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Nós voltamos, Palestrinos.

Pela segunda vez e sem jamais, de fato, ter ido. Mas voltamos.

Sem festa, sem frenesi e sem fechar avenida. Mas voltamos.

Sem barulho, sem badalação, sem embalar. Mas voltamos.

E voltamos porque somos Palmeiras. Não porque tivemos um time melhor, não porque os adversários eram fracos demais, nem porque era obrigação. Não voltamos porque a torcida abraçou o time e o time abraçou a torcida; voltamos porque o Palmeiras nos abraça.

Voltamos porque, por mais que as estatísticas frias e cegas nos rebaixem dizendo que fomos, que caímos e que cairemos de novo se nada mudar, a força e história de uma Societa Sportiva Palestra Italia é muito maior do que números e opiniões.

Voltamos dentro de campo e voltamos também fora dele. Somamos pontos e vitórias suando em campo, mas somamos ainda mais alegrias e esperança de um futuro melhor vendo tantos sorrisos moleques de crianças e adultos na arquibancada.

(E nem venha me dizer que meia dúzia de imbecis picharam, xingaram e cobraram, porque, acima de tudo, eles não são Palmeiras. Nós – os que entendem as limitações, apoiam as mudanças e torcem o coração até ele virar o mais forte dos músculos – é que somos.)

Voltamos porque aqueles números na camisa – seja ela amarela, verde ou branca – dizem pouco ou quase nada se comparados ao escudo que fica no lado oposto do manto. Pelas cores, pela bandeira, pela crença, pelo credo, pela dor e pelos cantos. Voltamos porque, em bem da verdade, quem foi Seleção Brasileira jamais será segundo segundo escalão.

Voltamos porque somos grandes, gigantes, imensuráveis. E porque se a dureza do prélio não tarda, temos certeza de que nostro Palmeiras estará no ardor da partida, transformando a lealdade em padrão. Voltamos, Palestrinos, porque sabemos levar de vencida e mostrar que, de fato, somos campeões. Volta, Palmeiras.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Era corrido o ano de 2003. 2003, vocês, sabem. O fatídico ano em que perambulamos pela Série B do Brasileiro. Mas sem dúvidas um ano bastante especial.

Fechada mais do que nunca com a equipe de Jair Picerni, a torcida lotou todos os jogos dentro e fora de casa. Eu, meu pai e meu irmão fomos em quase todos os jogos daquele campeonato, exceção feita aos dois contra o Botafogo aqui em São Paulo.

E o próximo sábado seria mais do que especial. Recebendo o Marília em casa, o Palmeiras poderia vencer, chegar a 10 pontos e ficar a apenas 3 da volta à Série A. Já na terça-feira compramos os três ingressos e a expectativa era, claro, de festa no Palestra. Mas por falar em festa…

– Filho, que dia é o jogo?
– Sábado à noite, pai.
– Cazzo, é o aniversário da sua mãe!

Isso mesmo, palestrinos, era aniversário da mamma. E na ânsia por ver o Verdão, nós nem havíamos percebido! Meu pai logo disse pra eu e meu irmão irmos, que ele ficaria em casa com ela e etc. Era injusto. Mas, vá lá, algo especial aconteceu.

Percebendo toda àquela movimentação suspeita, minha mãe me acuou e eu entreguei: tinha mesmo jogo. E já tínhamos os ingressos. Mas o pai não ia, claro que não. Quando voltássemos teria um jantar feliz. Só que ela foi mais rápida: “E não tem ingresso pra mim?”.

Nem preciso dizer que corri pro Parque, troquei as 3 arquibancadas por 4 numeradas descobertas, paguei a diferença e fomos ao jogo. Que por sinal foi 2 a 0, gols de Baiano e Lúcio!

Sem dúvidas, aquele 15 de novembro foi inesquecível.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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