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Posts Tagged ‘revés’

É claro que se acostuma com as vitórias, Palestrinos. Mas não é porque perdemos uma partida em casa que o mundo acabou.

O fato é que foi um domingo onde nada funcionou para o Palmeiras. Pouca inspiração, zero criatividade e muitos erros de passe deram a tônica da derrota diante do arrumado time do Atlético/PR. A impressão era a de que os jogadores não gostaram de acordar mais cedo e simplesmente resolveram dormir por 90 minutos.

Não que tenhamos sido pressionados pelo adversário, mas a derrota acabou chegando por pura incompetência do nostro time. O meio-campo foi engolido pela velocidade e poder de marcação do Furacão e nostros atacantes simplesmente não participaram da partida. Já quase no fim, um erro de Lucas acabou coroando a derrota – a segunda em dez partida sob o comando de Marcelo Oliveira.

E é justamente por este retrospecto recente que não devemos nos desesperar.

Óbvio que, em boa fase e com o estádio lotado, nenhum de nós esperava por um revés. Mas ele chegou e o fato é que essas coisas acontecem em um campeonato por pontos corridos. O negócio é trabalhar bem durante a semana, procurar uma alternativa para variar o trabalho pelas laterais e chegar domingo, no Mineirão, decididos a vencer (o time deles está em má fase e jogará pressionado, por quê não?).

Os aplausos de parte da torcida ao final do jogo revelaram certa tranquilidade por parte da massa. Mas, como a corneta costuma soar mais alto e o amendoim voar um pouco mais longe na internet, já surgiram alguns cavaleiros do apocalipse pra falar besteira. A hora, no entanto, está longe de ser de desespero. Vai, Palmeiras!

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Veio a derrota, Palestrinos. E veio na rodada seguinte de uma vitória com V maiúsculo diante de um dos nostros maiores rivais. O que ajuda a evidenciar que, na média, ainda temos muito a evoluir.

Logo após a partida de quarta, Fernando Prass havia sido enfático em seu discurso: o time não estava maduro como sugeria os 3 a 0, mas também não estava cru como sugeriam as partidas anteriores. A verdade é que, mais ou menos como acontece em alguns esportes olímpicos – onde se elimina a maior e a menor nota -, o Palmeiras segue em busca do seu melhor.

Ontem, nitidamente, faltou movimentação. Faltaram tabelas, faltou pegada, posse de bola. Faltou um pouco de tudo, inclusive encarar o jogo diante do Red Bull com a importância que Oswaldo de Oliveira e o regulamento manco do Paulistão sugeriram antes da bola rolar.

Se não somos a equipe modorrenta que perdeu para a Ponte e penou diante de Bragantino e XV de Piracicaba, também não somos ainda o time que venceu bem Audax e São Paulo. Entre as notas 9 dos grandes jogos e a 3 dos piores, somos um time que flerta com um medíocre 6. Tivesse uma placa em frente ao CT da Barra Funda, seria ela “Estamos em obras”.

Obras que precisam começar a entrar na reta final, diga-se de passagem. As finais do Campeonato Paulista e o início do Brasilerão se aproximam e é preciso mostrar um entrosamento maior. Alternativas mais criativas. Jogadores mais inspirados. Um jogo, enfim, muito melhor do que apresentamos na maior parte dos jogos.

Afinal, queremos passar de ano com louvor. E se isso acontecer, 2016 promete ser o ano para sermos os melhores da classe.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Eu estava com tanta saudade do clima de dia de jogo no Palestra, que parei o carro a 2km do estádio só para ir caminhando pelo bairro.

Eu estava com tanta saudade da Turiassu que fiz questão de ir até o Posto Ipiranga do cruzamento coma Sumaré, comprar uma gelada e ir até o portão prevendo junto com os amigos quem é que faria os gols.

Eu estava com tanta saudade de adentrar o portão do Palestra que o fiz sem nenhuma pressa, cantando na fila como quem já cantava nas arquibancadas.

Eu estava com tanta saudade de me sentir em casa que, quando cheguei ao meu lugar, olhei em volta não para ver o novo, mas sim para relembrar cada curva de cimento do nostro velho amigo.

Eu estava com tanta saudade de ouvir a torcida entoando o hino do início ao fim em nosso quintal, que o fiz não uma, mas três vezes antes mesmo de a bola rolar.

Eu estava com tanta saudade do clima do nostro campo que, quando o intervalo chegou, fiz amizade com quem estava em volta – discutindo substituições, mudanças, sonhos e objetivos para 2015.

Eu só não estava com saudade de uma coisa: dos atletas que hoje vestem o nostro manto verde. E foram bem eles os culpados por estragar uma noite que tinha tudo para ser incrível, mas acabou sendo esquecível.

Foi aí que bateu saudade de Marcos, Evair, Edmundo, Djalminha, Rivaldo, Oberdan, Luís Pereira, Dudu, César Maluco, Ademir e tanta gente boa de bola que eu vi ou ouvi falar e jogar. E essa saudade, Palestrinos, está bem difícil de matar.

Ainda assim… Siamo Palestra!

ROJAS.

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Lá vem as especulações de crise, Palestrinos.

Demorou, mas chegou o momento de falar em crise no Palmeiras – para a alegria geral da imprensa. Até concordo que o futebol apresentado na três últimas partidas tenha sido sofrível, mas, calma lá: esses altos e baixos são apenas reflexo do grupo que Felipão tem em mãos.

Se considerarmos a equipe completa, com os 11 titulares, temos uma bela equipe. Não é um dream team, mas está pau a pau com os outros grandes do país. Agora, se levarmos em conta o que acontece quando temos contusões e suspensões… Aí, de fato, a coisa se revela sofrível.

Afinal de contas, Gerley é bem inferior à Juninho; Patrik é infinitamente pior que Valdívia e Daniel Carvalho; Barcos está anos luz a frente de Bueno e Fernandão; Roman e Maurício Ramos ficam atrás de Henrique e Amaro; e assim vai. O Palmeiras tem um belo time, mas tem um elenco apenas mediano. E isso causa altos e baixos mesmo.

Acredito, sim, que Felipão tem sua culpa nisso. Desde que Wesley chegou, por exemplo, a equipe perdeu totalmente a sua cara, tentando se ajustar ao futebol de um atleta fora de ritmo. Algumas mexidas também têm sido infelizes – ou alguém já ganhou um jogo colocando o Chico?

Treinador, diretoria, jogadores… O peso da culpa está dividido entre todos. Mas, sem dúvida alguma, essa oscilação será vista mais e mais vezes durante 2012. Tenhamos paciência e torçamos pela volta da boa fase.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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