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Posts Tagged ‘Sporting Cristal’

“Mas, afinal, qual o verdadeiro Palmeiras: o que ganha em casa com raça e vontade – como na Libertadores – ou o que perde chato e insosso fora dela pela América do Sul e pelo Paulistão?”.

Boa pergunta, Palestrino. E, na verdade, a resposta é mais simples do que podemos (e queremos) crer; o Palmeiras é exatamente estes dois aí de cima. Somos um time extremamente limitado, que vai ganhar e perder alternadamente durante a temporada, dado os números de lesões, suspensões e, mais do que tudo, de opções.

O que acontece é que, depois de um período de vacas gordas, voltamos à montanha-russa de resultados. Se bem lembrarem, não faz muito tempo que ficamos algumas partidas sem vencer, tomando até meia dúzia do insignificante Mirassol. Depois, engatamos cinco triunfos seguidos, bonificados com a classificação precoce e improvável a segunda fase da Libertadores. E, então, chegamos agora a duas derrotas seguidas.

Acostumem-se, é assim que é e será este ano.

A nossa verdadeira função como torcedor é simplesmente incentivar – além de, obviamente, se inflamar ou frustrar de acordo com os resultados. As lágrimas que derramei, suado e extenuado, após à vitória sobre o Libertad são as mesmas que poderei derrubar, raivoso e odioso, após tropeços futuros.

Importante, mesmo, será o grito sempre ecoando pelas arquibancadas.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Chegou a hora da verdade, Palestrinos.

Após modorrentas semanas de Campeonato Paulista, repletas de empates, tropeços, (muitos) erros e (alguns) acertos, chegamos às semanas mais decisivas do ano até aqui. Serão seis jogos decisivos, valendo as nostras intenções até o início da Série B.

Pelo Paulistão, três jogos razoavelmente diferentes: um bastante complicado (Ponte Preta fora) e dois em que a vitória é obrigatória (Guarani em casa e Ituano fora). Pelos meus cálculos, seis pontos nos garantem na fase final do Paulistinha. Já pela Libertadores, outros três jogos bem complicados (Tigre e Libertad em casa, Sporting Cristal fora).

O de amanhã, contra o Tigre, nem é passível de dúvida; precisamos vencer de qualquer maneira. Um empate que seja já irá nos deixar em posição desconfortável, enquanto que a vitória nos manterá um ponto a frente dos peruanos (até aqui, segundo colocados com um jogo a mais). O Libertad, ainda que em casa, deve ser um jogo complicado. No entanto, este resultado irá delimitar como chegaremos na última rodada. Uma vitória sobre os paraguaios nos deixa na liderança; um empate nos faz torcer pelo Tigre; já uma derrota nos faria torcer desesperadamente pelos argentinos para não termos que jogar pela vida lá no Peru.

Enfim, nostro elenco é o mesmo do início do ano, os desfalques por contusão e suspensão parecem crescer a cada semana, jogadores-chave nos desfalcam na Liberta, mas é preciso ter fé. Um time medíocre como o nostro tende a oscilar muito dentro das partidas e entre elas, logo nunca sabemos o que esperar – se bons ou maus momentos.

De qualquer forma, a nostra obrigação é agir da única maneira que podemos: indo para a arquibancada e apoiando 90 minutos sem parar. Pouco importa de seremos 5, 10 ou 30 mil; vamos cantar pelo Palmeiras e para o Palmeiras. Chegou a hora de ganhar no grito.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Sr. Mauro Martins,

Antes de mais nada, me sinto na obrigação de dizer que não iria escrever esta carta para o senhor. Primeiro porque já deram cartaz demais a você e segundo porque nem sei se o senhor lê tão bem o português. Mas, como ao contrário de você, não costumo subestimar nada nem ninguém, resolvi escrever.

O motivo, óbvio, são suas palavras sobre a Sociedade Esportiva Palmeiras quando perguntado, na semana passada, sobre o clube em questão ser o possível destino de seu filho em 2013.

Pois bem, de bate-pronto e sem pensar, você disse que o negócio seria impensável. Que seu filho querido jamais sairia do Grêmio para uma equipe menor, que negócio possível com ele só na Europa. Veja só, logo lá no Velho Continente, onde ele foi ganhar gelados euros no ucraniano Shaktar Donetsk, mas, reserva, resolveu voltar para o ensolarado e acolhedor Brasil. No entanto, o ponto não é este: o ponto é a sua falta de conhecimento.

Talvez a altitude boliviana faça seu cérebro demorar um pouco mais para processar nosso alto nível oxigênio, mas o Palmeiras pequeno a que você se referiu é também conhecido como “Campeão do Século XX”. E isso não é apelido de jornal ou alcunha auto proclamada; são números, tão incontestáveis quanto a cusparada de uma lhama raivosa. Aliás, não bastassem os títulos, o Palmeiras tem 15 milhões de torcedores (quase o dobro da apaixonada e presente torcida gremista, que nada tem a ver com suas palavras).

E, caso o senhor tenha assistido à rodada da Libertadores ontem, certamente deve ter percebido, ao lado de seu parceiro Wanderley Luxemburgo, que existem coisas que o dinheiro não compra. Tradição, vontade e até sorte são algumas delas. Por isso um desconhecido campeão chileno pode ganhar do milionário Tricolor Imortal fora de casa e um “menor” Palmeiras pode vencer o campeão peruano em casa.

Quer dizer que o Palmeiras é melhor que o Grêmio? Não.
Quer dizer que temos mais chances de título? Claro que não.
Só quer dizer que, dentro de campo, assim como fora dele, não se deve ser apressado.

Fraternal abraço,
Henrique Rojas.

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