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Posts Tagged ‘Prass’

Quarto jogo seguido sem derrota, Palestrinos. Retrospecto bom demais para um time que tem oscilado tanto na temporada.

Ontem, no entanto, poderia ser melhor. Não somente pela penalidade perdida, mas por termos jogado melhor a maior parte do jogo e termos perdido chances também com a bola rolando. Até o gol sofrido nasceu em uma falha de marcação, dando espaço demais para que Alex chutasse.

Mas, verdade seja dita, já fazia muito tempo que não jogávamos tão bem no amaldiçoado Beira Rio. Nem me lembro da última vez que saímos de lá com o jogado dominado! O time teve calma e personalidade, pressionou o saída de bola e rendeu bem depois das trocas promovidas por Marcelo Oliveira.

Fosse uma rodada ordinária do Brasileirão e teríamos muito o que lamentar. Porém, em sendo Copa do Brasil, o resultado não foi assim tão desastroso. E tudo isso é fruto do tal equilíbrio que estamos tentando achar em 2015.

Com quase 30 jogadores novos no elenco, é natural que o time tenha altos e baixos. Foi comum até aqui, por exemplo, termos tido sequências de vitórias e derrotas. Temos que aproveitar que estamos em uma maré boa e confirmá-la com um triunfo no próximo domingo e carimbando a classificação três dias depois.

Se o time chegar lá, dá pra prever coisas boas.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Vitória fora de casa, Palestrinos! Após cinco derrotas longe do Allianz Parque, nostro Verdão bateu o Flu por 4 a 1 e engatou duas vitórias seguidas.

Mas engana-se quem pensa que o jogo foi fácil. Engana-se muito, aliás! Ontem, no Maracanã, o Palmeiras teve 60 minutos de pura inutilidade em campo. Neste meio tempo tomou um gol e a coisa só não ficou pior porque o time adversário ajudou com sua solidária cota de ruindade – incluindo aí um pênalti porcamente perdido por Fred.

Quando acordou, no entanto, assistimos a meia hora de futebol de verdade. Em uma assistência totalmente sem querer do menino Jesus, Lucas Barrios e empatou o jogo e, quase que como em um milagre, o time mudou da água para o vinho. A virada chegou em um gol do próprio camisa 33 (presenteado pelo jogador do Flu), o terceiro veio em outra falha bisonha da defesa adversária e o quarto, terceiro de Barrios, já saiu em ritmo de treino.

O problema dessa oscilação, a meu ver, é que o Palmeiras entrou em campo tentando ser o time que não é. Com dois volantes, dois meias e um centroavante pesado, a estratégia de aproveitar os contra ataques fica totalmente perdida. A verdade é que Marcelo Oliveira deve decidir: ou entra-se em campo para jogar no contra golpe e escala-se um time veloz com jogadores como Allione e Cristaldo, ou deve-se escalar este time de ontem para manter a posse de bola. Qualquer outra configuração que não seja essa deixa o time perdido.

Além do mais, já está na hora de colocar alguns atletas definitivamente no banco. Egídio, Robingo e Alecsandro, por exemplo, já tiveram inúmeras chances e ficaram muito abaixo da crítica. É o mesmo caso de Leandro Almeida e Amaral, que já não entram mais. O Palmeiras tem um elenco que privilegia a saída rápida para o jogo e precisa transformar isso em sua maior fortaleza.

Sábado, diante do Grêmio, teremos uma prova de fogo. Ou aprendemos que nostro jogo acontece através da velocidade ou a coisa pode voltar a ficar feia na volta ao Pacaembu. Engata a terceira, Verdão!

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Mais um jogo se passou, Palestrinos. E, mais uma vez, passaram também bolas absurdas pelas nostras redes.

Eu sei que nenhuma defesa é intransponível e que falhas acontecem, mas o que vimos no Palestra domingo beirou o ridículo. Não bastassem, aliás, os três gols doados ao adversário por total falta de atenção, toda e qualquer bola levantada na área do Palmeiras traz um pânico amargurante… é preciso rever isso.

Até porque, embora não pareça a primeira vista, os números gerais de nostra defesa são bastante ruins. Com 26 gols sofridos em 23 jogos (média de 1.13/jogo), estamos melhor que o Flamengo, por exemplo – a frente na tabela, mas 30 vezes vazado. No entanto, estamos em pior condição que 11 outras equipes, incluindo rebaixáveis do nível de Joinville, Goiás e Coritiba.

Indo além da frieza dos números, aliás, dá pra lembrar de cabeça alguns dos erros grotescos do nostro sistema defensivo. Dois dos três gols do Dérbi, o segundo tento sofrido diante do Joinville, ambos os tentos contra o Galo, o primeiro gol no Mineirão diante do Cruzeiro – e assim vai, repetidamente, até o momento em que estamos no campeonato. E este, para mim, é o ponto: mais do que sofrer gols, tomamos gols extremamente bobos.

Ou Marcelo começa a pegar pesado com nostro sistema defensivo ou vamos seguir precisando marcar dois gols todos os jogos, porque sempre sofremos ao menos um.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Até o mais ateu dos Palestrinos começou esta semana agradecendo Jesus.

Depois do baile no Mineirão, ontem foi dia do menino Gabriel intervir novamente a nosso favor. Meteu dois gols (um deles milagrosamente aos 49 segundos de jogo), se movimentou bastante e ajudou o Verdão a vencer o Joinville por 3 a 2 no Allianz Parque.

No entanto, enquanto boa parte da torcida surfa na nova onda de fé promovida pelo camisa 33 e pela grande fase de nostros atacantes, eu prefiro olhar para trás e temer os inúmeros erros bobos do nostro setor defensivo. Pode até parecer que estou sendo pessimista ao extremo, mas não dá para ignorar os números e fatos apresentados nas últimas partidas.

Nos últimos cinco jogos, o Palmeiras obteve 4 vitórias e 1 derrota, com 13 gols a favor e 9 contra. Sem dúvidas, um belo retrospecto. Porém analisar os números defensivos mais de perto nos faz temer pelo pior em algumas partidas. Senão vejamos:

  • 4×2 Flamengo: dois gols (um em vacilo do meio e outro de cabeça) em dois minutos, jogando em casa e com o placar a favor.
  • Palmeiras 2×1 Cruzeiro: novamente na frente do placar, gol de falha individual total. Bola infantil nas costas da zaga e, no último minuto, quase tomamos o empate pelo alto.
  • 1×2 Atlético/MG: com um gol de vantagem desde o cinco minutos, tomamos a virada com uma falha de Prass e um pênalti estúpido cometido por Lucas.
  • 3×2 Cruzeiro: jogo totalmente decidido, 3 a 0 no placar e… mais uma vez um gol de bola nas costas e outro em mais um pênalti totalmente desnecessário.
  • 3×2 Joinville: ganhando o jogo por dois a zero, mais uma vez tomamos dois gols em dois minutos. O primeiro de contra ataque (!) e o segundo em um vacilo medonho.

O ponto aqui é que não podemos nos dar o luxo de falhar tanto e tão seguidas vezes. Vez ou outra conseguimos vencer, mas tem vezes que perdemos pontos importantíssimos. São partidas como a derrota para o Galo, o empate sofrido diante do Sport e o revés diante do Furacão que nos tiram da briga pelo título no momento.

E aqui não adiante culpar somente o miolo de zaga. Vitor Hugo perdeu várias partidas por lesão, Victor Ramos também andou fora, mas as entradas de Jackson e Leandro Almeida foram desastrosas e, no geral, temos marcado muito mal. Sem Gabriel e Arouca, Amaral, Girotto e Robinho têm deixado um buraco na cabeça de área, sem contar as muitas falhas de nostros laterais (todos eles). Marcelo Oliveira acertou em cheio nostro ataque, mas agora precisa ter mais carinho com a defesa.

Caso contrário, é bom construirmos logo um altar para Jesus. Porque se ele não salvar, nós vamos acabar indo direto pro inferno.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Palmeiras 5 x 1 Sampaio Corrêa sugere um placar perfeito para exaltar as qualidade deste novo time, correto Palestrinos? Errado. Muito mais do que acertos, a goleada de ontem serviu para mostrar os erros deste Palmeiras versão 2015.

Da escalação extremamente mal formulada por Oswaldo de Oliveira até os infindáveis erros da defesa, a atuação pífia do primeiro tempo de ontem mostrou que a equipe está longe de ideal. Confesso que o deserto criativo dos primeiros 45 minutos – somados aos constantes erros de passes e aos fantasmas do passado -, me fizeram honestamente pensar no pior. Fosse contra qualquer equipe um pouco melhor, teríamos tomado de dois a três gols antes mesmo do intervalo.

Sorte a nostra que era apenas o Bolívia maranhense e que um Pimentinha só não faz verão. Porque seja lá o que nostro treinador tenha planejado, errou em cheio. Diante de um time recuado e sem um armador de ofício, o Verdão sofreu para criar qualquer jogada ofensiva. Era bola no Lucas e nada mais. Não a toa sofreu o gol (e aqui valem os parênteses para o baile levado por Victor Hugo e Egídio por um atleta de um metro e meio) e foi dominado por uma equipe de Série B.

Na segunda etapa, com Robinho em campo e sem o afobado/limitado Amaral, as coisas entraram no eixo e o Palmeiras virou na mais pura pressão. Dudu trocou de lado com Rafael Marques, Zé Roberto ajudou Gabriel na saída de bola e Egídio finalmente entrou na partida para que o 0 a 1 virasse 3 a 1 em vinte minutos. Muito pela nostra melhora, mas também pelo comportamento do adversário.

A partir daí as coisas pareciam ter entrado no eixo, mas, após o terceiro gol, voltamos a sofrer com as falhas defensivas. Nostros zagueiros viraram simples rebatedores, os contra ataque saíram a torto e à direito e só não sofremos gols por causa de Fernando Prass e dos postes da meta defendida por ele. Por isso vale dizer, sem medo de ser infeliz, que a goleada de ontem foi uma das mais mentirosas da história do futebol.

Na entrevista após o jogo, inclusive, Oswaldo desfilou uma soberba digna daquele que sabe que errou muito na noite de ontem. Ao ser indagado sobre poupar atletas em um jogo tão importante e ainda demorar a mexer na equipe, se defendeu falando de seu trabalhos e títulos do passado. Pois bem, professor: espero que, chegando em casa, o senhor tenha assistido novamente ao jogo e aprendido algo referente ao presente do futebol.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Vitória, Palestrinos!!!

Sofrida, suada e por isso mesmo deliciosamente heróica. A verdade é que, quando Fernando Prass pegou a cobrança de Petros, fez muito mais do que nos classificar para a final do Paulistão: fez renascer aquele Palmeiras que não tem medo de ganhar.

Sem exagero algum, essa é uma vitória que tem o poder de afastar para bem longe a década passada e todas as dragas que passaram por aqui – seja dentro ou fora de campo. Até porque o que vimos dentro de campo neste domingo, foi um time que quis vencer a qualquer custo. Sem medo, sem fraquejar, sem sentir a pressão. Saiu na frente, recuou, tomou a virada, mas teve fome de ir ao ataque para empatar e levar nos pênaltis.

Claro que isso não quer dizer que temos um esquadrão. Estamos anos-luz de ter de volta a Era Parmalat e uma nova Academia. Mas quando os resultados vêm, cria-se um ambiente fácil de se sentir (embora difícil de se explicar) onde tudo fica mais real e palpável.

São vitórias como esta e como a obtida diante do SPFC, poucas semanas atrás, que constroem uma equipe e uma torcida confiantes. São triunfos como estes que criam aquele clima que nos acostumamos na década de 90 de que, sim, sempre é possível. São tardes como a de ontem que fazem 15 milhões de fanáticos recuperarem a força – até porque o orgulho não se foi.

Vibremos com Prass. Comemoremos com Rafael Marques. Lutemos com Gabriel. Infernizemos com Dudu. Criemos com Cleiton Xavier. E, óbvio, busquemos este título diante do Santos a partir do próximo final de semana.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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1995. Era uma manhã de sábado e o relógio mal havia passado das 8h da manhã . De repente, meu pai entrou no quarto com o caderno de esportes do Estadão nas mãos e começou a gritar: “Puta que o pariu, acorda: contratamos o Van Basten!!!”.

Instantanea e instintivamente, eu e meu irmão levantamos da cama festejando. Dane-se que era cedo, dane-se que não tinha escola, dane-se que o susto: Van Basten era exatamente o que precisávamos praquele time! A comemoração continuou ao longo do dia, da mesa de café até o jantar. E foi na hora da pizza que meu pai, rindo muito, nos relembrou de algo importante: era 1º de abril.

Reparem que o mais impressionante da história, para nós, era o fato de ser “Dia da Mentira”. Nós não duvidamos em nenhum momento que aquilo era verdade. Não pegamos o jornal pra ler, não ligamos a TV pra confirmar e nem internet tínhamos. O fato é que, em épocas de Parmalat, nada era impossível.

Pois vinte anos se passaram até que pudéssemos sentir isso novamente. Claro que não trouxemos nenhum grande craque e que a receita é infinitamente menor. Mas, pela primeira vez nas últimas duas décadas, nós estamos montando um time em que dá pra acreditar de verdade. Sem ter que forçar a amizade, apelar para o amor eterno nem ficar buscando fé onde não há.

Olhar para dentro de campo e se deparar com Fernando Prass, Zé Roberto, Arouca, Valdivia e Dudu do nostro lado é algo que (não) tem preço. Na verdade, vale cada centavo. Vale por cada golaço imaginado antes de dormir, cada triangulação que começamos a construir mentalmente, cada taça que estamos levantando com a força do pensamento.

Enfim, pode até ser que este time não vá a lugar nenhum. Mas 2015, certamente, é o ano em que o Palmeiras está querendo ser o Palmeiras de novo.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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