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Posts Tagged ‘protesto’

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Fonte: Foto Torcida no Facebook

O protesto é legítimo, Palestrinos.

Sempre foi e seguirá sendo. Até porque, na nostra atual situação, bate o desespero e é impossível ficar sentado assistindo a tudo isso. O problema, na minha opinião, é ir até a casa de alguém fazer o tal protesto – e aí pouco importa quem é esse “alguém”.

Paulo Nobre é o presidente da Sociedade Esportiva Palmeiras. Logo, realizemos o protesto em nossas casas: o Palestra Itália e/ou o CT da Barra Funda. Sem quebrar, sem vandalizar, sem ameaçar. Pedir mudança se faz com faixas, com a garganta e, mais importante de tudo, com a ajuda da mídia.

O que a MV realizou ontem foi quase perfeito; só erraram o lugar. A família de Nobre e os vizinhos dele nada têm a ver com a atual situação do clube. E embora a organização do protesto tenha sido bem estruturada, nunca se sabe quando um cara mais esquentado pode fazer besteira. Portanto, voltemos as reivindicações para a Turiassu.

A atual diretoria vem de duas décadas de administração terrível e conseguiu dar continuidade a má conduta dos tiranos que tomam conta da SEP há tanto tempo. Brunoro não mostrou merecer o salário que ganha, Omar Feitosa é praticamente um fantasma dentro da estrutura e Nobre precisa se ligar disso. Ele é o presidente e tem autonomia para dar um jeito nessa situação, demitindo quem merece.

A formação do elenco foi terrível, temos um time de Série B na A e, sinceramente, não penso que haja tempo hábil para melhorar a situação. Temos que torcer nas arquibancadas e pressionar por mudanças na diretoria.

Mas, de novo: na nostra casa. A casa do Nobre não é o lugar.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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A Turiassú estava parada. Parte da Sumaré e da Pompéia também. Com cartazes na mão e gritos de ordem, milhares de palmeirenses foram às ruas protestar contra a situação insustentável pela qual o clube passava.

Tudo havia começado com o MPL – Movimento Palmeiras Livre – que reivindicava um novo presidente após outro rebaixamento. Se Mustafá havia nos derrubado em 2002, seus sucessores e, principalmente, Arnaldo Tirone haviam continuado o legado do mal.

Mas o que ocorreu é que aqueles que foram protestar queriam mais. Eles não se pintaram de verde e branco apenas para lutar por um novo presidente: queriam jogadores, queriam resultados, queriam seu estádio de volta. A manifestação foi além.

Mesmo torcedores de outras equipes se tornaram simpáticos ao movimento e, se não o faziam nas ruas, compartilhavam e apoiavam o que acontecia nas redes sociais.

Entoando o hino sagrado, eles caminhavam fechando o trânsito e alternando a cantoria com brados a favor de justiça sem violência.  E, nas primeiras horas funcionou. Mas, sabíamos todos, aquilo era em vão. Em pouco tempo vieram pichações nos muros, agressões a jogadores e diretores, carros apedrejados, loja queimada… o pandemônio.

No entanto, também já é sabido que nem todo pandemônio é em vão. O movimento afugentou alguns medrosos e bundões que mamavam nas tetas do clube, além de ter aumentado a vigilância de todos os palestrinos quanto a política do clube. Qualquer coisa que acontecesse, do preço da lanchonete até rombos no orçamento, passaram a ser vistoriados de perto.

O presidente, enfim, também mudou. Menos pelo protesto, mais pelo calendário estatutário do clube, mas mudou. E aqueles milhares que cantaram, gritaram e levantaram cartazes, agora, se sentem bem. Muito embora, é bom que se diga, ainda não estão satisfeitos. Ainda queremos eleições diretas, profissionalização de todas as áreas, situação financeira transparente e por aí vai.

Nobre, estamos de olho.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Difícil falar de outro assunto no momento, Palestrinos.

Embora o atual momento político tenha trazido bons ares, os resultados dentro de campo continuam nos derrubando a cada semana. Neste domingo, no vergonhoso revés sofrido por um time ridículo para um time sofrível no Pacaembu, algumas cicatrizes revelaram-se ainda mais abertas do que estamos acostumados.

De um lado, a MV xingava Luan e Valdívia. De outro, os torcedores da laranja e de parte da arquibancada gritavam os nomes deste mesmos atletas. Daí você me pergunta: de que lado você está? E eu lhe respondo com tranquilidade: de nenhum dos dois.

É óbvio que os dois jogadores em questão estão na berlinda. Luan se tornou símbolo da equipe fracassada de 2012 e é tido como herança maldita de Felipão; já o meia chileno – de qualidade técnica conhecida – notoriamente andou fazendo corpo mole nos últimos tempos.

Embora acompanhado de meu pai nas cadeiras laranjas, sou frequentador assíduo dos degraus verdes do estádio municipal e me sinto isento neste comentário. O fato é que, ontem ou em qualquer dia, não se deve xingar atletas em coro durante os 90 minutos. Da mesma forma, acredito que, para exaltá-los, só com gols, vontade e títulos. E isso requer tempo. Não se vira herói da Sociedade Esportiva Palmeiras em um ou dois jogos fortuitos.

Em bem da verdade, deveria haver um pacto entre aqueles que frequentam o estádio: gritar apenas, e tão somente, PALMEIRAS. Vale Porco, Verdão, Palestra… Vale tudo que se referir ao clube, nunca aos que vestem o nostro manto verde (exceto por raríssimas exceções, como Marcos foi e ainda o é).

O que vimos ontem, tanto da parte da organizada quanto da parte dos “torcedores comuns”, foi o transparente descontentamento com uma massa maltratada pelo tempo. Não são opiniões diferentes; é um único veredito dado de maneiras contrárias (e ambas errôneas).

Infelizmente, Nobre e Brunoro terão de agir mais rápido do que pretendiam. Ou o Palmeiras vai atrás de ao menos 5 bons reforços ou 2012 pode ser um ano sem fim.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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