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Posts Tagged ‘Tijuana’

20:45h | Acompanhado por um amigo das antigas, chego ao Pacaembu e fico extasiado em ver aquele mar de gente. Nas outras partidas, até pelo horário estúpido das 19h, foi impossível confraternizar antes da partida. Nesta terça, não; encontrei vários amigos, tomamos boas cervejas e confabulamos sobre o jogo. Vacinados pelos últimos anos de arquibancada, ninguém estava 100% convencido da vitória.

21:35h | Adentro a cancha municipal e a festa já está linda. São gritos, sorrisos, aquele mesmo clima que vimos contra Tigre e Libertad (a estreia com o Cristal foi mais fria e cheia de desconfiança). Quando acaba o hino nacional e começa o nostro, então, acontece aquela explosão que só nós sabemos qual é.

22:20h | O jogo se aproxima dos vinte minutos e tudo o que fizemos foi chutar uma falta no travessão. Temos a posse de bola, temos o apoio incondicional da torcida, mas não finalizamos.

22:30h | Como temíamos ali do lado de fora do gramado, estamos atrás do placar. Uma falha inexplicável de Bruno, uma bola que morreu mansa no fundo das nostras redes. E aí, mesmo gritando “Palmeiras”, voltam os fantasmas de Goiázes, ASAs, Santo Andrezes e Bocas.

22:50h | Intervalo de jogo. Todos apreensivos. O time não cria e, mais do que isso, não luta. O tal “sangue na veia” que piscava no placar antes do jogo não estava lá. E todos ali presentes sabem que sem garra, esse elenco fica tão forte quanto o Íbis.

23:20h | Mal retornamos para o segundo tempo e já vem o golpe final. Um contra ataque que vira gol em um chute tão improvável quanto possível em mais uma daquelas noites malditas. Agora, só um milagre.

00:02h | Fim de jogo. Conseguimos achar um golzinho em um pênalti mandrake, mas a verdade é que poderíamos jogar até domingo, sem parar, que o gol jamais sairia. Foi um festival de zagueiro no ataque, chuveirinho do meio-campo, trombada com adversários – e até no juiz -; foi um festival de desgosto.

00:30h | O jogo acabou já faz quase meia hora e eu e meu amigo ainda estamos ali. Balbuciamos algumas palavras, tentando consolar a nós mesmos, mas o silêncio tomou conta. Quase toda a massa já deixou o estádio, até as torres de iluminação já nos deixaram. Para piorar, a PM vem nos expulsar dos degraus públicos do Pacaembu, como se fossemos bêbados de fim de festa. A volta pra casa será melancólica.

03:00h | Contrariando o que costumo fazer, já assisti ao VT do jogo na Fox Sports. O sono ainda não veio. A diferença é que o sentimento, dessa vez, não é de profunda tristeza ou revolta. A passividade da equipe, somada a limitação que nós sempre tivemos conhecimento (embora lutássemos para acreditar no contrário), dá um tom melancólico de “e agora?” para a madrugada.

06:00h | Já de pé – e mancando por um acidente de arquibancada – ouço rádio, leio jornal, vejo na TV e ainda não consigo saber qual é o tal sentimento que tomou conta de mim. Não é tristeza, não é conformismo, talvez seja amargura. É aquele gosto odiável de saber que o sonho iria acabar, que a crônica estava pra lá de anunciada, mas que eu, ou melhor, nós, não quisemos acreditar.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Eu poderia escrever aqui que, independente do ocorrido de ontem, serei Palmeiras até a morte. Mas que tipo de torcedor de verdade abandona seu time por causa de um jogo?

Poderia dizer que a culpa é do goleiro, do técnico, do zagueiro. Mas de que adianta isso agora?

Poderia atestar que a arbitragem nos prejudicou nos dois jogos. Mas será que isso justifica toda a passividade e falta de vontade da equipe?

Eu poderia até mesmo dizer que, sabedor da limitação deste time, chegamos longe. Mas que tipo de imbecil que não se empolga com fases finais de grandes campeonatos, esperando por partidas mágicas e inesperadas?

A verdade, Palestrinos, é que eu poderia estar enchendo este espaço com clichês chatos, lamentações vazias e falsa esperança para todos nós, 15 milhões, que andam tão judiados na última década.

Mas, sinceramente, só me resta agradecer a presença dos outros 35 mil que estiveram ao meu lado no Pacaembu e incentivaram ainda que desconfiados uma equipe que parece precisar de um milagre a cada jogo.

O principal objetivo do ano começa no dia 25. E nós estaremos lá em Itu, no Pacaembu ou no inferno, ainda que  sofridos, desconfiados e judiados. Levanta, Palmeiras!

Siamo per sempre Palestra!

ROJAS.

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Voltamos com um zero a zero do México, Palestrinos.

Resultado que acabou ficando de bom tamanho em um jogo que poderíamos tanto ter vencido quanto perdido.

Um jogo ao melhor estilo deste time montado por Gilson Kleina; um Palmeiras que corre, briga e tenta superar seu limites a cada jogo. É justamente neste Palmeiras de Bruno, Marcelo Oliveira, Charles e Vinícius que temos que apostar. Um elenco que não transborda qualidade técnica, mas que dificilmente irá pecar por falta de vontade.

Os erros, óbvio, acontecem. A espanada de Henrique para a meia-lua, a bola (mal) cruzada por Tiago Real no meio-campo, os chutes insossos da nostra dupla de ataque, as disparadas sem noção de Wesley (ainda que na primeira delas tenha havido pênalti)… Tudo isso é normal para um elenco que ainda tem cara mesmo de Série B.

Eu, pessoalmente, tenho me apegado mais às qualidades da equipe. A casa está sendo arrumada fora de campo e, dentro dele, nostro treinador tem feito o que pode. Cabe a nós incentivar, confiar, gritar e empurrar uma equipe que, querendo ou não, está tentando nos honrar.

O Palmeiras é, hoje, uma companhia limitada. Mas pode surpreender.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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