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Posts Tagged ‘rebaixamento’

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7 de dezembro de 2014 foi o dia do quase. Do quase “não acredito”, do quase “de novo”, do quase inferno.

Já 7 de dezembro de 2015 tem sido o dia do tomara. Tomara que o espírito da final continue, tomara que a equipe se afine, tomara que mais títulos venham.

A verdade, Palestrinos, é que muitos de nós já pagamos aquele dia da memória por opção própria, mas faz apenas um ano que saímos do pior cenário do mundo.

Certamente quem esteve no Allianz Parque naquela partida diante do Atlético/PR e esteve no mesmo palco na última quarta fez uma correlação entre os momentos. Lembrou do gol sofrido, do empate ainda mais sofrido e do sofrimento extremo que foi aguardar pelo final de outro jogo para poder respirar aliviado.

E é ainda mais bizarro pensar que faz um ano que um gol do Santos no último minuto nos tranquilizou, quase duas semanas que um não-gol do mesmo Santos nos deu esperança e cinco dias que pegamos entupimos a baliza do Gol Sul para pegar pênaltis junto com Fernando Prass.

São coincidências do mundo da bola, redondo que é.

Torçamos apenas para que não seja mera coincidência essa reviravolta que 2015 nos trouxe. Porque se tudo continuar andando nos trilhos, tenho certeza de que o dia 7 de dezembro de 2016 pode nos reservar algo ainda maior e melhor.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Doutor Paulo Sérgio de Castilho,

Ao contrário de boa parte da massa, eu já tinha ouvido falar do senhor algumas vezes.

Sabe como é torcedor de futebol fanático, né? A gente lê todas as notícias do jornal e da internet, ouve todos os programas de rádio, assiste todas as mesas redondas da TV, enfim. Acontece que nesta semana em especial, calhou de você estar bem no noticiário do Palmeiras – e aí eu quis mesmo conhecer mais do senhor.

Afinal,confesso sem vergonha nenhuma que, até o dia de ontem, eu não sabia muito bem o que faz um promotor de justiça. Mas fui atrás e descobri que promotores são aqueles que trabalham pelo bem do povo. E, quem diria, logo de cara já simpatizei com o senhor.

Daí fui um pouco mais a fundo e fiquei sabendo que você é ex-jogador de futebol. Fiquei sabendo que se especializou em direito esportivo. Fiquei sabendo que está envolvido com a manutenção do JECRIM, com o novo Código Brasileiro de Justiça e até com alterações no Estatuto do Torcedor. Aliás, está claro que o senhor se preocupa demais com o torcedor. Até horários e dias de jogos já foram mudados a seu pedido – que moral, hein?

Só me espanta um cara que se interessa tanto assim pelo bem do povo propor que o Palmeiras jogasse o jogo do próximo domingo fora de casa. Está bastante óbvio que os 15 milhões de palmeirenses espalhados pelo mundo e os 40 mil que vão acompanhar in loco a partida querem que a partida ocorra no Palestra Itália!

No entanto, segundo as notícias que nos chegaram via imprensa, o senhor se posicionou contra o jogo no Allianz Parque por “motivos de segurança”. Pois vamos lá…

É verdade que o estádio reinaugurado há duas semanas deixa o torcedor bem próximo ao gramado? Sim. É verdade também que o jogo do próximo domingo é deveras tenso? Sim, é. É também verdade que existem animais travestidos de torcerdores e que se não houver cuidado podemos ter episódios lamentáveis de violência? Sim, sem dúvidas. Só me explica, pelo amor de São Marcos: por que diabos jogar em outro local seria tão mais seguro do que jogar no Palestra?!

A solução para um jogo de risco como este – seja ele realizado no nosso estádio, na Rua Javari ou no Santiago Bernabéu – é a mesma: prevenção.

Se a Polícia Militar não vai dar conta do recado (e nem é justo desfalcar uma cidade toda por causa de um jogo), exija-se segurança privada. Que o Palmeiras e a WTorre apresentem quantos homens farão a vigilância do local, exigindo deles um plano de ação completo para o pré e pós-jogo, trabalhando junto com a PM. Simples assim.

Até entendo que se envolver em questões assim deixam o senhor em evidência e aí parece que você está prestando contas a quem o paga. Só que não é assim que se pensa, ainda mais quando se trata de futebol.

A torcida do Palmeiras – e qualquer torcida do mundo – quer sempre jogar no seu próprio estádio. Até porque jogar em casa faz bem a qualquer equipe. E já que ser promotor é pra promover o bem do povo, pra quê tirar um jogão desses da arena mais moderna do país?

Sem carinho,
ROJAS.

Siamo Palestra!

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Quatro derrotas seguidas, Palestrinos. E todas pelo mesmo placar: 2 a 0 contra. Na conta de padaria, o resultado final é o título deste post; mas para bom observador e sofredor, a emenda sai ainda pior que o soneto.

A grande verdade é que eu não me recordo de um Palmeiras tão apático desde que me dou por gente. Me esforcei muito antes de escrever, mas, de fato, não consigo me lembrar de um time que tenha jogado 360 minutos seguidos criando praticamente uma chance de gol por jogo. Se não é o pior elenco que tivemos – e são muitos desde 2002 – certamente é o menos criativo em 100 anos de Palestra.

No jogo de ontem, apenas um chute de Wesley defendido pelo goleiro adversário. Diante do Sport, apenas uma cabeçada torta de Felipe Menezes para fora. Diante do SPFC, somente a escorada de Henrique que parou na canela de Ceni. Contra o Atlético, apenas aquele chute torto do mesmo Henrique antes mesmo dos 10 minutos de jogo.

E o pior é que não estou exagerando. É isso aí mesmo. Nem mesmo práticas arcaicas para pressionar os adversários – como cruzamentos na área ou chutes de longa distância – nós conseguimos executar. O elenco é ruim, e põe ruim nisso! Nas palavras de Fernando Prass: “Nós não ameaçamos os outros times. E como eles não se sentem ameaçados, se sentem a vontade para nos atacar”.

Para não me acusarem de leviano, usei o Footstats para fazer uma pesquisa nas estatísticas da equipe neste Brasileirão. Embora não seja surpresa nenhuma, o resultado foi mais do que óbvio: os números não mentem.

  • Assistências: Valdívia, que mais ficou fora do que jogou, tem 6. O segundo colocado, pasmen, é William Matheus (3) – que foi embora durante a Copa do Mundo.
  • Finalizações: Falem o que quiser de Henrique, mas nostro centroavante tem 39 finalizações corretas com 15 gols no campeonato . O segundo é Wesley, com 17 – sendo que ele fez apenas 2 gols no torneio.
  • Passes certos: Wesley é o grande líder da equipe com 1079 passes, seguido por Juninho, Marcelo Oliveira, Renato e Victor Luís. Ou seja, são passes corretos, mas inúteis: aqueles pro lado ou pra trás.
  • Cruzamentos: Apenas Wesley, Juninho e Victor Luís acertaram mais de 10 em 36 rodadas de campeonato. No entanto, há pelo menos seis atletas com mais de 25 cruzamentos errados, no mesmo número de rodadas.

Separei apenas quatro quesitos, porque com eles já dá pra entender a inoperância flagrante do time até aqui. Mas garanto a vocês que cada nova estatística analisada traz outra resposta escancarada para o que vemos todos os jogos das arquibancadas… se tiverem estômago, cliquem no link acima e se preparem para ter ainda mais dor de cabeça.

A verdade é que 8×0 é o placar não somente dos últimos quatro jogos.
É o placar de todo o campeonato.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Sem mais ilusões, Palestrinos.

Já deu pra perceber que não é este time quem vai nos livrar de mais uma queda. A verdade é que, agora, nos resta apenas apostar no fracasso dos outros. Por isso, chegou a hora de fazer contas.

Hoje ocupamos o 16o lugar, com 39 pontos, só um a frente do Z4. Considerando que resta uma vaga apenas (Criciúma já foi, Bahia e Botafogo estão quase), nostros concorrente diretos são Vitória (38 pts.), Coritiba (41 pts.) e Chapecoense (42 pts.). Logo, vejamos a tabela:

  • Palmeiras: Inter (F) e Atlético-PR (C)
  • Vitória: Flamengo (F) e Santos (C)
  • Coritiba: Atlético-MG (F) e Bahia (C)
  • Chapecoense: Cruzeiro (C) e Goiás (F)

Sinceramente, acho que os piores confrontos são os nostros. Pegamos o Inter extremamente interessado e necessitado de vencer em casa e um Atlético Paranaense sem responsabilidade nenhuma – mas doido para carimbar o novo Palestra. O Vitória pega dois times que já não têm pretensão nenhuma no campeonato, o Coxa enfrenta um time que deve vir de ressaca de título e outro virtualmente rebaixado, enquanto que a Chape pega o Cruzeiro já campeão e um Goiás desinteressado fora de casa.

O melhor cenário que vejo no momento para o Palmeiras é o de 4 pontos: um empate fora e uma vitória em casa. Se conseguirmos isso, provavelmente nos salvaremos, porque não acho que Vitória e Coritiba vençam os dois jogos que têm pela frente – com 42 pontos, a Chapecoense só precisa ganhar um dos dois, acredito que se salva.

No entanto, indo para o cenário que mais me amedronta, podemos ter que decidir tudo na última rodada. E aí a pressão sobre o time medíocre que temos pode nos deixar em situação delicada. É por isso que, desde já, peço que todos os palmeirenses de verdade se programem para estar no Palestra Itália dia 07/12: vai ser preciso empurrar na garganta, na raça e na camisa.

Até porque esperar que este elenco nos salve, apresentando algum futebol minimamente decente, é totalmente impossível.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Muito tem se falado sobre a qualidade do atual elenco, Palestrinos.

A minha opinião, no entanto, é clara e taxativa: este é o pior time do Palmeiras que eu já vi jogar. Nunca, em 29 anos de idade e 25 de estádio, assisti um time tão perdido e desarticulado usar a nostra camisa. Mesmo em comparação aos times rebaixados em 2002 e 2012, este consegue ser pior.

Em 2002, lembre-se, tínhamos Marcos, Arce, Zinho, Nenê e outros atletas que ainda hoje seriam titulares deste time. Já o elenco de 2012 não era sensacional, mas contava com Henrique, Assunção em grande fase, aparições de Valdivia e um Barcos que fazia gols em todos os jogos. Assim sendo, me parece óbvio que a versão 2014 é uma cópia piorada dos demais.

Mas se existe algo que está melhor nesta temporada do que esteve em passadas é a nostra torcida. Mesmo com o time na situação que está, a massa comprou a briga e tem ido aos confrontos consciente de que a única forma deste time deslanchar é no grito. E, de fato, nós estamos levando o time na garganta.

Contra SP e Inter, por exemplo, tivemos estádio cheio. E mesmo quando jogamos durante a semana, em horários esdrúxulos (Coritiba, Criciúma, Flamengo, Vitória e mesmo no amistoso internacional diante da Fiorentina), tivemos mais de 15 mil pagantes em todos eles.

Este ano eu tenho ido a todos os jogos do Palmeiras em casa, então posso fazer a comparação. Mesmo em anos em que não caímos, a presença da torcida foi menor (em 2002, bem me lembro, o Palestra estava lotado em quase todas as partidas; já em 2012, no entanto, a torcida desistiu bem mais cedo). Mas o ponto principal é que todos que têm ido ao estádio municipal o estão fazendo por comprar a ideia de que assim tiraremos o time desta fase – e vamos tirar!

Por isso, repito: se você está desanimado e já jogou a tolha, fique em casa. Mas se, assim como eu, acredita que vamos dar a volta por cima, esteja lá contra a Chapecoense, na próxima quinta-feira.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Lembram-se de 2007, Palestrinos?

Claro que se lembram. Após cinco anos aguentando a gambazada nos atazanar por causa da queda para a Série B, foi a vez deles sentirem o gosto amargo do rebaixamento. Mas o motivo para eu ter me lembrado disso é muito mais divertido: o gol que os rebaixou foi feito pelo nostro centroavante espírita, Alan Kardec.

Era uma quarta-feira, o Vasco também brigava para não cair e, mesmo jogando no Pacaembu, nostro co-irmão se salvou graças ao então garoto Kardec.

Segundo ele mesmo, é um dos gols mais importantes de sua carreira. E, segundo a nostra torcida, tenho certeza de que é também. Que domingo ele marque novamente e empurre o time deles ladeira abaixo no Paulistão.

Seria merecidíssimo, não?

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Lá se vai mais um ano triste para nós, Palestrinos.

Mais um ano modorrento, totalmente esquecível e abaixo do que merecemos. Mais um ano em que fomos quase tudo o que não queremos e merecemos ser – e onde escrevo “quase tudo”, leia-se que ao menos tivemos honra.

Sim, honra. porque em tempos de STJD mediando resultados obtidos dentro de campo, jogar a Série B e voltar à Série A do Brasileirão sem precisar de qualquer ajuda se torna praticamente uma qualidade – onde escrevo “qualidade”, leia-se que nada apaga a incompetência que nos levou duas vezes em dez anos ao limbo.

2013 foi um ano em que tivemos a certeza de que deve-se pagar pelos erros cometidos da melhor maneira possível. Jogar e vencer uma divisão inferior foi, sim, obrigação, mas também pode ter sido sinal de um renascimento tardio – e por “renascimento tardio”, leia-se ter um 2014 digno de um dos maiores times do mundo.

O que nos deixa com um grande pé atrás é justamente essa insegurança com o futuro. Ano que vem é ano de centenário, mas a verdade é que, quem acompanha, sabe que não teremos grandes mudanças no elenco. Em 2014, continuaremos sendo medíocres – e por “medíocres”, leia-se um elenco limitado, que terá seu desempenho jogado ao sabor do vento (ou da sorte, chame como quiser).

Em bem da verdade, o que me fez escrever este post foi justamente a mistura entre a palhaçada que assistimos ontem no Rio de Janeiro e uma breve leitura nas notícias de hoje do Palmeiras (renovações emperradas com todos os jogadores). Se por um lado me orgulho de pagar pelo que devo, por outro me preocupa ter que ser o Fluminense do ano que vem – e por “Fluminense do ano que vem”, leia-se rebaixado novamente.

Enfim, espero que essa diretoria que tem ao menos tentado fazer diferente até agora, entenda a diferença entre a tentativa e o mundo real. Trabalhar com salários mais baixos e bonificações por metas é louvável; a merda é fazer isso a ferro e fogo, correndo o risco de ficar com um elenco sub-20 no ano que vem. E nem escrevo isso pelo centenário: escrevo pela nossa sobrevivência – e por “sobrevivência”, leia-se um 2014 do tamanho que merecemos.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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