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Posts Tagged ‘tite’

Ao se afastar do futebol na última segunda-feira, Muricy Ramalho fez muito mais do que deixar o SPFC. Embora em uma situação anormal e de forma tocante, ele fez ruir uma parte mais da podre estrutura do futebol brasileiro.

Afinal, não estamos apenas falando de um senhor de quase 60 anos que precisa se cuidar urgentemente. Estamos falando de um treinador pra lá de vitorioso que perdeu a saúde, mas também o frescor para trabalhar com o esporte. Ao deixar nostro rival de muro nesta semana, Muricy escancarou ainda mais o atraso velado de nostro futebol também dentro de campo.

Embora tenha um tricampeonato nacional relativamente recente no currículo, o ex-treinador vinha acumulando fracassos recentes. Salvou sua equipe do rebaixamento em 2013 e até buscou o vice-campeonato em 2014, mas convenhamos que pelo investimento do clube, foi pouco. O mesmo pouco que Felipão, 66 anos de idade, nos ofereceu no rebaixamento de 2012, na Copa do Mundo do ano passado e tem oferecido aos gremistas atualmente. O mesmíssimo “nada” que Abel Braga, 62, mostrou no Inter – que o mostrou o caminho da rua.

A verdade é que nostros treinadores ficaram pra trás. Junte a estes nomes clássicos outros como Parreira, Zagallo, Celso Roth, Nelsinho Bapstista, e tantos outros, que fica claro que precisamos renovar nostros métodos. As críticas feitas ao dia a dia de treinamentos de Muricy, é a mesma que ouvimos sobre Felipão em sua última passagem pelo Palmeiras. Ou sobre Abelão em Porto Alegre, Parreira após a Copa de 2006 e assim por diante.

Até porque, sejamos justos, não é só uma questão de idade: é sobre mentalidade – Marcelo Oliveira (60), Tite (53) e Cuca (51) são prova disso. Tite, aliás, é um exemplo vivo dessa transformação. Não que tenha virado o treinador perfeito que pintam por aí, mas ao menos é um cara que resolveu estudar futebol. Viajou, conversou com outros “professores”, fez cursos, tentou trazer novas ideias ao cotidiano do SCCP. Os resultados que não vinham com Mano Menezes, um ano mais novo, parecem ter começado a aparecer.

Que fique claro que não estou dizendo que a solução líquida e certa esteja em gringos (que o digam Gareca e Diego Aguirre) ou na chamada “nova geração” (Dado Cavalcanti, GIlmar Del Pozzo, Narciso, dentre outros). Contudo, noves fora nostra terrível e histórica linhagem de dirigentes tupiniquins, é preciso mudar urgentemente a forma de pensar futebol também dentro das quatro linhas. De simples exercícios aeróbicos ao treino com bola, passando pela infinidade de números que compõem um 4-4-2, um 3-5-2, um 4-3-3.

É preciso aposentar esses senhores que já nos encheram de alegrias e, hoje, nos enchem apenas de dor de cabeça. Façamos homenagens, mas cobremos que parem. Pelo bem da saúde de treinadores, torcedores, clubes e, óbvio, da nostra amada Sociedade Esportiva Palmeiras.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Oswaldo de Oliveira é um bom sujeito, Palestrinos. Vem de bons trabalhos no Botafogo e no Santos, dá entrevistas com lucidez, parece sério no dia-a-dia, é enérgico durante as partidas e também tem o respeito dos atletas. Mas, na minha concepção, não seria nada mal ele dar uma olhadinha no trabalho que Tite vem fazendo no SCCP.

A verdade é que desde que voltou ao Parque São Jorge, “Adenor Fala-Muito” não fez nada demais e, ainda assim, já fez muito. Olhou para o grupo de atletas que tem, viu as possibilidades disponíveis, claramente conversou com aqueles que pediam conversa e simplesmente escalou os jogadores certos nas posições certas.

Longe de mim cornetar um cara que mal teve tempo de utilizar todo o elenco que tem a disposição, mas já está na hora de Oswaldo desenhar em campo o que tem a sua disposição. E o maior exemplo disso, para mim, é Zé Roberto. Para quê insistir com o Zé na lateral se ele rende muito mais no meio? O mesmo serve para encaixar Cristaldo de titular, abrir Dudu pela ponta esquerda, colocar Robinho pra armar mais do que marcar, testar João Pedro no lugar de Lucas e etc.

O futebol está longe de ser ciência exata, mas também não é tão improvável assim. Dá pra montar este time no 4-5-1, no 4-1-2-1 e até no 3-6-1. Basta falar com o elenco e tentar posicionar os atletas onde eles se sentem mais a vontade.

É claro que essa opinião é típica de um torcedor ansioso.
Mas a torcida é que nostro treinador entenda isso o quanto antes.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Quem será nostro novo treinador, Palestrinos?

Muito tenho ouvido sobre Luxemburgo e Dorival, mas a verdade é que a lista é mais extensa. Conta com Ney Franco, Doriva e até mesmo Arce, nostro ex-lateral que está no Cerro Porteño (eliminado pelo Cruzeiro da Libertadores).

Na pesquisa que fizemos aqui no Siamo, em uma amostra de 63 respostas, o vencedor foi – para a nostra sincera surpresa – Luxa (19 votos). Na sequência, vieram Jorginho (13), Dorival (11) e Doriva (9). Leão (3), Narciso e Renato Gaúcho (1) vieram bem atrás – assim como Renê Simões, que zerou.

A conclusão é que, cansada e temerosa, a torcida está dividida em um paradoxo: ou um grande figurão ou uma grande novidade.

Afinal, o currículo de Wanderley – tanto no Palestra quanto em outras equipes – é inegavelmente bom. Mas igualmente inegável é que ele nos deixou de maneira traumática em 2002 e que sua má fase já está durando longos anos.

Quanto a Jorginho, joga a favor dele a boa impressão deixada em 2009, quando deixou o Palmeiras líder (com Obina pedindo música do Fantástico contra a gambazada) nas mãos trêmulas de Muricy. Mas o fato é que, desde então, oscilou muito em times de menor expressão.

Dorival tem o Palmeiras no sangue – e a torcida gosta disso. Também tem bons trabalhos com grupos limitados, o que é nostro caso hoje. No entanto, seus últimos trabalhos também deixaram a desejar.

Doriva é novidade – e também algum desespero. Ninguém nem lembrava da existência do ex-volante, mas, ao conquistar o Paulistão com o Ituano, ganhou status. O problema, de fato, é sua inexperiência.

Ou seja, definitivamente não existe um nome de consenso. Mas existem muita opções. Vamos torcer para Nobre acertar dessa vez.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Domingo tem o maior dos clássicos, Palestrinos.

E, graças a San Genaro, a preocupação que mais me atormentava nos últimos anos dessa vez não será problema: Felipão sabe muito bem o que significa um Palmeiras x Curintia.

Afinal, só quem já jogou um desses sabe a importância que é pra moral da equipe e pra nostra massa ganhar este jogo. Jogar contra a gentalha nunca é um joguinho qualquer; é “o jogo”, é uma final sempre, independentemente de campeonato.

O de domingo agora é mais um desses. Vamos ganhar pra acabar com as chances deles de levarem a taça pra Marginal Tietê (sem número) e também para pegar fôlego para a briga na Sulamericana. Felipão, Valdívia e Kléber sabem bem disso e vão linderar o grupo rumo a vitória.

Afinal, como diz Lima Duarte no vídeo aí de cima, tem muito jogador no elenco que não sabe o que é um Parmera e Curintia. Pra cima deles, Verdão!

Siamo Palestra!

ROJAS.

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