Feeds:
Posts
Comentários

Posts Tagged ‘SEP’

Vitória, Palestrinos!!!

Sofrida, suada e por isso mesmo deliciosamente heróica. A verdade é que, quando Fernando Prass pegou a cobrança de Petros, fez muito mais do que nos classificar para a final do Paulistão: fez renascer aquele Palmeiras que não tem medo de ganhar.

Sem exagero algum, essa é uma vitória que tem o poder de afastar para bem longe a década passada e todas as dragas que passaram por aqui – seja dentro ou fora de campo. Até porque o que vimos dentro de campo neste domingo, foi um time que quis vencer a qualquer custo. Sem medo, sem fraquejar, sem sentir a pressão. Saiu na frente, recuou, tomou a virada, mas teve fome de ir ao ataque para empatar e levar nos pênaltis.

Claro que isso não quer dizer que temos um esquadrão. Estamos anos-luz de ter de volta a Era Parmalat e uma nova Academia. Mas quando os resultados vêm, cria-se um ambiente fácil de se sentir (embora difícil de se explicar) onde tudo fica mais real e palpável.

São vitórias como esta e como a obtida diante do SPFC, poucas semanas atrás, que constroem uma equipe e uma torcida confiantes. São triunfos como estes que criam aquele clima que nos acostumamos na década de 90 de que, sim, sempre é possível. São tardes como a de ontem que fazem 15 milhões de fanáticos recuperarem a força – até porque o orgulho não se foi.

Vibremos com Prass. Comemoremos com Rafael Marques. Lutemos com Gabriel. Infernizemos com Dudu. Criemos com Cleiton Xavier. E, óbvio, busquemos este título diante do Santos a partir do próximo final de semana.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

Engana-se quem pensa que sábado ganhamos apenas do Audax, Palestrinos. Afinal, em um único dia saímos de campo seguros de termos ganho três pontos, um elenco de qualidade e um capitão atuante.

Dentro de campo, os primeiros 45 minutos foram surpreendentemente bons. A saída de bola que era torta em 2014, parece muito mais leve este ano. Tanto que em três lances seguidos, as jogadas que começaram nos pés de Victor Hugo (bela estreia), passaram por Gabriel ou Renato, chegaram em Allione e foram parar dentro da área do adversário. Duas foram pro fundo da rede graças a boas finalizações de Leandro Pereira e Robinho; já a outra Maikon Leite conseguiu colocar em órbita.

Mas, no geral, a primeira etapa serviu para mostrar um time que sabe tocar a bola e utilizar a velocidade que tem. O que, aliás, deve melhorar e muito com a entrada de Arouca, Dudu, Alan Patrick e – quem sabe – Valdivia. Grupo que nos dá a plena certeza de ter algo que não temos há muitos anos: um banco de qualidade. Com jogadores como Nathan, João Pedro, Renato e Robinho brigando para entrar na equipe, Oswaldo vai poder descansar atletas em alguns jogos menos importantes, além da óbvia briga por posição não deixar ninguém se acomodar.

Por último, o assunto que parece ter tomado da mídia desde o dia de ontem: o discurso de Zé Roberto. Noves fora o vocabulário e levada de pastor evangélico, é impossível não ter se empolgado com as palavras do nostro novo capitão. Afirmar que o Palmeiras é grande e que essa retomada passa pela entrega deste elenco foi um ponto mais do que positivo do camisa 11.

Se ele vai aguentar a correria da lateral aos 40 anos, eu não sei. Mas que faz bem ter toda essa experiência a nostro favor, isso faz.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

Talvez o ano de 2014 não nos tenha deixado grandes referências sobre o futebol argentino, Palestrinos. Mas, mesmo assim, o título conquistado ontem pelo Racing pode ensinar muita coisa ao Palmeiras.

A começar pelo capítulo “ídolos”. Afinal, após dez anos sem títulos nacionais, o clube de Avellaneda foi atrás de sua maior referência recente: Diego Milito. Depois de deixar seu clube natal em 2004 e passar por muitas temporadas de sucesso na Itália, foi ele quem fez o time e a torcida comprarem a ideia de que o jejum poderia chegar ao fim. E muito embora ele tenha feito apenas seis gols em 19 rodadas, colocar nele a imagem de peça fundamental não é exagero para um elenco que era praticamente o mesmo do ano anterior.

O que nos leva ao segundo capítulo, “as finanças”. É óbvio que o atacante de 34 anos não voltou para a casa para jogar de graça (certamente teria mercado na Ásia e no Oriente Médio), mas também é certo que topou receber um salário muito abaixo do nível europeu. E para isso acontecer, a ligação emocional foi o ponto de partida – não tenham dúvidas. Quando se traz de volta um craque, é mais fácil envolver investidores, pedir a ajuda da torcida e até comover o atleta com seu passado.

Passado este que, para o Racing, não estava sendo muito vitorioso. Para se ter uma ideia, antes de quebrar o atual jejum, o clube passou por outro muito maior: foram 35 anos até o garoto Milito, então vindo da base, ajudar a equipe a conquistar o Torneo Apertura de 2004. Mas é preciso acreditar sempre, e a mentalidade da diretoria do clube ajudou na mudança de ventos do futebol profissional. Este, aliás, é o terceiro capítulo da lição: “mentalidade vencedora”.

Embora ambos sejam chamado de Academia, a intenção deste post não é comparar a histórias dos clubes em si – até porque somos um dos maiores da América, enquanto que eles estão apenas chegando ao top argentino. O momento de ambos, no entanto, é parecido. E é preciso aprender com o sucesso dos outros para que também se tenha sucesso.

A Sociedade Esportiva Palmeiras é centenária, conta com 15 milhões de torcedores apaixonados, já revelou muita gente boa e certamente tem grandes craques espalhados pelo mundo com vontade de jogar no Verdão por ser seu clube de coração (Hulk e Marcelo são exemplos). Ou pensamos com o tamanho que temos ou vai ficar difícil levantar uma taça importante novamente.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

IMG-20141207-WA0015

O sorriso da Luisa é lindo – e contra fatos não há argumentos. No entanto, infelizmente esses dentinhos perfeitamente alinhados não estão sorrindo PELO Palmeiras. Estão sorrindo APESAR dele.

Não que ela saiba o que está acontecendo. Por sorte, seus menos de dois anos ainda não permitem que ela saiba o que anda passando dentro e fora dos jardins outrora suspensos da Água Branca. O que não deixa, em absoluto, o sorriso da Luisa menos lindo e ainda muito mais esperançoso para todos nós palmeirenses.

Acontece que quando o pai dela comemora, ela comemora junto. Faz festa, bota a camisa, grita “Tumelas”, entoa até um “Olê Porquinho” (ela ama porquinhos). O problema é que tanto o pai quanto o tio e o avô dela têm feito pouca festa ultimamente. Para nós, o sorriso lindo da Luisa é hoje muito mais um alento do que qualquer outra coisa.

A verdade é que todos os 15 milhões de palmeirenses querem voltar a sorrir lindamente como a Luisa. Mas, depois de certa idade, fica impossível achar graça do que não tem. E o que aconteceu no último domingo verteu muito mais lágrimas de tristeza do que manifestações de alegria genuína.

Afinal, se salvar dá alívio – mas não é nada além disso. É como o remédio que ameniza, mas não cura; é tormenta que passa, mas deixa estragos; é chuva que cessa, mas fez enchente. E faz mais de uma década que assistimos quase que anualmente a tempestade chegar sem ter o que fazer. Nos protegemos, blindamos e esperamos a pancada tentando fingir para tantas Luisas por aí que não é nada, que é bobagem, que há de passar. Nós, os adultos alviverdes, andamos sofrendo da síndrome do palhaço: sorrimos por fora, mas choramos por dentro.

E, definitivamente, não dá mais. Porque a gente aguenta sofrer, mas não quer se acostumar com isso. A gente criou casca – e das grossas, visto a presença maciça nas arquibancadas –, mas tá doendo mesmo assim. Tá doendo muito. A comemoração vista no Palestra Itália no último jogo desta temporada foi de puro desespero e vergonha, sem qualquer traço de alegria pueril (essa mesma que emoldura o rostinho angelical da Luisa).

A verdade é que o palmeirense quer voltar a sorrir. Chega de tantas administrações de mentira, tantas contratações que desfalcam, tantos Messias que viram Judas. Chega de falsas promessas, de apostar em roleta-russa, de fechar os olhos pra realidade. É preciso mudar de verdade pra surtir efeito. É preciso mudar (quase) tudo para voltar a ser campeão. É preciso recomeçar pra gente finalmente voltar a sorrir.

Assim como sorri tão lindo a minha sobrinha Luisa.

Olê, Porquinho!
Avanti, Palmeiras!
Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

A notícia saiu hoje e deixou muita gente surpresa, Palestrinos: segundo ranking publicado pelo Yahoo! (clique aqui para ver), o Palmeiras é 2a equipe que mais vende camisas de futebol infantis no Brasil.

Sim, é isso mesmo. E, sim, isso inclui clubes de dentro e fora do país. Os números oficiais mostram que somente o Barcelona de Messi e Neymar vende mais camisetas para a criançada brasileira – com SEP, City, Flamengo e United formando o Top 5.

Pode parecer loucura pelo momento, mas tenho ao menos três bons argumentos que comprovam que esta reportagem faz todo o sentido:

  • Adidas: a própria fornecedora alemã já divulgou por diversas vezes que somos o clube que mais vende aqui e um dos que mais vende no mundo. Não a toa, este ano deve ter lançado ao menos 6 camisas diferentes – todas com recordes de venda.
  • Estádio: quem vai aos jogos, sabe que a criançada tem tomado conta do Pacaembu. O número de pequenos nas arquibancadas e cadeiras laranjas tem aumentado a cada partida sendo a ser tocante.
  • Centenário: só se completa 100 anos uma vez na vida. E é certo que uma data tão simbólica ajuda a alavancar o número de camisas vendidas.

Eu mesmo tenho a mania de presentear filhos de amigos palmeirenses com o nostro manto. O faço com total prazer, coloco o nome atrás e tenho plena certeza de que um presente destes tem valor inestimável para crianças. Além disso, a inocência dos pequenos permite que eles separem o resultado de dentro de campo com o fato de pertencer a um grupo – festejando com milhões de outros iguais a eles.

De qualquer forma, ficam agora dois pontos importantíssimos a serem considerados por esta ou pela futura diretoria. O primeiro deles é uma maneira de pensar neste público, criando ações que os fidelizem e divirtam dentro e fora do estádio, além de dar vantagens (um “Avantizinho”, por exemplo); já o segundo é lembrar que eles, mais do que ninguém, precisam de ídolos (Valdivia, Prass, quem mais?) e para isso precisamos de jogadores de qualidade.

Outro ponto é usar isso com argumento para a provável renovação de contrato com a Adidas, já que eles andam querendo pagar o mesmo para nós do que pagam para o insignificante Fluminense. Que coloquem os papéis da mesa…

Por fim, que todos continuemos com o ótimo trabalho que temos feito.
Filho de palmeirense, palmeirense é.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

Há razões para amar, Palestrinos.

E ninguém gosta mais de racionalizar os sentimentos do que nós, os irracionais seres humanos. Preocupados em convencer a todos (e a nós mesmos) de que o que sentimos tem fundamento, passamos incontáveis horas enumerando os motivos de amar.

Amar o Palmeiras, no entanto, é inexplicável.

Eu mesmo poderia escrever aqui uma centena de motivos pelo qual amo a centenária Sociedade Esportiva Palmeiras. É o time do meu pai, do meu irmão e do meu falecido Tio Chico (que, mais velho, foi quem deu início a essa loucura toda na família); é o time que cresci vendo ganhar de tudo e de todos; é o ponto que unia meu pai e meu irmão por pelo menos quatro horas todos os finais de semana (e ainda nos une por horas e horas pela distância do telefone, graças a San Gennaro)…

Motivos, de fato, não faltam.
Mas quem, em sã consciência, explica o amor?

Um sentimento tão forte que eu não sei ilustrar se gosto de futebol por causa do Palmeiras ou se é o inverso. Uma força tão grande que eu não sei se minha cor favorita seria o verde se não fosse pelo Verdão. Algo tão incrível que me faz pensar se os domingos e quartas fariam algum sentido não fosse pelos jogos sempre decisivos.

Meu maior ídolo na vida – podendo ser um cantor, ator ou inventor – é um goleiro. As maiores história que já ouvi são sobre duas Academias. Meu lugar predileto neste mundo é a arquibancada. E meu mantra de paz e energia começa com “Quando surge o alviverde imponente”.

Da mesma forma, minhas maiores decepções vêm do meu maior amor. Quantos gols no último minuto, quantas bolas traidoras, quantos jogos oferecidos a outros que não a mim, quanta expectativa jogada fora depois de 90 e tantos minutos de terno otimismo?

Isso é futebol.
Ou melhor, isso é Palmeiras.

Que como todo bom amor, tem apelidos (Verdão, Verde, Verdugo, Porco, Palestra, Parma, Parmera). Que como todo grande amor, tem lembranças inesquecíveis (aquele Paulista de 93, os 102 gols de 96, a Copa do Brasil de 98, a Liberta de 99, o golaço do Sampaio em 94, o de Alex em 2002, o gol feio e decisivo do Betinho em 2012). Amor que traz até aquilo que não vi (a Arrancada Heroica, as Academias, a temida fila). Amor que, eterno como só ele, já me fez cruzar fronteiras físicas e emocionais para ganhar um afago em forma de gol.

E pensar que esse amor não é só meu não me deixa ciumento. Pelo contrário. O Palestra é o amor de milhões. Se 12, 15 ou 18, tanto faz. O Palmeiras é poliamor. Por amor. Pelo amor! Daqueles tão irresistíveis que, por medo de perder, a gente aceita como é. Eleva suas inúmeras qualidades e diminui seus incontáveis defeitos.

Afinal, não dizem por aí que o amor é cego?

E olha que meu amor tem me maltratado muito nos últimos anos. Admito de peito aberto e consciência pesada. Ele tem ignorado a minha presença, desprezado meu carinho, me dado mais cabelos brancos do que verde-esperança no coração. Tem abusado da minha paciência e, sem reticências, brincado com a minha emoção.

Só que eu amo. E como amo esse meu Palmeiras!
Fico cego, surdo, embora jamais mudo por ele.

Que é capaz de matar meu humor durante as melhores férias do mundo e de transformar uma segunda-feira modorrenta no dia mais esperado do ano. Que me faz guardar ingressos como quem guarda aquele papel de bombom do primeiro encontro. Que me faz pular na chuva como quem pular em um show. Que me faz ajoelhar no cimento, orar contra o sofrimento, dançar sozinho dentro do carro em movimento.

Ah, Palmeiras, como eu te amo.

Você é Divino. Santo. É Oberdan, Junqueira, Romeu, Dudu, Leão, Luís Pereira, César Maluco, Servílio, Heitor, Sampaio, Cléber, Rivaldo, Evair, Edmundo, é Tonhão e Galeano dando carrinho por todo canto! É classe A mesmo com time B, é vencer mesmo com Mustafá.

Você é Palestra Itália. Parque Antarctica. Os Jardins Suspensos da Água Branca, o Allianz Parque, nostra Arena, a Arena Santa. Você sempre será minha casa, ainda que mudem sua fachada, estrutura, design, desenhos e planta. O bom filho a casa torna e retornaremos em breve para suas entranhas.

Você é amor.
Centenário. Milenar. Interplanetário.

100 anos de história. De lutas e de glórias.
Te amo, meu Verdão!

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

palestra

Sociedade Esportiva Palmeiras. 100 anos de luta, trabalho, bom futebol e algumas centenas de conquistas.

O time da Arrancada Heroica, das duas Academias, do Bi-Paulista e Bi-Brasileiro, dos 102 gols. Campeão da cidade, do estado, do país, da América, do Mundo.

Clube que nasceu italiano, virou brasileiro e se tornou tão internacional que 15 milhões de torcedores se espalharam pelo planeta. Gente que leva e eleva o verde e o branco a patamares nunca antes imaginados.

O problema destes fanáticos é que o “Campeão do Século XX”, hoje, está a séculos de conseguir ser campeão novamente. Seja do que for e onde for.

Nós não nos apequenamos. Mas nos apequenaram.

São Paulos, Luizes, Robertos, Mustafás, Afonsos, Hugos, Gilbertos e Josés. São um bando de Zé Manés. Uma corja formada por quem quer estar no comando, mas não sabe comandar nem o próprio carro de luxo.

São administrações terríveis, falta de planejamento, intrigas políticas e pessoais que jamais poderiam estar acima de uma instituição tão grande. E aí, toda a sociedade esportiva chora pelo Palmeiras.

Nossa defesa tem sido facilmente vazada. Nossa linha anda magra e nossos atacantes, de fato, só têm raça. E a torcida, mesmo que mal tratada, ainda canta e vibra. Com a diferença que hoje, o fazemos em busca de mudanças.

Durante os 90 minutos somos coração. Mas antes e depois deles, somos voz ativa. Não subestimem milhões de apaixonados que, embora sejam levados pelo coração, pensam demais no futuro do amor de suas vidas.

Queremos, sim, nos livrar das dívidas. Mas também queremos um time competitivo. Queremos craques. Queremos de volta um futebol minimamente vistoso. Queremos ter um ano de esperança por taças, não por milagres anti-rebaixamento. Pense bem: nosso último lampejo de bom futebol foi em 2009. Cinco anos seguidos de futebol pobre. É pouco para nós, é nada para a nossa história vitoriosa.

Sabemos, sim, que está difícil superar as dificuldades econômicas. Mas será possível que não conseguimos receita no ano do nosso centenário? Será possível ver craques como Del Piero na Austrália ou belos centroavantes como Milito no Racing, pensando que nós não pagaríamos melhor e ofereceríamos mais condições? Falta trabalho, falta preparo.

E aqui não é falar de A ou B: é falar de todos. De um alfabeto inteiro de analfabetos administrativos. Gente que diz ter o Palmeiras no peito, mas que não deixa nem um pouco de verde para o cérebro. É tanto ego e tanto bolso que nem cego deixaria de ver o tamanho desse calabouço.

Somos gigantes – e gigantes, meus amigos, não morrem. Estamos apenas em coma induzido por doutores sem diploma. Chegou a hora de acordar de vez. Chegou a hora de, uma vez por todas, voltar a ser Sociedade Esportiva Palmeiras.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

Older Posts »