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Posts Tagged ‘wesley no verdão’

Que fase, hein, Palestrinos?!

Não bastassem as primeiras derrotas e o futebol murcho que andamos apresentando em campo, Wesley – que mal chegou – já vai fazer companhia para Valdívia no departamento médico. Mas antes de você atacar o defender o novo reforço do Palmeiras, entenda uma coisa: a culpa de tudo isso é da nostra diretoria.

Afinal, não tem como condenar o jogador. Afora o lance infeliz de sua lesão no domingo, ele não fez absolutamente nada de errado. Pelo contrário: Wesley foi procurado, manifestou o desejo de vir, ficou treinando semanas sem ter contrato assinado, viu seu nome ser ventilado pela diretoria como “salvador” e abraçou o projeto.

Se existe alguém que tem culpa nessa história toda é mesmo quem gerencia o futebol. E aí entram Tirone, Frizzo, Rubens Reis… entra todo mundo que, mais uma vez, colocou os pés pelas mãos. Porque a contratação de Wesley é boa, isso ninguém discute; o que se discute é como isso foi conduzido. Foi uma sequencia de erros impressionante!

Se não, vejamos:

  • Trouxeram o cara para treinar sem ele sequer ter assinado.
  • Fecharam um preço caro demais por um atleta de razoável para bom.
  • Não estudaram o histórico recente de lesões dele, que é intrigantemente longo.
  • Inventaram um sistema de crowdfunding medonho.
  • Arrumaram um investidor para socorrer na hora do pagamento.
  • Pressionaram o atleta expondo-o a esta demora e impaciência da torcida, pintando-o como craque.

Enfim, são tantos erros que me dá até raiva digitar. Que fique claro que o atleta não tem culpa de nada. Mas, o que começou errado, infelizmente, pode terminar antes mesmo de chegar ao meio. Sem trocadilhos…

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Tem estratégia nova de marketing na Academia, Palestrinos.

Com matéria nos principais meios de comunicação e até espaço na camisa, foi lançada ontem a campanha Wesley no Verdão. Que nada mais é que uma tentativa de arrecadar dinheiro para a contratação do meia do Werder Bremen.

Tem gente que achou genial, tem gente que achou uma lástima e tem gente que acha que é só uma tentativa. Eu diria que dentre os três grupos citados, o último é o mais correto – embora eu tenha algumas ressalvas. E a primeira diz respeito justamente a grana.

Como um clube que recebe R$30 milhões por ano de patrocínios de camisa, tem uma receita de TV próxima dos R$70 milhões e que arrecada outros milhões em vendas de produtos licenciados pode pedir dinheiro? Pode parecer intransigente da minha parte, mas é a realidade: se o Palmeiras precisa do dinheiro dos seus torcedores para contratar é porque é mal administrado. Daí eu pergunto: por quê eu daria dinheiro a um clube mal administrado?

O segundo ponto diz respeito ao atleta. Nada contra Wesley, é um bom jogador e ajudaria demais a equipe, mas… quem é ele em relação ao Palmeiras? Uma coisa é você pedir ajuda para contratar um craque internacional ou um jogador identificado com o clube. Outra, totalmente diferente, é pedir ajuda para contratar um jogador mediano.

O terceiro diz respeito ao tal MOP (My Own Player, outro nome para o chamado “crowdfunding”). Sei que utilizam tal sistema em outros lugares, mas, ao menos para mim, as coisas ainda são meio nebulosas aqui no Brasil. Você compra cotas do cara, recebe de volta se a quantia não for alcançada, mas… se ele der certo, como é o retorno? Você investe pensando em vender? Porque, se for isso, não precisa trazer. Quero um jogador que venha e fique por anos no Verdão!

Enfim, a discussão é longa e a tentativa pode até funcionar. Mas, para mim, essa campanha é ingênua demais para dar certo por aqui.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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