Feeds:
Posts
Comentários

Posts Tagged ‘serie b’

Eis o enigma da vez, Palestrinos: Leandro rende mal porque nunca foi bom ou nunca foi bom porque rende mal?

Afinal, já não é de hoje que o atacante vem apresentando um futebol bem abaixo das expectativas. Sendo realistas, desde o término da Série B ele ainda não fez um jogo memorável sequer – e olha que já estamos em agosto de 2014.

O descontentamento da torcida é geral. E ontem, diante do Avaí, isso ficou mais que aparente. Quando Leandro deixou o gramado, substituído por Mouche, a massa presente ao Pacaembu comemorou como se fosse um gol. Conversando com amigos nos últimos dias, percebi que existem duas correntes sobre a fase do camisa 38.

  • A primeira diz respeito a sua qualidade técnica: para esses, Leandro não é nada demais. Fez bons jogos no ano passado porque os adversários eram mais fracos e a facilidade com a qual o Grêmio o deixou sair deixa claro que ele nunca foi grande coisa.
  • A segunda parte dos torcedores incorre na vontade do atleta: para estes, Leandro deixou de render por causa de sua displicência. Argumentam que ele corre de menos, firula demais e anda desmotivado.

Eu, pessoalmente, acho que é uma mistura das duas coisas.

Que Leandro não é craque está mais do que óbvio; fosse ele um jogador tão acima da média, de fato o Grêmio jamais o venderia com apenas 20 anos de idade. No entanto, o jogador também está longe de ser um cabeça de bagre. É aí que entra a parte da má vontade: ele realmente parece não ter consciência da importância que tem em campo. Com companheiros mais limitados, sua técnica e improvisação com dribles podem ser importantíssimas para a equipe – o problema é que ele não liga pra isso.

Enfim, Leandro está mesmo merecendo o banco de reservas. Mas que seria importante recuperar um jogador que custou 5 milhões de Euros aos nossos cofres, isso seria.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Anúncios

Read Full Post »

Lá se vai mais um ano triste para nós, Palestrinos.

Mais um ano modorrento, totalmente esquecível e abaixo do que merecemos. Mais um ano em que fomos quase tudo o que não queremos e merecemos ser – e onde escrevo “quase tudo”, leia-se que ao menos tivemos honra.

Sim, honra. porque em tempos de STJD mediando resultados obtidos dentro de campo, jogar a Série B e voltar à Série A do Brasileirão sem precisar de qualquer ajuda se torna praticamente uma qualidade – onde escrevo “qualidade”, leia-se que nada apaga a incompetência que nos levou duas vezes em dez anos ao limbo.

2013 foi um ano em que tivemos a certeza de que deve-se pagar pelos erros cometidos da melhor maneira possível. Jogar e vencer uma divisão inferior foi, sim, obrigação, mas também pode ter sido sinal de um renascimento tardio – e por “renascimento tardio”, leia-se ter um 2014 digno de um dos maiores times do mundo.

O que nos deixa com um grande pé atrás é justamente essa insegurança com o futuro. Ano que vem é ano de centenário, mas a verdade é que, quem acompanha, sabe que não teremos grandes mudanças no elenco. Em 2014, continuaremos sendo medíocres – e por “medíocres”, leia-se um elenco limitado, que terá seu desempenho jogado ao sabor do vento (ou da sorte, chame como quiser).

Em bem da verdade, o que me fez escrever este post foi justamente a mistura entre a palhaçada que assistimos ontem no Rio de Janeiro e uma breve leitura nas notícias de hoje do Palmeiras (renovações emperradas com todos os jogadores). Se por um lado me orgulho de pagar pelo que devo, por outro me preocupa ter que ser o Fluminense do ano que vem – e por “Fluminense do ano que vem”, leia-se rebaixado novamente.

Enfim, espero que essa diretoria que tem ao menos tentado fazer diferente até agora, entenda a diferença entre a tentativa e o mundo real. Trabalhar com salários mais baixos e bonificações por metas é louvável; a merda é fazer isso a ferro e fogo, correndo o risco de ficar com um elenco sub-20 no ano que vem. E nem escrevo isso pelo centenário: escrevo pela nossa sobrevivência – e por “sobrevivência”, leia-se um 2014 do tamanho que merecemos.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

O Palmeiras é um gigante, Palestrinos. Mas é um gigante em dificuldades.

Combalido por tantas falhas administrativas ao longo dos últimos 99 anos, já faz algum tempo que temos nostros muitos problemas. Problemas esses que pesam no bolso, refletem no campo e machucam no peito. Problemas que, embora superáveis, vêm nos superando. É por essas e outras que temos que aguentar ano após ano elencos medíocres, jogadores pouco confiáveis, grupos que oscilam emocional e funcionalmente.

Ontem, em Belém, tivemos apenas mais um exemplo de grupo pouco confiável. Um time que, tendo carimbado o acesso à Série A, simplesmente se desinteressou. Um elenco que, salvo raríssimas exceções, não tem fome de jogar. Afinal, desde aquele empate sem gols diante do São Caetano, no Pacaembu, acompanhar jogos do Palmeiras tem sido um martírio.

Esta semana, no Bola da Vez, da ESPN, Marcos Assunção disse que o rebaixamento de 2012 foi apenas da reflexo da festa pela Copa do Brasil. Que os atletas abusaram das festas, que acharam que perder jogos era algo plenamente recuperável assim que todos quisessem. E ninguém melhor que nós sabemos o que aconteceu no final.

Muitos dirão que são situações diferentes e que comemorar é digno. Mas, não, não é. Grupo vencedor é aquele que sabe que só está bom quando se ganha mais. É o elenco que ganha o estadual para tentar ganhar o nacional, ganha o nacional para brigar pelo internacional e assim vai. Sei que não somos o Bayern ou o Barcelona, mas se contentar com uma taça é ruim, é triste, é pouco.

Por isso, peço encarecidamente que a nostra diretoria pense bem no perfil de jogadores que virão para o ano que vem. “Mas eu só quero que venham jogadores, que honrem a camisa e lutem sem parar”, já diz o grito das arquibancadas. Deve ser esse o mantra da montagem e desmontagem do elenco 2014. “Mais Kardecs, menos Felipes Menezes”.

E a verdade é que, dentro de campo, cada um pode ter seu objetivo: uns querem se afirmar como titulares, outros querem renovar contrato, alguns outros querem ser campeões em time grande, outros querem aparecer para ir para a Europa… enfim. Todos aqueles que têm vontade de ganhar e melhorar a cada dia são bem vindos. Os que gostam de ganhar só para sair por aí dizendo que são vencedores, não, estes não servem.

Afinal de contas, devido às nossas dificuldade é óbvio que teremos que aguentar alguns jogadores que só estarão de passagem . Mas, antes de qualquer coisa, temos que ir atrás daqueles jogadores que, além de passar, querem ser Palmeiras.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

Nós voltamos, Palestrinos.

Pela segunda vez e sem jamais, de fato, ter ido. Mas voltamos.

Sem festa, sem frenesi e sem fechar avenida. Mas voltamos.

Sem barulho, sem badalação, sem embalar. Mas voltamos.

E voltamos porque somos Palmeiras. Não porque tivemos um time melhor, não porque os adversários eram fracos demais, nem porque era obrigação. Não voltamos porque a torcida abraçou o time e o time abraçou a torcida; voltamos porque o Palmeiras nos abraça.

Voltamos porque, por mais que as estatísticas frias e cegas nos rebaixem dizendo que fomos, que caímos e que cairemos de novo se nada mudar, a força e história de uma Societa Sportiva Palestra Italia é muito maior do que números e opiniões.

Voltamos dentro de campo e voltamos também fora dele. Somamos pontos e vitórias suando em campo, mas somamos ainda mais alegrias e esperança de um futuro melhor vendo tantos sorrisos moleques de crianças e adultos na arquibancada.

(E nem venha me dizer que meia dúzia de imbecis picharam, xingaram e cobraram, porque, acima de tudo, eles não são Palmeiras. Nós – os que entendem as limitações, apoiam as mudanças e torcem o coração até ele virar o mais forte dos músculos – é que somos.)

Voltamos porque aqueles números na camisa – seja ela amarela, verde ou branca – dizem pouco ou quase nada se comparados ao escudo que fica no lado oposto do manto. Pelas cores, pela bandeira, pela crença, pelo credo, pela dor e pelos cantos. Voltamos porque, em bem da verdade, quem foi Seleção Brasileira jamais será segundo segundo escalão.

Voltamos porque somos grandes, gigantes, imensuráveis. E porque se a dureza do prélio não tarda, temos certeza de que nostro Palmeiras estará no ardor da partida, transformando a lealdade em padrão. Voltamos, Palestrinos, porque sabemos levar de vencida e mostrar que, de fato, somos campeões. Volta, Palmeiras.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

Ano acabando, acesso chegando e a discussão da vez é Gilson Kleina, Palestrinos.

Confesso que não acho ele assim tão ruim – embora tampouco o ache bom. Na minha opinião, neste ano ele fez o que dele se esperava: uma Série B sem sustos. Muitos dirão que as eliminações no Paulista e principalmente na Copa do Brasil foram vexatórias, mas um elenco medíocre está sempre preparado para ter altos e baixos – foge das mão do técnico, seja ele quem for.

O ponto é que nenhum nome disponível no mercado é animador e, se é para gastar dinheiro, prefiro que a diretoria pense primeiro no time. Precisamos de  laterais em ambos os lados do campo (saravá Juninho, Wendel e Fernandinho!), ao menos um bom zagueiro (André Luiz e Tiago Alves são zero confiáveis), um meia que tente substituir Valdivia a altura e ao menos um bom centroavante para fazer sombra a Alan Kardec (que, hoje, é o ponto de equilibrio do time).

Percebam que não são poucas as deficiências. Na Série B nadamos de braçada porque o nível realmente é baixo, mas para 2014 é preciso melhorar – e todos sabemos que não é fácil conseguir reforços, ainda mais com um caixa defasado como o nostro. Logo, peço que nostra diretoria foque na melhora da equipe.

Afinal de contas, de que adianta pagar milhares de reais a um técnico – seja ele quem for – se a equipe continuar limitada? Ouço nomes como Luxemburgo e Abel, ridiculamente caros e ultrapassados, outros como Jorginho e Guto Ferreira, inexperientes e insignificantes… tudo que ouço me faz pensar que não são estes os caras que vão fazer a diferença no ano que vem. Quem fará a diferença será um Cleiton Xavier, um Luis Ricardo, peças que cheguem para jogar e ajudar dentro de campo.

De novo, concordo que Kleina tem lá seus vícios. Mas, se for mesmo para mudar, que deixem nosso banco vazio.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

Eu, como todo e qualquer palmeirense, adoraria ver o time jogando ofensivamente. Mas, infelizmente, caros Palestrinos, o melhor que podemos fazer hoje é usar três volantes.

Sim, eu sei que você torceu o nariz. Eu também já torci por diversas vezes. A verdade, no entanto, é que o time funciona melhor assim. Não temos Iniesta, Xavi, Messi e Neymar para fazer quadrado mágico; não temos Di Maria, Cristiano Ronaldo e Benzema para jogar na velocidade; tampouco contamos com Silva, Agüero e Dzeko… somos o medíocre Palmeiras da Série B.

O jogo de ontem, diante do Oeste, foi apenas mais um de uma série de partidas em que o Palmeiras jogou razoavelmente bem e correu poucos riscos. Afinal, sem um primeiro volante de formação e visando dar liberdade aos três jogadores de frente (Valdívia, Leandro e Kardec), o trio Araújo-Charles-Wesley vem alternando subidas e descidas e segurando bem a bronca.

Caso Eguren entre no time – e eu nem sei se deveria, já que ele sempre joga poucos minutos tanto aqui quanto na seleção uruguaia -, podemos pensar em Mendieta ou mesmo mais um ponta (Ananias ou Serginho, já que o Vinícius será eterno jogador de banco). Mas isso é suposição, só o Kleina deve saber porque o gringo não joga.

Hoje, entretanto, o 4-3-1-2 é a melhor saída. O time mais eficiente que podemos ter passa por Fernando Prass; Luis Felipe, Vilson, Henrique e Wendel; Araújo, Charles e Wesley; Valdívia; Leandro e Alan Kardec. Goste você ou não, goste eu ou não.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

Ontem, quando o juiz apitou o final de um dos piores jogos que assisti na minha vida, boa parte da torcida se dirigiu ao banco do Palmeiras para xingar Gilson Kleina.

Durante a partida, também ouvi uma infinidade de Palestrinos de críticas a Márcio Araújo, Juninho, Ronny, André Luiz e tantos outros. Mas a verdade, amicos, é uma só: a atual fase da nostra equipe tem um só culpado – a mediocridade.

Sim, somos um time medíocre; mediana, para usar uma palavra mais simples. Uma equipe com elenco e técnico nota 5. E a culpa, evidentemente, não é deles.

Também não é apenas de Paulo Nobre, diga-se de passagem. É irracional culpar um cara que está no cargo há 6 meses pelo caos administrativo que vivemos faz tantos anos. Ele tem, sim, dedos de culpa na montagem desse elenco, mas não dá para assumir um time, mandar 20 jogadores embora e recomeçar do zero… sejamos um pouco, só um pouco, inteligentes.

O mesmo raciocínio se aplica a Kleina, na minha opinião. Olhem para o elenco que ele tinha a disposição ontem e me responda: o que você faria de tão diferente assim? Colocar 5 moleques da base que você nem sabe quem são? Apostar no Wendel e no Rondinely? Não me parece muito prudente. É claro que jogadores como Juninho e Araújo incomodam – eu mesmo prefiro ser cego do que ver nostro lateral-esquerdo jogar futebol. Mas este é o elenco que temos…

Nostra espinha dorsal, esta temporada, é formada por Prass-Henrique-Valdivia-Kardec. Ontem não tivemos dois destes e, evidentemente, quem entra não está no mesmo nível. Não vou pedir aqui paciência a nostra massa porque, na arquibancada, eu também me desespero, xingo, mando a puta que pariu. Só peço que entendam que o time é exatamente esse aí. Vamos ter momentos incríveis e momentos terríveis… é a montanha-russa de um time médio.

Aliás, a própria presença da torcida ontem foi medíocre. 10 mil pagantes para um jogo decisivo, em casa, e com tempo de sobra para chegar ao estádio?! Parecia abertura do Paulistão, cazzo! Depois não adianta reclamar que só jogamos às 19:30h…

Enfim, o culpado não é o treinador ou o volante; a culpa é do desmando dos últimos 10 ou 12 anos. Temos que entender isso, exigir a melhora sim, mas abraçar a equipe quando a bola rolar. Não somos o Barcelona; hoje somos apenas uma equipe mediana, vestindo o manto de um dos maiores do mundo.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

Older Posts »