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Empate não se comemora, Palestrinos. Mas o de ontem, no Morumbi, foi digno de festa.

Mais do que perder a partida, estávamos jogando muito mal e saindo oficialmente do G4 as vésperas de uma decisão na Copa do Brasil. Ou seja, um combo dos horrores. Foi então que Robinho tentou aquilo que não tenta há vários jogos, tirou outro chute por cobertura da cartola e empatou a partida.

Evitamos uma derrota. Ficamos no G4. Saímos com moral.

E o que é o futebol senão isso? Essa coisa imprevisível. A partida estava praticamente perdida, o lance estava praticamente morto e, em um último esforço de Alecsandro em apertar o goleiro adversário (tão aclamado por jogar bem com os pés), a bola sobra nos pés do nostro camisa meia que, mesmo em má fase, faz um golaço. Go-la-ço!

Pensem bem: pode parecer pouco, mas é muito. Embora a matemática fria mostre somente um pontinho na tabela, este empate garantiu energia e ânimo de sobra para a partida desta quarta diante do Inter. E na cabeça e bom torcedor, meia vitória basta – isso só pode ser um sinal de que vamos passar para as semifinais.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Vitórias, Palestrinos! Duas, pra ser mais exato.

Algo que olhando assim, a primeira impressão, nem parece ser digno de nota. Mas considerando que foram tipos de jogos totalmente diferentes – e que o Palmeiras tem oscilado demais durante o ano – é, sim, um fato para ser celebrado.

Diante do São Paulo, tivemos a confirmação de que a maldição dos clássicos acabou. Após algumas temporadas de derrotas e empates com os nostros principais rivais, 2015 está se firmando como o ano da redenção. O início de jogo não passou muita segurança, mas, a partir do momento em que abrimos o marcador, virou um baile. Contra ataques extremamente bem construídos, finalizações certeiras e seriedade na defesa que valeram os 4 a 0 e muita tranquilidade.

Já diante da Chapecoense, enfrentamos um estilo de adversário que tem sido nostro pior pesadelo: aquele que coloca onze na defesa e espera. Assim como esperado, o jogo foi complicado até que o gol saísse. Não jogamos bem como havíamos feito no domingo, mas foi bom ver um time que, além de volume de jogo, buscou o gol a todo o momento (algo que, com Oswaldo, era quase inexistente).

Destaque para os jogos seguros de nostros zagueiros (Victor Hugo tem sido de uma seriedade impressionante) e volantes (Arouca voltou ser Arouca), além de jornadas memoráveis de Egídio e Cristaldo. O lateral-esquerdo, que não tinha feito nada até semana passada, começou a jogar demais; já o argentino gordinho tem saído muito bem do banco e virou o novo amuleto da equipe.

Foram, enfim, duas partidas totalmente diferentes, mas igualmente vencidas. E é isso mesmo que precisamos: voltar a nos acostumar a vencer. Triunfos trazem confiança e confiança nos leva até o alto da tabela. Ainda é cedo para pensar em título, mas, a julgar pela atitude da equipe e pelo discurso de Marcelo Oliveira, podemos sonhar.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Ao se afastar do futebol na última segunda-feira, Muricy Ramalho fez muito mais do que deixar o SPFC. Embora em uma situação anormal e de forma tocante, ele fez ruir uma parte mais da podre estrutura do futebol brasileiro.

Afinal, não estamos apenas falando de um senhor de quase 60 anos que precisa se cuidar urgentemente. Estamos falando de um treinador pra lá de vitorioso que perdeu a saúde, mas também o frescor para trabalhar com o esporte. Ao deixar nostro rival de muro nesta semana, Muricy escancarou ainda mais o atraso velado de nostro futebol também dentro de campo.

Embora tenha um tricampeonato nacional relativamente recente no currículo, o ex-treinador vinha acumulando fracassos recentes. Salvou sua equipe do rebaixamento em 2013 e até buscou o vice-campeonato em 2014, mas convenhamos que pelo investimento do clube, foi pouco. O mesmo pouco que Felipão, 66 anos de idade, nos ofereceu no rebaixamento de 2012, na Copa do Mundo do ano passado e tem oferecido aos gremistas atualmente. O mesmíssimo “nada” que Abel Braga, 62, mostrou no Inter – que o mostrou o caminho da rua.

A verdade é que nostros treinadores ficaram pra trás. Junte a estes nomes clássicos outros como Parreira, Zagallo, Celso Roth, Nelsinho Bapstista, e tantos outros, que fica claro que precisamos renovar nostros métodos. As críticas feitas ao dia a dia de treinamentos de Muricy, é a mesma que ouvimos sobre Felipão em sua última passagem pelo Palmeiras. Ou sobre Abelão em Porto Alegre, Parreira após a Copa de 2006 e assim por diante.

Até porque, sejamos justos, não é só uma questão de idade: é sobre mentalidade – Marcelo Oliveira (60), Tite (53) e Cuca (51) são prova disso. Tite, aliás, é um exemplo vivo dessa transformação. Não que tenha virado o treinador perfeito que pintam por aí, mas ao menos é um cara que resolveu estudar futebol. Viajou, conversou com outros “professores”, fez cursos, tentou trazer novas ideias ao cotidiano do SCCP. Os resultados que não vinham com Mano Menezes, um ano mais novo, parecem ter começado a aparecer.

Que fique claro que não estou dizendo que a solução líquida e certa esteja em gringos (que o digam Gareca e Diego Aguirre) ou na chamada “nova geração” (Dado Cavalcanti, GIlmar Del Pozzo, Narciso, dentre outros). Contudo, noves fora nostra terrível e histórica linhagem de dirigentes tupiniquins, é preciso mudar urgentemente a forma de pensar futebol também dentro das quatro linhas. De simples exercícios aeróbicos ao treino com bola, passando pela infinidade de números que compõem um 4-4-2, um 3-5-2, um 4-3-3.

É preciso aposentar esses senhores que já nos encheram de alegrias e, hoje, nos enchem apenas de dor de cabeça. Façamos homenagens, mas cobremos que parem. Pelo bem da saúde de treinadores, torcedores, clubes e, óbvio, da nostra amada Sociedade Esportiva Palmeiras.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Foi de lavar a alma, Palestrinos. Após dez clássicos seguidos sem vitória, vencer da forma que vencemos ontem em casa foi absolutamente delicioso.

Teve golaço de Robinho, um belo gol de Rafael Marques, olé, tabelas, raça e boas trocas de passe. Mas, acima de tudo, teve uma vitória do Palmeiras exclusivamente para o Palmeiras.

Porque não é exagero nenhum dizer que este jogo, em bem da verdade, mexe pouco com a realidade dos outros clubes. Deixa, sim, um rival pressionado e nos dá uma possível vantagem de jogar no Palestra nas semifinais. No entanto, a maior sacudida é interna e toda nossa.

Primeiro porque tira uma carga pesada das costas deste elenco: não bastasse a sequência negativa em clássicos, ainda não havíamos vencido um jogo grande dentro da nova casa. Segundo porque mostra que alguns dos principais atletas do elenco – Zé Roberto e Arouca, por exemplo – podem resolver o jogo quando exigidos. E terceiro, óbvio, porque empolga grupo e torcida para o andamento de 2015.

Foi uma vitória linda, limpa, leve. Daquelas que não víamos há muito. Que fez o estádio entrar em total simbiose com a equipe, que fez uma noite qualquer de quarta-feira se transformar em uma noite memorável.

É claro que é importante dizer que ainda falta muito para este time funcionar redondinho dentro de campo. Os pontas ainda trombam nos laterais, nostros atacantes continuam sendo pouco efetivos e as opções de banco têm entrado fora de ritmo.

Enfim: não era final, mas, para nós palmeirenses, é como se fosse.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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A notícia nos pegou de surpresa, Palestrinos. Por decisão única e exclusiva da Federação Paulista de Futebol, não haverá torcida visitante no Dérbi do próximo domingo.

Ou, trocando em miúdos, não haverá jogo.

Os times estarão em campo, a arbitragem estará errando como de costume, o certame valerá três pontos oficiais pelo Campeonato Paulista, mas um dos maiores clássicos do mundo será só isso: uma formalidade.

Até eu, que de tão ansioso mal durmo em noites anteriores a jogos contra o Corinthians e que garanti meu ingresso faz tempo, estou desanimado. Ir a um jogo deste tamanho, olhar para o lado e não ter a presença da torcida rival para ouvir ou responder é simplesmente patético.

É claro que eu tenho total ciência de que a violência é um grave problema em partidas deste tamanho. Mas, na minha opinião, fazer um clássico com torcida única é assinar um atestado de incompetência não apenas do sistema de segurança do Estado, mas também da federação e dos clubes.

Afinal, não é de hoje que se discute a segurança em jogos de futebol. Ela é, sim, questão pública – mas também envolve todas as particularidades de um evento privado. Hoje a PM atua fora dos estádios por profissão e dentro deles contratada pelos donos do evento. Não existe isso de deslocar policiais que poderiam estar servindo a sociedade, como disse Paulo Nobre. Nenhum soldado que esteja dentro do estádio estaria nas ruas se não fosse pelo evento (em teoria e, espero, na prática).

De qualquer forma, os clubes poderiam cuidar disso de uma forma simples: contratando segurança privada treinada para grandes eventos. Isso acontece em shows, por exemplo, e é bastante corriqueiro. Seria, aliás, muito mais efetivo. A única força policial usada em grandes eventos é a Tropa de Choque, se necessário.

Além de tudo isso, os últimos eventos graves de briga entre torcida que tivemos foi longe do local do jogo. São confusões em estações de trem, metrô, em bairros afastados e até em vias próximas a quadras de torcidas organizadas. E isso só acontece porque esses imbecis marcam as brigas. Simples assim, com jogo ou sem jogo.

O que o Ministério Público e Secretaria de Segurança do Estado de SP deveriam fazer de verdade é decretar a prisão destes bandidos. Bandidos estes que, por sinal, são por qualquer PM pelo nome e apelido. Mas pra quê fazer o trabalho direito se pode-se empurrar com a barriga, né?

Sem mais delongas, este post todo serve apenas para uma única coisa: deixar a clara a minha revolta com essa decisão estúpido de clássico com torcida única. Por que isso, sim, é violência. Contra o futebol, os torcedores e o princípio básico de ir e vir.

Desse jeito, se avizinha o dia em que os grandes jogos serão feitos com portões fechados. Se avizinha o dia em que idiotas de terno e gravata, somados a trogloditas acéfalos, irão matar o futebol.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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O papo está tão repetitivo que ficou chato, Palestrinos. Afinal, desde que o planejamento para 2015 começou e nós voltamos com força total ao mercado da bola, só se fala em uma coisa: chapéus.

O assunto começou ainda no ano passado, com a saída de Kardec para o SPFC (que de chapéu não teve nada, já que foi nostra diretoria quem o perdeu por conta própria) e seguiu-se nos casos de Dudu e Thiago Mendes (também envolvendo o time do Morumbi), além de Jackson (SFC), Leandro Pereira (SCCP) e agora, pasmem, até com patrocinador de camisa.

Pela paciência de San Gennaro, que coisa mais chata! Vá lá que o futebol vive de rivalidade, mas isso já atingiu um patamar insustentável. É totalmente normal que o foco fica voltado aos bastidores, enquanto os campeonatos não voltam, mas chegamos ao ponto de ter ficado ridículo.

Primeiro porque não contratamos nenhum craque de bola a ponto de poder jogar nada na cara de ninguém. Para se ter uma noção, no caso mais célebre de todos até aqui, trouxemos Dudu – um jogador com grande potencial e por enquanto é só isso mesmo. Entendo a zoação nos rivais, mas é algo pequeno demais pra um time do tamanho do Palmeiras. Segue o jogo, cazzo.

Segundo porque o que vale mesmo é o que vai acontecer dentro de campo. Lembra quando contratamos o Paulo Baier antes do SPFC? Não deu em nada. O que importa pra valer – dentro e fora de campo – são os resultados. Se Dudu decidir jogos importantes (e a torcida é para que isso aconteça, seja pelos pés dele ou de qualquer outro dos reforços), ótimo; mas até isso acontecer, guardemos a animação pra soltar na hora certa.

O elenco de 2015 promete dar grandes alegrias a toda a nostra massa.
Mas chapéu bom de verdade é este aí debaixo.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Cristiano Ronaldo, Messi, Naymar? Que nada. Pelo menos aqui em São Paulo, o assunto da semana responde pelo nome de Eduardo Pereira Rodrigues – o “Dudu”.

Em bem da verdade, tudo aconteceu tão de repente que, do dia pra noite, parecia que o jovem atacante que atuou pelo Grêmio no Brasileirão era o novo Pelé. A bola de neve começou quando, por dias e dias, SCCP e SPFC se digladiaram pelo atacante nos microfones e bastidores. Um dizia estar por detalhes com o clube, outro que faltava apenas o jogador assinar. Foi quando, ainda mais que de repente, o Palmeiras surgiu do nada e anunciou a contratação de Dudu.

Daí, óbvio, a maré virou. Afinal, nós que acompanhávamos tudo a distância, comemoramos a chegada de um bom titular para a temporada 2015; enquanto isso, os torcedores dos outros dois clubes – que ficavam se alfinetando a cada mudança na negociação – mudaram totalmente de opinião e “agradeceram” ao Palmeiras pelo negócio.

Mas, convenhamos, nada mais natural.

Primeiramente porque, de fato, Dudu não é um fora de série. É um jovem com potencial, teve um início de carreira excelente no Cruzeiro, mas preferiu os euros da Ucrânia e desapareceu. Mesmo em 2014, sob a batuta de Felipão, foram apenas 5 assistências e 3 gols no campeonato nacional. No entanto, isso não faz dele um mau negócio. Longe disso. O atleta tem velocidade acima do normal (segundo Muricy Ramalho) e foi o melhor driblador da temporada passada (segundo o Footstats). Não sei o que pensam os outros, mas nós, definitivamente, precisávamos disso.

O segundo motivo é ainda mais implacável: a rivalidade. Nunca vai haver uma só contratação em que dois ou mais rivais se envolvam, sem que o lado que fique sem o possível reforço encontre defeitos na contratação. “Ele é enganação, é caro demais, tem menos de 1.70m, só atua bem em domingos de sol, usa Crocs, passa férias em São Vicente e blá blá blá”. Isso faz parte do mundo do futebol, é gostoso e ajuda a alimentar a mesa de bar e as redes sociais neste início de ano modorrento. Aliás, só lembrando o que o nonno do nostro nonno já dizia: quem desdenha quer comprar (ou melhor, queria).

Por fim, o terceiro ponto desta saga é todo pintado de verde e branco, e responde pela alcunha de “orgulho”. Exatamente isso que você leu: orgulho. Pode parecer exagero, mas quem é palmeirense sabe a importância de se entrar em uma negociação complicada como essa tantos anos depois, ver o clube agir em silêncio (interna e externamente) e conseguir sair vitorioso pra cima de outros que – por motivos variados – se acham constantemente acima do bem e do mal.

Em suma, sendo extremamente sincero, pode ter sido apenas uma boa contratação. Mas foi uma daquelas que sacode o mercado, lota a banca de jornal, faz o café da empresa parecer uma mesa redonda e faz crescer as nossas esperanças de um Palmeiras melhor em 2015.

Se vai dar certo ou não, só o tempo dirá. Ou alguém já se esqueceu o que já falaram sobre o incrível Pato ou internacional Álvaro Pereira? Fiquem a vontade, amigos: o chapéu – bem como o choro – é livre.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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