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Posts Tagged ‘Tigre’

“Mas, afinal, qual o verdadeiro Palmeiras: o que ganha em casa com raça e vontade – como na Libertadores – ou o que perde chato e insosso fora dela pela América do Sul e pelo Paulistão?”.

Boa pergunta, Palestrino. E, na verdade, a resposta é mais simples do que podemos (e queremos) crer; o Palmeiras é exatamente estes dois aí de cima. Somos um time extremamente limitado, que vai ganhar e perder alternadamente durante a temporada, dado os números de lesões, suspensões e, mais do que tudo, de opções.

O que acontece é que, depois de um período de vacas gordas, voltamos à montanha-russa de resultados. Se bem lembrarem, não faz muito tempo que ficamos algumas partidas sem vencer, tomando até meia dúzia do insignificante Mirassol. Depois, engatamos cinco triunfos seguidos, bonificados com a classificação precoce e improvável a segunda fase da Libertadores. E, então, chegamos agora a duas derrotas seguidas.

Acostumem-se, é assim que é e será este ano.

A nossa verdadeira função como torcedor é simplesmente incentivar – além de, obviamente, se inflamar ou frustrar de acordo com os resultados. As lágrimas que derramei, suado e extenuado, após à vitória sobre o Libertad são as mesmas que poderei derrubar, raivoso e odioso, após tropeços futuros.

Importante, mesmo, será o grito sempre ecoando pelas arquibancadas.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Era uma vez três porquinhos. Eles eram bastante jovens, mas apesar da pouca idade, já tinham grandes responsabilidades. Por isso, apesar de morarem cada qual em sua casa, prometeram superar as dificuldades sempre unidos. E um dia uma dessas dificuldades chegou travestida de lobo.

O Lobo Mau foi até a casa do primeiro dos porquinhos, feita de palha, e gritou para ele sair. Ouvindo a recusa do suíno, bradou feroz que iria soprar e soprar até a sua casa derrubar. E assim o fez. Vendo que a coisa estava feia, o porquinho saiu correndo em direção a casa de seus irmãos, mas sentiu a virilha e caiu no meio do caminho.

Antes de ser devorado, falou que a culpa era do departamento médico do clube e que o trabalho preventivo de fisioterapia estava sendo mal feito.

No entanto, o Lobo Mau ainda não estava satisfeito e partiu decidido para a casa do segundo porquinho, feita de madeira. Chegando lá, repetiu a celeuma e prometeu derrubar o casebre caso o dono da casa não saísse. Percebendo a recusa, soprou e soprou e soprou até tudo desabar. Percebendo isso, o suíno tentou correr de seu predador, mas, sentindo uma contratura na coxa, acabou devorado.

Antes de sucumbir, no entanto, culpou a comissão técnica pela alta carga de trabalho nos treinamentos, o que deixou a sua musculatura cansada para o momento decisivo.

Insaciável e sem ligar para as críticas, o lobo rumou para a terceira casa. Apesar de esta ser construída de tijolo, ele prometeu soprar mais e mais forte, até colocar tudo no chão. E assim o fez repetidas vezes, para deleite do porquinho que, em perfeita condição física, ria de seu algoz. O problema foi que a porta estava destrancada e, assim que o Lobo Mau invadiu sua sala, o terceiro porco se atirou no chão parecendo também estar lesionado.

Dessa vez, porém, antes de devorá-lo, o lobo reparou que sua pata estava repousada sobre um músculo bem diferente: o bolso.

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MORAL DA HISTÓRIA
Eu não sei se a culpa é do departamento médico/fisiológico/fisioterápico, da comissão técnica ou das dores causadas pela falta de pagamento dos direitos de imagem do elenco. O que eu sei é que não é normal um time com média de idade tão baixa ter tantas lesões musculares.

Ontem, na emblemática vitória da molecada raçuda diante do fraquíssimo time do Tigre, Patrick Vieira se juntou a Valdivia, Maikon Leite, Henrique, Kleber, Wesley e Leandro Amaro no time dos que estouraram músculos em 2013. É preciso ver isso aí. E rápido!

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Siamo Palestra!

ROJAS.

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Chegou a hora da verdade, Palestrinos.

Após modorrentas semanas de Campeonato Paulista, repletas de empates, tropeços, (muitos) erros e (alguns) acertos, chegamos às semanas mais decisivas do ano até aqui. Serão seis jogos decisivos, valendo as nostras intenções até o início da Série B.

Pelo Paulistão, três jogos razoavelmente diferentes: um bastante complicado (Ponte Preta fora) e dois em que a vitória é obrigatória (Guarani em casa e Ituano fora). Pelos meus cálculos, seis pontos nos garantem na fase final do Paulistinha. Já pela Libertadores, outros três jogos bem complicados (Tigre e Libertad em casa, Sporting Cristal fora).

O de amanhã, contra o Tigre, nem é passível de dúvida; precisamos vencer de qualquer maneira. Um empate que seja já irá nos deixar em posição desconfortável, enquanto que a vitória nos manterá um ponto a frente dos peruanos (até aqui, segundo colocados com um jogo a mais). O Libertad, ainda que em casa, deve ser um jogo complicado. No entanto, este resultado irá delimitar como chegaremos na última rodada. Uma vitória sobre os paraguaios nos deixa na liderança; um empate nos faz torcer pelo Tigre; já uma derrota nos faria torcer desesperadamente pelos argentinos para não termos que jogar pela vida lá no Peru.

Enfim, nostro elenco é o mesmo do início do ano, os desfalques por contusão e suspensão parecem crescer a cada semana, jogadores-chave nos desfalcam na Liberta, mas é preciso ter fé. Um time medíocre como o nostro tende a oscilar muito dentro das partidas e entre elas, logo nunca sabemos o que esperar – se bons ou maus momentos.

De qualquer forma, a nostra obrigação é agir da única maneira que podemos: indo para a arquibancada e apoiando 90 minutos sem parar. Pouco importa de seremos 5, 10 ou 30 mil; vamos cantar pelo Palmeiras e para o Palmeiras. Chegou a hora de ganhar no grito.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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palmeiras_fev

Os últimos dez dias foram complicados, Palestrinos.

A maré de paz causada pelos sete jogos invictos neste início de ano deram repentinamente lugar a uma pequena turbulência causada pelos dois revezes na Copa Libertadores – que, graças a uma parte estúpida da torcida, acabaram se transformando em um grande furacão. Por isso, vamos por partes.

COPA LIBERTADORES
A derrota para o Libertad até estava nas contas iniciais. Não da maneira que foi, com um total domínio dos paraguaios e com o nostro time praticamente na roda, mas estava. O problema foi perder para o fraquíssimo time do Tigre. É inadmissível que o Palmeiras, independente do momento ou do elenco que tenha a disposição, não vença uma equipe tão fraca.

Pior foi que tivemos tantas chances de matar o jogo, que a sensação de fracasso ficou ainda mais retumbante ao apito final. A chance desperdiçada por Kleber chega a ser vexatória. Não dá para perder aquela chance, ainda mais quando se está começando uma história em um clube como o nostro. Agora não nos resta outra coisa senão vencer os dois jogos em casa e tentar pontuar fora. Ainda dá!

MANCHA CANCERÍGENA
Assíduo frequentador das arquibancadas, eu já me manisfestei algumas vezes contra a MV. E meu principal motivo é  bastante claro: não posso respeitar torcedores que coloquem o nome e os símbolos de uma “torcida organizada” acima do clube que apoiam. Para mim, fica bastante claro que a Mancha vai ao estádio para torcer por ela, e só por ela. Isso, por si só, é estúpido.

Agora, quando os mesmos velhos e conhecidos bandidos resolver agredir ameaçar os atletas não só gritando, mas também chegando as vias de fato, aí é caso de banimento perpétuo. Chega da diretoria sustentar esses vagabundos que se acham acima da verdade, chega de pagar viagem e ingressos, chega de permitir que imbecis como estes entrem em campo para conversar com técnico e líderes do elenco… isso tudo é muito absurdo!

Nenhum torcedor é mais torcedor que o outro. O presidente da MV é tão palmeirense quanto eu ou uma senhora que jamais tenha ido ao estádio na vida. Está mais do que na hora desse câncer travestido de “organizada” ser banido dos jogos da Sociedade Esportiva Palmeiras.

Na partida contra a Penapolense, já houve bete-boca velado entre a dita “organizada” e os “torcedores comuns”. E isso tende a piorar se nada for feito. Chegou a hora de Paulo Nobre convocar a PM, o Ministério Público, a CBF e os presidentes dos principais clubes do país para acabar de vez com esses grupos de criminosos.

Ou você vai defender indivíduos que não fazem nada da vida além de beber em frente ao Palestra e fazer viagens de dias e dias por dizerem amar tanto o time? Muito antes de serem torcedores, esses caras são bandidos. E eu aposto que o elenco prefere jogar com a arquibancada vazia fora de casa do que com vândalos desses supostamente apoiando.

CHOQUE-REI
Mais uma vez ficamos no quase. A diferença é que, contra o Curintia, graças ao momento vivido e o abismo técnico entre os elencos, o empate até que desceu pelas nostras gargantas. Agora, ontem, com um a mais durante todo o segundo tempo no Panetone, não dá para sair de campo satisfeito.

O que me parece claro é que, nas duas partidas, faltou qualidade para ganhar. Estamos parando em nostras próprias limitações. Com um pouco – eu disse pouco – mais de calma e atenção, podemos sair de campo com vitórias que nos dariam uma moral mais do que necessária. E vendo as chances perdidas ontem, que saudade que dá do Pirata…

Siamo Palestra!

ROJAS.

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