança do Estado, mas também da federação e dos clubes.

Afinal, não é de hoje que se discute a segurança em jogos de futebol. Ela é, sim, questão pública – mas também envolve todas as particularidades de um evento privado. Hoje a PM atua fora dos estádios por profissão e dentro deles contratada pelos donos do evento. Não existe isso de deslocar policiais que poderiam estar servindo a sociedade, como disse Paulo Nobre. Nenhum soldado que esteja dentro do estádio estaria nas ruas se não fosse pelo evento (em teoria e, espero, na prática).

De qualquer forma, os clubes poderiam cuidar disso de uma forma simples: contratando segurança privada treinada para grandes eventos. Isso acontece em shows, por exemplo, e é bastante corriqueiro. Seria, aliás, muito mais efetivo. A única força policial usada em grandes eventos é a Tropa de Choque, se necessário.

Além de tudo isso, os últimos eventos graves de briga entre torcida que tivemos foi longe do local do jogo. São confusões em estações de trem, metrô, em bairros afastados e até em vias próximas a quadras de torcidas organizadas. E isso só acontece porque esses imbecis marcam as brigas. Simples assim, com jogo ou sem jogo.

O que o Ministério Público e Secretaria de Segurança do Estado de SP deveriam fazer de verdade é decretar a prisão destes bandidos. Bandidos estes que, por sinal, são por qualquer PM pelo nome e apelido. Mas pra quê fazer o trabalho direito se pode-se empurrar com a barriga, né?

Sem mais delongas, este post todo serve apenas para uma única coisa: deixar a clara a minha revolta com essa decisão estúpido de clássico com torcida única. Por que isso, sim, é violência. Contra o futebol, os torcedores e o princípio básico de ir e vir.

Desse jeito, se avizinha o dia em que os grandes jogos serão feitos com portões fechados. Se avizinha o dia em que idiotas de terno e gravata, somados a trogloditas acéfalos, irão matar o futebol.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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rolezinho

Esqueçamos por um momento a rivalidade, Palestrinos.

O que aconteceu no CT do Corinthians no último sábado foi tão absurdo quanto previsível. Ano após ano, vemos cada vez mais bandidos travestidos de torcedores estragarem um pouco mais o futebol brasileiro. E o pior: com a ajuda dos clubes e da Polícia.

Não bastasse o grande trabalho feito por Fifa, Comenbol e CBF para deixar nostro amado futebol cada dia menos atrativo graças a corrupção, temos que conviver há anos com essa horda de imbecis que acham que podem resolver os problemas de seus times com agressão.

Antes de rirmos de nostros rivais, olhemos para nós mesmos: em um curto espaço de tempo, consigo lembrar de dois episódios ridículos comandados por torcidas organizadas do próprio Palmeiras.

O primeiro, de 2012, foi aquele em que João Vitor e alguns uniformizados saíram na mão em plena Turiassú, durante uma tarde normal. Já o outro episódio, ainda mais recente, de 2013, envolveu uma confusão generalizada em um aeroporto argentino, onde tentaram pegar Valdívia na porrada – e acabaram acertando uma xícara na orelha de Fernando Prass. Repito: isso em um intervalo de menos de 1 ano!

E é claro que tem mais e para todos os gostos. Aquela tentativa de invasão dos corintianos pós-derrota para o River em 2006, é só mais um exemplo contundente. Isso sem falar em “enquadros” de são paulinos, santistas e tantos outros falsos torcedores espalhados país afora.

O fato é que, na verdade, ninguém quer resolver nada. E isso começa pelos clubes que, mesmo enfrentando problemas por décadas, continuam financiando viagens e ingressos destes imbecis. Alguns clubes, como o próprio Palmeiras e o Cruzeiro, dizem ter cortado de vez relações com estes grupos. Mas é difícil acreditar. Até pela impunidade.

Estes torcedores nunca são presos por estas invasões esdrúxulas e, pior, muitas vezes ainda ganham o direito de se reunir com jogadores, treinadores e dirigentes para poder fazer suas “exigências”. Quem os protege é o próprio clube, temendo reação pior destes “lixos organizados”.

E aí, amigos, a Polícia (Civil e Militar) também tem culpa. Porque, de novo, nunca leva ninguém preso e, ainda pior, sabendo quem são estes torcedores (vide que um dos agressores de sábado esteve preso em Oruro), ainda os trata na conversa boa, com reuniões e regalias. PVC disse na ESPN que é a própria PM quem determina que o Corinthians venda ingressos na quadra da Gaviões, o que os torna parte extremamente ativa da vida do clube.

Ninguém quer punir. Então vira festa.

Sou fanático e é óbvio que cobro os atletas do Palmeiras quando vão mal. Xingo na arquibancada, externo minha opinião na mesa de bar e na internet, até lesão de jogador fraco já desejei e comemorei (embora, se funcionasse, o Juninho já estaria sem pernas). Mas nunca, jamais, pensei em agredir quem quer que fosse.

Sou torcedor de estádio, conheço torcedores organizados que jamais participaram de nenhuma baderna (assim como alguns “torcedores comuns” que adoram se enfiar em briga), mas, na maioria das vezes, o problema vem trajado com a regata de uma TO. As imagens mostram, os registros deixam claro.

Se alguém quer acabar com isso, tem que punir. Cadastrar, mas levar preso. Do jeito que as coisas são feitas, o cara vai lá, faz besteira, é identificado, fichado e volta pra rua em questão de horas. A legislação é fraca e a vontade de quem deveria punir (e aqui, além da Justiça, tem PM e clubes) parece ser ainda menor.

Os jogadores não estão errados de reclamar, não: ganham milhares de reais, têm que aguentar a pressão das arquibancadas, mas passar por ameaçar e agressão é estupidez demais.

E o pior é que já sabemos no que isso tudo vai dar: nada. Até o dia em que – como bem disse Muricy – alguém vai morrer dentro de um CT. Como se já não bastassem mortes em arquibancadas, esteções de transporte público, estradas e arredores…

Por isso, o espaço entre um corte na orelha do Prass e um estrangulamento de Guerrero e de funcionários comuns do Corinthians, não existe espaço algum. São episódios gêmeos, coirmãos como os clubes que sofrem e fazem sofrer.

As derrotas e a crise do outro é legal, mas com violência nada faz sentido. 1 minuto de silêncio por mais uma imbecilidade no nostro futebol.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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