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Posts Tagged ‘tinga’

Os temas deste post são tão absurdos que nem deveriam estar neste blog, Palestrinos. Mas quando muitos deles infelizmente dizem respeito ao Palmeiras, me sinto na obrigação de escrever sobre.

Para começar a conversa, vou fugir do clichê repitido por tantos sociologistas e – pasmen – repórteres esportivos que dizem que é “apenas futebol”. Porque de forma alguma é “apenas” futebol. Nada que mexa tanto com bilhões de pessoas ao redor do mundo pode ser considerado algo pequeno. Sei que o quanto futebol é vital para mim e para tantos outros que talham seu modo de vida para experimentar ao máximo este esporte tão peculiar.

O fato é que, nos últimos dias, o noticiário esportivo foi tomado por uma enxurrada de matérias sobre racismo, violência e até drogas. Sim, também é fato que nada disso é novidade no esporte – ou na sociedade – mas foi assustador como tudo isso se sobrepôs em tão pouco tempo.

Começou com Tinga, que foi literalmente aclamado de “macaco” no Peru, e continuou com Arouca e o árbitro gaúcho Márcio Chagas da Silva, alvos em Mogi Mirim e no interior do Rio Grande do Sul. Algo que chega a ser ridículo em um esporte com tantos negros envolvidos (e, só por curiosidade, aqui vai um documentário sobre o porquê de termos mais negros dentro do que fora dos campos).

As notícias seguintes falam de violência. Primeiro, a morte de um torcedor santista por vândalos são paulinos; agora, mais recentemente, a agressão a mãe e a filha do nostro atacante Diogo em plena torcida da Portuguesa (clube onde se formou, jogou por tantos anos e tem livre acesso). Veja bem: estou falando de (mais) uma morte e de agressão a duas mulheres – sendo a segunda menor de idade.

Por fim, pouco antes do Carnaval soubemos que foram encontrados 300kg de cocaína e crack em um galpão da TUP (Torcida Uniformizada do Palmeiras, ou seja, uma torcida uniformizada). De novo: 300 QUILOS! Punto e basta.

Toda essa escória de notas está intimamente ligada ao futebol e ao Palmeiras. E, por infeliz obviedade, repito que nenhuma delas é inédita. Nem o racismo (lembrando que antigamente jogadores negros se pintavam de branco para jogar escondidos), nem a violência (são tantas as mortes e confrontos que seria impossível citá-las em um post), muito menos as drogas (que fume a primeira pedra quem nunca sentiu cheiro de maconha nas arquibancadas de um estádio, para pegar leve na lembrança).

O problema é que as coincidências não param por aí. Afinal, a raíz de todas elas é a mesma, a impunidade. É aí que voltamos ao ponto inicial deste post: é impressionante como algo que é levado a sério por tantos  dentro de campo é tratado como lazer fora dele. As leis que valem para uma morte em um supermercado, por exemplo, não têm o mesmo poder quando relacionadas ao futebol. Parece simplesmente que não merecem atenção.

Nem dirigentes, nem justiça, nem políticos levam isso a sério. Mesmo os jogadores tocam de lado quando o assunto diz respeito a eles. E nós, os torcedores apaixonados, ficamos vendidos. Alguns já desistiram de frequentar estádios por medo; outros só vão a jogos pequenos; alguns outros afirmam que já perderam a paixão; e, o pior, temos crianças brasileiras que realmente torcem por Barcelona ou Manchester United como primeiros times.

Se nada disso te incomoda por ser sobre futebol, seja egoísta e pense apenas no Palmeiras. Daqui a pouco, os sites e jornais trarão duas notícias sobre o campeonato e umas dez sobre todos estes outros assuntos. É isso que você quer? Eu não, nem pro nostro Palestra nem pro futebol como um todo.

Que tal fazermos o Bom Senso do torcedor?

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Mais um empate para a nostra conta, Palestrinos.

Dessa vesz diante da Lusinha, no Pacaembu, pelo Paulistão. E embora tenha sido o primeiro do ano, este foi o resultado que mais nos amaldiçoou em 2011 e que deve ser evitado ao extremo este ano: o empate.

Ontem até jogávamos melhor, perdemos muitas chances, saímos atrás do marcador e acabamos por igualar o marcador a dez minutos do fim. O que, visto dessa maneira puritana, até parece bom. Mas em bem da verdade, o empate de ontem tem uma causa bem pior: o medo de ganhar.

Ao ser questionado ao final do jogo sobre a presença de Maikon Leite entre os titulares – tamanha a melhora que o baixinho tem promovido com as suas entradas no decorrer das partidas -, Murtosa foi enfático e disse que o time fica exposto. Ou seja, um time que joga no 4-2-1-3 fica exposto demais. E o erro está justamente aí, em acreditar que atacar não é a melhor maneira de vencer.

Afinal, a não ser que eu esteja muito errado, quanto mais você ataca e sufoca o seu adversário, mais o prende em seu campo de defesa. É aquele famoso papo de que “a melhor defesa é o ataque”. O que, na minha opinião, faz muito sentido! É isso que faz, por exemplo, o Barcelona de pep Guardiola.

Daí você dirá: “Mas nós não temos Messi, Xavi, Iniesta, Villa e companhia limitada!”. Perfeito, infelizmente não os temos. Mas tampouco jogamos diante do Real Madrid, da Inter de Milão e de outras potências futebolísticas. Se é para testar e construir um time, que seja agora, no início do ano.

Além disso, tanto Luan quanto Maikon Leite acabam sendo meio-capistas quando o Palmeiras está sem a bola. Cada um do seu lado do campo, marcam e atacam em velocidade, auxiliando volantes e laterais na tarefa de prender o rival. Ajudam muito mais, inclusive, do que a presença sempre nula de Tinga em campo.

O futebol não tem espaço para caras sem função, cazzo! E Tinga, sem perseguição alguma, é este cara. Ele não marca nem ataca, ele corre feito barata tonta, ele erra passes simples, ele é afobado, ele faz faltas tolas… Você, em sã consciência, prefere Tinga nulo ou Maikon Leite correndo?

Está na hora de rever o nostro jeito de jogar, Felipão. Ou quem vai ficar cada vez mais exposto é você.

 

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Estreamos com vitória no Paulistão, Palestrinos!

E por mais que tenha sido suado, ganhar em Bragança nunca é fácil. Jogamos razoavelmente bem, o time mudou pouco do que era no ano passado, mas três pontos são três pontos e trazem muita confiança. O destaque até aqui, no entanto, tem sido um só: a nostra torcida.

Historicamente ‘italiana’ e impaciente, a massa alviverde tem dado show em 2012. Começou com as homenagens infindáveis a São Marcos, continuou com um Pacaembu quase lotado no amistoso diante do Ajax e as críticas justíssima à nostra diretoria e ganhou ainda mais força ontem, ao mostrar que entende de futebol.

Mal chegamos ao final do primeiro mês do ano e o recado foi bem dado: nós estamos de olho. Cansamos desse jogo político nojento que fazem com o Palmeiras dentro e fora do campo e vamos fiscalizar tudo muito bem a partir de agora. Sem violência, sem muro pichado, somente com a garganta e o coração.

Frizzo e Tirone receberam o ultimato no amistoso diante do Ajax. Sem deixar de apoiar a equipe por um só segundo, separamos os 5 minutos finais da partida para protestar contra a postura deles e a inoperância para trazer jogadores. Tanto estávamos certos que fomos premiados com um golzinho de Pedro Carmona no último segundo.

Ontem, diante do Bragantino, o recado foi para Felipão: Tinga e Ricardo Bueno não podem usar a camisa do Palmeiras! As vaias no momento das substituições foram claras e Scolari, nas tribunas, deve ter ouvido e entendido muito bem.

Enfim, plagiando o slogan populista do governo, o melhor do Palmeiras são os palmeirenses. Continuemos com raça e fibra nesta missão de levar o Palestra de volta às conquistas.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Eu sei que a pergunta acima não tem resposta, Palestrinos.

Já fiz e refiz esse questionamento para mim mesmo uma centena de vezes, nas mais diferentes épocas, e nunca consegui chegar a uma resposta. Em bem da verdade, justiça seja feita, eu sempre cheguei à mesma (e tento negá-la veementemente desde então): o Palmeiras é um time sem dono.

E isso vale pros anos 80, pra era maldita e interminável do Sapo Gordo Turco, pra Della Monica, Belluzzo, Lapolla, Seraphim Del Grande, Palaia… serve pra toda essa corja que tem muito mais amor ao poder do que ao Palestra. Que hoje, aliás, são representados com louvor via Roberto Frizzo e Arnaldo Tirone.

A polêmica do momento diz respeito a baderna que virou o nostro alviverde nas últimas semanas. Briga entre jogador e organizada, atleta afastado por causa de briga entre treinador e empresários, e agora a saída de um cara que mal chegou no elenco. Isso mesmo, a informação é verdadeira: Wellington Paulista já foi para o Inter.

Felipão queria um centroavante, inidicou três nomes e mesmo sem estar na lista do treinador Frizzo trouxe Wellington. O jogador chegou, se integrou ao grupo e… Felipão simplesmente o ignorou. Jogou pouquíssimos minutos e a única partida que iniciou entre os onze (Palmeiras x Coritiba), lesionou o ombro e saiu de campo. Resultado: jogador insatisfeito, clubes interessados e o camisa 9 vai para Porto Alegre.

Fica então a pergunta: quem manda? O presidente, o diretor de futebol, o treinador? É impensável, mas não impossível, imaginar que nenhum dos três se reuniu antes de resolver trazer um atleta que, diga-se de passagem, ganhava bem. Que foi apresentado como a solução para o ataque. E que não ficou nem dois meses no clube!

Para mim, o estilo ideal de administração é aquele onde o clube tem o comando: diretores e presidente tomam as decisões, a exemplo do Barcelona. Existem outros, porém, onde apenas o presidente manda (vemos isso do outro lado do muro, no SPFW do tresloucado Juvenal). Em outros ainda, o treinador tem carta branca para fazer o que quiser (vide o Real Madrid de Mourinho).

Mas o Palmeiras foge de tudo isso. O Palmerias foge do aceitável. E, assim, foge não só do seu como do nostro controle. Bora fazer promessa pra San Genaro, que é o que nos resta.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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É incrível, Palestrinos, mas o Palmeiras nunca está em paz.

Mesmo com o bom início do Brasileirão, mesmo tendo perdido apenas três partidas no ano, mesmo com a confiança em alta. Quando não é jogador escrevendo baboseira no Twitter, é presidente falando groselha para a imprensa, “torcedor organizado” achando que tem o direito de cobrar atleta cara a cara… E aí, mais uma vez, o ambiente externo atrapalha o interno.

A polêmica da vez diz respeito ao “Caso Tinga”. Com vínculo contratual ligado ao DIS (grupo de investimento que tem também o passe de Ganso, entre outros jogadores), o camisa 17 foi afastado do elenco por Felipão como punição não pelo seu futebol, mas pelas atitudes da empresa parceira.

Explico: detentora de 20% do passe do atacante Vinícius, a empresa contrariou a decisão do Palmeiras e se negou a vender sua parte no passe do atacante para a Udinese, um mês atrás. Como o clube italiano queria obter 100% do atleta, retirou a proposta e desistiu do negócio. O clube acusou a empresa de fazer isso visando o fim do vínculo do atleta com o Palmeiras, no começo do ano que vem, quando ele sairia de graça para qualquer clube europeu.

E é aí que a coisa emperra.

Em teoria, Felipão tem razão. Embora tenham total de direito de orientar seus jogadores a fazer o que eles determinam (afinal esse tipo de indústria nasceu pela falência dos clubes em geral), algumas dessas empresas/empresários têm invertido alguns valores do futebol. Quem tem que cuidar do atleta é o clube, não uma empresa que visa única e exclusivamente o lucro!

Se verdadeiro, o imbroglio de Vinícius que foi explicado pelo Palmeiras é um caso desses. Embora já tenha escrito aqui que acho ridículo se desvencilhar de um garoto de 17 anos, com futuro promissor, essa decisão de ser vendido ou não deveria ser tomada unicamente pelo jogador e pela agremiação em que ele joga. No entanto, sabemos que é muito mais fácil negociar um atleta de graça do que em troca de dinheiro. E, na minha sincera opinião, nostra diretoria está sendo tão gananciosa quanto à DIS – são praticamente espelhos.

Mas o ponto aqui é outro; é sobre como um atrito com a carreira de um jogador respingou diretamente na vida de outro atleta que nada tem a ver com a situação. Oras, vá lá: Vinícius é Vinícius e Tinga é Tinga. Muito embora o meia venha jogando pessimamente mal em 2011, ficou claro que nostro treinador o cortou por causa da briga com o tal grupo, não por desempenho. E isso é muito errado!

Se Felipão quer combater quem ele diz roubar o clube, que combata com o atleta que está dentro do problema. Afastar um jogador não fará dele um mártir que irá terminar com essa história de “parceria” entre clubes, empresários e investidores.

Que fique bem claro que eu não estou aqui defendendo nenhum dos lados, creio que todos tenham as suas razões. O jogador que aceita o contrato da empresa porque o clube claramente não tem um planejamento para a sua carreira; a empresa que ganha poder de decisão graças à parada no tempo dos clubes, quando o passe foi “extinto”; e o clube que, mesmo falido e mal preparado, não pode ser refém do humor do mercado de transferências. Todos têm sua razão, todos têm suas falhas.

A única certeza é de que Felipão errou dessa vez. Mesmo que o envolvido fosse o Rivaldo, não dá pra punir um jogador desta maneira. Falta hombridade, falta verdade, falta pensar antes de fazer.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Começamos o Brasileirão com vitória, Palestrinos!

E muito embora não tenha sido um show de bola, o Verdão foi imensamente superior durante toda a partida e mereceu sair de campo com os três pontos. O placar magro acabou sendo até pouco pelo domínio, mas bastante justo pela já tradicional falta de pontaria do nostro ataque. Fizemos a lição de casa, começamos com o pé esquerdo de Kleber e saímos na frente.

O JOGO
Mais organizado desde o início e extremamente bem estruturado na parte defensiva, o Palmeiras teve o domínio de bola desde os primeiros minutos. O problema era a ligação entre defesa e ataque: com uma espécie de 4-3-3, Luan e Adriano estavam muito espalhados pelas pontas, enquanto que Tinga era um pseudo-armador da pior qualidade.

Desta feita, dependemos, mais uma vez, das bolas paradas de Assunção. E olha que não foram poucas! Nostro Kid Bengala mandou um tirambaço no travessão, teve outro defendido por Jefferson e ainda deu bela assistência para Thiago Heleno quase marcar. Mas como o zero não saiu do placar, Tinga saiu no intervalo e patrik melhorou a dinâmica de jogo no segundo tempo.

Então, aos 19 minutos da segunda etapa Márcio Araújo roubou bonito, tabelou e deixou a bola com Kleber; o Gladiador, completando 100 jogos pelo Palestra, não perdoou e fez um verdadeiro golaço. Corte seco, patada de esquerda, 1 a 0 no marcador! Com o Botafogo finalmente tentando ir ao ataque, tivemos chance em dois contra ataques, mas ficamos mesmo na diferença mínima.

Como bem disse São Marcos, parafraseando Muricy, o que vale é a vitória.

TROFÉU SÃO MARCOS
Apesar da partida impecável que Thiago Heleno fez na defesa, Kleber matou o jogo com uma pintura e merece o prêmio de melhor em campo.

TROFÉU RIVALDO
Não é a primeira vez dele no ano e não deve ser a última: Tinga.

FELIPÃO TEM RAZÃO
Se às vezes fala demais, dessa vez Felipão foi cirúrgico em sua entrevista pós jogo. Elogiou todos os que estiveram em campo, exaltou a atuação de Kleber, continuou blindando aqueles que são criticados (leia-se Luan) e se disse satisfeito com os três pontos.

Assim, sem polêmica nenhuma. Coisa fina!

CALMA NO CHIQUEIRO
Com a vitória, fica a semana tranquila pro nostro Verdão trabalhar. Até porque o próximo desafio será pedreira das grandes: o Cruzeiro, fora de casa, no próximo domingo. Vamos trabalhar, meu povo.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Acho que essa é a dúvida do momento, Palestrinos.

Considerando-se todas as dificuldades desde o começo do ano, o Verdão já teve inúmeras escalações. Já jogou com 3 zagueiros, 3 ou 4 volantes, 1, 2 ou 3 meias, 1 ou 2 atacantes… enfim, é compreensível pelas trocas de treinador e pela rotatividade de atletas, mas precisa ter um fim agora que Felipão assinou por mais de dois anos.

E, hoje, pensando na atual fase fraca do Palmeiras, qual seria o seu time ideal?

Com o grupo completo, sem desfalque nenhum, meu time vai no 4-4-2 básico: Marcos; Vitor, Léo, Danilo e Gabriel Silva; Edinho, Márcio Araújo, Lincoln e Valdívia; Kléber e Ewerthon. Tiro Pierre porque suas performances recentes têm ficado abaixo do Edinho e não precisamos de dois primeiros volantes.

com o que temos hoje, o time muda um pouco: Deola; Vitor, Léo, Danilo e Gabriel Silva; Edinho, Márcio Araújo, Marcos Assunção e Tinga; Kléber e Ewerthon. Isso considerando quem tem condições de jogo, sem Marcos, Valdívia e Kléber (também não considerei suspensões, óbvio).

Só deixo bem claro que não acho que o Palmeiras precise de dois volantes de contensão. Márcio Araújo marca bem e consegue apoiar sem problemas, além de termos dois laterais de muita velocidade, que podem alternar as subidas.

E no caso de não termos um meia, melhor apostar em Tinga que no Patrik. Podemos ter 3 volantes em campo, contanto que eles saiam para o jogo e apóiem o ataque.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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