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Posts Tagged ‘Porto Alegre’

É óbvio que nenhum palmeirense gostou da saída de Barcos.

Tenho certeza, aliás, de que a primeira reação de todos nós foi negar a notícia. A segunda, foi se desesperar. E a terceira, mais dolorosa, foi comprovar que era tudo a mais pura verdade. Após uma temporada, sessenta e um jogos, 31 gols e uma identificação instantânea, lá se foi o Pirata rumo o Sul.

E aí, de bate pronto, alguns dirão que ele é mercenário: que utilizou o Palmeiras como vitrine, que se aproveitou do Palmeiras para alçar voos mais altos e que, quando mais precisávamos dele, ele se foi. Outros responderão que não, que a culpa é do Palmeiras, que ele estava com salários atrasados e que o direito de buscar outro clube é digno.

Eu, sinceramente, penso que o ocorrido é uma mistura entre ambos os grupos acima.

Afinal, se é verdade que o Pirata fez juras de amor, disse que não sairia e recebeu um aumento substancial para que ficasse no Palestra, também é verdade que o Palmeiras faltou com muitos de seus compromissos. Se por um lado Nobre e Brunoro se depararam com uma dívida impagável com a LDU e com o atleta, por outro Barcos vislumbrou um dos melhores elencos do país e a possibilidade de continuar marcando gols em alto nível.

É claro que todo torcedor gostaria que seus craques agissem como ele próprio. Mas isso é a nostra porção criança falando mais alto. É aquela parte de nós que ainda ignora as mazelas do futebol e faz nostros olhos brilharem ao ver aqueles onze – sejam estes quais forem – dentro de campo. E o camisa 9 argentino se foi.

O caos administrativo vivido na “gestão” Tirone e a demora na passada de bastão para a nova diretoria são, na minha opinião, os grandes culpados para isso ter acontecido. Mais uma herança maldita da pior administração que tivemos em nostra longa e gloriosa história.

De certo mesmo, apenas a confirmação de que Barcos não é nem nunca será Marcos. E, o pior, saber que que este Palmeiras também está bem longe de ser aquele dos bons tempos do Santo.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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O gol de Barcos diante do Inter é o assunto da semana, Palestrinos.

Eu nem ia abordar o tema, mas, como desde as mesas redondas do domingo, só se fala nisso e este é um espaço Alviverde, achei necessário.

Antes de mais nada, vamos ao básico: sim, o gol foi de mão. E, sim, a arbitragem está correta em anulá-lo. No entanto, o que mais me chamou a atenção nisso tudo não foi o certo ou errado – afinal, as imagens da TV e fotos como essa aí de cima já provaram e comprovaram o acontecido -; o que mais me chamou a atenção foram os debates (anti)éticos travados desde então.

Primeiro, vamos ao ponto da arbitragem que, ao meu ver, é bastante simples. Se algum dos CINCO árbitros em campo viu o lance e chamou a atenção do juiz, está correto; é para isso que eles são pagos.  No entanto, se confirmado que quem decidiu se foi gol ou não foi a televisão, está errado. Infelizmente, a FIFA é avessa à tecnologia e qualquer coisa que se assemelhe ao “desafio” das partidas de tênis, é irregular. As imagens e um depoimento privilegiado de uma repórter de campo da Ban já comprovam que a informação veio de fora. Mas, conhecendo a morosidade da CBF e a proteção feita a qualquer tipo de erro crasso de nostra arbitragem, é impossível que algo aconteça no sentido de anularem a partida.

É aí que entra um assunto que me incomoda até mais do que o gol do Pirata em si: se apegar a este lance para resumir a situação do Palmeiras é desespero demais. Tanto eu quanto você sabemos que, ainda que falte um ponto para sairmos da degola, não será por causa deste jogo. Lembrem-se de que não estamos falando de um jogo de mata-mata; estamos falando de um campeonato com 38 rodadas, onde todos são prejudicados.

Fomos muito prejudicados este ano? Sim. Mas eu me nego a resumir nostra situação aos erros do apito. Sou um apaixonado, mas não sou tão estúpido a este ponto.

Agora vamos ao outro fato que me chamou tanto a atenção: o falso moralismo dos jornalistas e esportistas brasileiros. Está chovendo pessoas íntegras dizendo que Barcos deveria ter se entregado para o árbitro. Cazzo, se nenhum dos árbitros viu o lance e o gol seria importante na luta da equipe, por quê ele se acusaria?!

Ah, o Klose se acusou lá na Itália. Então me responda se a Lazio está brigando contra a degola ou se o cartão amarelo que ele levou o suspendeu da próxima partida (porque, sim, Barcos estaria suspenso do próximo jogo). Quando a dituação é fictícia, todo mundo é honesto, impressionante! De todos os comentários que ouvi, acho que apenas Walter Casagrande disse que não iria se acusar…

Enfim, se “La Mano Del Pirata” não serviu para nos tirar da lama, ao menos serviu para duas coisas também bastante importantes: para deixar ainda mais claro que a arbitragem brasileira faliu e para evidenciar que todos os 190 milhões de brasileiros são honestos até o limite do possível.

Haja saco.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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