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PALMEIRAS X NACIONAL-URU

Foto: ALEX SILVA/ESTADÃO CONTEÚDO

Ontem foi um dia de despedidas, Palestrinos. Lá se foram 3 pontos importantíssimos, Marcelo Oliveira e a paz que havia voltado a pairar sobre a Academia de Futebol.

Mas a verdade é que Oliveira não cai pela derrota de ontem. A demissão de nostro ex-treinador é pautada na evolução negativa que a equipe vem mostrando desde o título da Copa do Brasil. Mesmo com o elenco principal mantido – e até mesmo com a chegada de alguns reforços -, o Palmeiras deste ano não empolgou em absolutamente nenhuma partida.

Mesmo nos jogos em que vencemos, ficava sempre aquela sensação de que poderíamos ter perdido. Foi assim diante do Rosário e até mesmo do Capivariano, fora as derrotas sofridas no Paulistão (que nem merecem ser comentadas). Na minha opinião, a passagem de Marcelo Oliveira pelo Palestra foi um jogo do 7 erros, os quais especifico melhor abaixo.

#01. Pragmatismo tático: o time jogava no 4-2-3-1 e ponto. Não interessa qual seria o adversário nem mesmo quais atletas estavam a disposição, Oliveira nunca mudou o sistema de jogo. E quando fingiu que faria isso, escalou os jogadores errados nas posições erradas.

#02. Trocando alhos por bugalhos: nem sempre a questão é quem joga; muitas vezes é onde esse atleta joga. Escalar Robinho na ponta direita e Dudu centralizado, por exemplo, é um erro crasso. Insistindo nisso, nostro ex-comandante bloqueou o que de melhor em ambos os atletas, além do andamento do time. Pode-se fazer a mesma leitura na dúvida entre Zé Roberto ser meia ou lateral, Jean ser segundo volante ou meia e por aí vai.

#03. Aposta nos figurões: embora conte com bons jovens no elenco, o único que Marcelo prestigiou foi Gabriel Jesus. Manteve Thiago Matins e Nathan fora para colocar Leandro Almeida e Victor Ramos; deixa Lucas em péssima fase atuar sem nem levar João Pedro ou Taylor para o banco; e simplesmente podou do time nomes como Matheus Sales e Erik.

#04. Sociedade Espalhada Palmeiras: a compactação do time era digna de pelada de final de semana. Todos os jogadores esparramados pelo campo, nenhuma aproximação e possibilidade zero de sair uma simples tabela. O esquema tático era cada um por si: pegou a bola, se vira.

#05. Aerotime: o Palmeiras deve ter um dos ataque com menor estatura do país. No entanto, mesmo com Cristaldo, Allione, Dudu, Jesus e Robinho em campo, a única jogada que tínhamos era chegar até a linha de fundo para cruzar. Quando funcionou, foi só com a bola parada.

#06. Time de um tempo só: exceto pelo jogo decisivo da Copa do Brasil, o Palmeiras nunca jogou 90 minutos de bons de bom futebol com MO. Por vezes jogava muito bem o primeiro e depois recuava bizarramente no segundo; em outras ocasiões começava muito mal a partida e corrida para se recuperar no segundo; mas manter uma sequência que é bom… nada.

#07. Não aproveitou o apoio: a torcida do Palmeiras gostava de Oliveira. Deixou isso claro antes e depois de várias partidas (inclusive ontem) e as coisas ainda melhoraram após a conquista da Copa do Brasil. O que ele fez, no entanto, foi enfiar sua cabeça ainda mais em crenças só dele, fazendo com que a nostra voz naturalmente mudasse de opinião.

Enfim, lá se foi Gargamel. Confesso que não confio tanto no trabalho de Cuca, nem acho que hajam bons nomes disponíveis no mercado, mas a mudança se fez necessária. Esperar por uma eliminação precoce na Libertadores seria o pior dos mundos.

Marcelo Oliveira sempre terá seu nome em nostra história graças ao troféu conqusitado em 2015, mas, no almanaque do futebol, errou demais. Que se encontre em outro lugar.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Pensar em marcar Iniesta, Messi, Neymar e Suárez hoje em dia é loucura. Pois assista o todo poderoso Barça teve uma sensação parecida ao conhecer Ademir da Guia, Leivinha e Ronaldo 42 anos atrás.

O ano era 1974 e o torneio era o tradicional Ramón de Carranza. As semifinais opuseram o Santos, em seus últimos meses de Pelé, diante do Espanyol, enquanto que o nostro Verde bicampeão brasileiro foi enfrentar o time rico da cidade. O treinador dos blaugranas era o inventor do Carrossel Holandês, Rinus Michels, que dirigia o campeão espanhol com nada mais nada menos que Cruyff e sua dupla de Laranja Mecânica, Johan Neeskens – naturalmente uma pedreira.

Acontece que quem foi ver os holandeses da Catalunha acabou vendo os brasileiros da Turiassu. Leão e Luís Pereira garantiram um jogo sem sustos lá atrás, Edu atacou impiedosamente pela lateral-direita e, lá na frente, Divino e Leivinha infernizaram a vida do adversário. Foi de Leiva, aliás, o tento que abriu o marcador em cobrança de pênalti; já Ronaldo (aquele mesmo que deixou o Corinthians mais alguns anos na fila) ampliou de cabeça e sacramentou a vitória de 2 a 0.

Um feito e tanto, convenhamos.

E pra provar que aquilo não havia sido um golpe do destino, na final o Verdão bateu também no Espanyol (2×1, gols de Leivinha e Luís Pereira), sagrando-se bicampeão do torneio internacional. Já o Peixe tomou 4 do mesmo Barcelona e amargou a lanterna do campeonato, enquanto se preparava para assistir Pelé ir para o New York Cosmos.

Afinal, o que seria o Barça diante da Academia?

Veja abaixo o vídeo da finalíssima do torneio e divirta-se.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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1415

7 de dezembro de 2014 foi o dia do quase. Do quase “não acredito”, do quase “de novo”, do quase inferno.

Já 7 de dezembro de 2015 tem sido o dia do tomara. Tomara que o espírito da final continue, tomara que a equipe se afine, tomara que mais títulos venham.

A verdade, Palestrinos, é que muitos de nós já pagamos aquele dia da memória por opção própria, mas faz apenas um ano que saímos do pior cenário do mundo.

Certamente quem esteve no Allianz Parque naquela partida diante do Atlético/PR e esteve no mesmo palco na última quarta fez uma correlação entre os momentos. Lembrou do gol sofrido, do empate ainda mais sofrido e do sofrimento extremo que foi aguardar pelo final de outro jogo para poder respirar aliviado.

E é ainda mais bizarro pensar que faz um ano que um gol do Santos no último minuto nos tranquilizou, quase duas semanas que um não-gol do mesmo Santos nos deu esperança e cinco dias que pegamos entupimos a baliza do Gol Sul para pegar pênaltis junto com Fernando Prass.

São coincidências do mundo da bola, redondo que é.

Torçamos apenas para que não seja mera coincidência essa reviravolta que 2015 nos trouxe. Porque se tudo continuar andando nos trilhos, tenho certeza de que o dia 7 de dezembro de 2016 pode nos reservar algo ainda maior e melhor.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Ao contrário de Oberdan, Veloso, Sérgio e São Marcos, Fernando Prass não é da nostra escola de goleiros, Palestrinos. Mas a identificação do arqueiro com o Palmeiras é tão grande que parece ser.

E que fique claro que não estou falando somente de defesas. Afinal de contas, defesas e falhas são comuns, vêm e vão com os jogos. No entanto, palavras e atitudes são eternizada – e, em tão pouco tempo, Prass já é eterno.

Semana que vem, faz três anos que Prass chegou à Academia. Comparado a outros goleiros da nostra história é pouco, mas o momento era tão complicado que não poderia descrever melhor a figura do atual camisa 1. Estávamos de volta a Série B, a moral estava em baixa, os goleiros disponíveis só nos faziam chorar mais pela aposentadoria de Marcos e a confiança, definitivamente, era zero.

Só que Fernando Prass topou o desafio. Encarou os que falavam que ele estava dando um rumo tortuoso à sua carreira e disse, desde sua primeira entrevista, que era um orgulho vestir a camisa do Palmeiras. Independente da divisão, aquela escolha era algo que somente engrandeceria ainda mais a sua caminhada.

2013 foi complicado, mas o objetivo de voltar a elite foi alcançado sem maiores problemas. Veio 2014 e, junto com a alívio de ter escapado de uma nova queda no último minuto, veio a dor de uma lesão que tirou nostro arqueiro de meio campeonato. E quando chegou 2015, amigos, a coisa mudou.

Chegaram novos jogadores, novos patrocinadores, um novo ambiente. E nostra casa, reformada, virou um ponto de apoio. Estávamos sonhando novamente, pensando em voar alto e voltar ao patamar que é e sempre foi da Sociedade Esportiva Palmeiras. E, de novo, Fernando Prass foi o motor que ajudou tudo isso a se concretizar de fato.

A final do Paulista, alguns dos bons momentos vividos no Brasileiro e a taça da Copa do Brasil tiveram todos a participação ativa do nostro neo santo. Pegou pênaltis, fez defesas incríveis e, mais do que tudo isso, falou em prol de todos nós sempre que alguma pergunta maliciosa ou provocação estúpida era feita. Prass encarnou o Palmeiras e o Palmeiras abraçou Fernando Prass.

Por isso, sempre que lembrarem deste título, lembrem-se de Prass. O cara que não nasceu palmeirense, mas, acima de tudo, escolheu se tornar um. Prass sempre.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Sejamos francos, Palestrinos: nostra fase vai de mal a pior.

O time não apresenta melhora, as variações táticas tampouco e a impaciência aumenta a cada jogo. No entanto, digo de peito aberto que eu escolhi esperar. E quando digo esperar, me refiro a esperar pelo melhor, óbvio.

Primeiro porque não há tempo para mudar mais nada. Gostemos ou não o elenco está fechado, Marcelo Oliveira seguirá como treinador e, com os recentes tropeços no Brasileirão, a Copa do Brasil virou nostra única aposta para o ano.

Segundo porque é verdade que nostro time oscila demais, mas, em um duelo de 180 minutos, um só tempo muito bem jogado pode fazer toda a diferença. Nós já vimos este mesmo elenco ter momentos especiais diante de Cruzeiro, Inter e Corinthians esta temporada e podemos acreditar em ao menos 45 minutos muito bem jogados na decisão.

Terceiro porque, jogador a jogador, não consigo ver favoritismo de nenhum dos dois lados. Embora o momento do Santos seja muito melhor, nós temos um grupo que pode trazer o título pra casa. Eu quero acreditar em Prass, Vitor Hugo, Arouca, Zé, Jesus, Barrios. Faço questão de acreditar que, no mínimo, eles vão se doar dentro de campo.

E por último, mas não menos importante, porque é nestes momentos que a camisa pesa. E como pesa! Independente do que temos apresentado dentro de campo, somos e sempre vamos ser o Palmeiras. Sem exageros ou pieguice. Não precisa ser o Zé Roberto nem bater no peito do amigo ao lado para saber que o Palestra é grande… Basta lembrar o gol espírita do Óseas em 98, os dois tentos do Euller contra o Flamento em 99 e até o improvável gol do esquecível Betinho em 2012.

É normal estar ansioso e preocupado.
Anormal é desacreditar que podemos chegar lá.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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O título que eu não vi foi dividido em dois jogos. Mas, em bem da verdade, para nós ele foi decidido quase que exclusivamente no primeiro: chances perdidas, ritmo perdido, vantagem diminuída.

O título que eu não vi teve duas equipes equilibradas e montadas no início do ano. A desacreditada por problemas econômicos venceu, a empolgada por um grande momento financeiro acabou perdendo.

O título que eu não vi rolou no novo Allianz Parque e na velha Vila Belmiro. Ambos contaram com casa cheia e emoção de sobra, embora decidir em casa tenha feito a diferença.

O título que eu não vi contou com lesões que tiraram a qualidade do jogo. Mas, depois de 180 minutos, ficou claro que as ausências alvinegras pesaram mais na primeira partida do que as alviverdes pesaram no placar geral.

O título que eu não vi foi de quem errou menos. Decisões não costumam perdoar quem perde um pênalti no tempo normal de um jogo e toma dois gols de pura desatenção no outro.

O título que eu não vi poderia ser decidido por dois camisas 7. O de branco jogou apenas um jogo – e fez a diferença – , enquanto que o de verde jogou ambos – mas mostrou que ainda tem muito a amadurecer.

O título que eu não vi ficou ainda mais antagônico de pensarmos no restante do ano. O campeão deve sofrer com a falta de opções a partir do meio do ano e o vice deve ter que dispensar algumas opções para se montar até o final de 2015.

Até porque o título que eu não vi nos faz entender exatamente o que é o futebol. Um esporte onde as equipes são desenhadas em pranchetas, mas a qualidade é provada com a bola rolando.

Cabeça erguida, ainda estamos em maio.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Chegou o ano do centenário, Palestrinos.

Um ano sempre muito esperado, cercado de expectativas, desejos e significados. Ainda mais em se tratando do nostro Palestra! 100 anos de uma história linda, iniciada com muito suor por imigrantes italianos e que seguiu cheia de lutas e vitórias – como em 1942, quando mudamos de nome, mas vencemos o título.

Mas essa data traz consigo um grande problema: o de querer viver 100 anos em 1.

No afã de querer vencer e atender os anseios e pressão da torcida, os clubes costumam gastar demais e pensar de menos. Esse mal já acometeu muitos times brasileiros, tanto que alguns deles falam até em “maldição do centenário”, lembrando que o ano em questão foi perdido. Mas o Verdão, já está bastante claro, não embarcou nessa.

Trouxemos reforços humildes, deixamos de renovar com quem pediu muito e o ano que era pra ser incrível promete ser modesto. A diretoria não abriu a boca, mas já está claro que a ordem é botar ordem na casa – principalmente nas contas. O ano de ostentar virou ano de se arrumar.

Eu, pessoalmente, concordo com o que Nobre tem feito. ou alguém aqui acha normal um jogador medíocre como Vilson querer salário de Europa? Ou tá tranquilo o Leandro, que ganhava 40 conto, querer 300?! Márcio Araújo ganhando 200 e querendo aumento… Algum dia alguém, algum presidente mais consciente, teria que fazer isso. Fico feliz que tenha sido agora! Vide o desespero de Grêmio e Curintia para equalizar os gastos que não renderam em 2013… e o nostro caso é ainda pior: não é sobre um ano mal administrado, é sobre 99.

O perigo claro está em cair na desgraça, não ganhar nada e, na hora do vamos ver, entrar um presidente que apague tudo o que está tentando ser feito. No futebol, o dentro de campo influi muito mais do que o que está fora dele. Mas vamos confiar em um time com fibra e vontade que, se San Genaro ajudar, poderá contar com o brilho dos poucos que podem fazer a diferença para nos dar alegriar em 2014.

Daqui do meu lado, repito, acho um erro querer viver cem anos em apenas um. Prefiro me arrumar neste e comemorar os próximos 20 mais sossegado.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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