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Posts Tagged ‘tirone’

2014 segue surpreendentemente positivo para nós, Palestrinos.

Depois de um final de ano repleto de dúvidas, as 10 vitórias até aqui e a real perspectiva de um elenco mais equilibrado têm nos deixado felizes. No entanto, a herança maldita da dupla Tirone & Frizzo segue fazendo efeito e, pelo que tudo indica, Wesley deve ser o próximo a sair.

Não bastassem os imbróglios de Barcos e Henrique, onde o Palmeiras assumiu dívidas fora do real, chegou a vez do volante vindo do Werder Bremen acertar sua situação. Embora aparentemente não haja atraso de salário ou de luvas – o que aconteceu com os dois atletas citados anteriormente -, o clube deve nada menos que R$21 milhões a um investidor pela compra do passe do camisa 11. E, pelas entrevistas de Paulo Nobre, a tendência é que a dívida e o atleta sejam repassados a alguma outra agremiação interessada…

Mas vamos analisar a situação pelos três vértices principais:

1) Valor: Que o valor é elevado nós sempre soubemos. Ou alguém já se esqueceu daquela pífia vaquinha, travestida de crowdfunding, proposta pelo nostro genial departamento de marketing da época? Wesley é bom jogador, mas não vale mais de 20 milhões de reais nem aqui nem, literalmente, na bilionária China. Some-se a isso o processo movido pelo dono de seu passe, que está travando a chegada de um empréstimo de R$54 milhões ao clube.

2) Salário: Os vencimentos do atleta batem os R$350 mil reais por mês – e, pelo que alguns veículos noticiam, ele ainda quer aumento. Pode não ser totalmente irreal para os padrões nacionais, mas, para os padrões do Palmeiras de hoje, é. Ainda mais quando se fala tanto em contrato de produtividade…

3) Rendimento: Wesley oscila demais. Embora tenha tido participação importantíssima na volta à elite e seja o natural condutor da bola entre defesa e ataque, o volante combina bons jogos com partidas sofríveis. Este ano, aliás, tem sido especialmente sofrível ver das arquibancadas o quanto ele anda fominha e desatento.

Em suma, Wesley é caro e raro. Caro pelo alto valor do passe e pelo salário, mas raro porque não temos outro segundo volante com sua qualidade. Mas, se pensarmos em tudo, sua saída é mais lógica do que a sua permanência. Embora o time fique teoricamente enfraquecido, o jogador não tem sido assim tão essencial ao Palmeiras/2014 que, aliás, conta com uma infinidade de meio campistas.

Levando-se em conta tudo isso e o estilo pulso firme empregado por Nobre até aqui quando o assunto são as finanças, acho que a janela de meio de ano deve selar a partida do nostro camisa 11. E se sua vaga será ocupada por França, Josimar, Mendieta ou Marcelo Oliveira, tanto faz; mais vale um Palmeiras organizado do que ainda mais endividado no ano do centenário.

Siamo Palestra!

ROJAS.

 

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Tá rolando uma limpeza na Academia, Palestrinos. Afinal, depois de um início de temporada onde mal tínhamos dois times para treinar, chegamos a ter o absurdo número de 44 atletas no grupo principal. São quatro times, gente demais, impossível de se ter qualidade em meio a tantos números. Daí a opção de emprestar alguns atletas.

Nessa barca já foram nomes como Luan, Weldinho, Patrik, Patrick Vieira, Maikon Leite, João Denoni, dentre outros. Os mais jovens, óbvio, saem para ganhar experiência dentro de campo; já os mais experientes, para que simplesmente joguem mais e aliviem a folha salarial do clube – que, segundo a diretoria, anda pela hora da morte.

O assunto mais recente e que despertou notoriamente a ira e atenção da torcida, foi o tal negócio envolvendo Wesley e Atlético/MG. E pelo que andei vendo por aí, quase todos o que gritaram, reclamaram da negociação. Pois bem, a reclamação é direito legítimo. Só não entendi ainda pra quê tanto choro por nada.

Wesley chegou ao Palmeiras ano passado, graças a dupla Tirone/Frizzo, pelo absurdo preço de R$20 milhões. De quebra, seus rendimentos batem na casa de R$350 mil. Sabem quantas parcelas do valor referente à compra foram pagas ao Werder Bremen? Eu vos digo: nenhum. E não foram pagas porque não temos este dinheiro (nunca o tivemos, em bem da verdade). Isso quer dizer que temos essa dívida integral, além de arcar com seu alto salário todo o mês.

Agora, antes de criticar Nobre por suas declarações, pense como presidente do Palmeiras. O que você faria no lugar dele caso alguém se interessasse pelo atleta em questão? Pense nisso com os números e as atuações do meia na cabeça. Wesley vale o quanto pesa?

Para mim, a resposta é até fácil de dar: NÃO. A espinha dorsal do Palmeiras, hoje, tem Prass, Henrique, Valdivia e Kardec – só eles são inegociáveis. Ouço muitos dizerem até que se desfazer dele seria se apequenar frente a outros clubes do cenário nacional. E eu, novamente sendo sincero demais, acho que se apequenar é bater o pé por um jogador que nada fez pela SEP até hoje.

O choro é livre, amicos. Mas pense antes de chorar a absurda falta que alguns jogadores como Wesley jamais farão.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Já faz algum tempo que todos temos ouvido – e até falado – este termo à exaustão, Palestrinos. Mas a verdade é que, na minha humilde opinião, não existe isso de “time de Série B”.

Existem times bons, times medíocres e times ruins em qualquer divisão e em qualquer campeonato. E, resumidamente, assim como existem times muito ruins na Série A, também podem existir bons tomes na B. Óbvio que isso, por si só, não credencia o campeão da segunda ao título da primeiro no ano seguinte. No entanto, se a base é boa, existem grandes chances de se fazer um bom campeonato.

No início do ano, o Palmeiras era um cenário de terra arrasada: sem jogadores, sem dinheiro, sem presidente e sem esperança. Devagar, no entanto, as coisas foram mudando e virando, até surpreendentemente. Hoje, a equipe que temos nos credencia não só ao favoritismo na atual campanha como nos permite também sonhar com um 2014 promissor.

Veja bem, não é exagero. Se mantivermos espinha dorsal da equipe (Prass-Henrique-Valdivia-Leandro), entrosarmos bem os reforços que já chegaram (principalmente Erguren e Kardec) e pinçarmos outras boas aquisições no mercado dezembro/janeiro, vejo um horizonte ensolarado. Ainda mais no centenário e com o Palestra de volta.

Por isso, a próxima vez que você escutar que temos um time de Série B, responda que não. Afinal, pode até ser que os caras da foto aí de cima não façam frente aos ídolos que já tivemos em campo; mas o que temos é a boa e velha Sociedade Esportiva Palmeiras, campeoníssima e em metamorfose ambulante.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Agora é oficial, Palestrinos: na tarde desta quinta-feira, Paulo Nobre disse com todas as letras que Juan Román Riquelme não virá para o Palmeiras.

Muito se falou sobre a vinda do meia nas últimas semanas – em bem da verdade, só se falou nisso – e as opiniões acaloradas dos torcedores foram bem divididas. Há quem defenda que mesmo sem a perna o boquense seria bem vindo e há quem não o queira nem pintado de ouro.

Eu, apesar de estar mais perto do segundo que do primeiro grupo, confesso que não tem como saber o que seria dele caso fosse contratado.

Afinal, a qualidade técnica de Riquelme é inquestionável. Basta relembrar nostros duelos contra o Boca Juniors no ínicio dos anos 2000, além das centenas de vídeos com gols de falta e dribles incríveis do meia para saber disso. Existe até um vídeo que resume o primeiro semestre dele no ano passado e vê-se que ele sabe jogar muita bola.

Por outro lado, mais de dez anos se passaram desde a maioria das imagens tão reprisadas e “El Díez” está completamente parado há sete meses. Ele, aliás, pouco saiu de casa neste período e concedeu diversas entrevistas se dizendo feliz por estar em casa com sua cuia de mate.

O fato é que Arnaldo Tirone foi até lá e ofereceu algo em torno de R$420 mil mensais para que ele viesse jogar no Brasil por 3 temporadas. Obviamente, brilharam os olhos do rapaz. Mesmo quem já ganhou bastante dinheiro na Espanha não seria maluco de recusar quase R$5 milhões por temporada (ainda mais levando-se em conta a atual economia argentina).

Os cavaleiros do apocalipse logo levantaram suas armas a favor do hermano. Argumentaram que mandamos 20 jogadores embora e contratamos apenas 2; afirmaram que ele, com vontade, é um 10 dos sonhos; disseram que se o Daniel Carvalho merecia R$200 mil, Riquelme merecia muito mais.

Mas, entendam, tudo isso é achismo. Jamais saberemos se ele iria mesmo jogar se esforçar pelo Palmeiras. Eu, pessoalmente, sempre tive um pé atrás com o negócio pelo simples motivo de que acho que tudo precisa ser feito de cabeça fria (não no último dia de mandato do ex-presidente). Contratá-lo sem analisar a situação seria um ato desesperado. A situação foi analisada e decidiram pelo não. Estamos com uma nova diretoria e a nova diretoria irá trabalhar diferente.

Eu apoio a decisão de Nobre e Brunoro. E você?

Siamo Palestra!

ROJAS.

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presidentes

Eu não sou sócio do Palmeiras, Palestrinos.

Sou sócio-torcedor já faz algum tempo, mas, por morar longe do clube, nunca tive um título oficial. Recentemente até me interessei em ter um, contudo os valores não me permitem fazê-lo. O fato é que, ainda que eu fosse um sócio do clube, não votaria em ninguém.

Como já disse várias vezes aqui mesmo neste espaço, não tenho influência nem vivo ativamente o dia a dia de diretores e conselheiros. As informações que tenho vêm por parte de amigos, esses sim envolvidos, que me contam o que acontece nos jardins suspensos. E, ultimamente, muitos deles têm me procurado para falar sobre as eleições do próximo dia 21.

A maioria deles me fala bem de Paulo Nobre. Alguns outros fazem campanha objetivando apoio à eleição de Décio Perin. Eu, sinceramente, não apoio nenhum.

De todos os presidentes que já passaram pelo Palmeiras nas última décadas, o único que atraiu minha atenção e despertou em mim militância favorável foi Luiz Gonzaga Belluzzo. Grande economista e palmeirense que é, eu já o conhecia por meio de entrevistas e textos publicados, o apoiando veementemente na época. O resultado, no entanto, todos nós conhecemos.

A verdade é que, independentemente de quem vença as eleições, esse cara não vai comandar o clube sozinho. Ele precisa de diretores e vices competentes, que o ajudem nesta tarefa. Aí que vem um dos nossos maiores problemas: essas pessoas são as mesmas há 20 anos. E o panorama não parece passível de mudança.

Obviamente, se tivesse o poder do voto eu iria atrás de informação valiosa. Mas pelo que tenho ouvido até agora, tudo me parece muito obscuro. Um é jovem, o outro é experiente, um tem grana, o outro tem apoio, ambos são palmeirenses fervorosos… e por aí vai.

Nestas eleições do Palmeiras, meu voto já tem dono: a Dona Esperanza.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Marcos Assunção tem muito crédito, Palestrinos.

Embora muitos torcedores sempre tenham contestado sua idade e seu vigor físico, é inegável que os serviços prestados pelo volante nos últimos anos foram incríveis. Não bastassem sua experiência e liderança natural dentro do grupo, a eficiente bola parada que saiu de seus pés nos fez lembrar os tempos vitoriosos de Chiqui Arce.

Mas o assunto da semana não é exatamente esse e sim a sua saída. Antes tida como quase impossível, ela confirmada ontem de manhã pelo Palmeiras e posteriormente pelo próprio jogador. Muitos atacaram o atleta, muitos defenderam Assunção, mas acho bom fazer uma análise mais comedida da coisa.

O primeiro ponto é sobre a sua permanência para 2013 de acordo com critérios técnicos. Beirando os 37 anos e com problemas no joelho, o camisa 29 de fato não parecia muito necessário ao grupo dentro de campo. Embora o elenco esteja esvaziado, vamos ter jogos duros este ano e vale apostar na juventude.

Já o segundo ponto trata do lado financeiro. Uns falaram em R$250 mil, outros até em R$400. Mas, na verdade, ninguém sabe quais valores são reais. Eles assustam, sim, mas tenho certeza que vocês ficariam surpresos com os valores dos salários do futebol hoje em dia. No Palmeiras, por exemplo, Barcos não está nem entre os 10 maiores salários. Isso quer dizer que muitos jogadores medíocres – e com uma folha corrida bem abaixo da de Marcos Assunção – ganham valores que ultrapassam R$100 mil mensais. Dito isso, eu não pagaria mais de R$200 mil ao nostro ex-capitão. Mas também não o faria por ninguém do elenco, a não ser Barcos e, talvez, Henrique.

No entanto, é o terceiro ponto que mais me deixa maluco nessa história: a organização. Se a diretoria pretende negociar a permanência de atletas, tem que agir rápido, não esperar a última semana do ano. Assim como anunciaram dispensas tão logo caímos, deveriam também ter negociado as permanências. É um desrespeito com qualquer atleta, de qualquer nível, se reapresentar com o elenco e ser dispensado poucos dias depois.

O Palmeiras, infelizmente, virou um antro de desorganização e falta de comando. Uma combinação que gera desrespeito e vergonha para nós, os milhões de apaixonados. Por isso peço desculpas e agradeço a Marcos Assunção pelas duas últimas temporadas de serviços prestados à Sociedade Esportiva Palmeiras.

Hoje você já não faz parte dos planos, mas sigamos as nossas vidas com esse carinho conquistado dentro e fora de campo. Você é grande, meu caro, muito obrigado!

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Não faz tanto tempo assim, Palestrinos, e o mês de janeiro era um dos meus preferidos.

Lembro-me de abrir ansioso as páginas esportivas dos jornais, de acessar incessantemente a internet, escutar rádio AM o dia todo e não perder um só programa esportivo na TV com o objetivo de ver quem o Palmeiras iria trazer para a temporada que se aproximava.

Estávamos comprando um novo matador para vestir a 9? Será que aquele meia do interior que todos queriam havia chegado? E aquele volante botinudo que não deu certo, alguém quis levar embora? Até a metade do Campeonato Paulista eu era uma felicidade só. Mesmo sabendo dos boatos que nunca se tornariam realidade, a expectativa era tanta que não cabia em mim.

De uns anos pra cá, no entanto, o mês de janeiro tem sido o pior. Descrente e totalmente desprovido de qualquer esperança, tenho corrido das notícias esportivas desde dezembro. É claro que elas ainda chegam, seja através de um amigo, das redes sociais ou da minha própria curiosidade. Mas confesso que ando fugindo.

E sem fazer nenhuma mea culpa, me isento de qualquer crítica. Afinal de contas, contratações de baixo calão e até dificuldade em renovar contratos não me fazem acreditar em um 2013 melhor.

Enfim, não bastasse roubarem nostras glórias e lágrimas, esses malditos velhos que se auto intitulam gestores conseguiram ir além: estão roubando também os nostros sonhos.

E ainda assim… Siamo Palestra!

ROJAS.

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