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Posts Tagged ‘seleção chilena’

Mais um jogo e mais uma vitória, Palestrinos.

Dessa vez com uma formação diferente, mais próxima do que pode ser o Palmeiras-2014. Lúcio mais uma vez titular na linha de três zagueiros, Wendel na direita para que o time jogue com um volante mais solto somente (Wesley) e o time trabalhando sempre pelas laterais (Mazinho/Marquinhos Gabriel e Leandro). Mas o destaque da partida, como costuma ser, foi Valdívia.

E olha que o chileno nem fez nada demais. Passou o primeiro tempo praticamente apagado até fazer o dele e entrar no jogo com suas famosas enfiadas em diagonal. Não foi aquele Valdívia que nós conhecemos, mas, comparado com Menezes, fica parecendo mesmo o Pelé Branco. O camisa 10 sempre foi supervalorizado – e, ao meu ver, não tem nenhum problema, que assim seja! Que encham a bola dele, ele faça suas jogadas na Copa e, após o Mundial, algum time europeu tire do Verdão por uma grana boa.

Já escrevemos aqui sobre o jogador. Sua qualidade é inegável e ele, de fato, pode resolver o jogo em um só lance. Mas dada a sua condição física, sua idade, seu alto salário e seu histórico de suspensões gratuitas, o melhor seria mesmo fazer algum dinheiro com Valdívia.

Antes de você começar a me xingar, sim, eu gosto do futebol do “Mago”. E adoraria contar com essa bola em todos os jogos do ano. O problema, no entanto, é que isso já se mostrou por diversas vezes um sonho. O treino dele tem que ser diferenciado, suas lesões demoram o triplo e, dada a atual política salarial do Palmeiras, é capaz de seu salário gerar descontentamento com o tempo.

Em tempo: não acho Bruno César mais jogador que ele, até porque são meias com estilos diferentes. Valdívia é inegavelmente mais técnico e plástico, enquanto o novo camisa 7 cai mais pela esquerda, tem mais velocidade e chuta de fora da área com frequência.

O técnico chileno, Jorge Sampaoli, já disse que conta com ele como titular na Copa do Mundo. E levando-se em conta que o Chile jogará diante de Espanha e Holanda, com algumas boas atuações é muito provável que algum bilionário louco do leste europeu se proponha a pagar alguns milhões pelo meia. Seria ótimo para o investidor (que gastou R$20 milhões na sua reaquisição), poderia ser melhor ainda para o atleta (menos jogos, mais dinheiro) e ainda renderia uma grana para nós pensarmos na compra de Kardec e outros reforços pontuais.

Por isso, quando Valdívia entrar em campo neste primeiro semestre, eu serei o primeiro a torcer por uma boa exibição. Afinal, a esta altura, a importância do Mago é muito mais financeira do que técnica.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Valdivia está longe de ser um exemplo, Palestrinos.

Usando uma expressão leve e recorrente, o camisa 10 é, no mínimo, polêmico. Nós mesmos já o crucificamos algumas muitas vezes durante os anos que ele joga pelo nostro Palmeiras. Seja pelas recorrentes lesões, pelos problemas extra-campo, por declarações ou pelo excesso de cartões bobos, ele já foi carrasco de si mesmo em diversas situações.

Naquele 10 de agosto de 2013, no entanto, Valdivia só foi honesto. Prestes a viajar com a seleção chilena, nos desfalcando por um jogo, ele aproveitou que estava pendurado com dois cartões amarelos e cavou o terceiro. Não com um pontapé, não com uma reclamação, ou uma mão boba na bola; levou o amarelo por atrasar sua saída de campo. Algo corriqueiro no mundo todo, quiçá aqui na América Latina. O seu pecado, no entanto, foi ter admitido o ato nos microfones.

“Burro”, dirão alguns mais exaltados. E de fato ele não precisava ter espalhado aos sete ventos o que premeditou dentro das quatro linhas. Mas, ali, frente à imprensa, ele apenas foi sincero.

“Não deixa de ser burro”, dirão os mesmos. E, sim, eles podem ter razão novamente. Afinal, pode-se muito bem usar o regulamento do futebol nacional e se apontar com o dedo em riste, o artigo que prevê punição a quem tenta ludibriar o árbitro com má fé. Seja fingindo um pênalti, fazendo cera, metendo um gol de mão ou… cavando um cartão.

O maior problema, para mim, é que este é um cartão tão estúpido quanto àquele erguido contra quem tira a camisa na comemoração do gol. Esse cartão pertence a mais uma daquelas regras que pune o futebol. Que cala a emoção, proíbe o riso, automatiza seres humanos. É como se punissem alguém por não ter omitido algo que todos sabemos o que foi. É estrangular um pouquinho mais o esporte que tanto amamos.

No entanto, gritarão os defensores da moral e ética que o que está combinado não sai caro. E, de fato, não sai. Mas que sai chato pra cacete, isso sai.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Eram corridos 32 minutos do segundo tempo, Palestrinos. Àquela altura, o Palmeiras já havia conseguido virar o jogo diante do Paraná, Kleina viu que Valdivia estava cansado e resolveu sacar o chileno de campo.

Porém, ao perceber que seria substituído e que não havia recebido até então o cartão amarelo que o deixaria fora da partida diante do Joinville, amanhã, quando ele estará na Dinamarca para jogar por sua seleção local, o Mago fez o que podia e cavou o mesmo. Na base da cera, demorou tanto para sair do gramado, que o árbitro lhe deu o esperado amarelo – eternizado pela imagem acima.

O problema – se é que pode-se chamar um absurdo deste dessa maneira – foi que o sempre tão prestativo STJD disse que pode suspendê-lo pelo ato. De 1 a 6 jogos, por tentar ludibriar a regra do jogo. Ou seja: por ser punido justamente, Valdivia pode ter a punição que tantos que lhe dão botinadas quase nunca recebem.

Veja bem, o caso não se trata da Lei de Gérson. Levar vantagem é fazer algo ilícito, proibido pela lei do jogo. É como usar a mão em um momento que não é permitido, é como cotovelar ou até catarrar em um adversário, é como dar um carrinho por trás para brecar um contra-ataque… estão comparando o que Valdivia fez com algo digno de punição duríssima. É ou não é um absurdo?

Só para efeito de comparação, o jogador do Bragantino que agrediu o Mago neste lance aqui, tomou apenas um jogo de punição. E o meia, que apenas enrolou para sair de campo – o que poderia punir o Palmeiras com um gol sofrido, por exemplo, nos acréscimos advindos desta artimanha – pode tomar uma punição 6 vezes maior.

Sinal claro de que existem, sim, atletas que são punidos por sua fama. Afinal, mesmo quando a arbitragem age com correção, o famoso tribunal resolve aparecer de maneira equivocada. Fosse Mendieta a enrolar ali naquela situação, duvido que o STJD iria atrás do lance para puní-lo…

Siamo Palestra!

ROJAS.

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