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Posts Tagged ‘Tobio’

Já são três os novos hermanos, Palestrinos.

E ao que tudo indica, Tobio, Mouche e Allione não serão os últimos a chegar. Afinal de contas, a cada dia que passa acompanhamos notícias e mais notícias sobre as vindas de Pratto, Ferreyra, Morález e assim por diante.

O fato é que, mentiras ou verdades, ficamos refém de informações rasas e, muitas vezes, falsas expectativas. Por isso fui atrás de mais informações sobre todos estes que descrevi anteriormente e tentei compilar aqui os principais comentários sobre todos eles.

 

FERNANDO TOBIO
Zagueiro de 24 anos, foi moldado no Vélez e jogou apenas por lá – onde fez 112 partidas e 3 gols. Estreou em 2008, foi reserva por três temporadas e tornou-se titular em 2011, sendo um dos bons destaques do time que venceu três campeonatos locais. Participou da seleção sub-20 apenas em 2009 e jamais atuou pela principal. Segundo textos de jornalistas locais, é forte fisicamente e bom o jogo aéreo. Tem chances de ser convocado pois a defesa deles vai passar por vasta reformulação na zaga.

 

PABLO MOUCHE
Apesar de ser reconhecido por suas atuações pelo Boca, o atacante de 26 anos foi formado no pequeno Estudiantes de Buenos Aires. Mas a sua fama xeneize faz diferença porque fez 126 partidas pelo time da Bombonera (a maiores como suplente), marcando 18 tentos em seis anos. Números que entregam Mouche não como um definidor, mas um clássico ponta de lança. Fez parte de todas as seleções de base da argentina, mas, depois de ir para a Turquia em 2012, desapareceu da convocações.

 

AUGUSTÍN ALLIONE
Com 19 anos, o meio-campo parece ser, de longe, a contratação mais promissora. Após três temporadas no time de cima do Vélez, Allione se firmou como titular no último ano e deixou a equipe azul com 47 jogos e 2 gols. É apontado pela imprensa argentina como um jogador que atua pelos lados do campo (um meia de transição, nem camisa 5 fixo nem 10 clássico), muito veloz e habilidoso. Atuou pelo sub-20 hermano no ano passado e, por ser muito jovem, deve se dedicar de corpo e alma ao Palmeiras e ainda pode gerar dinheiro em uma venda futura.

 

LUCAS PRATTO
Centroavante clássico, Pratto chegou ao Boca Juniors antes dos 20 anos por indicação de Martín Palermo. Alto e mais corpulento, o atacante de 26 anos tem aquele estilo Oséas de ser. Gosta de jogo aéreo, de fazer pivô, de ser objetivo. Além do campeonato argentino, já frequentou a Noruega, o Chile e a Itália antes de ir de vez para o Vélez em 2012. Desde então, tem 76 partidas e 29 gols. Nunca jogou pela seleção e parece que, pela concorrência, nem deve jogar. Esforçado e só.

 

FACUNDO FERREYRA
Revelado pelo Banfield em 2008, despontou como um centroavante que combinava altura com certa habilidade. Fez 80 jogos na primeira divisão argentina atuando por Banfield e Vélez, somando 31 gols; desempenho que o Shaktar Donetsk, tarado por atacantes sul-americanos jovens, não deixa escapar. Na Ucrânia já fez 6 gols em 11 jogos, mas, embora possa pesar os problemas bélicos na região, a imprensa local não acredita em sua saída agora – nem por empréstimo. Negócio complicado.

 

MAXIMILIANO MORÁLEZ
Último dos moicanos a aparecer em nostra possível lista de reforços, Maxi tem 27 anos e é o clássico enganche argentino. Ao melhor estilo Valbuena de ser, o meia tem 1.60m de altura (é o menor jogador da liga italiana) e ficou famoso pelos passes e arremates precisos. Sua carreira, no entanto, oscilou muito: passou por Racing, FC Moscow, Vélez, até chegar em 2011 a Atalanta (de onde veio nostro eterno Evair, lembram-se?). Fez apenas um jogo pela seleção principal e sua pedida por Gareca explica-se por coincidir com o seu melhor momento na carreira, no Vélez, quando fez 72 jogos e 20 gols.

 

Enfim, é isso. Tentei tocar nos principais pontos de cada atleta, deixando claro que não se tratam de grandes craques, mas de jogadores que podem ajudar. De fato, Tobio e Allione – que já estão aqui – parecem ajudar em muito. Os centroavantes animam menos pela dificuldade nas negociações (o Vélez diz que nunca recebeu nem um sondagem por Pratto) e Frasquito depende de uma complicada liberação da Europa. A parte boa é que TODOS, sem exceção, elogiam nostro treinador.

Seja como for, o Palmeiras está se mexendo. E se comprar argentino é mais barato e promissor, que assim seja. Verdón, decime que se siente…

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Veio outra derrota, Palestrinos.

Um revés estranho, no entanto, daqueles em que fica o sentimento de que merecíamos mais. E isso porque o time que saiu de campo aplaudido na tarde deste domingo foi imensamente mais corajoso e brigador que o grupo que deixou o gramado da Vila Belmiro na última quinta.

Mas, admitamos todos, ainda é pouco. Muito pouco.

Afinal de contas, ninguém discute que Gareca chegou ao clube há 30 dias, que ainda não conhece todo o grupo e que faltam opções ao nostro “entrenador”; no entanto, é impossível perdoar a desorganização tática dos primeiros 30 minutos de jogo.

Tomamos dois gols em 10 minutos e por pouco não teve mais na primeira meia hora de partida. Os laterais estavam abandonados, o meio-campo completamente perdido e o ataque só corria atrás de chutões desnecessários. Os testes de Gareca (Eguren e Mendieta) foram mal  o que víamos era Diogo tentando fazer sozinho o que os outros nove jogadores de linha penavam para fazer.

O primeiro lance de lucidez foi justamente entre Mendieta e Leandro, mas após uma conclusão em cima de Fábio, Henrique jogou por cima o gol que nos colocaria de volta à partida antes do intervalo. Ali, no entanto, já dava para enxergar um time mais ciente do que deveria fazer.

E o segundo tempo foi todo nosso: tivemos posse, trocamos passes, ficamos mais ofensivos. Mas aí fez diferença a nostra falta de qualidade. Contido, quando pudemos definir para empatar a partida… perdemos. Não só as chances, mas também o jogo.

(Apenas um importante parênteses aqui: todos os 16 mil que compareçam ao Pacaembu foram incríveis. Cantaram, apoiaram, incentivaram. E, mais do que tudo isso, entenderam que vamos ter que levar esse time pela garganta.)

O futebol, sabemos, é assim: nem sempre permite que se durma por tanto tempo e se recupere depois. Ainda que seja merecido.

A esperança é que, a partir de agora, vejamos um time com mais atenção em campo. Porque se um mês de trabalho com um grupo limitado ainda permite que alguns erros sejam cometidos, a desorganização tática não é um deles. Avanti, Palmeiras.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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