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Posts Tagged ‘Primeiro Tempo’

Assistam o vídeo acima, Palestrinos.

É o trailer de “Primeiro Tempo”, o filme que vai relembrar todas as glórias do nostro amado Palestra Itália. E embora a iniciativa por si só já seja louvável, é incrível o tanto de lembranças que estes míseros dois minutos me trouxeram.

A começar por aquele senhor de cabelo e bigode caprichosamente negros chamado Oberdan Catani. Aos cinco anos de idade, todos os meus primeiros jogos em nostro templo sagrado foram assistidos exatamente ao seu lado, na numerada coberta, enquanto meu pai contava quem era aquele verdadeiro herói alviverde que distribuia tantos autógrafos. Lembro-me das vitórias, dos vendedores de sorvete, das pombas que faziam ninho naquela cobertura, dos xingamentos ao Chico Lang e demais jornalistas gambás… lembro-me de tudo.

Ao ouvir Evair e Marcos falarem sobre o Palestra, então, as lembranças dão um giro ainda maior e me levam à episódios que jamais esquecerei, sejam eles bons ou ruins. Nostro eterno camisa 9 me faz lembrar tanto de sua elegância e calma quanto de um pênalti desperdiçado diante do Ceará, na Copa do Brasil de 1992, o único que lembro que El Matador tenha perdido. Já o nostro Santo me lembra a Libertadores de 1999, os milagres em Brasileiros e também àquela furada diante do Vitória.

Com risos ou lágrimas, o saudável é constatar que todas as lembranças são positivas.

Assim como é mais do que positiva a lembrança desse dia 22 de maio de 2010, quando, ao lado do irmão de vida e de blog Élton Reale e sua família, vimos o Verdão bater o Grêmio por 4 a 2. Fizemos dois a zero, levamos o empate, depois retomamos a frente no marcador e saímos de campo com alegria esfuziante. (Ironicamente, também neste dia conheci os pais do amor da minha vida, ainda “vestido de estádio” e com o sorriso no rosto).

É incrível, amigos. O que era pra ser tão somente o palco de tantas glórias e frustrações é capaz de se infiltrar em nostras vidas e se misturar a momentos pessoais diversos. Ali passei tardes e noites na companhia do meu pai, do meu irmão, da minha mãe, do próprio Élton, do Deniz, do Érico, do Sonecão (e seus irmãos)… O Palestra é tão único que, perdoem-me, me deixa saudosista ao extremo!

No entanto, não esperem que eu confunda saudosismo com atraso. Este “velho” Palestra fez muito bem o seu papel e agora uma nova arena irá surgir, ainda mais alviverde, ainda mais imponente, ainda mais vencedora. Obrigado, Palestra, a gente se vê novamente em 2013 – ou a qualquer dia, em um devaneio desses que a gente tem por amar demais.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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