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Posts Tagged ‘ponte preta’

Fizemos a trinca, Palestrinos! E muito embora os últimos nove pontos tenham sido cruciais para a nostra subida na tabela, ainda há muito trabalho a ser feito.

E que fique claro que isso não é papo de pessimista: quem acompanhou os dois últimos jogos na íntegra sabe muito bem do que estou falando. Se por um lado batemos equipes que jogam fechadas por natureza – e sempre foram uma pedra em nostro sapato -, por outro ficamos devendo demais na criação e no volume de jogo.

Ontem, em Cuiabá, tivemos um exemplo claro disso. Mesmo com dois a zero no placar ainda no primeiro tempo, sofremos demais para assegurar o resultado. Marcelo Oliveira mexeu bem em todas as três alterações, mas a segunda etapa foi sofrível. O que vimos foi um festival de chutões pra frente e lançamentos para ninguém. Não fossem as duas chances claras de gol desperdiçadas por uma Ponte pra lá de desfalcada, poderíamos ter saído de campo em maus lençóis.

De positivo, só mesmo o rapaz da foto acima. Embora tenha chegado repleto de desconfiança, a verdade é que Rafael Marques é, hoje, o ponto de equilibro do Palmeiras. Não só pelas duas assistências de ontem, mas principalmente por ser o único atleta a ter calma com a bola nos pés. O único a levantar a cabeça, olhar jogo e entender que o bumba-meu-boi está longe de ser um estilo de jogo compatível com nostra equipe.

Aliás, já que Robinho está totalmente perdido e Cleiton Xavier ainda está vergonhosamente fora de forma, uma forma de jogar é escalar Rafael na meia. Pode-se entrar com Zé Roberto ou mesmo Kelvin na vaga deixada e tentar fazer o time fluir através de um jogo de velocidade. Outro que vem mal é Leandro Pereira que, assim que Barrios chegar, deve amargar o banco por um bom tempo.

Olhando o ponto pra lá de positivo, no entanto, parece que enfim nos reacostumamos a vencer. O jogo de quarta, diante do Avaí, é perfeito para fazermos a quadra, embalarmos de vez e chegarmos forte na Ilha do Retiro para um jogo que provavelmente será confronto direto pelo G4. Basta colocar a bola no chão e ter um pouco mais de calma da próxima vez.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Chega de jogador encostando arma na nostra cabeça, Palestrinos.

O “craque” da vez é Souza, o jogador que chama mais a atenção pelos cabelos ruivos do que pela bola que joga. Após temporadas regulares – veja bem, regulares, não foi nada demais – por Ponte Preta e Náutico o volante-pseudo-meia-camisa-dez decidiu que quer aumento recorde.

O clube já dobrou o salário que era de R$40 mil, mas o atleta – provavelmente envolvido pelas pragas que são seus empresários – parece querer ainda mais. Andou dizendo que quem não valoriza perde, seus procuradores dizem que eles pode assinar pré-contrato e sair em dezembro, enfim. parece que, mais uma vez, um jogador que foi formado em casa provavelmente irá deixar o clube por pura ganância.

E, dessa vez, assim como foi com o tal garoto Sabiá, não foi culpa do clube.

Tenho certeza de que, pensando com calma, o tampa de iodo que enverga a nostra camisa 8 veria que está tendo a maior oportunidade da vida dele. Ele não é nem nunca será titular em time grande nenhum do país! Foi bem onde foi porque estava em times medíocres. Mas, se insiste em sair, que saia.

O destino provável será um banco de reservas bem quentinho ou uma camisa do peso dessa aí da foto. Boa sorte, amigão, vaza logo.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Chegou a hora da verdade, Palestrinos.

Após modorrentas semanas de Campeonato Paulista, repletas de empates, tropeços, (muitos) erros e (alguns) acertos, chegamos às semanas mais decisivas do ano até aqui. Serão seis jogos decisivos, valendo as nostras intenções até o início da Série B.

Pelo Paulistão, três jogos razoavelmente diferentes: um bastante complicado (Ponte Preta fora) e dois em que a vitória é obrigatória (Guarani em casa e Ituano fora). Pelos meus cálculos, seis pontos nos garantem na fase final do Paulistinha. Já pela Libertadores, outros três jogos bem complicados (Tigre e Libertad em casa, Sporting Cristal fora).

O de amanhã, contra o Tigre, nem é passível de dúvida; precisamos vencer de qualquer maneira. Um empate que seja já irá nos deixar em posição desconfortável, enquanto que a vitória nos manterá um ponto a frente dos peruanos (até aqui, segundo colocados com um jogo a mais). O Libertad, ainda que em casa, deve ser um jogo complicado. No entanto, este resultado irá delimitar como chegaremos na última rodada. Uma vitória sobre os paraguaios nos deixa na liderança; um empate nos faz torcer pelo Tigre; já uma derrota nos faria torcer desesperadamente pelos argentinos para não termos que jogar pela vida lá no Peru.

Enfim, nostro elenco é o mesmo do início do ano, os desfalques por contusão e suspensão parecem crescer a cada semana, jogadores-chave nos desfalcam na Liberta, mas é preciso ter fé. Um time medíocre como o nostro tende a oscilar muito dentro das partidas e entre elas, logo nunca sabemos o que esperar – se bons ou maus momentos.

De qualquer forma, a nostra obrigação é agir da única maneira que podemos: indo para a arquibancada e apoiando 90 minutos sem parar. Pouco importa de seremos 5, 10 ou 30 mil; vamos cantar pelo Palmeiras e para o Palmeiras. Chegou a hora de ganhar no grito.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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38 dias sem um único post, Palestrinos.

Desde quando esse blog nasceu, em 2009, essa foi a única vez que ficou tanto tempo sem nenhuma atualização. Peço desculpas para todos aqueles que nos visitam quase que diariamente, mas a verdade é que eu não quis contaminar ninguém com a minha latente desesperança.

Nunca, em nenhum momento da minha vida, estive tão desacreditado com o Palmeiras. Nunca estive tão atônito, pessimista e desgostoso com o que tenho visto e ouvido por aí. E olha que, sejamos francos, já tivemos motivos de sobra para se estar assim nos últimos anos. Tanto dentro quanto fora de campo, o momento é de terra arrasada. Um time perdido, jogadores medrosos, diretores sem comando e sem vergonha.

A impressão que tenho é a de que, mais do que nunca, o Palmeiras se tornou uma preocupação constante para nós que o amamos. É como um parente em coma: te dá a esperança de poder se recuperar, mas você sabe que isso  é quase impossível. E não falo somento do atual momento do Brasileirão, falo na última década como um todo. A tragédia veio em 2002 e hoje, dez anos depois, estamos prestes a viver a mesma situação daqueles tempos, como se nenhum avanço tivesse acontecido.

Nós, bravos e apaixonados, torcemos. Gritamos, empurramos, seguimos, levamos o Palmeiras no peito e nas costas. Mas  está difícil, cada dia mais pesado e doloroso para todos nós. Nunca desistiremos nem vamos deixar o Alviverde para trás. Contudo, coloquemos a mão na consciência, está difícil reunir forças.

Seguimos orgulhosos de nostra história e de nostras cores, vestimos a camisa verde e branca de tantas glórias todos os dias, discutimos entre a gente e com os outros ao menor sinal de ironia, mas estamos feridos. Faltam ainda 5 rodadas e vamos continuar apoiando. Mas a esperança, Palestrinos, essa está cada dia mais longe de nós.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Definitivamente viramos visitantes, Palestrinos.

Ganhamos na Vila, em Belém, em Pindamonhangaba, na China, mas no Palestra Itália que é bom… nada. Só neste Paulista já foram tropeços com Ituano, Portuguesa, São Caetano, Santo André e Ponte Preta. Todos em casa; repito: na nostra casa! É inadmissível que a equipe jogue tão mal no seu próprio estádio.

E não adianta vir com o papinho de que o time se sente pressionado e blá blá blá porque neste sábado foram quase 20 mil torcedores apoiando sem parar. Até tomar o segundo gol, a torcida estava cantando e acreditando – no mínimo – em um empate. Mas a equipe conseguiu piorar… tomou o segundo e só não saiu de campo com mais 3 na cabeça porque São Marcos pegou um pênalti.

Agora só falta colocar um tapetezinho na entrada do vestiário dos visitantes com a inscrição “Lar, doce lar”.

O MELHOR
Em bem da verdade, eu diria o menos pior: Edinho, pela raça.

O PIOR
Prêmio disputado esse… mas eu darei a ele, o homem dos altos e baixos, Diego Souza.

APATIA
Elegi Diego Souza, mas, convenhamos, a apatia dos principais jogadores do time foi clara. Diego Souza se comportou como centro avante e não foi buscar uma bola sequer no meio-campo (afinal ele é meia, certo?); Cleiton Xavier se escondeu de maneira surpreendente; Pierre – e, Dio mio, o que acontece com ele?! – errou todos os passes que deu o jogo inteiro; e por aí vai. Além, é claro, de Antônio Carlos ter demorado uma eternidade pra mexer no time.

Como pode um time ganhar de Santos e São Paulo, e depois perder pra um bando de cabeça de bagre? O time da Ponte, exceto pelo tal de Tinga e o goleiro, é horroroso. Não dá pra aceitar isso.

E ainda assim… Siamo Palestra!

ROJAS.

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