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Posts Tagged ‘Série A’

Chegou o ano do centenário, Palestrinos.

Um ano sempre muito esperado, cercado de expectativas, desejos e significados. Ainda mais em se tratando do nostro Palestra! 100 anos de uma história linda, iniciada com muito suor por imigrantes italianos e que seguiu cheia de lutas e vitórias – como em 1942, quando mudamos de nome, mas vencemos o título.

Mas essa data traz consigo um grande problema: o de querer viver 100 anos em 1.

No afã de querer vencer e atender os anseios e pressão da torcida, os clubes costumam gastar demais e pensar de menos. Esse mal já acometeu muitos times brasileiros, tanto que alguns deles falam até em “maldição do centenário”, lembrando que o ano em questão foi perdido. Mas o Verdão, já está bastante claro, não embarcou nessa.

Trouxemos reforços humildes, deixamos de renovar com quem pediu muito e o ano que era pra ser incrível promete ser modesto. A diretoria não abriu a boca, mas já está claro que a ordem é botar ordem na casa – principalmente nas contas. O ano de ostentar virou ano de se arrumar.

Eu, pessoalmente, concordo com o que Nobre tem feito. ou alguém aqui acha normal um jogador medíocre como Vilson querer salário de Europa? Ou tá tranquilo o Leandro, que ganhava 40 conto, querer 300?! Márcio Araújo ganhando 200 e querendo aumento… Algum dia alguém, algum presidente mais consciente, teria que fazer isso. Fico feliz que tenha sido agora! Vide o desespero de Grêmio e Curintia para equalizar os gastos que não renderam em 2013… e o nostro caso é ainda pior: não é sobre um ano mal administrado, é sobre 99.

O perigo claro está em cair na desgraça, não ganhar nada e, na hora do vamos ver, entrar um presidente que apague tudo o que está tentando ser feito. No futebol, o dentro de campo influi muito mais do que o que está fora dele. Mas vamos confiar em um time com fibra e vontade que, se San Genaro ajudar, poderá contar com o brilho dos poucos que podem fazer a diferença para nos dar alegriar em 2014.

Daqui do meu lado, repito, acho um erro querer viver cem anos em apenas um. Prefiro me arrumar neste e comemorar os próximos 20 mais sossegado.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Lá se vai mais um ano triste para nós, Palestrinos.

Mais um ano modorrento, totalmente esquecível e abaixo do que merecemos. Mais um ano em que fomos quase tudo o que não queremos e merecemos ser – e onde escrevo “quase tudo”, leia-se que ao menos tivemos honra.

Sim, honra. porque em tempos de STJD mediando resultados obtidos dentro de campo, jogar a Série B e voltar à Série A do Brasileirão sem precisar de qualquer ajuda se torna praticamente uma qualidade – onde escrevo “qualidade”, leia-se que nada apaga a incompetência que nos levou duas vezes em dez anos ao limbo.

2013 foi um ano em que tivemos a certeza de que deve-se pagar pelos erros cometidos da melhor maneira possível. Jogar e vencer uma divisão inferior foi, sim, obrigação, mas também pode ter sido sinal de um renascimento tardio – e por “renascimento tardio”, leia-se ter um 2014 digno de um dos maiores times do mundo.

O que nos deixa com um grande pé atrás é justamente essa insegurança com o futuro. Ano que vem é ano de centenário, mas a verdade é que, quem acompanha, sabe que não teremos grandes mudanças no elenco. Em 2014, continuaremos sendo medíocres – e por “medíocres”, leia-se um elenco limitado, que terá seu desempenho jogado ao sabor do vento (ou da sorte, chame como quiser).

Em bem da verdade, o que me fez escrever este post foi justamente a mistura entre a palhaçada que assistimos ontem no Rio de Janeiro e uma breve leitura nas notícias de hoje do Palmeiras (renovações emperradas com todos os jogadores). Se por um lado me orgulho de pagar pelo que devo, por outro me preocupa ter que ser o Fluminense do ano que vem – e por “Fluminense do ano que vem”, leia-se rebaixado novamente.

Enfim, espero que essa diretoria que tem ao menos tentado fazer diferente até agora, entenda a diferença entre a tentativa e o mundo real. Trabalhar com salários mais baixos e bonificações por metas é louvável; a merda é fazer isso a ferro e fogo, correndo o risco de ficar com um elenco sub-20 no ano que vem. E nem escrevo isso pelo centenário: escrevo pela nossa sobrevivência – e por “sobrevivência”, leia-se um 2014 do tamanho que merecemos.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Lembram-se quando o embreagado Luiz Fernando Vanucci disse, ao final de Copa do Mundo de 2006, que a África do Sul era logo ali, Palestrinos? Pois bem, de certa forma ele tinha razão.

Assim como têm razão todos aqueles que dizem que é preciso afinar o Palmeiras para o ano que vem. O que Vanucci e estes muitos outros não disseram claramente é que, antes de mais nada, é preciso se preparar para o que está acontecendo agora.

É sabido que começamos bem a Série B (9 pontos para o quarto colocado é uma bela diferença) e também não é segredo para ninguém que o nosso próximo adversário na Copa do Brasil já não é o mesmo há alguns anos. No entanto, antes de pensar em ano do centenário, precisamos pensar nestas duas competições ainda em 2013.

Dentro de campo, Gilson Kleina já começou a afinar a equipe com o que tem: desistiu de algumas improvisações, firmou Vilson na vaga do lento André Luiz e já posicionou Alan Kardec como nostro 9 oficial. Fora dele, a diretoria se incumbiu de se livrar de algumas tranqueiras como Weldinho, liberou jovens por empréstimo para que ganhem confiança e já negocia a renovação de Leandro por mais 1 ano.

O que falta, portanto? Falta procurar, ao menos, mais um zagueiro, um lateral-esquerdo com bastante urgência e mais um jogador de área – quando Kardec não jogar, vai ser complicado confiar em “Caiotelli” logo de cara. Ah! E, óbvio, definir esta tal condição de Wesley – R$350 pau por mês é muita grana, mas emprestar um titular pra um clube pequeno e ainda por cima para não receber nada em troca é inadmissível…

Agora, antes de tudo isso, tem que subir. E dá, sim, pra brigar pela Copa do Brasil. O que não podemos é esquecer do hoje pensando só no amanhã; a Série B está só começando e, se afrouxar, vai dar problema.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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O mundo dá voltas, Palestrinos. E se para alguns de nós ele gira a favor, para outros ele faz questão de girar contra.

Quando acontece dele girar contra, eu prefiro pensar que é para se aprender. É este, na minha opinião, o motivo de mais uma queda nossa: dez anos se passaram, nada mudou e fomos punidos novamente. Da mesma forma, acho que agora o mundo está dando uma bela lição em Hernán Barcos.

Aliás, que fique bem claro logo de saída, este não é um post revanchista (a imagem acima vale mais pela piada do que pelo texto). Eu, inclusive, fui fã fervoroso do argentino enquanto ele esteve por aqui – uma das provas cabais é essa. Mas, se tem um ponto desta negociação nebulosa que eu nunca entendi, era o argumento da “visibilidade para continuar a ser convocado pela seleção argentina”.

Pois bem, Hernán, você se foi. Acreditou no “pojéto” do Grêmio, debandou para o Sul esperando conquistar títulos e… nada aconteceu. Caiu no Gauchão, caiu na Libertadores e está capengando no Brasileiro. Seus gols rarearam, mesmo que você ache – com certa razão – que Elano e Vargas te dariam mais bolas que Valdivia e Vinicius. Na essência do futebol, nada de errado; você decidiu correr o risco.

Agora, se tem uma coisa que você precisava ter entendido antes de mais nada é que, para competir com Lavezzi, Higuaín e Agüero, você sempre precisou de duas coisas: fazer uitos gols e estar na mídia. O primeiro item, infelizmente, não tem como garantir; mas o segundo já era bem previsível.

Sem querer bancar o “EU JÁ SABIA”, mas já bancando, copiei apenas um argumento dos 9 que enumerei para você ficar:

“5) Série B, aqui, é A – Jogos semanais na televisão. Cobertura total da mídia. Times competitivos. Se você acha que jogar a segunda divisão vai te tirar de foco, caro Pirata, pode pensar de novo porque acontecerá exatamente o contrário. Pergunta lá pro Sabella!”

Pois é, Pirata, o mundo girou. O pojéto falhou. O #tamoxunto virou #cadaumnasua. E as suas convocações – ao contrário do que vem acontecendo com alguns meninos da base, Henrique, Leandro, Valdivia, Mendieta e, agora, Erguren – nunca mais voltaram a acontecer.

Sem ressentimentos, tá bom?
Só fica aqui uma aula sobre visibilidade e futebol brasileiro.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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