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Posts Tagged ‘Wesley’

Quatro derrotas seguidas, Palestrinos. E todas pelo mesmo placar: 2 a 0 contra. Na conta de padaria, o resultado final é o título deste post; mas para bom observador e sofredor, a emenda sai ainda pior que o soneto.

A grande verdade é que eu não me recordo de um Palmeiras tão apático desde que me dou por gente. Me esforcei muito antes de escrever, mas, de fato, não consigo me lembrar de um time que tenha jogado 360 minutos seguidos criando praticamente uma chance de gol por jogo. Se não é o pior elenco que tivemos – e são muitos desde 2002 – certamente é o menos criativo em 100 anos de Palestra.

No jogo de ontem, apenas um chute de Wesley defendido pelo goleiro adversário. Diante do Sport, apenas uma cabeçada torta de Felipe Menezes para fora. Diante do SPFC, somente a escorada de Henrique que parou na canela de Ceni. Contra o Atlético, apenas aquele chute torto do mesmo Henrique antes mesmo dos 10 minutos de jogo.

E o pior é que não estou exagerando. É isso aí mesmo. Nem mesmo práticas arcaicas para pressionar os adversários – como cruzamentos na área ou chutes de longa distância – nós conseguimos executar. O elenco é ruim, e põe ruim nisso! Nas palavras de Fernando Prass: “Nós não ameaçamos os outros times. E como eles não se sentem ameaçados, se sentem a vontade para nos atacar”.

Para não me acusarem de leviano, usei o Footstats para fazer uma pesquisa nas estatísticas da equipe neste Brasileirão. Embora não seja surpresa nenhuma, o resultado foi mais do que óbvio: os números não mentem.

  • Assistências: Valdívia, que mais ficou fora do que jogou, tem 6. O segundo colocado, pasmen, é William Matheus (3) – que foi embora durante a Copa do Mundo.
  • Finalizações: Falem o que quiser de Henrique, mas nostro centroavante tem 39 finalizações corretas com 15 gols no campeonato . O segundo é Wesley, com 17 – sendo que ele fez apenas 2 gols no torneio.
  • Passes certos: Wesley é o grande líder da equipe com 1079 passes, seguido por Juninho, Marcelo Oliveira, Renato e Victor Luís. Ou seja, são passes corretos, mas inúteis: aqueles pro lado ou pra trás.
  • Cruzamentos: Apenas Wesley, Juninho e Victor Luís acertaram mais de 10 em 36 rodadas de campeonato. No entanto, há pelo menos seis atletas com mais de 25 cruzamentos errados, no mesmo número de rodadas.

Separei apenas quatro quesitos, porque com eles já dá pra entender a inoperância flagrante do time até aqui. Mas garanto a vocês que cada nova estatística analisada traz outra resposta escancarada para o que vemos todos os jogos das arquibancadas… se tiverem estômago, cliquem no link acima e se preparem para ter ainda mais dor de cabeça.

A verdade é que 8×0 é o placar não somente dos últimos quatro jogos.
É o placar de todo o campeonato.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Só pode ser milagre, Palestrinos! Afinal, pela primeira vez em todo o campeonato vencemos por goleada. E o tamanho do milagre só fica maior para quem assistiu à partida e sabe que o resultado por mais de dois gols de diferença não fez jus ao jogo.

Os mais de 15 mil presentes ao Pacaembu assistiram a um primeiro feio e brigado, onde as duas únicas jogadas de emoção foram ruins para nós: um gol pedido por Henrique após belíssima jogada de Valdívia e um gol feito pela Chapecoense após falha grotesca da nostra defesa.

O cenário, no intervalo, era de pura desolação.

Sorte nostra que o esporte em questão é o futebol e que as coisas podem mudar radicalmente em poucos minutos. Foi em um espaço ínfimo de 15 deles que Wesley empatou em belo arremate, Henrique virou de barriga e ainda ampliamos em uma cobrança de pênalti. Pra somar, ainda tivemos mais um penal convertido por Henricão e um gol bizarramente sofrido em contra ataque quando não havia a menor necessidade de ficar com o time aberto.

O resumo da ópera foi 4 a 2 Verdão. Um placar tão mentiroso quanto os 3 a 1 sofridos em Florianópolis no último domingo, mas que explica a beleza deste esporte que tanto amamos e ainda alivia a nostra situação na tabela. Agora é aproveitar o descanso no final de semana e trabalhar duro nos próximos dias para vencer o Botafogo fora de casa na quarta – o que, convenhamos, é bastante possível depois de termos visto o que o Santos fez com eles pela Copa do Brasil.

É bom Dorival tentar melhorar a proteção a defesa e, finalmente, colocar Cristaldo na frente ao lado de Henrique. Com a dupla de ataque e Valdívia armando, podemos jogar com 3 volantes (M. Oliveira, Renato e mais um) atrás e dar mais segurança ao lento Lúcio e aos garotos Nathan ou Gabriel Dias.

Vamos, Palmeiras! Brigando até o fim sairemos desta.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Eis a triste realidade, Palestrinos.

Um grupo de jogadores limitados, alguns poucos esforçados e nenhum talentoso. Em quase 100 minutos jogados diante do Bahia, ontem, não se viu uma só jogada inventiva dos 14 atletas utilizados. E aí justifica-se, sim, o receio de brigar contra o rebaixamento mais uma vez.

Pouco ou nada adianta dizer que ainda é cedo, que falta muito campeonato e que existem times piores. Já ouvimos isso outras vezes e em duas delas, ao menos, sabemos no que deu o desfecho. É bom lembrar, aliás, que nostro time está pior do que o do ano passado… logo, falar em Série B não é desespero, é realidade.

Passamos um jogo inteiro dependendo de lampejos de Victor Luís, um lateral-esquerdo de 21 anos que até dois meses atrás nem no banco ficava. E olha que o garoto ainda correspondeu da maneira que pode ao colocar a bola na cabeça de Henrique no lance do gol e sendo o melhor em campo. Mas é pouco, muito pouco pra um time que precisava desesperadamente dos três pontos.

Felipe Menezes, Mendieta, Josimar, Leandro, Mouche, Wesley… é impressionante a falta de criatividade do nostro meio-campo e setor ofensivo. Alguns destes, aliás, ainda incorrem no agravante do esforço zero (já passou da hora de Leandro tomar um esporro sério sobre displicência e excesso de firula). Escrevi aqui sobre a hercúlea tarefa de se esperar algo de onde sabe-se que não virá, mas é exatamente este o time que temos e é nele que temos que confiar até dezembro.

E que não fiquem achando que a possível volta de Valdívia salvará a pátria, porque não vai. Seu inegável talento infelizmente perderá sempre para a sua também inegável falta de comprometimento e seriedade. Um cara que simplesmente some do mapa não merece a menor atenção de qualquer clube que seja, ainda mais o nostro.

O que se viu ontem no Pacaembu foi um mar de torcedores náufragos em busca de uma pequena ilha chamada talento.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Derrota das piores que poderíamos ter sofrido, Palestrinos.

Pois se não bastasse ser contra a gentalha, ainda foi de maneira ridícula. Um time apático, acéfalo, aquém até da mediocridade. Resultado: não criamos um só lance de gol em 95 minutos de bola rolando!

E olha que Gareca montou a equipe com o que tinha de melhor. Voltou Marcelo Oliveira para a defesa no lugar de Lúcio, colocou Victor Luís na esquerda, fechou o meio com Mendieta e apostou no contra ataque de Mouche. O problema é que entre a teoria e a prática há um abismo gigante de qualidade…

E nem me refiro àqueles que são notadamente limitados (té porque é burrice esperar que atletas como Wendel, Oliveira, Renato e Henrique rendam além de seus limites). O problema é que seguimos depositando confiança em Wesley, Mendieta, Leandro, Felipe Menezes e tantos outros que nunca, de fato, responderam quando foi preciso.

O nostro maior problema hoje é justamente este: se esperar algo de onde nunca virá. É frustrante, é repetitivo, é o que nos dá essa sensação de impotência tão comum nos últimos anos.

Quando se tem uma equipe limitada é preciso correr. Dar o máximo de si. É irritante ver jogador nota 5 se arrastar em campo como se fosse um favor ele estar ali. Não dá mais pra ficar refém da displicência de alguns e das limitações de outros. Precisamos nos organiza, mas também se entregar.

Caso contrário, nenhum reforço irá salvar o Palmeiras.

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Aproveitando o tema do post, mais uma vez tive vergonha de alguns dos torcedores presentes na Arena BNDES. Se a piada das máscaras foi excelente, o ato de quebrar cadeiras e ainda pedir para “mandar a conta pro Nobre” foi ridículo. Se bem que, desses, já não se espera mais que isso mesmo…

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Entrevista preocupante a de Brunoro para o Lance!, Palestrinos.

Não por 90% do bate papo, mas pelos 10% restantes onde o assunto foi Alan Kardec. Firme nas palavras, nostro diretor de futebol deixou bastante clara a postura dele e de Nobre no caso: ou o atacante se enquadra no oferecido, ou vai embora.

O problema é que, graças a demora nas negociações, a concorrência anda forte – e provavelmente ofereceu muito mais do que nós estamos oferecendo. A bola da vez, segundo apurei, é o SPFW, já que a turma da Vila Sônia anda preocupada com as performances de seu atacante idoso.

Vejam bem: o ponto aqui não é a nova política salarial do clube. Quanto a isso, sou totalmente favorável! Tenho certeza que, dentro de pouco tempo, veremos outros gigantes fazendo a mesma coisa para não deixar suas dívidas ainda maiores. Foi-se o tempo da mentalidade flamengo-carioca do “fingir que pago”! Também acho digno a postura contra as organizadas e não vejo problemas em não fechar patrocínio master com qualquer empresa bunda. O problema é que algumas regras têm exceção; e nós estamos perante uma dessas regras.

Hoje, o Palmeiras conta com poucos atletas indispensáveis. A julgar o ano até aqui, estamos falando de Prass, Valdivia e Kardec. Prass está muito bem e vais e aposentar por aqui; Valdivia melhorou a parte física (mas ainda vale uma venda por bom valor); já Kardec é incontestável, não tem como perdê-lo.

ÚNICO artilheiro do time nos últimos dos anos, o camisa 14 é a referência que não podemos perder. Tem apenas 25 anos, se identificou com o clube e é o tipo de jogador que nunca vai dar trabalho. Kardec sabe da importância que tem e merece ser diferente por isso.

Dentro do elenco, hoje, acredito que somente Valdivia e Wesley recebam mais que ele. E, por mais que isso seja culpa da administração anterior, não dá pro cara mais regular da equipe ver outros ganhando mais e ficar indiferente. Nenhum de nós ficaríamos.

Por isso, diretoria, acorde enquanto é tempo. Com o elenco de hoje completo, somos candidatos até ao G4. Mas, sem reforços e sem Alan, a coisa vai complicar muito. Abram uma exceção para o artilheiro.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Vão direto para o minuto 3:10 deste vídeo, Palestrinos:

Sim, são os gols da vitória de ontem. Mas, só por agora, peço que vocês tirem o olho de Kardec e Wesley em ambos os lances. Calma que fará sentido.

No primeiro tento, desloque sua visão para o canto direito do vídeo e veja a felicidade de Tiago Alves socando o ar para comemorar. Já no segundo, fixe seus olhos no canto de baixo do vídeo e repare na vibração de Bruno César.

Não estou cravando que seremos campeões, nem tampouco que nostro time está pronto. No entanto, quando um time vibra deste jeito a cada gol marcado… é sinal de que tem coisa boa por vir.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Passamos para a semi, Palestrinos!

Sem sustos e sem precisar sofrer no terror dos pênaltis, batemos o Bragantino por 2 a 0 e passamos de fase. O time se comportou bem, cumpriu a missão de abrir o placar ainda no primeiro tempo e venceu sem contestação. O que nos separa do caneco, a esta altura, é apenas a tal “paciência de campeão”.

Explico: em diversas vitórias do Palmeiras no campeonato, mesmo com o resultado garantido, deixamos de lado a posse de bola e nos expusemos de maneira arriscadamente desnecessária.

Oras, em um meio-campo com Wesley, Bruno César e Valdivia, trocar passes de qualidade é quase que natural. Não é preciso acelerar o jogo sem necessidade, recuar bola para zagueiro dar chutão, tentar cruzar bola pelo meio e coisas do tipo. Depois de muitos anos sem essa qualidade, precisamos tirar proveito dela!

Ontem, mesmo com o resultado assegurado, sofremos contra ataques extremamente perigosos. E se a qualidade do time de Bragança não fez esse tipo de lance virar perigo, o mesmo não dá pra dizer de um Santos, por exemplo. Nem mesmo do Ituano, que até aqui matou jogos e mais jogos contra golpeando rápido.

Seja como for, se a nostra defesa seguir com seriedade, os laterais mantiverem a boa forma, nosso meio mexer a bola, Leandro resolver jogar e Kardec mantiver o faro de artilheiro, não devemos nada ao time da Vila. Principalmente se tivermos calma. A tal paciência de campeão.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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