Feeds:
Posts
Comentários

Posts Tagged ‘torcedor’

Meter gol no Corinthians é e sempre será motivo de êxtase, Palestrinos.
No último sábado, no entanto, essa alegria durou bem menos que o usual.

O motivo não foi a anulação do gol, nem tampouco um hipotético empate de imediato. O que tirou o sorriso do rosto de todos aqueles que estavam na curva da arquibancada verde do Pacaembu foi algo muito maior: o mal súbito de um senhor.

Aconteceu tudo muito rápido e nem eu, que estava dois degraus para baixo, sei explicar o que houve. Notei um tumulto, pessoas gritando, um rapaz correndo para chamar os bombeiros e tudo o que se seguiu a isso foi horrível. No dia seguinte, lendo o jornal, descobri que ele havia falecido.

João era seu nome, estava acompanhado pelo genro e acabou sofrendo um ataque cardíaco minutos depois do gol de Henrique – que havia sido feito bem ali, na mostra frente. Os sentimentos foram tão fortes e contraditórios que ninguém sabia ao certo como reagir. O matador, quem diria, havia cumprido a sua sina sem nem saber.

E o motivo deste post é homenagear o “Seu João”. Afinal, de uma maneira ou de outra, ele representa cada um de nós que vai para a arquibancada gritar, cantar, sofrer e sorrir a cada jogo. O mesmo coração que bateu acelerado lá é o mesmo que bate acelerado aqui.

Por isso mesmo, vá em paz, meu amigo.

E vá com a certeza de que vencemos por 1 a 0.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Anúncios

Read Full Post »

Perdemos de novo, Palestrinos.
E mais uma vez foi de forma traumática.

Porque perder um clássico no último lance, minutos depois de ter tido a chance do jogo nas mãos e ainda tendo seu ex-atacante anotado o tento decisivo dói; mas perder de virada depois de 15 minutos de supremacia, fora de casa, com gol contra de goleiro e podendo ter tomado de 5 após a reviravolta, também dói. Aliás, que conste aqui uma verdade: PARA TORCEDORES DE VERDADE, TODA DERROTA DÓI.

Não importa qual o campeonato, qual a rodada, qual o horário e se era time misto ou completo. Perder é horrível sempre. Até mesmo quando se classifica com uma derrota, ela ainda é uma derrota. E o jogo de ontem doeu por dois motivos: 1) qualquer um sabe que uma vitória no Recife poderia nos trazer de volta a confiança e 2) porque palmeirense/palestrino/palmeirista é otimista sempre.

No ano do centenário, nós temos vivido um fenômeno terrível chamado “torcedor modinha”. Termo que ficou famoso graças aos são paulinos que só lotavam o Morumbi em fase final de Libertadores, mas eram incapazes de ir a um jogo comum do Paulista ou do Brasileiro, esse movimento ganhou força em nostra torcida em 2014. Acredito que, por ser este um ano especial, cada vez mais tenho observado a aparição de idiotas como esses – principalmente nas redes sociais.

Eles têm solução para tudo: palpitam no esquema tático, falam mal da diretoria, sugerem contratações impossíveis de serem feitas, criticam jogadores pelo que assistiram em duas ou três partidas… e ainda se sentem no direito de transformar tudo isso em um ato de autocomiseração. O problema é que, ao fazer isso, automaticamente envergonham a todos nós.

Sou capaz de apostar minha camisa Rhummel de 93 pré-fila que estes sanguessugas não estarão no Pacaembu no próximo sábado, às 21h. Se muito estarão em um bar com pay-per-view e, claro, com o celular na mão, prontos para solucionar essa maldita fase pela qual estamos passando. “Wendel não dá mais. Nobre, traz o Lahm! #VemLahm”, tuitarão, entre risadas, hashtags e margaritas.

Enquanto isso, não mais que 7 mil (sendo otimista) estarão nos gelados degraus do estádio municipal, perdendo a voz entre gritos de apoio e urros de raiva por mais um passe errado do mesmo lateral-direito. Mas também apoiando toda vez que o lateral correr em direção a linha de fundo adversária! Sim, nós vimos cada um dos 202 jogos do Wendel, mas ainda acreditamos que ele fará um gol ou um belo cruzamento. Não tentem entender, a gente é assim.

E se você não é, caro amigo, faça um favor pra nós: fique em casa. Vá ao bar ou para a balada, saia para jantar, mas, esteja onde estiver, esqueça do jogo. Cabe aqui um adendo: tem quem não vai ao campo porque não pode. Mora longe ou tem família, compromisso, casamento, enfim. Mas que assistem torcendo de verdade. Porque ou você assiste e passa boas energias para o time que vai a campo, ou é melhor não assistir. Mesmo.

De novo: p caso aqui não é ser xiita. É que se você é mesmo torcedor, desistir não é uma opção. NUNCA.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

A foto não é nova, mas a notícia acabou ficando, Palestrinos.

No último domingo, o Fantástico resgatou um vídeo onde Neymar admite ter sido palmeirense. O que é, sim, um fato inusitado e até divertido. Mas, na verdade, por trás da declaração inesperada do garoto aos 12 anos, reside algo muito mais alarmante do que feliz: a nostra perda de identidade.

Do glorioso nascimento do Palestra Itália, passando pela vitoriosa mudança para Sociedade Esportiva Palmeiras, continuando pelas duas fases da Academia, pelo biênio 93/94, pelos 103 gols no Paulistão de 1996 e pela inesquecível Libertadores/99, nostro DNA é o de vitórias, títulos e craques.

Quando o (ainda mais) menino, que ainda nem era (tão) conhecido, olha para a câmera e diz ser palmeirense, ali reside a certeza de quem tem 12 anos. Não era uma opinião sugestionada, dirigida ou forçada: era apenas um garoto confessando seu time de coração e dizendo, com todas as letras, que torcida pelo time campeão de Evair e Rivaldo.

Então pare e analise novamente o que Neymar ainda mais Júnior orgulhosamente disse. Ele disse que torcia por um time vitorioso e repleto de ídolos. E isso, amigos, é a base de qualquer clube que pretende construir um legado. Nostro amor e paixão pelo Palmeiras jamais mudará, mas é fato que Wesleys, Marcelos Oliveiras e Klébers não falam aos corações infantis.

Precisamos voltar a ser Palmeiras… A carência de grandes jogadores é tão grande que, depois de São Marcos, a molecada se apegou até a vagabundos como Valdivia e Kléber Judas! Isso é alarmante. É preciso voltar para a Série A, mas também é preciso se reestruturar para o que vem por aí.

Afinal, é mais do que sabido que lá se vai mais de uma década de que essa nostra alma tem sido judiada. Mas o futebol é cíclico, tem altos e baixos e nós nunca iremos perder o que nasceu conosco. É preciso voltar, mas também é preciso se preparar. Porque tanto as crianças quanto os nostros eternos corações apaixonados pulsam pelo Palmeiras, mas clamam por Rivaldos e Evaires.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

Maurício tem 4 anos. Não tem pais, tios ou irmãos palmeirenses (a avó dele jura ser palestrina, embora na prática tenha pouca experiência futebolística). Talvez tenha alguns amigos de colégio palmeirenses, mas creio que seria pouco para influenciá-lo neste momento da vida. O fato, amigos, é que Maurício escolheu ser palmeirense.

Sozinho, por vontade própria, sem a ajuda de ninguém. Apenas acordou um dia, olhou para a sua mãe (são paulina, diga-se de passagem) e cravou confiante: “sou palmeirense”.

Daí você dirá que ele é muito novo. Tantos garotos mudam de time nesta idade… Fora isso, a escolha pode ter se dado pela cor da camisa, pela empatia com algum dos atletas do elenco, até mesmo para contrariar a família ou os amigos do colégio.

Mas o fato dele ter escolhido nostro alviverde no atual momento é incrível. É algo louvável, daquelas coisas que você não entende porque não tem mesmo o que entender. Ele tem acesso a TV, ele sabe o que acontece, ele assiste aos jogos, deve ter até amiguinhos que zombam dele. No entanto, ele é palmeirense.

A verdade é que torcedores natos nascem assim, do nada. Porque mesmo quando alguém os influenciou, eles tiveram a oportunidade de mudar. E se não mudaram é porque gostaram. O tanto que gostam e o motivo desse gostar pouco importa. Torcedores não nascem em seus berços; nascem quando escolhem. Muitas vezes, inclusive, contra tudo e contra todos.

E é contra tudo e todos que devemos acreditar no Palmeiras. Porque por mais que a razão e a realidade nos passem rasteiras diárias, somos Palmeiras. São casos como o do pequeno Maurício que me fazem acreditar que sairemos dessa. É com a inocência deste garoto que não sabe quem é Tirone e nem imagina o quanto os bastidores do futebol podem ser podres, que eu vou olhar para 2013.

Obrigado, Mauricinho.
E continue sendo palestrino, por mais que o mundo lhe diga que não.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

Assistam a este vídeo, Palestrinos: http://migre.me/2vEII.

Agora respondam: quem é que não gosta de Felipão?

Ele é carrancudo, faceiro, até um pouco mal educado, mas é uma das poucas figuras genuínas do futebol. Na vitória ou na derrota, com erros ou acertos, falando sério ou dando migué, Felipão é sempre um porto seguro para todo nós.

Confesso que tive medo que este episódio do jogo de quarta, com o garotinho em prantos, fosse transformado em marketing pela diretoria do Palmeiras. Afinal de contas, querendo ou não, a imagem correu o mundo e poderia ser transformada até em plataforma eleitoral. Me dá nojo só de pensar.

Mas, graças a San Genaro, Scolari conduziu o encontro de maneira exemplar. Tal qual fez com Enzo, depois daquele jogo épico diante do Flamengo pela Copa do Brasil, nostro comandante deu um exemplo de gigante. Pediu desculpas ao garoto, deu conselhos sobre a vida e fez o mais importante: transformou a frustração de um garoto de 8 anos em orgulho.

Não tenham dúvidas que Dudu (é esse o nome do japonesinho) acabou de se tornar um verdadeiro embaixador do Verdão. Que vai levar essa paixão até os 108 anos de idade. Que vai contagiar irmãos, primos, amigos. Que aquele garoto vai se tornar um Palestrino de respeito.

E eu, que digo sem a menor vergonha que andei criticando muito o trabalho do técnico Felipão (e não mudo em nada o que disse quanto a improvisações, substituições e a indicação do gênio Rivaldo), acabo de perceber que isso é o de menos.

Sorriam, amigos, Felipão é humano.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »