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Posts Tagged ‘Ricardo Gareca’

Lá se vai Gareca, Palestrinos. E junto com ele vai um pouco das nostras esperanças de novas ideias em um clube onde mandam as velhas cabeças.

Afinal, o “Projeto Gareca” era muito mais do que a simples chegada de um novo treinador. Era uma aposta em uma mentalidade diferente, em um cara que veio de fora trazendo conceitos que não estamos viciados. Infelizmente, no entanto, foi tudo por terra.

Culpa Gareca tem, sim. É inegável que ao perceber que o time não estava respondendo dentro das quatro linhas, o técnico se desesperou e começou a tomar decisões notoriamente errôneas. Manter Fábio em um momento de pressão extrema foi um exemplo disso. Bem como deixar (acertadamente) Wesley de fora da equipe por algumas rodadas e, de repente, escalá-lo (bizarramente) de capitão. Da mesma forma, recorrer a Eguren e Bruno César para mudar o jogo no sábado depois de meses sem relacioná-los, foi algo no mínimo estranho.

No entanto, é bom que se diga, ele é o menor dos culpados.
Ao meu ver, o elenco e diretoria têm culpa maior que a dele.

Os jogadores porque vêm falhando. A maioria é, sim, de qualidade duvidosa – e isso é culpa de quem monta o time -, mas mesmo para quem é nota 5 estão errando absurdamente. Wesley e Leandro demonstram uma má vontade acima do aceitável, Fábio se mostra um goleiro ainda inexperiente, Tobio chegou e não foi nem sombra do que nos venderam os noticiários, Bruno César e Bernardo parecem ter desistido de jogar, bem como Menezes e Mendieta já cansaram quem acompanha o time de perto.

E o veredito final sobre o grupo é o fato de que Lúcio, Marcelo Oliveira e Henrique têm sido os melhores em campo. Jogadores esforçados e limitados, mas que ao menos se entregam. O problema é que, para vencer, não se vive só de suor (muito menos de Valdivia). Ganha-se títulos com um Galeano, não com onze.

Quem errou e tem errado muito ultimamente é a diretoria. Embora tenha chegado com discurso diferente do que estamos acostumados, Paulo Nobre mostrou demasiada fraqueza nos últimos meses. O pulso firme do início (quando resolveu o caso Barcos e se negou a aumentar o salário de jogadores medianos) deu lugar a uma postura totalmente perdida (deixando Kardec sair por R$20 mil mensais e trazendo reforços nem tão baratos assim no desespero). A decisão de demitir Gareca, aceitando a pressão interna do clube, mostra isso claramente.

E que fique claro que ainda acho Nobre o mais capacitado a ser mandatário do Verdão. Não existem, hoje, candidatos melhores. Só que o Palmeiras é um ninho de cobras e, para comandá-lo, é preciso mais do que MBA e boas ideias. Infelizmente, é preciso fazer parte de um jogo de relacionamento sujo e escroto. Faz-se aliança com velhotes gagás e, automaticamente, arranja-se inimigos mortais sob o mesmo teto.

Este é o verdadeiro problema do Palmeiras: ter os mesmos “donos” desde 1980. E aí, sinceramente, pouco importa quem vai estar a beira do campo. Se é Dorival, Jorginho ou San Gennaro, a única triste certeza que tenho é a de que estamos cada vez mais a deriva.

E já que o Palmeiras segue sendo o mesmo Palmeiras, vamos seguir sendo os mesmos palmeirenses de sempre: na arquibancada, apoiando e protestando belo bem do Campeão do Século.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Triste retorno ao Brasileirão, Palestrinos.

Na estreia de Ricardo Gareca no comando do Verdão, não apenas perdemos o jogo, mas também nada jogamos na Vila Belmiro. Foi aquele 2 a 0 que poderia ser mais. Foi aquela derrota desanimadora.

É claro que a organização tende a melhorar. Nostro treinador ainda está conhecendo o grupo, um novo padrão de jogo está sendo implantado e estávamos sem Lúcio e Henrique (que, hoje em dia, fariam toda a diferença). Mas já está claro que ainda nos falta elenco; sem material humano, nem o Guardiola dará jeito neste time.

Nos faltam laterais (Wendel não dá e, pelo amor de San Genaro, Marcelo Oliveira é volante), nos falta um novo camisa 10 (Valdivia faz falta e Bruno César não engrena) e nos falta MUITO um centroavante reserva (fosse Kardec titular e Henricão reserva, estaríamos bem). Não vejo a necessidade de goleiro nem de volantes, que muitos falam, mas as posições acima fazem a diferença.

No topo da lista de jogadores os quais não deveremos esperar mais nada, aliás, está Leandro. É impressionante como um cara de 21 anos, no auge da potência física, corra tão pouco e seja tão displicente. Pior que, de quebra, ele ainda contagia Wesley que, quando quer ser objetivo, passa a ser nostro melhor jogador.

O jogo de domingo já vai ser complicadíssimo e novamente teremos desfalques. Por isso, é preciso mesmo conversar com este grupo. Afinal, se não temos jogadores pra vencer, teremos de fazê-lo na raça. Só é bom a diretoria ter em mente que não se faz omeletes sem ovos.

Ou como Gareca deve estar falando para Brunoro agora:
“No es possible hacer una tortilla sin huevos”.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Acabou a Copa, Palestrinos.

E é impossível não falar dela. Porque por mais que o assunto do dia seja a volta do Brasileirão, a estreia de um novo técnico em nostro banco me faz lembrar de quem já muito fez pelo Palmeiras. Não tem como não lembrar de Felipão.

Aquele mesmo que chegou em 1997, nos levou aos títulos da Copa do Brasil em 98 e 2002, venceu a Mercosul e àquela inesquecível Copa Libertadores. O mesmo que mandou pegar o Edílson na porrada em caso de gracinha. O mesmo que colocou Euller em campo para virar um 2 a 1 contra em 4 a 2 a favor. Aquele que confiou em São Marcos, Arce, Óseas, Paulo Nunes, Alex, Asprilla, Betinho e tantos outros. O nosso Felipão, enfim.

O mesmo treinador que também errou demais. Que nos levou ao rebaixamento em 2012. Que perdeu a mão na hora de retrancar ou deixar atacar. O treinador que saiu daqui em baixo, ganhou a Seleção de presente e acabou levando 7 a 1 da Alemanha. E que, ainda assim, continua sendo só nosso Felipão.

Afinal de contas, faz 10 dias que o país inteiro o execra. O tratam como algo que ele não é. Scolari nunca foi genial, mas tampouco é um lixo. Nos levou a tantas glórias – bem como levou o país todo ao penta – e merece respeito. Mesmo (e principalmente) na hora difícil.

Desejo que hoje, ao estrear diante do Santos, Gareca tenha muito de Felipão. Que tenha a energia, o empenho e as conquistas de anteontem; que evite os erros e a postura intransigente de hoje.

Vida longa ao Gareca.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Sim, Palestrinos, conseguimos perder para o Botafogo.

Toda aquela empolgação pós três vitórias seguidas no Brasileirão ruiu depois de perdemos duas seguidas para Chapecoense e Botafogo. Ambos, por sinal, são cadidatíssimos ao rebaixamento este ano. E isso é um belo panorama de como precisamos melhorar durante a parada para a Copa.

Ricardo Gareca e seus auxiliares hermanos provavelmente já perceberam que se não se cuidarem, la vaquita se va al brejo. Por isso resolvi criar um guia prático do nostro elenco para que eles entendam mais rapidamente o que estão vendo dentro do campo.

GOLEIROS
Prass é o titular, Fábio é o reserva imediato e, para não depender de um goleiro de 17 anos para a reserva, sugiro reincorporar Deola ao elenco. Bruno tem que ser emprestado e é bom observar como anda Raphael Alemão no interior.

LATERAIS
A esquerda está bem servida: tem 3 opções, sendo que William Matheus é mesmo o titular, enquanto Juninho e Victor Luís ficam atrás. Já na direita a situação é complicada: Wendel é volante de origem, mas quebra o galho na lateral e Bruno Oliveira é jovem e está lesionado há séculos; portanto é preciso contratar.

ZAGUEIROS
Sendo direto: Lúcio é titular absoluto, Marcelo Oliveira é volante (acreditem), Wellington teve uma boa fase, mas caiu demais, Tiago Alves não tem nível para o Palmeiras, enquanto Victorino e Thiago Martins estão lesionados desde sempre. É preciso contratar!

VOLANTES
Renato e Wesley vêm jogando com maior frequência. Marcelo Oliveira rende mais nessa posição do que na defesa e Eguren, embora esteja na seleção uruguaia, nunca demonstrou merecer a titularidade da equipe. Bruninho é uma incógnita e, pelo amor de San Genaro, se livrem do Josimar. Sério. Ainda hoje.

MEIAS
Valdivia é o único que, de fato, pode usar a 10. Mendieta nunca rendeu o esperado, Felipe Menezes é uma piada Bruno César pode ser ótima solução se entrar em forma, Marquinhos Gabriel é habilidoso (mas sempre jogou de ponta) e Bernardo parece boa opção para o segundo tempo.

ATACANTES
Leiam com atenção: exceto por Henrique, não temos atacantes. Mesmo. Leandro vem sendo um fracasso em 2014, Diogo melhorou demais (embora ainda se destaque mais pela vontade do que pelos gols), enquanto Mazinho e Patrick Vieira jogam na mesma faixa do campo e oscilam demais. Atenção: Miguel e Rodolfo não são opções.

Enfim, hermanos, as dicas são essa. Não sou dono da verdade, mas posso garantir que assisto a muito mais jogos do que 90% da nostra diretoria. Confiem no que está aqui e peçam que Paulo Nobre abra a carteira de leve nos próximos dias.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Outra vitória, Palestrinos!

A quarta seguida, quem diria, aliviando o clima pesado de desconfiança que já ameaçavam a paz da equipe e nos colocando no G-4. Sorte a nostra, sorte a de Nobre e mais ainda sorte de Ricardo Gareca, nostro novo treinador, que deve assumir o time em boa situação pouco antes da parada para a Copa do Mundo.

No entanto, como bom palmeirense que deseja o total sucesso do treinador argentino no Verdão, me sinto no direito de dar algumas dicas para ele. Afinal, ajuda nunca é demais.

  • No Palmeiras, a boa fase vai embora embora em 90 minutos: Pouco importa o quão bem o time esteja. Se perder clássico, levar goleada ou for eliminado até de torneio de truco, o bicho pega. É bom manter o time ligado.
  • Estamos somando pontos para não tomar sustos: Sim, o nível do Campeonato Brasileiro está beirando o ridículo. Mas pensar em título com este elenco é sonhar demais. Nostra primeira metade de turno traz uma tabela mais fácil e, por isso mesmo, vale ganhar tudo o que pudermos para não tomar sustos depois.
  • Precisamos de reforços, e rápido: Marcelo Oliveira não é zagueiro, Wendel nunca foi confiável, Mendieta não aguenta ser o armados da equipe e Henrique – que chegaria para o banco de Kardec – não tem reserva.
  • Tenha um time que corra e terá a torcida: Sei que isso parece comum a todas as torcidas, mas não é. Quem já esteve no Palestra ou no Paca lotado sabe que a massa é capaz de virar um jogo depois de um carrinho bem dado.
  • Dê chances a base, mas aposte também nos olheiros: Historicamente, a base do Palmeiras nunca foi o maior recurso. Mesmo os jovens que brilharam com o manto verde vieram de equipes do menores e/ou do interior do estado. Abra os olhos para torneios juniores.
  • Gringos são bem vindos: Poucas torcidas recebem tão bem estrangeiros quanto a nossa. Portanto, vá atrás de bons negócios e os traga para brilhar aqui.
  • Goleiro a gente faz em casa: Bruno deu ruim, Deola deu azar, mas Fábio provou que continuamos bem neste quesito. Confie em Orbedan, Leão, Velloso e São Marcos.

Enfim, poderia dizer até mais, mas este é o básico. Boa sorte ao nostro novo comandante e que, ao seu lado, possamos gritar “campeón” muitas e muitas vezes.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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