Feeds:
Posts
Comentários

Posts Tagged ‘SPFC’

Vitórias, Palestrinos! Duas, pra ser mais exato.

Algo que olhando assim, a primeira impressão, nem parece ser digno de nota. Mas considerando que foram tipos de jogos totalmente diferentes – e que o Palmeiras tem oscilado demais durante o ano – é, sim, um fato para ser celebrado.

Diante do São Paulo, tivemos a confirmação de que a maldição dos clássicos acabou. Após algumas temporadas de derrotas e empates com os nostros principais rivais, 2015 está se firmando como o ano da redenção. O início de jogo não passou muita segurança, mas, a partir do momento em que abrimos o marcador, virou um baile. Contra ataques extremamente bem construídos, finalizações certeiras e seriedade na defesa que valeram os 4 a 0 e muita tranquilidade.

Já diante da Chapecoense, enfrentamos um estilo de adversário que tem sido nostro pior pesadelo: aquele que coloca onze na defesa e espera. Assim como esperado, o jogo foi complicado até que o gol saísse. Não jogamos bem como havíamos feito no domingo, mas foi bom ver um time que, além de volume de jogo, buscou o gol a todo o momento (algo que, com Oswaldo, era quase inexistente).

Destaque para os jogos seguros de nostros zagueiros (Victor Hugo tem sido de uma seriedade impressionante) e volantes (Arouca voltou ser Arouca), além de jornadas memoráveis de Egídio e Cristaldo. O lateral-esquerdo, que não tinha feito nada até semana passada, começou a jogar demais; já o argentino gordinho tem saído muito bem do banco e virou o novo amuleto da equipe.

Foram, enfim, duas partidas totalmente diferentes, mas igualmente vencidas. E é isso mesmo que precisamos: voltar a nos acostumar a vencer. Triunfos trazem confiança e confiança nos leva até o alto da tabela. Ainda é cedo para pensar em título, mas, a julgar pela atitude da equipe e pelo discurso de Marcelo Oliveira, podemos sonhar.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Anúncios

Read Full Post »

Ao se afastar do futebol na última segunda-feira, Muricy Ramalho fez muito mais do que deixar o SPFC. Embora em uma situação anormal e de forma tocante, ele fez ruir uma parte mais da podre estrutura do futebol brasileiro.

Afinal, não estamos apenas falando de um senhor de quase 60 anos que precisa se cuidar urgentemente. Estamos falando de um treinador pra lá de vitorioso que perdeu a saúde, mas também o frescor para trabalhar com o esporte. Ao deixar nostro rival de muro nesta semana, Muricy escancarou ainda mais o atraso velado de nostro futebol também dentro de campo.

Embora tenha um tricampeonato nacional relativamente recente no currículo, o ex-treinador vinha acumulando fracassos recentes. Salvou sua equipe do rebaixamento em 2013 e até buscou o vice-campeonato em 2014, mas convenhamos que pelo investimento do clube, foi pouco. O mesmo pouco que Felipão, 66 anos de idade, nos ofereceu no rebaixamento de 2012, na Copa do Mundo do ano passado e tem oferecido aos gremistas atualmente. O mesmíssimo “nada” que Abel Braga, 62, mostrou no Inter – que o mostrou o caminho da rua.

A verdade é que nostros treinadores ficaram pra trás. Junte a estes nomes clássicos outros como Parreira, Zagallo, Celso Roth, Nelsinho Bapstista, e tantos outros, que fica claro que precisamos renovar nostros métodos. As críticas feitas ao dia a dia de treinamentos de Muricy, é a mesma que ouvimos sobre Felipão em sua última passagem pelo Palmeiras. Ou sobre Abelão em Porto Alegre, Parreira após a Copa de 2006 e assim por diante.

Até porque, sejamos justos, não é só uma questão de idade: é sobre mentalidade – Marcelo Oliveira (60), Tite (53) e Cuca (51) são prova disso. Tite, aliás, é um exemplo vivo dessa transformação. Não que tenha virado o treinador perfeito que pintam por aí, mas ao menos é um cara que resolveu estudar futebol. Viajou, conversou com outros “professores”, fez cursos, tentou trazer novas ideias ao cotidiano do SCCP. Os resultados que não vinham com Mano Menezes, um ano mais novo, parecem ter começado a aparecer.

Que fique claro que não estou dizendo que a solução líquida e certa esteja em gringos (que o digam Gareca e Diego Aguirre) ou na chamada “nova geração” (Dado Cavalcanti, GIlmar Del Pozzo, Narciso, dentre outros). Contudo, noves fora nostra terrível e histórica linhagem de dirigentes tupiniquins, é preciso mudar urgentemente a forma de pensar futebol também dentro das quatro linhas. De simples exercícios aeróbicos ao treino com bola, passando pela infinidade de números que compõem um 4-4-2, um 3-5-2, um 4-3-3.

É preciso aposentar esses senhores que já nos encheram de alegrias e, hoje, nos enchem apenas de dor de cabeça. Façamos homenagens, mas cobremos que parem. Pelo bem da saúde de treinadores, torcedores, clubes e, óbvio, da nostra amada Sociedade Esportiva Palmeiras.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

Eu não aguento mais o Wesley.
Eu não aguento mais depender de um só jogador para fazer gol.
Eu não aguento mais ter que me desesperar quando convocam o Valdivia.
Eu não aguento mais um time que não sabe articular uma jogada de ataque.
Eu não aguento ter que depositar esperanças de qualquer coisa boa saindo dos pés de Diogo, Felipe Menezes e Mazinho.
Eu não aguento mais o Juninho errando tudo o que faz.
Eu não aguento mais lesões crônicas de atletas inúteis e inutilizáveis como Victorino, Welligton e Leandro.
Eu não aguento mais um time que toma gol e (quase) nunca ter forças para virar um jogo.
E, acima de tudo, eu não aguento mais ter a sensação de que o próximo jogo – seja onde for e contra quem for, será sempre uma derrota em potencial.

Acaba, 2014!
E leva contigo 90% desse elenco merda.

Siamo Palestra sempre!

ROJAS.

Read Full Post »

Prezado Nobre,

Antes de mais nada, gostaria de dizer que lhe admiro. Ouvi falar muito bem do senhor quando assumiu e, um ano depois, tenho uma imagem muito positiva da sua gestão.

Muito me alegra ter um presidente nitidamente inteligente e preparado, que ao menos estudou antes de assumir o cargo que ocupa e, mais do que tudo, tem um plano para o Palmeiras.

Mas dessa vez, presidente, você errou.

É claro que uma negociação deste porte demora. Só malucos como os donos de City, Chelsea e PSG gastam milhões sem pensar nas consequências. Você foi atrás de um investidor, conseguiu a grana, negociou o salário, renegociou… mas foi pouco. Foi devagar. Foi um erro.

Depois do ano que Kardec teve em 2013 e justamente por ser sabedor da qualidade do atacante – além da duração de seu vínculo contratual –, você e o Brunoro deveriam ter se antecipado, Paulo. Aposto que você conhece o mundo dos negócios e saberia mensurar a procura enlouquecida que haveria pelo nosso nostro atacante (falaram até em Seleção, presidente, Se-le-ção).

Neste momento, pouco adianta você culpar o pai dele ou o time da Vila Sônia. Nós inclusive acreditamos que o “Alan pai” e que a turma cor-de-rosa tenha pouca ou nenhum ética. Mas, agora, tanto faz.

O que nós queríamos, Nobre, era um Brasileirão digno. Leia novamente: um campeonato digno, não um esquadrão invencível. E, pra isso, precisávamos de reforços, não de desfalques. Muito menos da trinca Prass-Valdivia-Kardec, os raros talentos deste time.

Por isso estamos chateados contigo. Por isso temos certeza de que você errou. E nem por isso te achamos o pior presidente do mundo. Longe disso, meu caro! Só queria que, ao chegar a frente do microfone, você assumisse que errou.

Tentou, brigou, chafurdou, mas perdeu essa. Que a vida continua. Sem colocar a culpa em ninguém nem falar da década de 40. Até porque o Palestra que virou Palmeiras jamais perderia um de seus principais jogadores dessa maneira. Fosse por herança da Itália, por respeito ao Brasil ou por amor próprio mesmo.

Continuamos ao lado da Sociedade Esportiva Palmeiras como sempre estivemos. E, por consequência, estaremos ao seu lado também. Que a tal “austeridade econômica” chegue até os nostros cofres, mas não esvazie nostra sala de  troféus.

Obrigado pela atenção e Siamo Palestra,
ROJAS.

Read Full Post »

Ao que tudo indica, lá se foi Kardec, Palestrinos.

Mais um raro exemplo de jogador que chegou faz pouco tempo, mas que se enquadrou bem no clube e tinha tudo para ser um ídolo da torcida. E quando digo “torcida”, neste caso me refiro principalmente a molecada.

Quem tem contato com crianças e adolescentes sabe o poder que ídolos têm em suas vidas. E é claro que com o futebol não é diferente: se o garoto olha para seu time e reconhece nele um ou dois atletas icônicos, se sente muito mais motivada a apoiar toda a equipe. O problema é que, de novo, estamos perdendo um possível ícone para outros.

E aí, o garoto e a garota que passam a semana assistindo jogos dos campeonatos europeus para ver Messi, Cristiano Ronaldo, Neymar e outros craques mundiais, simplesmente perde o interesse pelo clube. Deixa de comprar camisa, deixa de ir ao jogo, deixa de pedir que o pai assine o pay-per-view… enfim, deixa de ajudar dentro e fora de campo.

Essa nova categoria de torcedores foi carinhosamente apelidada de “Geração Playstation”. Nada contra o video game (pelo contrário, eu mesmo jogo pra cacete), mas é assim que se denomina quem nasceu aqui, mora aqui, mas torce por uma agremiação de fora do país.

O futebol brasileiro, como um todo, está alimentando essa geração. E o Palmeiras não foge a regra e vai fazendo igual. Depois de Marcos, não tivemos mais ninguém. Barcos despontou e acabou vendido, Kardec chegou, mas também o perdemos. Hoje, quem mais chama a atenção da molecada são Prass, Lúcio e Valdivia – e olhe lá, fazendo um esforço. Não que eu sonhe em ter Ribéry no comando de ataque, mas a chance de Rodolfo e Diogo chamarem a atenção é infinitamente menor do que aconteceu com nostros ex-atacantes.

E aí, meus caros Brunoro e Nobre, seu argumento de um clube melhor se esvai. Pagar um salário um pouco maior por Kardec não é gasto, é investimento. Porque se o pequeno palestrino pediria de aniversário a camisa 14 do Verdão, agora vai preferir a 10 do Robben. Capicce?

O Palmeiras e o futebol brasileiro, como um todo, estão alimentando o desamor da criançada pelo nostro futebol. E nem dá pra dizer que eles estão errados.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »